31 julho 2006

Estado, CTT, e o exemplo

Do estado, devemos recordar e deter em memória, algumas datas relevantes da sua criação, ou esboço: 1125, 1128, 1140, e 1143…
Dos CTT devemos igualmente deter em memória, uma data e um facto. Da primeira, corria o ano 1520 quando D. Manuel I criou: o 1º Regimento Postal, segundo Cartas de nomeação do 1º correio-mor. Do facto, devemos ter presente que os CTT, são ainda 100% capital público, e ao mesmo tempo, o maior empregador nacional.
Do exemplo, apenas meia dúzia de homens viris, sem medo; e no sentir, totalmente Portugueses! Uns morreram, outros ainda – graças a Deus – estão vivos!

Sendo os CTT uma empresa pública, logo, do estado Português, incorre como seria de esperar nos seus vícios recentes. Isto é, a partir da fundação da partidocracia, os CTT, são geridos, não pelos mais capazes, conhecedores do negócio postal, mas pelos novos senhores administradores nomeados pelos sempre renováveis governantes da nação. O que quer dizer, que todo e qualquer vício (do douto governante transmutado em democrata à presa), passa obrigatoriamente para os CTT via administração, entenda-se partidária do partido que está no poder, e via sindicatos, trabalhadores muito produtivos no negócio.

O exemplo dos CTT vem no relatório do IGOP (inspecção-geral das obras públicas).
a) 19 mil euros são gastos em palestra de 45 minutos;
b) O “encontro de quadros”, que ocorreu a 14 de Janeiro 2005, consumiu 972857,92 euros;
c) A decoração do gabinete do presidente do conselho de administração, da sala de visitas, aperitivos, e refeições, entre 8 de Julho de 2002 e 31 de Maio 2005, custou 430691,00 euros;
d) Audi A4 = 44500,00 euros; Jaguar s type = 50758,90 euros; 84 mil euros, entre muitos…
e) Cartões de combustível sem limite de km’s;
f) Contratação de quadros para cargos inexistentes, com contratos de trabalho por tempo indeterminado;
g) Bónus em antiguidade na empresa, que varia entre os 9 e os 16 anos, sem terem feito nada!

Se o IGOP, e todas as inspecções-gerais existentes, fizessem sempre o trabalho da casa, e tornassem público todos os relatórios, sem ocultarem nada, veríamos, que afinal, a crise não é para todos, que o corte nas despeças públicas não toca a todos.
Enfim, Olha para o que te digo, não olhes para o que eu faço!

Este é o país, onde o saque à riqueza produzida, está sempre dentro da lei!
Não fosse a democracia, um oásis de abutres!
E de cidadãos-governantes, muito civilizados?

28 julho 2006

Entretenimento

Segundo dados relativos às audiências televisivas, o entretenimento rondou a taxa dos 78% em comparação com as notícias, que se ficaram pelos 12% do tempo total emitido pelas quatro principais televisões, tvi, sic, rtp, 1, e2 (ficando a restante percentagem, dedicada a programas infantis e juvenis).

Diz-nos a Constituição, texto muito fundamental, que o povo é soberano, e que exerce o poder político, através dos seus representantes, sabiamente escolhidos a dedo pelos partidos, e pelo muito divino deus dinheiro.

Como pode o povo ser soberano, se cerca de dois milhões de almas vivem no limiar da pobreza, cinco milhões não fazem sequer parte da população activa, nem possuem - infelizmente, escolaridade suficiente para poderem interpretar um texto. A estas almas é preciso adicionar: os drogados, os bêbados, os doentes da malandrice, os vadios, as prostitutas, os corruptos, os insurrectos, os incapazes, os violadores da crianças, os criminosos…enfim, a lista de adjectivos seria longa, mas ficamo-nos por aqui – porque os trastes e suas derivações são muitas, e têm assento em todas as classes sociais.

Voltando ao entretenimento, e à soberania do povo. A única coisa que este escolhe, se forem muitos: é que programa permanece nas grelhas televisivas para o entreter, nada mais, mesmo aí, uma vez tida em conta as audiências de determinado programa, este segue um fio condutor invisível até mesmo para o autor.

As massas entretidas, qual rebanho que pasta sob o olhar atento do pastor e seus cães, não vê para além do entretenimento. Este serve para lhe entorpecer ou embrutecer a massa cinzenta, o distrair, o subtrair às coisas sérias, o civilizar em nada, em modas passageiras, meros acessórios que transitam em necessidades sofisticadamente criadas. Assim andam as mentes das gentes, tristes almas, incapazes de julgarem efectivamente quem lhes mente, as engana com falsas promessas eleitorais. Um simples sorriso, um aperto de mão d’um político engravatado, rouba-lhe nesse instante e acto estudado, toda a pureza da humildade, privando-o de uma escolha livre, em consciência, do que quer ter como expectativa de futuro. Mas o poderoso látego fenomenal da propaganda, do entretenimento, logo o distrai, o convoca para o nada, para o não-ser, para a não-vivência, e assim vegeta pela vida, enquanto vivo, como animal privado da razão, da verdadeira capacidade de julgar!

Em suma: As mudanças não estão nem podem estar na quantidade, nas massas informes, ou na simples reacção emotiva ao que se presenteia. Elas devem obrigatoriamente estar mas mãos dos menos, da qualidade, dos verdadeiros revolucionários, qual Xiva, deus criados e destruidor, que resgata os homens à ignorância, e os devolve ao puro arianismo!

25 julho 2006

Horizonte Vertical


Apresento-vos a capa do número 14, do Horizonte Vertical. Nele define-se: o que é a Legião Vertical? Teoriza-se sobre o Idealista. Apresenta-se também um pequeno estudo sobre o Estoicismo; não deixando de lado, obviamente, A Crise Da Consciência Do Homem Moderno. Assim, quem fôr amante da Tradição, ou almejar o saber e a diferença a todo custo. Basta pedir um exemplar para: nuno_adao@mail.pt, e recebê-lo-á em casa.
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Há oferta editorial, bem como ao saber Tradicional, oferece-se igualmente, uma formação sólida em...é preciso ler o boletim, neste caso, ver a contra-capa!
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Cumprimentos amigos - Nuno Adão
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24 julho 2006

Crianças vs Estado drogado

O título diz tudo, cada vez menos para as crianças, e cada vez mais para os drogados!
Fecham-se maternidades. Abrem-se CAT’S, e residências de instituições privadas “suportadas” em parte com subsídios de todos nós.
O estado atribui no primeiro ano de vida um subsídio à criança, vulgo abono de família, no valor de €52,43, dependendo da situação económica do agregado familiar; e no segundo ano, o valor de €20,97.
O drogado, tem direito: a centros, quer dizer, cat’s – sempre em crescimento (ao contrário das maternidades), a psicólogos, a assistentes sociais, a subsídios, a reformas, a droga, a salas de chuto pagas sempre pelos mesmos. Enfim, neste rectângulo, neste país á deriva, sem governantes capazes, ser criança pode ser triste, e ser-se drogado é ter acesso a quase tudo! Porque será?

Já se sabia que a lei tem um tempo, depende da reforma de meia dúzia de iluminados, o que não se sabia é que também tem um espaço. O que significa, que dentro do mesmo território nacional, determinado crime ora é ilegal e combatido por todas as polícias, ora é legal e protegido. Assim anda o mundo obscuro da droga! E dos drogados!

21 julho 2006

Quem ganha? Quem perde?

Todos sabemos que a história da humanidade ou desumanidade, fora forjada por sucessivas guerras, consequentemente, pela barbárie de alguns "soldados". Ficando no fim apenas a vitória do vencedor. As palavras dos opinadores profissionais, quer sejam caseiros, ou os da ONU, nada valem contra a imagem, seja ela de que povo! Para quê divagações se este pequeno e inofensivo ser deu a vida sem saber porquê e para quê, quando tinha tanto para viver!
Quem ganhou neste caso? Quem?

19 julho 2006

Líbano vs Israel

Já que a guerra anda por aí, recomenda-se a leitura deste muito interessante livro, escrito por um suposto espião da Mossad, Victor Ostrovsky. Nas suas linhas e entre linhas, podem-se confirmar, que o recrutamento e métodos usados para treinar "espiões", é comum a outras secretas de elite que existem por esse mundo fora...Só é pena não poder eu também ter uma secreta só para mim...Tantos são os segredos que por aí abundam...E que fazia tanto jeito estar na posse desses supostos e bem guardados bens ocultos (verdades e mentiras)! E assim se constrói as verdades do mundo dito muito moderno, e não só!

17 julho 2006

Autarquias

Como já havia dito, o estado precisa de mudanças urgentes!
Disse também, que as autarquias = domínio próprio, organizam-se como contra poder, quando deveriam pôr em prática as medidas governativas, destinadas a suprimir as necessidades dos seus concidadãos. Em vez disso, a título de exemplo, temos a autarquia da capital, que esbanja dinheiro (3,1 milhões de euros por ano) dos contribuintes, em amigos assessores, nova figura, requisitada dentro da lei, para enriquecimento pessoal e familiar!
Este triste exemplo, infelizmente, para quem produz e paga os seus impostos, não é único, corre as autarquias do país, e ilhas; é tido como fundamental? Nas empresas públicas, administração central, assembleia da república, governo, e presidente da república!
A figura de assessor esta longe da crise do país, ela ajuda a construir a crise. O “doutíssimo” governador do banco de Portugal, quando abre a boca, deveria logo levar um dedo à mesma, tentando assim, evitar qualquer palavra “lustrada” de moral dos tempos que correm!?

Poupava-se muito dinheiro ao país, se as assembleias municipais, e assembleias de junta de freguesia fossem extintas.
A introdução de um novo modelo de gestão do poder local, só viria aproximar o cidadão do poder central, e tornaria a sua gestão transparente aos olhos do contribuinte! Se não acreditam – deixem-me governar o poder local, e verão quanto dinheiro é poupado logo no primeiro ano de gestão do poder local!

Ter medo das mudanças é típico da figura do velho do Restelo!

12 julho 2006

Estado vs economia

Um dos propósitos deste Blog, é o de demonstrar e desmontar, um sistema político assente no engano, na mentira e na irresponsabilidade daqueles que fizeram das funções de Estado, meros cargos, a serem ocupados a todo o custo, e cujo objectivo principal é subtraír-lhes o poder político, em troca de um salário e outras regalias muito bem pagas, tudo dentro da Lei?
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A Constituição da Républica Portuguesa, é um claro e desastroso exemplo de como o sistema está montado. Foi redigida para agradar a gregos e a troianos, mas esqueceram-se do principal - agradar e servir às gentes Portuguesas.
Na parte dois da Constituição da Républica Portuguesa; organização económica, temos o artigo 80º, e cujo primeiro principio fundamental do Estado é: "a subordinação do poder económico ao poder político democrático";assim o deveria ser efectivamente, mas como disse acima, às funções de estado pré-existentes foram-lhe retirados, com subtileza democrática, qualquer real poder político, para que este não possa beliscar os interesses cegos do poder económico!
Um mero exemplo ilucidará melhor que mil palavras:
A General Motors, irá fazer aquilo que qualquer bom empresário faria, para que a sua empresa seja mais rentável! Cortar, mentir, não cumprir com contratos celebrados com o Estado Português, fugir com os subsídios dados e pagos por aqueles que trabalham e sustentam o Estado, a malandragem, e acordos deste tipo, sempre prejudiciais ao trabalhador - pagador - cumpridor!
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Este mero exemplo, serve para demonstrar, pôr a nu, o texto fundamental do Estado e da sua inutilidade prática! Quer dizer, ao contrário do que esta redigido no artigo 80º, é o poder económico que está acima do dito poder político democrático. E dita a seu belo prazer as regras do jogo!
Mentiras, e mais mentiras! Pior ainda é o Povo que, alimentado a subsídios, não enxerga para além de palmo e meio!

09 julho 2006

O homem e a profissão

Diz-se vulgarmente que o hábito faz o Monge, ou que a profissão faz e molda o Homem. Como se a droga fizesse drogados. Ela apenas, torna-os possíveis, não os cria. Do mesmo modo, o hábito não faz o Monge, ele já fora ordenado Monge antes do Hábito, símbolo posterior, que só vem "outurgar" ou se preferirmos, mostrar ao outro, aquilo que por mérito fora conseguido. De igual modo, a profissão não faz nem cria homens, o homem é que cria e dignifica a profissão que escolhe (ou é levado a escolher).
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Esta reflexão, nasce de uma análise prática das profissões, das gentes, e da disfarçada e hipócrita hierarquia das profissões!
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Ao observar-se o homem por "de trás" de uma profissão, não se está a julgar inquisidoramente o homem (porque dele nada se sabe - mas pensa-se saber!), mas sim a profissão, fazendo-se daí uma extrapolação dirigida ao que convém, quer dizer; a partir de atributos "sabiamente" rotulados a uma profissão especifica, chega-se à feliz ou triste conclusão (dependendo da cabeça, do que tem lá dentro ou do que não tem), que todos os homens daquela profissão têm aquelas qualidades. Como se a profissão fosse coisa em si!
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Citando o mestre Estoico Séneca; "Desiguais no nascimento, todos somos iguais perante a morte." O que significa, que o simples acto de nascer, estar vivo para, já cria uns pobres e outros ricos, dependendo da hierarquia social onde se nasça.
Isto para dizer, que determinadas profissões estão associadas a uma dita hierarquia, como o pão está para a boca de um pobre. Logo, dizer-se que um homem que pertence a uma profissão especifica, tem determinadas qualidades inerentes à profissão, é o mesmo que dizer que todo o sentido existencial Humano se reduz ao meramente produtivo, e aí mostra o melhor de si! Pura ignorância!

03 julho 2006

Férias de Thoth

Vim até Albufeira confirmar in loco a tão proclamada crise global, e deixem-me dizer-vos que a vi passar em bons carros, e outras coisas que tais. Esta observação factual, vem corfirmar aquela teoria que defende (graças a deus), que a crise não é para todos!