28 dezembro 2006

Constituição da República Portuguesa

Democratização em marcha

art. 58º (Direito ao Trabalho)
1 Todos têm direito ao trabalho.

art. 63º (Segurança Social e Solidariedade)
1 Todos têm direito à segurança social.

art. 64º (Saúde)
1 Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.

art. 65º (Habitação e Urbanismo)
1 Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar.

art. 73º (Educação, Cultura e Ciência)
1 Todos têm direito à educação e à cultura.

art. 79º (Cultura Física e Desporto)
1 Todos têm direito à cultura física e ao desporto.

A democratização “oficial” fora consignada a 2 de Abril de 1976, com a aprovação da CRP em Assembleia Constituinte.
A partir daí, a estratégia era levar a todos tudo, como se tudo estivesse ao alcance de todos; mas do tudo, apenas sobrara umas migalhas para todos. Portanto, de todos os direitos inscritos para todos, todos têm direito ao direito, mesmo que esse direito passe diante dos olhos, ou esteja inacessível para todos, não deixando por isso de ser um direito.

Enfim, ao menos, democratizara-se (sejamos honestos) a vulgaridade, a infâmia, a maledicência, a baixeza, a hipocrisia, e todo um conjunto de substantivos análogos que caracterizam na perfeição este rebento de homem “vulgocrático”.

Bem haja a modernidade, que fez ressurgir os sofistas, como diria Sócrates (o Filósofo) os prostitutos do bem falar…Logo, do bem enganar…

24 dezembro 2006

Natal


O deus Thoth deseja ao comum dos mortais um santo natal, na companhia daqueles que eles mais gostam.
Para os legionários, defensores da lei divina, da honra, da fidelidade, e da verdade - velarei por eles enquanto deus.
Toda a prova de verdade será recompensada, amai os vossos, amai-vos, sede diferentes pelo que tendem em cima, e não em baixo, que o vosso exemplo seja a luz que os outros procuram.
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Avé

23 dezembro 2006

Autoridade

Diz-se, que nas forças da ordem, a falta de escolaridade obrigatória ronda os 22 mil indivíduos.
Poder-se-á também alegar que alguns, desse universo, já terão idade superior a 40/50 anos. Como se a retórica servisse para desculpar a falta de acompanhamento da evolução técnica e formativa dos agentes.
30 anos de poder democrático, pelos vistos, não foram suficientes para formar, ensinar, e dotar os agentes de capital intelectual suficiente para poderem combater o crime de forma eficaz.

Parafraseando Platão, é mais perigoso ter um mau cidadão inteligente, do que um mau cidadão ignorante, ou seja, como pode um agente não formado, «info-excluído», fazer face a um criminoso intelectualmente superior.
Temo que o agente, apenas deseje o fim do mês, e tenha como prioridade e sentido profissional: o passar multas.

Em suma, que autoridade existe nestas forças?
Servirão elas para defender eficazmente o Estado, consequentemente , o cidadão?
Mais uma vez, temo que não.
A preguiça mental é inimiga da eficácia!
Com certeza, será mais cómodo deixar andar….

18 dezembro 2006

LEGIÃO VERTICAL

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...Camaradas, cada vez é mais difícil mantermo-nos fiéis a determinados princípios. Nunca a estupidez tinha assumido antes tantas formas como as que se apresentam na actualidade: Desde o maltrapilho ao executivo; do varredor ao político; do subordinado ao subordinante; do aluno ao professor; do operário ao patrão … eles conseguiram, institucionalizaram a estupidez e tornaram-na atraente. Mais, ela é um objectivo a atingir. Escolhe o caminho certo e serás estúpido! Este poderia ser um dos lemas do mundo moderno. Estúpido mas informado, dirão alguns. Sim informados de toda a estupidez!...

13 dezembro 2006

Fórum Terceira Via

Para ler, consumir compulsivamente, de preferência a seguir às refeições. A opinião é desejável, se se tiver como motivo, o que está para além do meramente existir!
Diz-se que o meu consorte grego, por lá escreve, se descobrirem que é? Talvez decifre para os meus amigos mortais o sentido da vida! E do que é feito o homem!

10 dezembro 2006

Leitura obrigatória em Legião Vertical

"Quem somos, o que queremos e para onde vamos?
Estas são perguntas que já colocamos a nós mesmo e que de certa forma outros já nos colocaram:-O que fazem? O que estudam? Têm algum objectivo específico? Etc.Acontece muitas vezes não darmos a resposta adequada porque temos alguma dificuldade em saber do que podemos falar e o que devemos dizer. Todos os membros aceites e que fazendo parte de uma estrutura mais interna sabem que na nossa Ordem existem rituais que não podem ser desvendados ao neófito pois são nossos, fazem parte da nossa unidade enquanto Ordem. Estes rituais não têm nada de estranho, simplesmente podem ser mal interpretados por quem não tem conhecimento de determinados assuntos e por essa razão devem connosco permanecer secretos."
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06 dezembro 2006

Salário Mínimo Nacional

O governo, em concertação social com os parceiros da trama, aprovou o decreto-lei que actualiza o SMN em 4,4%, para 2007.

Diz também, o nosso querido governo, que os aumentos do dito, cifrar-se-ão em 450€ para 2009, e 500€ para 2011.

Não sei muito bem o que vai na cabeça destes meros mortais, se concordam com o que diz o artigo nono da CRP, ou se vivem completamente à margem do país real dos pequeninos.

O SMN, fruto de um contrato de trabalho, não é nenhuma esmola, é um direito do esforço dispendido durante um mês de trabalho.

Ao valor real do SMN há que descontar os 11% para a SS, e a respectiva taxa para o IRS. Feitos os abatimentos devidos, provavelmente, sobra pouco para as obrigações (facturas), alimentação, vestuário, filhos, etc.…

Enfim, este é o país dos pobres, dos tristes, dos que mendigam um salário, dos que não sabem para que vivem, nem para onde vão?

A mentira do liberalismo democrático tem muitos tentáculos, que urge extirpar.

Estes novos – sempre – “mendigos” das migalhas alheias, ainda vão descontar do seu já parco salário, para que outros parasitas: subsídio-dependentes, se alimentem do esforço de outrem.

Este é o país real, aliás, bem real, que o politicamente correcto teima em não ver!

03 dezembro 2006

LEGIÃO VERTICAL

"Tanto o mal como o bem já existem em nós como gérmen, as diversas circunstâncias da vida é que fazem que um se manifeste com maior ou menor intensidade em detrimento do outro. As organizações humanas, logicamente por serem constituídas por homens e mulheres, reagem mais ou menos da mesma maneira. Também elas trazem consigo o gérmen do sucesso ou da sua própria destruição, mais do que factores externos são circunstâncias internas de carácter individual ou colectivo que corrompem essas organizações."
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O deus Thoth, recomenda a leitura atenta do texto completo, na página da Legião Vertical.

02 dezembro 2006

Aposentados de luxo II

A grande mentira

Uma qualidade, dentre as muitas que se atribui ao deus Thoth, é: Arquivista. Lá em cima, arquiva os ditos dos deuses; cá em baixo, o que fica escrito: em normas, decretos, despachos, leis, decretos-leis, etc.

O homem parece ter a necessidade imperiosa de produzir papelada, ficheiros físicos e digitais, como se mais leis e companhia, fossem sinónimo de melhor vida para o cidadão.

Parece também haver por parte do governo das coisas terrenas, o sentido existencial de omitir factos relevantes, quer dizer, insufla medo no quase reformado, impondo decretos-leis que viram leis no parlamento, onde a diferença entre o reformado do regime geral, e o amigo aposentado da caixa geral de aposentações, é cada vez mais obscena, ganhando menos os primeiros, e muito mais, superlativo – os segundos.

Quase que me atrevo a dizer, que estes meros mortais, aprenderam a arte de governar pelo medo, dissimulada na mentira descarada, enfim – todos diferentes, todos iguais!

Despacho nº 24649/2006, do Ministério das Finanças…

Aviso nº 12744/2006, DR nº 231, série II de 2006-11-30 – lista de aposentados e respectivas reformas, vide se tiverdes tempo, o valor da dos militares – coitados?!

Para concluir, o Arquivista divino, cita o art. nº 9, alínea d) da CRP:”Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses…”; e o art. nº 13, ponto 1:”Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei”

O mundo das coisas terrenas é assim, assente no nada e na mentira!

29 novembro 2006

O País do esquecimento

Se houvesse um símbolo que determinasse com precisão o substantivo esquecimento, esse símbolo, sê-lo-ia , talvez: o tumulo – lugar reservado aos corpos sem vida, repouso último do milagre da existência, da redução e transformação da complexidade do ser em terra/pó, em substrato ou nutriente para uma nova vida.

A ampulheta, ou se preferirmos, o deus Cronos, mede tudo inexoravelmente, sem atender às qualidades inerentes a cada um. O tempo que decorre do nascimento à morte, é a nossa única certeza da possibilidade de vida, verdade em si mesma, evidência, que dispensa o método científico de verificação, e o de autenticidade histórica.

Se a vida é uma evidência, também o são, os sucessivos acontecimentos por ela originados. Gravados nos anais do Eterno, e sem possibilidade de reinscrição posterior, ou adulteração temporal dentro do espacial.

O homem, que trás consigo qualidades que o diferenciam das demais espécies; parece também trazer, como que uma sombra de si: a mentira, a inexactidão, a falsidade do facto histórico, a transmutação da mentira em verdade.

Assim o é de facto, esta evidência adulterada da história, este reinscrever sucessivo sobre o ocorrido, sobre o acontecimento, sobre o dado. A subtileza da linguagem, ou as armadilhas do pensamento, são os novos pilares que sustentam todo o edifício histórico, sempre a ser reinscrito pelos novos senhores do mundo e da verdade das coisas (mas, como uma macieira só dá maças – evidência, logo, há factos indesmentíveis e infalsificáveis pela boca humana).

Os senhores, donos até da verdade do tempo, do ocorrido, ou da sua falsificação; vemo-los a transpirar verdade, a transpirar putrefacção histórica, como se o ocorrido fosse desmontável, falsificável, pudesse voltar a trás.

Os Deuses estão atentos, pois tudo fica registado no arquivo!...

24 novembro 2006

Combater

Para protecção dos bons e homens santos
e para acabar de vez com os criminosos
e no objectivo de firmar o Dharma,
d’yuga em yuga, Eu manifesto-Me.

Vyassa, Bhagavad-Guitá, Lisboa, Relógio D’água, 1996, pag.81

Lamentas quem não deves lamentar
e, no entanto, tu falas como um sábio!
Mas, homens que são sábios de verdade,
não choram nem por mortos nem por vivos.

Idem pag. 49

Levanta-te, portanto, e combate, alcança a glória!
E, depois de vencer o adversário, goza dum reino próspero.
Por Mim, estes, já foram abatidos dum só golpe:
sê simplesmente Meu instrumento, ó Ambidextro Arqueiro!

Idem pag. 161

Krixna, incentiva Ardjuna a combater os exércitos interiores, a ser ele mesmo, a dominar-se a si, tomando as rédeas da tirania das emoções.

Extrapolando o convite ao combate pessoal, devemos com as devidas consequências elevar o combate a um nível mais amplo, quer dizer, devemos sem medos ser senhores do próprio destino, sem pensarmos nos meios. O que importa, são os fins, e esses, já estão previamente gravados no livro divino. O futuro decide-se no presente, com os acontecimentos do passado. Portanto, para quê esperar? Porque se delega no outro o governo das nossas coisas, a decisão final das nossas vidas? Porquê? Será falta de coragem? Será que queremos ficar inertes, absortos no nada, no deixar andar, no olhar para o lado, para não ver a realidade? Porque será? Pergunto-vos, meros mortais, feitos de pó, moldados na forma incognoscível e incompreensível, desejais ser sempre assim, toldados por outros, vividos por outros? Porque esperais? Levantai-vos ó homens, endireitai as costas, sede diferentes dos outros animais pelo que tendes em cima, e não em baixo. O campo de batalha é já ali à frente. Uni-vos! A glória dos céus está reservada aos audazes, cujo nome ficará gravado no espírito da humanidade para todo sempre!

O grito da alma aprisionada clama por liberdade!

20 novembro 2006

Dia após dia

«Os Mestres dos tempos antigos eram livres e sábios. Na vastidão das forças do seu espírito, ainda não existia o ‘eu’, e esta espontaneidade da força interior dava grandeza ao seu aspecto. Eram prudentes como quem atravessa uma torrente invernal; vigilantes como quem sabe que tem à sua volta o inimigo; impossíveis de agarrar como o gelo em fusão; rudes como a madeira em bruto; vastos como os grandes vales; impenetráveis como a água turva.
Quem, hoje em dia, com a grandeza da sua própria luz, poderia iluminar as trevas interiores? Quem, hoje em dia, com a grandeza da sua própria vida, poderia reanimar a morte interior?
Naqueles, existia a Via. Eles eram indivíduos senhores do Eu: e era na perfeição que se resolvia a sua falta.»

Citação de Lao-tse, por Julius Evola

Quem, pergunta o Mestre?
Quem, ainda se encontra vivo, senhor de si mesmo, desperto, consciente do tempo presente?
Do que existe em excesso, produtos que suprimem todas as necessidades; e do que não sobra, “graçando” pelo vazio de uma vida a outra miséria de uma esmola de pão.
Quem, neste mundo, grita às obscenas desigualdades?
Quem, neste mundo, ainda encontra forças dentro de si para resistir, enfrentar sem medos: a humilhação, a dúvida, o desespero, o desassossego, a infâmia, a maledicência, a difamação?
Quem, neste mundo, está disposto a ser ele mesmo?
A viver para si, a dispensar a máscara social, a hipocrisia do politicamente correcto.
Quem?

A grandeza da alma, não se reflecte necessariamente no outro. Ela é grande por um esforço contínuo de aproximação ou retorno ao sublime. Dispensa filtros. Como dispensa o convívio com o vício, que a diminui e enfraquece.
Quem, ainda se encontra de pé?
Quem?
Só o tempo o dirá.
Só o tempo separará o trigo do joio.

Resta-nos, isso sim, restaurar o esforço de aproximação ao sublime.

Resistir, ser, iluminar!

15 novembro 2006

PELA VIDA

Continua a saga quase inglória pelo não, ou seja, pela defesa intransigente da vida. Agora que o Tribunal Constitucional aprova a proposta de referendo apresentada pelo PS, onde se pode ler: "Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?" Há aqui qualquer coisa que escapa ao constitucionalista, quer dizer, se o artigo 24 da CRP diz explicitamente que "a vida humana é inviolável"; então pergunto aos excelentíssimos doutos, que dizem ser independentes do poder Legislativo e do poder Executivo (tudo pura ilusão, conversa de crianças...) onde começa a vida? Será às dez semanas ou aos nove meses, ou então quando a criança decide sair do ventre materno, ou será quando a fecundação se dá? Enfim, o julgamento divino far-se-á a seu devido tempo. Por agora, enquanto meros mortais, e com a real possibilidade de dar e tirar a vida, resta-nos há luz do artigo 21 da CRP, resistir, e repelir pela força aqueles que ofendam os nossos direitos, visto não ser possível recorrer à autoridade pública, que parece ter abdicado da sua função primordial, a da defesa da vida humana!
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A apologia da barbárie segue dentro de poucos meses?

11 novembro 2006

Workshop

Preâmbulo

Depois de debatido nos céus, o conteúdo deste conto, o deus Thoth decidiu publicá-lo.

Os meus agradecimentos ao Thoth, por me deixar postar aqui este conto de ficção:
- Certo dia recebeu, um conhecido meu (o Pedro, nome fictício), um convite para passar um fim-de-semana algures aí numa serra de Portugal. Este encontro tinha um nome engraçado, Workshop! Mas perguntam vocês, workshop de quê?
Workshop de desobediência civil!
- Como medidas de “segurança” não se levava nada com que as autoridades pudessem pegar...até porque estas “festas” são divulgadas descarada e provocatoriamente. Chegados os campistas, e depois dos abraços e saudações do costume, os “capo’s” já tinham a logística preparada e aí vai breefing. Divide-se a malta em grupos e passamos à acção (formação) política: a globalização, as multinacionais, o ambiente…depois vieram os amigos internacionais, contactos, as formas de luta (não faltaram imagens em portáteis das manife’s), etc.
- Conta o Pedro (nome fictício – com um labor bem real), que a sua principal missão era prestar atenção aos convidados estrangeiros! Um espanhol, daqueles que de Espanha não gosta nada, foi o seu principal foco de atenção!? Depois do reportório “legal” (ocupação de edifícios, cortes de estrada, contra manifestações, invasão de escolas…), vieram em tom de brincadeira e metidos ali como uma espécie de improviso (graçola de meninos) a confecção de um cocktail- molotov! A excitação aumenta, aparece logo uma garrafa, “assalta-se” um depósito de um automóvel, arranja-se um pouco de óleo, faz-se a mistura, acende-se a mecha…todos quiseram experimentar. O “espanhol” continuava atento e alguém lembra-se de lhe fazer perguntas sobre a “calle barroca!” A palavra mágica foi proferida e o êxtase era visível nas carinhas dos jovens burgueses com os cabelos compridos e sebosos (que os papás dizem com um encolher de ombros – são jovens, coitados).

Mas isto é tudo ficção, e o artigo 46 da CRP, não lhes é aplicado – pois não são fascistas nem paramilitares!...

Conto de ficção – extraído de uma história verídica, a que o deus Thoth teve acesso.

05 novembro 2006

Leitura obrigatória

DO LEGIONÁRIO E SUAS OBRIGAÇÕES
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Efectivamente, o caminho vertical não é para todos (embora para muitos), mas está ao alcance daqueles que se sentirem capazes de não tergiversar o Ideal!

Aposentados de luxo

A notícia sobre os 382 políticos, beneficiários de luxo, que vão usufruir de uma pensão vitalícia transmisível, no valor médio de 20 mil euros ano; foi posta a circular com um propósito oculto e bem definido. Cujo sentido é o de desviar o olhar da lista de aposentados/reformados da caixa geral de aposentações, que o ministério das finanças e da administração pública pôs em aviso nº 11637/2006, publicado em Diário da República nº 210, Série II de 2006-10-31. Quer dizer, tenta-se assim tapar o sol com a peneira. Quem detiver os olhos na lista, verá com espanto, os montantes das pensões, e questionar-se-á sobre a crise real do país. Parece que a crise passa efectivamente ao lado de alguns, e esses alguns, coincidência ou não, estão sempre em greve, com os respectivos sindicatos a reivindicar direitos para os seus associados.
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Ide mortais, ver a lista!
Ide, e continuai a acreditar nas promessas vãs, proscritas por bocas de meros mortais cuja língua anda longe da verdade.
Ide, e continuai a cantar-lhes hinos, ide!

01 novembro 2006

Auxiliar de memória para deputados

O Thoth, não poderia deixar passar mais uma brincadeira de democratas.
Não querem os meus amigos saber, que os deputados da Nação S.A.., estão a ser convocados por…para estarem presentes na Assembleia da República.
É preciso o senhor presidente da A. R., vir lembrar aos excelentíssimos doutores o dever para com a dita Nação S.A.; o que significa, que os representantes muito legítimos do povo português, têm que ser convocados para comparecerem no seu local de trabalho; logo, deduz-se, que a convocatória existe, porque a ausência dos amigos do trabalho e do zelo público é mais forte do que o sentido colectivo de defesa daqueles que os elegeram.
Bem hajam!

Transcrição de parte do documento Enviado:

Assembleia da República
Gabinete do Presidente
Convocatória

“Por determinação do senhor Presidente da Assembleia da República convoca-se V. Ex.ª, para uma reunião plenária que terá lugar no próximo dia 31 de Outubro de 2006, pelas 15:00 horas, com a seguinte ordem de trabalhos:”…

Palácio de S. Bento, 26 de Outubro de 2006

27 outubro 2006

Dignidade democrática

De fazedores de leis a incumpridores incorrigíveis das mesmas

A acta do processo nº 1/cce, do acórdão nº 563/2006, do Tribunal Constitucional, que aprecia as “contas da campanha eleitoral relativa às eleições para a Assembleia da República realizadas em 20 de Fevereiro de 2005”; é prova, entre outras, que a democracia portuguesa, para além de ser ainda jovem, tem como modo de vida a mentira, a falta de responsabilidade dos seus mais acérrimos defensores, e o desplante da justificação da ilegalidade! Como se a justificação servisse de atenuante.
Enfim, o mérito nunca foi, não é, nem será a valor pelo qual se guia e mede o democrata na sua ascensão tirânica em direcção ao saque da coisa pública.
Já sei, sou eu que estou a mentir. Mas se de facto estou. Escolham um político com um cargo de responsabilidade, e investiguem-lhe o passado, a ascensão; e meus caros amigos, ficarão surpresos com o que irão descobrir…

Boa sorte!

23 outubro 2006

PELA VIDA

Blogue colectivo destinado à promoção da vida.
E contra a estupidificação transmutada em lei.
Após convite do amigo Vitor, o deus Thoth acedeu, contribuindo com este artigo, e com a vigilância característica, de quem lá do alto, tudo vê!
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Uní-vos, oh homens!
Sede intrépidos face à barbárie!
Que a palavra divina seja acção em vossos corações!

21 outubro 2006

LEGIÃO VERTICAL

Finalmente, a Legião Vertical adere às novas tecnologias, pondo à disposição dos cibernautas, um blogue Tradicionalista, com uma visão de futuro, assente no presente, e no conhecimento possível do passado.
Os textos, ao que o deus Thoth apurou, não terão periodicidade diária ou semanal; eles pretendem ser repositórios seguros de um novo sentir, viver, e agir.
O símbolo da Legião diz tudo, ou quase, ficando o oculto para uma vivência mais conforme o lema da Legião: DE PÉ ENTRE AS RUÍNAS!

http://legiaovertical.blogspot.com

15 outubro 2006

Apologia da blogosfera

Serve o presente esboço de apologia, para elogiar a blogosfera nacional; tendo em conta que alguns blogues ditos de referência, têm colocado duas questões fulcrais, uma referente ao desinteresse próprio de quem vê na lamuria uma forma de estar; a outra, ao possível entendimento entre criadores sobre a criação de um maior número de blogues colectivos.
Devo desde já acrescentar, que a blogosfera nacional está de boa saúde, o que significa, que todos os seus blogues (uns mais, outros menos), estão de parabéns!
Quem perder em média uma hora diária na leitura de blogues nacionais, verá que sai a ganhar. E ganha em duas frentes, uma, porque não perde, a hora perdida traduz-se em ganhos formativos e informativos; e a outra, é que não precisa de ver ou ler a informação ou desinformação politicamente correcta veiculada pelos média, ou como diz o camarada Legionário: pelos mérdia!

A blogosfera é um acervo de informação e formação. Quando um comentador comenta, sustentando no seu comentário o seu ponto de vista com informação fidedigna, está a contribuir para a importância da blogosfera como meio de informação poderoso e ainda sem verdadeiro controle governamental!

Vamos agora ao primeiro ponto, alguns blogues, têm tido como correspondência entre si, o acto da lamuria; e a este ponto gostaria humildemente de colocar a resposta na boca de Séneca:”Continuas então a indignar-te ou a lamentar-te disto ou daquilo, sem entenderes que o único mal efectivo é o próprio facto de tu te indignares ou te lamentares?!”

O segundo ponto é mais complexo, versa a diluição do pensamento individual criativo, no pensamento colectivo redutor e formativo.
Quer dizer, só tem sentido criarem-se vários espaços de debates colectivos, entenda-se blogues, se se mantiver o princípio do blogue individual, aquele onde publica-se o que vai na alma, sem filtros normalizadores, próprios do colectivo!

Quer isto então dizer, que o conhecimento individual publicado no blogue particular deve continuar tão presente como agora, tão rico em informação como agora, mais, deve contribuir para um conhecimento histórico dos acontecimentos ocorridos em determinada altura.
A cooperação entre blogues particulares deve, isso sim, incrementar o esforço colectivo, no sentido de criarem-se, dentro dos possíveis, blogues colectivos direccionados a determinado tema, com propósitos objectivos. Também deve-se, com a urgência dos meios humanos ao dispor, criar um acervo de conhecimento da blogosfera, no sentido de ter-se informação de suma importância sempre actualizada e catalogada, e de essa informação servir para a defesa daqueles que dispuseram-se ao serviço dela!

Saber é poder!

09 outubro 2006

O País das maravilhas I

878 anos de história

Vai o tempo em que o fundador da pátria andava atarefado a matar mouros e espanhóis. Agora, o tempo é outro, é tempo de paz, de felicidade e de conformismo apátrida.
Nesta evolução positivista Comteana, o país abeira-se do sublime, tudo graças ao liberalismo triunfante que fez triunfar, no nosso caso, a democracia republicana. Nada pára a evolução positivista, qual barca de Noé, que nos transportará seguros até ao porto da salvação, para aí morrermos descansados.

A evolução da democracia, desde a cidade-estado grega até aos nossos dias, só viu melhorias qualitativas; prova disso: é a universalidade do sufrágio, quer dizer, na nossa democracia, refinada e mais que perfeita, todos Têm direito a voto. Vota o cidadão honesto, o desonesto, o bom, o mau, o bêbado, o violador, o assassino, o pedófilo, o criminoso, o drogado, o malandro, o que não paga impostos (porque diz ser mais inteligente do que os outros), o corrupto, etc., e a lista continuaria, mas fico-me por aqui; como estava a dizer-escrever, nesta evoluída democracia, todo o voto é igual.

Mas se é igual, então a quantidade do número (englobando todo o tipo de trates) sobrepõe-se à qualidade; o que por si só é já uma contradição evolutiva, isto é, o politicamente correcto imposto pela opinião da maioria (quantidade) mais evoluída democraticamente, é lei, determina que a minoria (qualidade) se cale, e que não refute por ideias e juízos; as meras opiniões de circunstância que alimentam as massas (quantidade).

Em suma: para ser breve e ficar por aqui, por enquanto…
Se o fundador, por um milagre feliz da natureza, reencarnasse, ver-se-ia na necessidade de substituir a matança, quer dizer, já não mataria mouros nem espanhóis, mas sim “portugas” – mestres hábeis na arte do desenrasque, da difamação, e da mentira!

Viva o rei!
O Afonso Henriques.

05 outubro 2006

República de pequenas coisas

Dizem-nos, os arautos democratas republicanos (Salazar também governou numa república), que o sentido da implantação da república (lei da bala) teve como propósito acabar com a corrupção na monarquia; quer dizer, do rei, dos amigos, dos nobres, etc..

Devemos considerar, ou ter em consideração, a atribuição de mérito e de honra a tão ilustres membros da sociedade (e digo sociedade, porque é diferente de dizer comunidade). Exemplos a seguir na vida pública (e privada).

Quem, lá do alto, detiver os olhos neste rectângulo de república, verá admirado de espanto e deleite consciente, que aqui mora a cordialidade, a amizade, a honestidade…; e que este grande país é todo ele um santuário cheio de virtudes.

O vício capital da monarquia, entenda-se corrupção, não tem lugar na república. O 5 de Outubro de 1910 foi o antídoto definitivo de todo o mal!

Na monarquia sacralizava-se a figura do rei; na república sacraliza-se a palavra democracia.

Enfim, como se o importante fosse o regime. O que importa às gentes (entenda-se algumas), é como o estado, essa entidade abstracta, administra o todo. Isso sim, é que é importante!

A única Ideia Guerreira de Estado permanece no hino, e pouco mais, pois até a virilidade masculina está em retrocesso, ou dito com maior propriedade – está a fugir para o fundo das costas.

Será dos genes, ou das modas que vestem o tempo presente?

Viva! Viva!
Mas, viva o quê?
O descalabro!

01 outubro 2006

Biblioteca Evoliana

Pela Tradição – Pela via da acção

A Tradição esta viva! Mais viva do que nunca.
Pelo Mistério do Rito e da Sabedoria, é-nos possível aceder a um patamar superior do conhecimento. Prova disso, é o despertar de uma nova mentalidade, ávida de conhecimento multidisciplinar, por um lado; e por outro, já cansada da informação inócua e idêntica que a todos é dada por igual, procura o sublime em todos os actos quotidianos.
Esta biblioteca Evoliana on-line criada em Setembro, em espanhol, vem auxiliar aqueles que sequiosos de saber, lançam-se por vezes, por caminhos tortuosos, indo intricar em nada, vendo-se aí em apuros, sem auxílio nem bóia salvadora, à mercê de mentes manipuladoras que estudam a arte da mentira pela mesma cartilha!

A Tradição – para além de estar bem viva: é a garante de uma mente desintoxicada.
Fundamenta-se no intemporal. Está para o Homem intrépido, como o Homem está para a vida! Nem mais nem menos.

Citando Hermes Trimegisto – meu consorte grego: o homem é um deus mortal, e o deus um homem imortal!

O intraduzível revela-se só, por intermédio do pensamento, e este, não foi dado a todos por igual…

http://juliusevola.blogia.com

24 setembro 2006

A Nação-Estado

Apologia de assalto ao estado IV

Esboço para um novo Estado

O poder do Estado central deve obrigatoriamente dirigir o poder Local, de cima para baixo, hierarquicamente.

Toda a lei, fruto do poder legislativo, logo do Estado central, deve estabelecer regras de obediência claras, onde de determina que o poder Local está sob comando do Estado central (deixando de estar nas mãos do voto secreto, quer dizer, da arbitrariedade de quem deve obedecer).

As assembleias municipais, e assembleias de junta de freguesia devem ser extintas.

Todas as contas realizadas até então, devem ser alvo de auditorias por parte do tribunal de contas; e tornadas públicas ( como já acontece…).

Todo o sinal de riqueza galopante de autarcas, vereadores, presidentes de junta, empreiteiros envolvidos em obras públicas, familiares, amigos, assessores, e afins, deve ser também obrigatoriamente investigado pela Direcção central de investigação da corrupção e criminalidade económica e financeira da policia judiciária.

O tribunal, onde o processo der entrada, deve no prazo máximo de doze meses, sentenciar os possíveis crimes económicos e de tráfico de influências.

A legislação vigente, que permite a fuga à responsabilidade política, social, económica, e criminal: deve ser substituída por forma a dar melhor e eficazes meios à policia judiciária e ao «renovado» ministério público.

As novas leis devem ser claras, tanto no propósito, como na finalidade. Não deve haver lugar a múltiplas interpretações.

Rogo para que Homens determinados e ainda de pé sobre as ruínas, estejam preparados para a introdução, de uma vez por todas, da Ética na Nação-Estado!

Vamos, oh Homens intrépidos, excomungar os heréticos do Bom, do Belo, e do Justo!

Uma nova pergunta se impõe, nestes tempos do politicamente correcto?

Será a escrita arma suficiente?

20 setembro 2006

Actividades da Legião Vertical

Actividades da Legião Vertical referentes aos últimos quatro meses de 2006


21 de Setembro

Celebração do equinócio de Outono, na sede-escola: cerimónia do chá

23 de Setembro

1ª visita guiada ao Porto Medieval

21 de Outubro

Visita à Catedral de Santiago de Compostela

1 de Dezembro

Visita histórica ao berço da Pátria (Guimarães)

21 de Dezembro

Celebração do solstício de Inverno

Entender o ser da cidade

Com este percurso histórico no Porto Medieval a Legião Vertical inicia o ciclo de actividades culturais com vista a um melhor conhecimento da sua cidade e do seu Património Histórico por parte dos seu habitantes e consequente consciencialização da sua responsabilidade, na defesa e conservação desse Património.

O Ser da Cidade

Na Antiguidade, as cidades eram geradas por elementos de significado sagrado:
O Templo e a Muralha circundante, que marcava o limite da Civitas, espaço onde reinava a Lei e a Ordem.
Este processo gerador, que se manteve por vários séculos constituiu sempre a primeira fase desse ciclo evolutivo. Uma cidade era como um ser vivo que nascia e evoluía a partir de uma célula inicial, de forma orgânica e espontânea. Era uma Obra de Arte Viva, em evolução permanente. Os seus monumentos, as suas ruas, as suas praças, eram a expressão plástica do inconsciente colectivo dos seus habitantes, eram a Alma da Cidade, que a tornava única e singular entre as outras.
Estavam intimamente ligadas à evolução e às manifestações da vida social, cultural e religiosa, porque representavam as forças permanentes e universais que as dinamizavam.

Na Idade Média (época que mais nos interessa agora) a cidade era uma unidade independente, dada a dificuldade de comunicação e transportes, caracterizando-se por uma grande densidade de ocupação, intimidade e escala humana do seu espaço e uma diferenciação de actividades por ruas, (no Porto: Rua dos Caldeireiros, Rua dos Mercadores, etc.) Por isso, todos os atentados que se façam contra o Património Urbano da Cidade, serão uma amputação criminosa do seu ser, isto é, da história e da alma colectiva dos seus habitantes.
É o que tem feito, infelizmente, o urbanismo especulativo moderno, cuja única lógica é a ganância desenfreada do lucro.
Os maus exemplos são incontáveis:
Esventramento do Morro da Cividade, destruição do núcleo urbano da Sé (terreiro D. Afonso Henriques), demolição do Convento de S. Bento, do Palácio de Cristal, do Convento de S. Domingos, do Convento dos Lóios, etc.

Ora, para que os habitantes da cidade a respeitem e a defendam contra estes atentados, é necessário que a amem primeiro. E, para amá-la, é indispensável que a conheçam, pois ninguém pode amar aquilo que não conhece:
Então, como contributo para essa luta, propomos esta série de visitas guiadas, que irão efectuar-se em 4 sessões, em datas a combinar oportunamente.


Objectivos por ordem crescente de importância e amplitude:
1 – dar a conhecer e a amar o Porto aos seus habitantes;
2 – contribuir para a recuperação da Identidade Nacional dos Portugueses, perdida no Séc. XVI, em 4 de Agosto de 1578 nos campos de Alcácer Quibir.
3 – contribuir para restaurar a Antiga Aliança Homem/Natureza.

A Sociedade Industrial quebrou essa Aliança e perdeu o respeito pela Natureza, transformando-a em armazém e fossa.
Ao Português contemporâneo esclarecido (a quem nos dirigimos) compete restaurar essa Aliança e reencontrara a Unidade.



Despertar do sentimento de identidade (Gestação do “Ser da Cidade”)

1 – O 1º sentimento de independência de Portugal (território) foi em 1071 com Nuno Mendes contra o Rei da Galiza.

2 – 1º documento que menciona Portucale como território e não cidade: 938

3 – No Séc.XII apareceram documentos a citar as palavras Porto-cidade e Portugal, reino (sinal rodado de D. Afonso Henriques).

4 – Começa-se a falar Português no Séc. XII

5 – As lutas dos burgueses portuenses contra a Mitra e a Coroa provocaram a formação de um espírito forte de consciência colectiva e de grande unidade, que deram origem ao sentimento bairrista dos tripeiros, individualizando a cidade.

6 – Os bispos de má relação com a coroa, dificultam a estadia dos nobres na cidade, o que também convinha à burguesia e ao povo.

7 – Gerou-se um movimento oposto ao do absolutismo europeu:
Europa – Reis e Burgueses contra Nobreza e Clero
Porto – Burgueses e Clero contra Reis e Nobres

Este movimento singular deu ao bairrismo tripeiro o carácter único que ainda hoje apresenta.

A. Vítor Carvalho
Publicado no boletim nº 15, do Horizonte Vertical

19 setembro 2006

Conceito de Justiça

No clássico A República, de Platão; Sócrates, no primeiro livro, tenta levar os seus interlocutores à definição do que seja a justiça?
Questiona Trasímaco sobre o que entende sobre a mesma, definindo-a este, como a conveniência do mais forte.
Não foi ao acaso que Platão começou a sua obra pela virtude da justiça, nem colocou na boca de um sofista a definição por excelência dos que efectivamente decidem!
Não há que enganar, foi assim no tempo de Platão, e continua a sê-lo no nosso – a conveniência do mais forte, qual teoria biológica de Darwin, prevalece sobre o resto.
A linda, comovente, e divinizada palavra – Democracia – serve para admoestar as crianças, censurar os jovens, e incutir medo nos adultos.
Toda a relação pseudo-social subordina-se a esta ditadura da maioria, que sem pensar, elege incapazes, que pouco a pouco levam à ruína o Estado, entendido como um todo, e não como máquina burocrática que apenas produz deficiências e parasitas.

Urge agir, transformar pela lei do mais forte (e não pelo do astuto) o Estado. Já sabemos que a lei democrática muda ao sabor dos partidos, sindicatos, e corporações; e a estes apenas serve, deixando dia após dia o Estado mais diminuído, subtraído da sua autoridade suprema sobre a cobardia e a falsidade, a ignorância e a maledicência, o mal e a hipocrisia, em suma: o deixa andar, e o, a onde fores ter faz o que vires fazer. Duas máximas que caracterizam e revestem na perfeição o homem dito muito moderno e amigo do próximo.

Termino em tom profético:
Porque esperais?
Que medo vos paralisa a existência?
Que cobardia vos impede de agir?

Sede Homens de uma vez por todas!

13 setembro 2006

Ainda o 11 de Setembro

Um artigo muito pertinente escrito pelo Dragão, sob o título:"Labirintonáutica ou Teorias da Contra-Conspiração".
Lembra o neófilo, que o labirinto em que o Homem dito moderno se encontra, é quase como que um amontoado de mentiras, factos, e "fantasias baseadas em fábulas ou miragens".
O Mito do Minotauro (cabeça de touro e corpo de homem) não vem com certeza por acaso. Quando Teseu entra no labirinto, leva consigo uma espada e um novelo de linha, a espada é para esventrar o Minotauro, e o novelo de linha, para poder com segurança sair do labirinto. Um outro facto oculto do Mito, é que o labirinto físico não existe, o que existe: é um labirinto psicológico - e os Gregos quando o escreveram, sabiam-no muito bem - que Teseu ira tentar perscrutar, desvendar os segredos do intelecto, pois tudo o resto é fruto dele.
O Mito entende-se melhor, se se fizer uma desintoxicação, quer dizer, se deitarmos fora o que temos dentro da cabeça - que muito sabiamente nos foi ensinado nas escolinhas!

10 setembro 2006

11 de Setembro

A Verdade da Mentira

Rebuilding America’s Defences
Strategy, Forces and Resources For a New Century

“Further, the process of transformation, even if it brings revolutionary change, is likely to be a long one, absent some catastrophic and catalyzing event – like a new Pearl Harbor”

O documento supra citado, fora elaborado em Setembro de 2000, pelos amigos do “bem”.
O documentário 11 de Setembro – Conspiração Interna Loose Change; apresenta uma teoria, que colide com os factos oficiais. Nele, põe-se em causa o acto terrorista em si, substituindo-o, e sugerindo, que terá sido orquestrado a partir de dentro, por organizações estatais e privadas.

Tudo isto é típico da contra-informação – destinada a provocar a dúvida, a incerteza, e o medo colectivo. A desconfiança face às instituições ditas secretas continua intacta, pois a isso obriga o «Patriot act», destinado a suprimir liberdades civis, e a promover a guerra contra os novos infiéis a qualquer preço, e por todos os meios tecnológicos existentes e a existir.

O 11 de Setembro, para os militares, para as secretas, e para afins ocultas, tem sido mais do que uma mina de ouro…

Porque será?

05 setembro 2006

O Sanguessuga

Este simpático substantivo feminino remete-nos para o parasita temporário, vá se lá entender porquê?
Menos inocente é a sua invocação; serve para classificar um tipo de gente muito esperta, astuta mesmo, que usa e abusa do sistema, aproveitando para pilhar a “riqueza” colectiva.

Por vezes, quando começo um texto, e revolvo na mente a quantidade de tramas políticas, mentiras democráticas e afins; medeio o peso da caneta, ou de um imaginário sabre, e logo viajo no tempo, com vontade – qual Miyomoto Musashi, de cortar meia dúzia de cabeças. Talvez assim, a mentira começasse a ceder lugar à verdade factual. Mas logo acordo com a caneta na mão, e alguma revolta por ter de continuar a ceder e a alimentar parasitas temporários.

Foi notícia a lei 51/2005, 30 de Agosto art. 31º; aquela mesma, que permite a contínua engorda de alguns!
Como é possível que num país tão pequeno, tão pobre, haja 553 organismos públicos distribuídos por 15 ministérios – como é possível?
Será que algum douto político saberá ou quererá responder a esta pergunta?
O número de mais de 4000 dirigentes (para quê), não é totalmente verdadeiro, haverá por aí com certeza muitos mais. As despesas de representação, infelizmente, não são só para dirigentes; há aqueles que nada produzindo, são detentores de salário, subsídio, carro, cartão, etc., e ainda irão no futuro usufruir de uma reforma milionária, à custa do trabalho alheio.
Tão boas intenções tinham Karl Marx, A. Comte, Montesquieu, e companhia, para acreditarem nuns e noutros.
Mais uma vez, só o sabre resolveria a contenda!

Cito novamente para meu socorro, a alínea d) do artigo 9º da Constituição da República Portuguesa: “Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses…”

Pura letra morta, palavras de sofista, demagogo da treta (para não dizer uma palavra mais feia), parasita do e para o sistema, cancro…, doente do abismo, figura triste e gelada que vê na mentira o seu modo de vida!
É preciso mais? Chegarão as palavras?

“Ficar agradado com um homem ignorante, ter preferência por ele e atribuir-lhe um cargo, ao mesmo tempo que se despreza o homem bom que ali está, é o mesmo que não ter nenhuns homens bons”.
Takuan Soho

02 setembro 2006

O banquete

Em meados do presente mês, irá realizar-se na Mealhada um simpósio-almoço, qual banquete grego, onde os convivas serão convidados a provar o bom leitão da Mealhada, regado com um bom vinho, e terão como sobremesa a discussão de um assunto de suma relevância, não como proporia Platão, ao se discutir sobre Eros, deus do Amor; mas sobre temas que importam aos confrades da “blogosféra”!

Não se trata da seita do leitão, pensarão alguns, mas dos confrades amigos da boa mesa, servida a toque e a sabor de sublimes palavras, que provocam até a admiração dos deuses!

Espera-se digestão fácil e pensamento arguto!

29 agosto 2006

O estado do Estado

Ou a falência administrativa, económica, moral, e cultural…

Começo este artigo com uma citação interessante de Alain de Benoist, que caracteriza muito bem o pensamento moderno: “O pensamento único é cada vez mais único e cada vez menos um pensamento”.
Se assim não fosse, teríamos uma cidadania mais aberta, plural, crítica, capaz de formular ideias suas; ao invés, temos meras opiniões; novas gerações de licenciados no desemprego (quando a administração pública e privada pulula de incompetentes e iletrados), massa crítica que se esvaí na solidão e na esmola de um subsídio.

Neste pensamento muito único, qual ideologia mercantilista, onde tudo parece ter um preço, as relações sociais movem-se ao sabor de micro-conflitos, de discórdias engendradas que apenas desgastam e nada de construtivo erguem.

Neste pensamento politicamente correcto entra o défice acima dos 5%: desgoverno administrativo; entra o aumento dos produtos essenciais de consumo, por estarem cotados em bolsa; entra o envio de militares para lado nenhum, e cujo propósito é o de gastar o dinheiro do erário público, entre outras coisas…; entram as “salas de chuto”; as máquinas de troca de seringas nas prisões; entra o aumento da criminalidade; os lucros desmesurados da banca que legalmente subjuga famílias inteiras ao novo deus-dinheiro, e os sacrifica em altar sumptuoso; entra a falência do social; a nova lei das precedências do estado português; em suma: neste pensamento sublime e autoritário, entram o erro, a mentira, o engano, a falsidade, e toda uma farsa colectiva que continua a ser representada em palco pelos sempre e eternos bobos da corte!

“A democracia não tem a pretensão de ter, como governantes, super-homens; os governantes de uma democracia são medíocres; tomam-se, um pouco ao acaso, na massa.”

“A democracia, aos melhores, desgosta-os; aos mais inteligentes, persegue-os; aos mais honestos, calunia-os; aos mais cuidadosos da coisa pública, afasta-os.”

Gaston Jèze

Coincidência ou não, nesta peça, o encenador coloca ardilosamente em palco, sempre que o estado parece dar provas de estar a desfalecer, a figura do futebol, nova trama alienadora, que leva ao delírio colectivo a assistência.

Toda a peça, toda a simbologia da peça, fica assim reduzida ao meramente futebolístico, ficando no fim. No triste fim: E tudo o futebol levou!

P.S. Como a polícia judiciária não tem dinheiro suficiente para fazer face às despeças operacionais e administrativas, resolveu sabiamente adquirir um poderoso software, comprado – presume-se à Mossad; com o doce intuito de começar a controlar toda e qualquer troca de ficheiros, conversas, e tudo o que é passível de se fazer on-line. Acuso-me desde já, sou heterossexual, logo, gosto de mulheres! Ainda não é crime…Pois não?

O nome da peça, onde impera o pensamento único, deveria chamar-se: palhaçada colectiva! Ou dito com maior propriedade intelectual: macacada colectiva!

25 agosto 2006

Hino de Portugal

Qualquer dia, até o heroísmo patente no hino de todos nós será apagado! Tudo em nome do politicamente correcto. Expressão alheia ao que vem do alto, do sublime, do tradicional, do bom, do belo, e do justo!

Deixem o hino invadir os vossos sentidos, e respirem Portugal!

21 agosto 2006

Hipocrisia histórica

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Falência do Estado Orgânico

Só se fará verdadeira história, se se ouvir o que conta a história dos vencidos, doutro modo, escolhe-se, apaga-se, informa-se à medida do que se quer. Falseando toda e qualquer tentativa sã, de escrever sobre os factos históricos merecedores de veracidade.

Todo o estado que age assim em relação ao passado, ocultando preciosa informação, não está a fazer mais do que fugir em direcção ao abismo. Levando consigo a memória colectiva de gerações inteiras que viveram sob a égide da humildade e da verdade! (Qual humano que vive de aparências, ao esconder dos olhos dos outros os vícios que o domina e tiraniza!

A seguir, transcreve-se sob paráfrase e citação, partes da obra acima exposta, para que não restem dúvidas face ao aqui escrito…

Em 1931, o partido clandestino fornece pistolas para armar os piquetes de uma tentativa de greve;

Em 29 de Fevereiro de 1931, são atribuídas aos “defensores da liberdade”, designados por brigadas de choque, mais de 200 bombas;

Em 4 de Setembro de 1932, um polícia é baleado mortalmente no ventre pela juventude…;

Em 1933 morre um polícia, 4 dias depois de ter sido alvejado;

“Em 18 de Janeiro de 1934, os agitadores tentaram provocar uma greve geral revolucionária, com prática de actos de sabotagem e rebentamento de bombas. Provocaram o descarrilamento de um comboio entre Lisboa e Vila Franca de Xira e o corte do cabo submarino Lisboa-Londres; fizeram explodir a Central Eléctrica dos Serviços Municipalizados de Coimbra, com a colocação ali de duas bombas de dinamite, de rastilho, de nove quilos cada uma; também explodiram bombas em vários pontos do País, nomeadamente no Algarve, na região corticeira de Silves”;

Morte de guarda nocturno com 4 tiros a 19 de Março de 1938;

O ministro da justiça pós 74, com dois anos de prisão no registo criminal, manda apagar e destruir quaisqueres provas factuais do que acontecera antes 74; manda também sabiamente, soltar todos os detidos, com criminosos à mistura, e com acusações provadas em tribunal.

Assim anda tristemente a história contada pelos maltrapilhos de alguns vencedores, que reescreveram a história da outrora Pátria, pois disso não tenhamos dúvidas, e contam histórias da carochinha para entreter as crianças, enquanto esperam que o tempo decorrido pós invenção, se escoe em indiferença, em desinformação, esperando que a memória colectiva assimile a nova história e lhes cante hinos, ou lhes encha os bolsos de ricas reformas auferidas à custa do trabalho alheio!

Resta invocar a grande memória do poeta Camões:

Que eu canto o peito ilustre Lusitano

13 agosto 2006

Homens da Tradição

Agir ou não agir

Apologia de assalto ao estado III

Dizem os arautos do saber estabelecido, que o simples reagir a determinado acontecimento presente, é já em si um agir sobre. Como se a simples reacção produzisse Homens conscientes do presente, conhecedores do passado, e acima de tudo, decididos e determinados quanto ao futuro; quando na verdade, apenas produz figuras geladas que reagem por simpatia a interesses financeiros, fazendo-nos crer que é de agir objectivo que se trata.

Para além da simples reacção, existem ainda os indiferentes , que nem sequer reagem fisicamente, ficando-se pelo emotivo.

Também existem os que não sendo indiferentes, desconhecem as tramas históricas, não se situando em lado nenhum, apenas existindo como se não possuíssem qualquer consciência do tempo em que vivem, e da sua condição excepcional de terem nascido Humanos.

O agir, não se limita ou reduz há comodidade da escrita, requer outros sacrifícios maiores, resgata do Homem o melhor de si, transfigura-o por dentro e por fora, sacrifica-o ao sublime, imprime-lhe mudanças inexoráveis, e cobre-o de ímpar exemplo – é disso que se trata: agir para o todo e pelo todo. Sem deixar nada de fora!
Os únicos capazes de verem para lá do tempo, e das modas passageiras, são os Homens que a perpetuam a Tradição viva. Respiram e transpiram Tradição, conhecem os valores intemporais, pilares seguros que continuam a edificar Homens intrépidos, valorosos, honrosos, fieis a princípios, que sob uma autoridade superior agem sem desculpas e medos. Amam a verdade e conhecem eclecticamente o pensamento Tradicional. Não se refugiam apenas na cultura tradicional, complementam-na, isso sim, com um rigoroso treino físico que ajuda a digerir, tanto os clássicos ocidentais, como orientais, e respectiva simbologia das suas díspares civilizações!

Um Homem assim, não é do tempo presente, não se veste de reagir. Pertence à esfera do eterno como modelo vivo da criação!
Está de pé no meio das ruínas!
Carrega em si o peso da Tradição viva, da continuação do Homem-exemplo, verticalizado, que não cede a modas.
Contudo, se o Homem da tradição não agir, permanecerá incógnito, qual mistério por desvendar!
Portanto, urge agir, tomar as rédeas, usurpar o poder temporal político das modas passageiras, não vá o pouco tempo terreno do Homem extinguir-se e voltar a pó, ficando mais uma vez por decifrar o mistério da politiquice, e da vida!

Para finalizar, por agora, esta pequena apologia, resta dizer, que as forças armadas e demais polícias, obedecem a quem está no poder!
Não importa quem!
Aqui está um outro mistério por decifrar!?

Cumprimentos do Thoth, outrora divindade Egípcia

08 agosto 2006

Ponte Salazar

Antes de ser ponte 25 de Abril, era ponte Salazar!
Viva a história!
Quem mente, quem fala verdade?
Quem ri da "macacada" colectiva?

05 agosto 2006

Zen


Quando se lê uma obra, e se está imediatamente em comunhão com o que lá vem escrito, quase que pensamos que até então, perderamos o mais importante: o encontro connosco! Contudo, o dogmatismo característico ocidental vem logo em nosso socorro, não vá o espírito pregar alguma partida, e levar o corpo com ele, em peregrinação.

Ao lermos o Verdadeiro Zen, do monge Taisen Deshimaru, esquecemo-nos logo, do que foram as palavras proferidas pelo professor Suzuki, ou pelos estudiosos do Zen, como H. Lassalle; K. Durckheim, ou Herrigel.

Enchermos a vasilha de conceitos sobre o Zen, apenas aguça o intelecto, e atenta a memória. Nada mais! Segundo Deshimaru, é preciso sentar-se (za) em Zen (meditação); quer dizer, é preciso ser-se discípulo de um mestre. Servi-lo. Estudar o budismo, o Zen, e sentar-se. Sentar-se, apenas isso, sem apegos nem desejos nem ambições...

Assim se forja e permanece eterno o Zen pela prática do Zazen!
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31 julho 2006

Estado, CTT, e o exemplo

Do estado, devemos recordar e deter em memória, algumas datas relevantes da sua criação, ou esboço: 1125, 1128, 1140, e 1143…
Dos CTT devemos igualmente deter em memória, uma data e um facto. Da primeira, corria o ano 1520 quando D. Manuel I criou: o 1º Regimento Postal, segundo Cartas de nomeação do 1º correio-mor. Do facto, devemos ter presente que os CTT, são ainda 100% capital público, e ao mesmo tempo, o maior empregador nacional.
Do exemplo, apenas meia dúzia de homens viris, sem medo; e no sentir, totalmente Portugueses! Uns morreram, outros ainda – graças a Deus – estão vivos!

Sendo os CTT uma empresa pública, logo, do estado Português, incorre como seria de esperar nos seus vícios recentes. Isto é, a partir da fundação da partidocracia, os CTT, são geridos, não pelos mais capazes, conhecedores do negócio postal, mas pelos novos senhores administradores nomeados pelos sempre renováveis governantes da nação. O que quer dizer, que todo e qualquer vício (do douto governante transmutado em democrata à presa), passa obrigatoriamente para os CTT via administração, entenda-se partidária do partido que está no poder, e via sindicatos, trabalhadores muito produtivos no negócio.

O exemplo dos CTT vem no relatório do IGOP (inspecção-geral das obras públicas).
a) 19 mil euros são gastos em palestra de 45 minutos;
b) O “encontro de quadros”, que ocorreu a 14 de Janeiro 2005, consumiu 972857,92 euros;
c) A decoração do gabinete do presidente do conselho de administração, da sala de visitas, aperitivos, e refeições, entre 8 de Julho de 2002 e 31 de Maio 2005, custou 430691,00 euros;
d) Audi A4 = 44500,00 euros; Jaguar s type = 50758,90 euros; 84 mil euros, entre muitos…
e) Cartões de combustível sem limite de km’s;
f) Contratação de quadros para cargos inexistentes, com contratos de trabalho por tempo indeterminado;
g) Bónus em antiguidade na empresa, que varia entre os 9 e os 16 anos, sem terem feito nada!

Se o IGOP, e todas as inspecções-gerais existentes, fizessem sempre o trabalho da casa, e tornassem público todos os relatórios, sem ocultarem nada, veríamos, que afinal, a crise não é para todos, que o corte nas despeças públicas não toca a todos.
Enfim, Olha para o que te digo, não olhes para o que eu faço!

Este é o país, onde o saque à riqueza produzida, está sempre dentro da lei!
Não fosse a democracia, um oásis de abutres!
E de cidadãos-governantes, muito civilizados?

28 julho 2006

Entretenimento

Segundo dados relativos às audiências televisivas, o entretenimento rondou a taxa dos 78% em comparação com as notícias, que se ficaram pelos 12% do tempo total emitido pelas quatro principais televisões, tvi, sic, rtp, 1, e2 (ficando a restante percentagem, dedicada a programas infantis e juvenis).

Diz-nos a Constituição, texto muito fundamental, que o povo é soberano, e que exerce o poder político, através dos seus representantes, sabiamente escolhidos a dedo pelos partidos, e pelo muito divino deus dinheiro.

Como pode o povo ser soberano, se cerca de dois milhões de almas vivem no limiar da pobreza, cinco milhões não fazem sequer parte da população activa, nem possuem - infelizmente, escolaridade suficiente para poderem interpretar um texto. A estas almas é preciso adicionar: os drogados, os bêbados, os doentes da malandrice, os vadios, as prostitutas, os corruptos, os insurrectos, os incapazes, os violadores da crianças, os criminosos…enfim, a lista de adjectivos seria longa, mas ficamo-nos por aqui – porque os trastes e suas derivações são muitas, e têm assento em todas as classes sociais.

Voltando ao entretenimento, e à soberania do povo. A única coisa que este escolhe, se forem muitos: é que programa permanece nas grelhas televisivas para o entreter, nada mais, mesmo aí, uma vez tida em conta as audiências de determinado programa, este segue um fio condutor invisível até mesmo para o autor.

As massas entretidas, qual rebanho que pasta sob o olhar atento do pastor e seus cães, não vê para além do entretenimento. Este serve para lhe entorpecer ou embrutecer a massa cinzenta, o distrair, o subtrair às coisas sérias, o civilizar em nada, em modas passageiras, meros acessórios que transitam em necessidades sofisticadamente criadas. Assim andam as mentes das gentes, tristes almas, incapazes de julgarem efectivamente quem lhes mente, as engana com falsas promessas eleitorais. Um simples sorriso, um aperto de mão d’um político engravatado, rouba-lhe nesse instante e acto estudado, toda a pureza da humildade, privando-o de uma escolha livre, em consciência, do que quer ter como expectativa de futuro. Mas o poderoso látego fenomenal da propaganda, do entretenimento, logo o distrai, o convoca para o nada, para o não-ser, para a não-vivência, e assim vegeta pela vida, enquanto vivo, como animal privado da razão, da verdadeira capacidade de julgar!

Em suma: As mudanças não estão nem podem estar na quantidade, nas massas informes, ou na simples reacção emotiva ao que se presenteia. Elas devem obrigatoriamente estar mas mãos dos menos, da qualidade, dos verdadeiros revolucionários, qual Xiva, deus criados e destruidor, que resgata os homens à ignorância, e os devolve ao puro arianismo!

25 julho 2006

Horizonte Vertical


Apresento-vos a capa do número 14, do Horizonte Vertical. Nele define-se: o que é a Legião Vertical? Teoriza-se sobre o Idealista. Apresenta-se também um pequeno estudo sobre o Estoicismo; não deixando de lado, obviamente, A Crise Da Consciência Do Homem Moderno. Assim, quem fôr amante da Tradição, ou almejar o saber e a diferença a todo custo. Basta pedir um exemplar para: nuno_adao@mail.pt, e recebê-lo-á em casa.
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Há oferta editorial, bem como ao saber Tradicional, oferece-se igualmente, uma formação sólida em...é preciso ler o boletim, neste caso, ver a contra-capa!
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Cumprimentos amigos - Nuno Adão
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24 julho 2006

Crianças vs Estado drogado

O título diz tudo, cada vez menos para as crianças, e cada vez mais para os drogados!
Fecham-se maternidades. Abrem-se CAT’S, e residências de instituições privadas “suportadas” em parte com subsídios de todos nós.
O estado atribui no primeiro ano de vida um subsídio à criança, vulgo abono de família, no valor de €52,43, dependendo da situação económica do agregado familiar; e no segundo ano, o valor de €20,97.
O drogado, tem direito: a centros, quer dizer, cat’s – sempre em crescimento (ao contrário das maternidades), a psicólogos, a assistentes sociais, a subsídios, a reformas, a droga, a salas de chuto pagas sempre pelos mesmos. Enfim, neste rectângulo, neste país á deriva, sem governantes capazes, ser criança pode ser triste, e ser-se drogado é ter acesso a quase tudo! Porque será?

Já se sabia que a lei tem um tempo, depende da reforma de meia dúzia de iluminados, o que não se sabia é que também tem um espaço. O que significa, que dentro do mesmo território nacional, determinado crime ora é ilegal e combatido por todas as polícias, ora é legal e protegido. Assim anda o mundo obscuro da droga! E dos drogados!

21 julho 2006

Quem ganha? Quem perde?

Todos sabemos que a história da humanidade ou desumanidade, fora forjada por sucessivas guerras, consequentemente, pela barbárie de alguns "soldados". Ficando no fim apenas a vitória do vencedor. As palavras dos opinadores profissionais, quer sejam caseiros, ou os da ONU, nada valem contra a imagem, seja ela de que povo! Para quê divagações se este pequeno e inofensivo ser deu a vida sem saber porquê e para quê, quando tinha tanto para viver!
Quem ganhou neste caso? Quem?

19 julho 2006

Líbano vs Israel

Já que a guerra anda por aí, recomenda-se a leitura deste muito interessante livro, escrito por um suposto espião da Mossad, Victor Ostrovsky. Nas suas linhas e entre linhas, podem-se confirmar, que o recrutamento e métodos usados para treinar "espiões", é comum a outras secretas de elite que existem por esse mundo fora...Só é pena não poder eu também ter uma secreta só para mim...Tantos são os segredos que por aí abundam...E que fazia tanto jeito estar na posse desses supostos e bem guardados bens ocultos (verdades e mentiras)! E assim se constrói as verdades do mundo dito muito moderno, e não só!

17 julho 2006

Autarquias

Como já havia dito, o estado precisa de mudanças urgentes!
Disse também, que as autarquias = domínio próprio, organizam-se como contra poder, quando deveriam pôr em prática as medidas governativas, destinadas a suprimir as necessidades dos seus concidadãos. Em vez disso, a título de exemplo, temos a autarquia da capital, que esbanja dinheiro (3,1 milhões de euros por ano) dos contribuintes, em amigos assessores, nova figura, requisitada dentro da lei, para enriquecimento pessoal e familiar!
Este triste exemplo, infelizmente, para quem produz e paga os seus impostos, não é único, corre as autarquias do país, e ilhas; é tido como fundamental? Nas empresas públicas, administração central, assembleia da república, governo, e presidente da república!
A figura de assessor esta longe da crise do país, ela ajuda a construir a crise. O “doutíssimo” governador do banco de Portugal, quando abre a boca, deveria logo levar um dedo à mesma, tentando assim, evitar qualquer palavra “lustrada” de moral dos tempos que correm!?

Poupava-se muito dinheiro ao país, se as assembleias municipais, e assembleias de junta de freguesia fossem extintas.
A introdução de um novo modelo de gestão do poder local, só viria aproximar o cidadão do poder central, e tornaria a sua gestão transparente aos olhos do contribuinte! Se não acreditam – deixem-me governar o poder local, e verão quanto dinheiro é poupado logo no primeiro ano de gestão do poder local!

Ter medo das mudanças é típico da figura do velho do Restelo!

12 julho 2006

Estado vs economia

Um dos propósitos deste Blog, é o de demonstrar e desmontar, um sistema político assente no engano, na mentira e na irresponsabilidade daqueles que fizeram das funções de Estado, meros cargos, a serem ocupados a todo o custo, e cujo objectivo principal é subtraír-lhes o poder político, em troca de um salário e outras regalias muito bem pagas, tudo dentro da Lei?
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A Constituição da Républica Portuguesa, é um claro e desastroso exemplo de como o sistema está montado. Foi redigida para agradar a gregos e a troianos, mas esqueceram-se do principal - agradar e servir às gentes Portuguesas.
Na parte dois da Constituição da Républica Portuguesa; organização económica, temos o artigo 80º, e cujo primeiro principio fundamental do Estado é: "a subordinação do poder económico ao poder político democrático";assim o deveria ser efectivamente, mas como disse acima, às funções de estado pré-existentes foram-lhe retirados, com subtileza democrática, qualquer real poder político, para que este não possa beliscar os interesses cegos do poder económico!
Um mero exemplo ilucidará melhor que mil palavras:
A General Motors, irá fazer aquilo que qualquer bom empresário faria, para que a sua empresa seja mais rentável! Cortar, mentir, não cumprir com contratos celebrados com o Estado Português, fugir com os subsídios dados e pagos por aqueles que trabalham e sustentam o Estado, a malandragem, e acordos deste tipo, sempre prejudiciais ao trabalhador - pagador - cumpridor!
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Este mero exemplo, serve para demonstrar, pôr a nu, o texto fundamental do Estado e da sua inutilidade prática! Quer dizer, ao contrário do que esta redigido no artigo 80º, é o poder económico que está acima do dito poder político democrático. E dita a seu belo prazer as regras do jogo!
Mentiras, e mais mentiras! Pior ainda é o Povo que, alimentado a subsídios, não enxerga para além de palmo e meio!

09 julho 2006

O homem e a profissão

Diz-se vulgarmente que o hábito faz o Monge, ou que a profissão faz e molda o Homem. Como se a droga fizesse drogados. Ela apenas, torna-os possíveis, não os cria. Do mesmo modo, o hábito não faz o Monge, ele já fora ordenado Monge antes do Hábito, símbolo posterior, que só vem "outurgar" ou se preferirmos, mostrar ao outro, aquilo que por mérito fora conseguido. De igual modo, a profissão não faz nem cria homens, o homem é que cria e dignifica a profissão que escolhe (ou é levado a escolher).
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Esta reflexão, nasce de uma análise prática das profissões, das gentes, e da disfarçada e hipócrita hierarquia das profissões!
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Ao observar-se o homem por "de trás" de uma profissão, não se está a julgar inquisidoramente o homem (porque dele nada se sabe - mas pensa-se saber!), mas sim a profissão, fazendo-se daí uma extrapolação dirigida ao que convém, quer dizer; a partir de atributos "sabiamente" rotulados a uma profissão especifica, chega-se à feliz ou triste conclusão (dependendo da cabeça, do que tem lá dentro ou do que não tem), que todos os homens daquela profissão têm aquelas qualidades. Como se a profissão fosse coisa em si!
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Citando o mestre Estoico Séneca; "Desiguais no nascimento, todos somos iguais perante a morte." O que significa, que o simples acto de nascer, estar vivo para, já cria uns pobres e outros ricos, dependendo da hierarquia social onde se nasça.
Isto para dizer, que determinadas profissões estão associadas a uma dita hierarquia, como o pão está para a boca de um pobre. Logo, dizer-se que um homem que pertence a uma profissão especifica, tem determinadas qualidades inerentes à profissão, é o mesmo que dizer que todo o sentido existencial Humano se reduz ao meramente produtivo, e aí mostra o melhor de si! Pura ignorância!

03 julho 2006

Férias de Thoth

Vim até Albufeira confirmar in loco a tão proclamada crise global, e deixem-me dizer-vos que a vi passar em bons carros, e outras coisas que tais. Esta observação factual, vem corfirmar aquela teoria que defende (graças a deus), que a crise não é para todos!

27 junho 2006

Anti-fascismo = Pensão

O igualitário, doce e muito bem amado, defensor dos pobres e estropiados, regime Democrático, vem agora atribuir uma pensão “por méritos excepcionais na defesa da liberdade e da democracia”, aos seus mais destemidos, salvo seja, homens, que pela liberdade (falta saber de quem), lutaram contra o regime fascista, ou seria salazarista (desculpem-me a confusão).

Esqueceram-se, que muitos dos pretensos defensores da liberdade, e sem ficha na DGS, simplesmente abandonaram os seus, e o trabalho, para ingressarem na clandestinidade ao serviço de um partido apátrida.

A história deve ser uma coisa muito linda, feita e desfeita, pelos novos senhores, que tomam as rédeas do estado, e o tornam refém de um pseudo idealismo igualitário que apenas serve os interesses daqueles que nada fizeram pelo colectivo, quer dizer, pelo Estado Orgânico, onde todos têm o seu lugar.

O que Têm feito, não é nada mais do que subverter o conceito de pirâmide, dito de um outro modo, inverteram as hierarquias, no sentido de controlarem os espíritos descomprometidos, verdadeiramente livres, e sem vícios idealizados.

Só me resta anuir, dizendo e escrevendo – Viva a Democracia! (também quero uma pensão).

26 junho 2006

Marco Aurélio

"Receber do destino sem impar de orgulho, perder sem gritarias histéricas."
Caesar Marcus Aurelius Antoninus Augustos
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Carrega aos ombros o fardo de um Império em constante mutação, fruto de batalhas intermináveis. Sabiamente, preferiu ser recordado, não como Imperador de um Império imenso, mas como filósofo estoico! O livro Pensamentos, escrito em campanha, é um retrato fiel de uma alma que se revela a ela mesma sem filtros nem artimanhas.

23 junho 2006

O Filósofo

O filósofo que vive o que diz, ou, que os seus actos concordam com os seus ditos, está a exercer um sacerdócio divino, na medida em que está ao serviço de Deus. Sendo o exemplo, dando o exemplo, irradiando o exemplo, ele torna-se num ser semidivino.

A filosofia da vivência, aquela mesma que provoca naquele que a vive uma transmutação interior capaz da admiração dos deuses, é o próprio sacerdócio, pois por intermédio dela, iluminam-se muitas almas, purificam-se muitos corações, e edificam-se faróis capazes de assinalarem o caminho aos homens.

Haverá tarefa no mundo mais digna do que esta? Haverá outra tarefa humana capaz de resgatar o homem da ignorância e da alienação?

Os próprios deuses são testemunhas do papel do filósofo, da árdua conquista sobre si mesmo, e da condição excepcional com que luta em duas frentes. Pois o filósofo da vivência, é o único que combate dois exércitos ao mesmo tempo, um situado no exterior, simbolizado pelo mundo circundante, o mundo de Maya, ou seja, da ilusão, da alienação, da perdição, dos males, das modas, do ter que ser assim, e do: a onde fores ter faz o que vires fazer, como se o exemplo das massas servisse de ânimo, ou honrasse os deuses; e um outro, bem dentro de si mesmo, pois é ai que começa a verdadeira luta, é ai que o homem se encontra consigo mesmo, inicia a sua primeira, decisiva e derradeira batalha, aquela onde ele dignificará o Bem e extirpará o mal, tornado-se assim, num farol de ética que iluminará toda a humanidade.

21 junho 2006

Conjuntura internacional

Quando, um qualquer governante assalariado muito bem pago, seja da esquerda ou da direita, inculca naquela cabeça que este ou aquele trabalhador tem um, dois, ou três direitos a mais, corre logo a bradar aos céus que a crise é geral, que o dinheiro não chega, que a segurança social está falida, que o défice estrangula as finanças públicas, que os impostos não são suficientes, que a conjuntura internacional parece definhar, e assim por diante num constante lamuriar corriqueiro que mantém os povos suspensos pelo medo que tudo abraça num doce adormecer de consciências. Provoca tanto dano nas gentes, que elas acreditam realmente que a crise está aí. O que se pretende, é apenas retirar ardilosamente aquilo que sob suor e lágrimas é ganho todos os dias, a saber: a recompensa dada ao trabalhador pela sua dedicação ao posto que ocupa!

Se a crise é tão séria como dizem, expliquem-me estes números divulgados pelas Capgemini, e Merrill Lynch, onde, sob relatório se diz que o número de milionários no mundo aumentou 6,5% em 2005. Todos os continentes sem excepção, viram os seus queridos milionários aumentar; até a desafortunada Africa assistiu impávida e serena a um aumento de milionários em cerca de 10%. Tão pobres que eles são!?

Quando os vencedores escreverem a história deste período de tempo, dirão apenas, que a riqueza era um fruto desta época!
A sonolência colectiva não parece dar provas de abrandar…

19 junho 2006

A arte de opinar

Farsa, fraude ou outra coisa qualquer; a verdade, é que Os Protocolos Dos Sábios De Sião, existem enquanto evidência e condensados num livro. Aí formula-se, e em bom rigor, apresentam-se sob capítulos, as tramas e ilusões em que o homem dito civilizado vive. Atrevo-me apenas a parafrasear partes do livro, no sentido de manter atentos e despertos aqueles que restam, e ainda se encontram de pé, no meio destas ruínas colectivas, que nos (os da tradição) dilaceram a alma.

A lei é uma força bruta mascarada. A força da multidão é cega. Um cego não pode guiar outro cego. A imprensa encarna a “liberdade” da palavra. Os povos estão mais escravizados ao trabalho pesado do que no tempo da servidão e da escravidão. Que vale para o operário curvado sobre o seu trabalho, esmagado pela sua triste sorte, o direito dado aos deputados de falar, ou o direito concedido aos jornalistas de escreverem toda a espécie de absurdos misturados com coisas sérias. A fome dá ao capital mais direitos sobre o operário do que a aristocracia recebia do poder real e legal.

A paráfrase fica em itálico, pois ajuda a comprovar que o que temos como real no dia a dia do que se vai sendo, afinal, é puro engano. É como que, uma peça de teatro, onde cada um tem de desempenhar o seu papel previamente escrito; até que se desça o pano, ficando-se aí, frente a frente, com o julgamento daquilo do que se fora, e do nada como futuro; quer dizer, como não existente.

Importa mais apoderar-se das ideias de outrem e comentá-las do que bani-las. Fazer com que percam o hábito de pensar. O povo toma as palavras como realidades.

A democracia é o império da opinião sobre o juízo. O reino da quantidade sobre a qualidade.

Quando perguntaram a Sócrates, o que pensava da democracia, o filósofo respondera, utilizando um burro como analogia; como o burro tem que dar a sua opinião, e não sabe dá-la senão por intermédio da expressão física, dá-a dando patadas a todos. Assim é efectivamente, a ditadura da opinião da maioria – pois é ela “sabiamente” (deus me perdoe) quem dita (é levada a ditar), o que é certo ou errado.

Nem o próprio diabo, ter-se-ia lembrado de algo assim?

16 junho 2006

O homem e a mulher

“Se o nascimento não é um acaso, também não será por acaso – em particular – que cada um se vê a si próprio despertar num corpo de homem ou de mulher. Também aqui a diferença física é concebida como a correspondência a uma diferença espiritual; por isso, é-se um homem ou mulher fisicamente, só porque se o é também transcendentalmente, e a característica do sexo, longe de ser uma coisa irrelevante em relação ao espírito, é um sinal indicador de uma via, de um dharma distinto. Sabe-se que a vontade de ordem e de «forma» constitui a base de toda a civilização tradicional; que a lei tradicional não impele para o não-qualificado, para o igual e o indefinido – para aquilo em que as várias partes do todo se tornam promíscua ou atomicamente semelhantes – mas requer pelo contrário que essas partes sejam elas mesmas, que exprimam cada vez com maior perfeição a sua natureza própria. Assim, no que se refere mais particularmente aos sexos, o homem e a mulher apresentam-se como dois tipos, e quem nasce homem tem de se realizar como homem e quem nasce mulher tem de fazê-lo como mulher, totalmente, superando todas as misturas e promiscuidades: e mesmo no que respeita à direcção sobrenatural, o homem e a mulher devem ter cada um a sua própria via, que não pode ser modificada sem se incorrer num modo de ser contraditório e inorgânico”. Pag.219

O mestre Julius Evola, propõe-nos uma via única, quer dizer, a via do tradicional, a que diz respeito ao orgânico, à ordenação perfeita, à comunhão do homem e da mulher com as suas verdadeiras naturezas, pois só assim, se poderão realizar plenamente cada um, sendo diferenciados e complementares.

Não se pense, que por se ter citado este pequeno extracto do «clássico» Revolta Contra O Mundo Moderno do mestre Julius Evola, se esgota aqui o pensamento evoliano; lembro isto, ciente de que alguns espíritos mais distraídos confundam o essencial com o acessório.

Este «clássico» do pensamento tradicional, figura infelizmente, no famoso mas inexistente índex democrático, não como livro proibido – pois nada se proíbe, mas esta dentro daquela belíssima expressão quase sofista: critérios editoriais.

11 junho 2006

Apologia de assalto ao estado (II)

À pergunta, será que estamos bem assim? Formulada no fim do primeiro artigo. Espero que, introspectivamente, lhe tenham dado uma resposta.

Com vos tinha dito e prometido, estes pequenos artigos, pretendem desmistificar, desmontar, o sistema político tal e qual ele está implementado.

Se observarmos as democracias ditas modernas, veremos que a separação de poderes que as caracteriza - qual engano, é comum a todas elas, por os princípios serem os mesmos.

Em 1690 John Locke anuncia a separação de poderes, retomada no século seguinte, mais precisamente, em 1748, por Montesquieu, em “o espírito das leis”. A partir daí, algumas sociedades “secretas”, viram nessa simpática forma de separar, o ardiloso plano para enriquecer em poder e dinheiro, vendendo bem caro aos povos, um sistema baseado – proferem eles – na igualdade, na fraternidade, e na liberdade para todos. E pelos vistos, todos ou quase, ainda acreditam cegamente!

Este sistema baseado unicamente no económico, quer dizer, no lucro, no novo deus dinheiro, ao qual se sacrificam milhões em altar, é como um cancro, quando se descobre, já parece ser demasiado tarde. Por isso, se proporá, enquanto a doença não se alastra ao todo, e ainda existe a possibilidade e esperança de cura, a reforma do sistema democrático, que assenta numa falsa separação de poderes, a saber: legislativo, executivo, e judicial.

O que se enunciará a seguir, sê-lo-á apenas como princípio desejável de uma reforma implementada a partir de dentro, ou seja, pelos agora governantes da nação. Reformular o sistema político só trará benefícios ao estado e ao cidadão.

Se se observar a evolução da técnica, e do que essa evolução provoca nas empresas, na formação e ensino das gerações, de criação de novos cursos para a apreender e dominar. De certo chegaremos à conclusão, como diria Camões, que tudo é composto de mudança. Logo, não podemos proceder contrariamente, a esta premissa, quando, o que está em causa, é o gerir da riqueza produzida dentro e fora do estado, mas comum a todos os residentes dentro das fronteiras do território Português.

Assim, a reforma será como que um antídoto para o marasmo colectivo, servirá também como quimioterapia para os males malignos do estado s. a..

A proposta de reforma incidirá por agora, em alguns pontos chave, mas não estará concluída. Isto será apenas o começo!

Proposta de Reforma do Sistema Político Português

1º Ao Presidente da República, dever-se-á atribuir novos poderes, passando a ser, não só (como já o é), o Comandante Supremo das Forças Armadas, como também o Comandante do Conselho de Estado – com efectivos poderes de chefia.

2º O actual Conselho de Estado, deverá ser substituído por um Conselho de Estado, constituído por homens maiores a apartidários, livres dos interesses corporativos. Este Conselho, deverá reunir semanalmente sob a chefia do Comandante Supremo.

3º Os Governos eleitos, passarão a estar dependentes do Comandante Supremo, e do novo Conselho de Estado. Os Governos eleitos, detentores do chamado poder executivo, passarão a ter, na sua totalidade, o poder legislativo.

4º A Assembleia da República deve ser dissolvida.

5º As Assembleias Municipais devem ser dissolvidas.

6º As Assembleias de Junta de Freguesia devem ser dissolvidas.

7º Preservar-se-á o poder autárquico, sob o mando directo do Governo. E nunca, contra este, como acontece hoje.

8º Deixará de haver várias eleições. Se o estado é uno, é como uno que deve ser dirigido. Uma eleição é suficiente.

9º Os Tribunais passarão a estar dependentes do Comandante Supremo, e terão um representante máximo com assento no Conselho de Estado. Competirá aos tribunais arbitrar os conflitos entre cidadãos, entre estado e cidadãos, e zelar pela justiça do estado. Os pareceres actuais dos tribunais, nomeadamente, o de Contas, serão substituídos por processos cíveis, e em último caso, por processos criminais. A coisa pública passará a ser pública, e não pertença de uns poucos, como acontece hoje.

10º A Constituição da República será reformulada, dentro das especificações da reforma do sistema político Português.

O que se pretende é a eficácia governativa, a resolução rápida e atempada dos problemas da nação. Aos agora governantes é dada a oportunidade de executarem a nova reforma democrática dentro do estritamente legal.

Uma nova pergunta se impõe, será que é suficiente?

08 junho 2006

Julius Evola

A Organização Cultural Horizonte Vertical, irá lembrar no dia 10 do presente mês, sábado, na sua sede/escola, a morte do mestre Julius Evola.

Invoca com respeito e solenidade a memória do mestre, ao realizar uma cerimónia em seu nome.

Giulio Cesare Evola – 19-05-1891 / 11-06-1974

04 junho 2006

Apologia de assalto ao estado (I)

Escrevo estas linhas convicto e absolutamente certo, que o pais onde nasci, cresci e me transformei em homem, constituindo família, e fazendo já um lindo e belo rebento - está a caminhar inexoravelmente para o abismo económico, social e político!

Séneca dizia a seu discípulo Lucílio: “Continuas então a indignar-te ou a lamentar-te disto ou daquilo, sem entenderes que o único mal efectivo é o próprio facto de tu te indignares ou te lamentares?!”

Assim é efectivamente, contudo, como posso eu – pergunto ao mestre estóico, ficar passivo face ao assalto consentido da riqueza, pouco que seja, que o estado ainda tem de administrar em nome de todos?

Já havia escrito num artigo aqui publicado, que o estado, infelizmente, funciona como contra poder. É disso triste exemplo a formação de partidos, de sindicatos, de associações meramente corporativas, que servem o particular em vez do colectivo, quer dizer, lutam e fingem lutar por uma pais digno e valente, quando na verdade, preferem o acessório ao essencial, ao que diz respeito ao bem comum – à Nação Portuguesa!

Um dos exemplos que darei a seguir, sê-lo-á apenas como um exemplo, que não se sobreporá ao todo (que em artigos posteriores, ver-se-ão dissipados os enganos colectivos impostos e ensinados pelo politicamente correcto, e pelos média). Um lamentável engano do estado s.a. (sociedade anónima), é este dos subsídios de reintegração de políticos no sector privado, como se eles, coitados, já ganhassem muito mal enquanto se serviram do estado como deputados da nação. Se na hora de saída, se fizessem algumas perguntas aos excelentíssimos representantes do povo; o que por lá produziram e fizeram em prol das gentes? Eles não saberiam o que responder – porque nada edificaram em nome do colectivo, mas sim das chamadas corporações financeiras que eles tão bem representam! Basta ver os números de tão sublimes subsídios, para tirar as definitivas conclusões do que aqui fica escrito.

Subsídios de Reintegração
450.000,00 euros -2004
1.426.480,00 euros -2005
761.000,00 euros -2006

Estes doces subsídios, foram dados, não a muitos, mas sim a muito poucos. A onde esta o sentido colectivo destes senhores e senhoras, onde? Será que o povo tem coragem para fazer perguntas deste tipo? Ou será que, continuará a adorá-los como se eles fossem deuses?

Quando o abismo colectivo estiver perto, já estes senhores estarão bem na vida e bem longe daqui, tipo parlamento europeu, ou exilados num lindo pais tropical com muitas bananas. Este artigo, será o primeiro de uma série, que pretende desmistificar o engano ou sono colectivo, bem como mostrar às gentes, que também são minhas, como se chegou à crise e como fazer para sair dela definitivamente. Devo já avisar, que o remédio que irá ser proposto gerará algum desconforto inicial. Uma pergunta impõe-se desde já, será que estamos bem assim?

01 junho 2006

A parábola do pintor

Cada pintor pinta a sua obra como lhe ordena a intuição. Semelhante se passa com os ditos dos homens, que escamoteiam a verdade ao dizerem apenas o que lhes convém, fruto de uma mente pouco cuidada a mal formada. Contudo, existem aqueles pintores de nome já enraizado, que não precisam de se esmerar na pintura, indo mesmo até ao descoro, ao simples quadro que nada diz a não ser no nome. Mais uma vez o mesmo se passa com os homens: ao sentirem-se senhores de um nome reconhecido pelas bocas do mundo e pela fortuna que o poder material possibilita e institui. Acham erroneamente que o dizem, diz respeito ou concorda com a ética, quando na verdade, tais ditos apenas foram lustrados para iludirem os ouvidos daqueles que se esquecerem de os limpar.