27 junho 2006

Anti-fascismo = Pensão

O igualitário, doce e muito bem amado, defensor dos pobres e estropiados, regime Democrático, vem agora atribuir uma pensão “por méritos excepcionais na defesa da liberdade e da democracia”, aos seus mais destemidos, salvo seja, homens, que pela liberdade (falta saber de quem), lutaram contra o regime fascista, ou seria salazarista (desculpem-me a confusão).

Esqueceram-se, que muitos dos pretensos defensores da liberdade, e sem ficha na DGS, simplesmente abandonaram os seus, e o trabalho, para ingressarem na clandestinidade ao serviço de um partido apátrida.

A história deve ser uma coisa muito linda, feita e desfeita, pelos novos senhores, que tomam as rédeas do estado, e o tornam refém de um pseudo idealismo igualitário que apenas serve os interesses daqueles que nada fizeram pelo colectivo, quer dizer, pelo Estado Orgânico, onde todos têm o seu lugar.

O que Têm feito, não é nada mais do que subverter o conceito de pirâmide, dito de um outro modo, inverteram as hierarquias, no sentido de controlarem os espíritos descomprometidos, verdadeiramente livres, e sem vícios idealizados.

Só me resta anuir, dizendo e escrevendo – Viva a Democracia! (também quero uma pensão).

26 junho 2006

Marco Aurélio

"Receber do destino sem impar de orgulho, perder sem gritarias histéricas."
Caesar Marcus Aurelius Antoninus Augustos
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Carrega aos ombros o fardo de um Império em constante mutação, fruto de batalhas intermináveis. Sabiamente, preferiu ser recordado, não como Imperador de um Império imenso, mas como filósofo estoico! O livro Pensamentos, escrito em campanha, é um retrato fiel de uma alma que se revela a ela mesma sem filtros nem artimanhas.

23 junho 2006

O Filósofo

O filósofo que vive o que diz, ou, que os seus actos concordam com os seus ditos, está a exercer um sacerdócio divino, na medida em que está ao serviço de Deus. Sendo o exemplo, dando o exemplo, irradiando o exemplo, ele torna-se num ser semidivino.

A filosofia da vivência, aquela mesma que provoca naquele que a vive uma transmutação interior capaz da admiração dos deuses, é o próprio sacerdócio, pois por intermédio dela, iluminam-se muitas almas, purificam-se muitos corações, e edificam-se faróis capazes de assinalarem o caminho aos homens.

Haverá tarefa no mundo mais digna do que esta? Haverá outra tarefa humana capaz de resgatar o homem da ignorância e da alienação?

Os próprios deuses são testemunhas do papel do filósofo, da árdua conquista sobre si mesmo, e da condição excepcional com que luta em duas frentes. Pois o filósofo da vivência, é o único que combate dois exércitos ao mesmo tempo, um situado no exterior, simbolizado pelo mundo circundante, o mundo de Maya, ou seja, da ilusão, da alienação, da perdição, dos males, das modas, do ter que ser assim, e do: a onde fores ter faz o que vires fazer, como se o exemplo das massas servisse de ânimo, ou honrasse os deuses; e um outro, bem dentro de si mesmo, pois é ai que começa a verdadeira luta, é ai que o homem se encontra consigo mesmo, inicia a sua primeira, decisiva e derradeira batalha, aquela onde ele dignificará o Bem e extirpará o mal, tornado-se assim, num farol de ética que iluminará toda a humanidade.

21 junho 2006

Conjuntura internacional

Quando, um qualquer governante assalariado muito bem pago, seja da esquerda ou da direita, inculca naquela cabeça que este ou aquele trabalhador tem um, dois, ou três direitos a mais, corre logo a bradar aos céus que a crise é geral, que o dinheiro não chega, que a segurança social está falida, que o défice estrangula as finanças públicas, que os impostos não são suficientes, que a conjuntura internacional parece definhar, e assim por diante num constante lamuriar corriqueiro que mantém os povos suspensos pelo medo que tudo abraça num doce adormecer de consciências. Provoca tanto dano nas gentes, que elas acreditam realmente que a crise está aí. O que se pretende, é apenas retirar ardilosamente aquilo que sob suor e lágrimas é ganho todos os dias, a saber: a recompensa dada ao trabalhador pela sua dedicação ao posto que ocupa!

Se a crise é tão séria como dizem, expliquem-me estes números divulgados pelas Capgemini, e Merrill Lynch, onde, sob relatório se diz que o número de milionários no mundo aumentou 6,5% em 2005. Todos os continentes sem excepção, viram os seus queridos milionários aumentar; até a desafortunada Africa assistiu impávida e serena a um aumento de milionários em cerca de 10%. Tão pobres que eles são!?

Quando os vencedores escreverem a história deste período de tempo, dirão apenas, que a riqueza era um fruto desta época!
A sonolência colectiva não parece dar provas de abrandar…

19 junho 2006

A arte de opinar

Farsa, fraude ou outra coisa qualquer; a verdade, é que Os Protocolos Dos Sábios De Sião, existem enquanto evidência e condensados num livro. Aí formula-se, e em bom rigor, apresentam-se sob capítulos, as tramas e ilusões em que o homem dito civilizado vive. Atrevo-me apenas a parafrasear partes do livro, no sentido de manter atentos e despertos aqueles que restam, e ainda se encontram de pé, no meio destas ruínas colectivas, que nos (os da tradição) dilaceram a alma.

A lei é uma força bruta mascarada. A força da multidão é cega. Um cego não pode guiar outro cego. A imprensa encarna a “liberdade” da palavra. Os povos estão mais escravizados ao trabalho pesado do que no tempo da servidão e da escravidão. Que vale para o operário curvado sobre o seu trabalho, esmagado pela sua triste sorte, o direito dado aos deputados de falar, ou o direito concedido aos jornalistas de escreverem toda a espécie de absurdos misturados com coisas sérias. A fome dá ao capital mais direitos sobre o operário do que a aristocracia recebia do poder real e legal.

A paráfrase fica em itálico, pois ajuda a comprovar que o que temos como real no dia a dia do que se vai sendo, afinal, é puro engano. É como que, uma peça de teatro, onde cada um tem de desempenhar o seu papel previamente escrito; até que se desça o pano, ficando-se aí, frente a frente, com o julgamento daquilo do que se fora, e do nada como futuro; quer dizer, como não existente.

Importa mais apoderar-se das ideias de outrem e comentá-las do que bani-las. Fazer com que percam o hábito de pensar. O povo toma as palavras como realidades.

A democracia é o império da opinião sobre o juízo. O reino da quantidade sobre a qualidade.

Quando perguntaram a Sócrates, o que pensava da democracia, o filósofo respondera, utilizando um burro como analogia; como o burro tem que dar a sua opinião, e não sabe dá-la senão por intermédio da expressão física, dá-a dando patadas a todos. Assim é efectivamente, a ditadura da opinião da maioria – pois é ela “sabiamente” (deus me perdoe) quem dita (é levada a ditar), o que é certo ou errado.

Nem o próprio diabo, ter-se-ia lembrado de algo assim?

16 junho 2006

O homem e a mulher

“Se o nascimento não é um acaso, também não será por acaso – em particular – que cada um se vê a si próprio despertar num corpo de homem ou de mulher. Também aqui a diferença física é concebida como a correspondência a uma diferença espiritual; por isso, é-se um homem ou mulher fisicamente, só porque se o é também transcendentalmente, e a característica do sexo, longe de ser uma coisa irrelevante em relação ao espírito, é um sinal indicador de uma via, de um dharma distinto. Sabe-se que a vontade de ordem e de «forma» constitui a base de toda a civilização tradicional; que a lei tradicional não impele para o não-qualificado, para o igual e o indefinido – para aquilo em que as várias partes do todo se tornam promíscua ou atomicamente semelhantes – mas requer pelo contrário que essas partes sejam elas mesmas, que exprimam cada vez com maior perfeição a sua natureza própria. Assim, no que se refere mais particularmente aos sexos, o homem e a mulher apresentam-se como dois tipos, e quem nasce homem tem de se realizar como homem e quem nasce mulher tem de fazê-lo como mulher, totalmente, superando todas as misturas e promiscuidades: e mesmo no que respeita à direcção sobrenatural, o homem e a mulher devem ter cada um a sua própria via, que não pode ser modificada sem se incorrer num modo de ser contraditório e inorgânico”. Pag.219

O mestre Julius Evola, propõe-nos uma via única, quer dizer, a via do tradicional, a que diz respeito ao orgânico, à ordenação perfeita, à comunhão do homem e da mulher com as suas verdadeiras naturezas, pois só assim, se poderão realizar plenamente cada um, sendo diferenciados e complementares.

Não se pense, que por se ter citado este pequeno extracto do «clássico» Revolta Contra O Mundo Moderno do mestre Julius Evola, se esgota aqui o pensamento evoliano; lembro isto, ciente de que alguns espíritos mais distraídos confundam o essencial com o acessório.

Este «clássico» do pensamento tradicional, figura infelizmente, no famoso mas inexistente índex democrático, não como livro proibido – pois nada se proíbe, mas esta dentro daquela belíssima expressão quase sofista: critérios editoriais.

11 junho 2006

Apologia de assalto ao estado (II)

À pergunta, será que estamos bem assim? Formulada no fim do primeiro artigo. Espero que, introspectivamente, lhe tenham dado uma resposta.

Com vos tinha dito e prometido, estes pequenos artigos, pretendem desmistificar, desmontar, o sistema político tal e qual ele está implementado.

Se observarmos as democracias ditas modernas, veremos que a separação de poderes que as caracteriza - qual engano, é comum a todas elas, por os princípios serem os mesmos.

Em 1690 John Locke anuncia a separação de poderes, retomada no século seguinte, mais precisamente, em 1748, por Montesquieu, em “o espírito das leis”. A partir daí, algumas sociedades “secretas”, viram nessa simpática forma de separar, o ardiloso plano para enriquecer em poder e dinheiro, vendendo bem caro aos povos, um sistema baseado – proferem eles – na igualdade, na fraternidade, e na liberdade para todos. E pelos vistos, todos ou quase, ainda acreditam cegamente!

Este sistema baseado unicamente no económico, quer dizer, no lucro, no novo deus dinheiro, ao qual se sacrificam milhões em altar, é como um cancro, quando se descobre, já parece ser demasiado tarde. Por isso, se proporá, enquanto a doença não se alastra ao todo, e ainda existe a possibilidade e esperança de cura, a reforma do sistema democrático, que assenta numa falsa separação de poderes, a saber: legislativo, executivo, e judicial.

O que se enunciará a seguir, sê-lo-á apenas como princípio desejável de uma reforma implementada a partir de dentro, ou seja, pelos agora governantes da nação. Reformular o sistema político só trará benefícios ao estado e ao cidadão.

Se se observar a evolução da técnica, e do que essa evolução provoca nas empresas, na formação e ensino das gerações, de criação de novos cursos para a apreender e dominar. De certo chegaremos à conclusão, como diria Camões, que tudo é composto de mudança. Logo, não podemos proceder contrariamente, a esta premissa, quando, o que está em causa, é o gerir da riqueza produzida dentro e fora do estado, mas comum a todos os residentes dentro das fronteiras do território Português.

Assim, a reforma será como que um antídoto para o marasmo colectivo, servirá também como quimioterapia para os males malignos do estado s. a..

A proposta de reforma incidirá por agora, em alguns pontos chave, mas não estará concluída. Isto será apenas o começo!

Proposta de Reforma do Sistema Político Português

1º Ao Presidente da República, dever-se-á atribuir novos poderes, passando a ser, não só (como já o é), o Comandante Supremo das Forças Armadas, como também o Comandante do Conselho de Estado – com efectivos poderes de chefia.

2º O actual Conselho de Estado, deverá ser substituído por um Conselho de Estado, constituído por homens maiores a apartidários, livres dos interesses corporativos. Este Conselho, deverá reunir semanalmente sob a chefia do Comandante Supremo.

3º Os Governos eleitos, passarão a estar dependentes do Comandante Supremo, e do novo Conselho de Estado. Os Governos eleitos, detentores do chamado poder executivo, passarão a ter, na sua totalidade, o poder legislativo.

4º A Assembleia da República deve ser dissolvida.

5º As Assembleias Municipais devem ser dissolvidas.

6º As Assembleias de Junta de Freguesia devem ser dissolvidas.

7º Preservar-se-á o poder autárquico, sob o mando directo do Governo. E nunca, contra este, como acontece hoje.

8º Deixará de haver várias eleições. Se o estado é uno, é como uno que deve ser dirigido. Uma eleição é suficiente.

9º Os Tribunais passarão a estar dependentes do Comandante Supremo, e terão um representante máximo com assento no Conselho de Estado. Competirá aos tribunais arbitrar os conflitos entre cidadãos, entre estado e cidadãos, e zelar pela justiça do estado. Os pareceres actuais dos tribunais, nomeadamente, o de Contas, serão substituídos por processos cíveis, e em último caso, por processos criminais. A coisa pública passará a ser pública, e não pertença de uns poucos, como acontece hoje.

10º A Constituição da República será reformulada, dentro das especificações da reforma do sistema político Português.

O que se pretende é a eficácia governativa, a resolução rápida e atempada dos problemas da nação. Aos agora governantes é dada a oportunidade de executarem a nova reforma democrática dentro do estritamente legal.

Uma nova pergunta se impõe, será que é suficiente?

08 junho 2006

Julius Evola

A Organização Cultural Horizonte Vertical, irá lembrar no dia 10 do presente mês, sábado, na sua sede/escola, a morte do mestre Julius Evola.

Invoca com respeito e solenidade a memória do mestre, ao realizar uma cerimónia em seu nome.

Giulio Cesare Evola – 19-05-1891 / 11-06-1974

04 junho 2006

Apologia de assalto ao estado (I)

Escrevo estas linhas convicto e absolutamente certo, que o pais onde nasci, cresci e me transformei em homem, constituindo família, e fazendo já um lindo e belo rebento - está a caminhar inexoravelmente para o abismo económico, social e político!

Séneca dizia a seu discípulo Lucílio: “Continuas então a indignar-te ou a lamentar-te disto ou daquilo, sem entenderes que o único mal efectivo é o próprio facto de tu te indignares ou te lamentares?!”

Assim é efectivamente, contudo, como posso eu – pergunto ao mestre estóico, ficar passivo face ao assalto consentido da riqueza, pouco que seja, que o estado ainda tem de administrar em nome de todos?

Já havia escrito num artigo aqui publicado, que o estado, infelizmente, funciona como contra poder. É disso triste exemplo a formação de partidos, de sindicatos, de associações meramente corporativas, que servem o particular em vez do colectivo, quer dizer, lutam e fingem lutar por uma pais digno e valente, quando na verdade, preferem o acessório ao essencial, ao que diz respeito ao bem comum – à Nação Portuguesa!

Um dos exemplos que darei a seguir, sê-lo-á apenas como um exemplo, que não se sobreporá ao todo (que em artigos posteriores, ver-se-ão dissipados os enganos colectivos impostos e ensinados pelo politicamente correcto, e pelos média). Um lamentável engano do estado s.a. (sociedade anónima), é este dos subsídios de reintegração de políticos no sector privado, como se eles, coitados, já ganhassem muito mal enquanto se serviram do estado como deputados da nação. Se na hora de saída, se fizessem algumas perguntas aos excelentíssimos representantes do povo; o que por lá produziram e fizeram em prol das gentes? Eles não saberiam o que responder – porque nada edificaram em nome do colectivo, mas sim das chamadas corporações financeiras que eles tão bem representam! Basta ver os números de tão sublimes subsídios, para tirar as definitivas conclusões do que aqui fica escrito.

Subsídios de Reintegração
450.000,00 euros -2004
1.426.480,00 euros -2005
761.000,00 euros -2006

Estes doces subsídios, foram dados, não a muitos, mas sim a muito poucos. A onde esta o sentido colectivo destes senhores e senhoras, onde? Será que o povo tem coragem para fazer perguntas deste tipo? Ou será que, continuará a adorá-los como se eles fossem deuses?

Quando o abismo colectivo estiver perto, já estes senhores estarão bem na vida e bem longe daqui, tipo parlamento europeu, ou exilados num lindo pais tropical com muitas bananas. Este artigo, será o primeiro de uma série, que pretende desmistificar o engano ou sono colectivo, bem como mostrar às gentes, que também são minhas, como se chegou à crise e como fazer para sair dela definitivamente. Devo já avisar, que o remédio que irá ser proposto gerará algum desconforto inicial. Uma pergunta impõe-se desde já, será que estamos bem assim?

01 junho 2006

A parábola do pintor

Cada pintor pinta a sua obra como lhe ordena a intuição. Semelhante se passa com os ditos dos homens, que escamoteiam a verdade ao dizerem apenas o que lhes convém, fruto de uma mente pouco cuidada a mal formada. Contudo, existem aqueles pintores de nome já enraizado, que não precisam de se esmerar na pintura, indo mesmo até ao descoro, ao simples quadro que nada diz a não ser no nome. Mais uma vez o mesmo se passa com os homens: ao sentirem-se senhores de um nome reconhecido pelas bocas do mundo e pela fortuna que o poder material possibilita e institui. Acham erroneamente que o dizem, diz respeito ou concorda com a ética, quando na verdade, tais ditos apenas foram lustrados para iludirem os ouvidos daqueles que se esquecerem de os limpar.