29 agosto 2006

O estado do Estado

Ou a falência administrativa, económica, moral, e cultural…

Começo este artigo com uma citação interessante de Alain de Benoist, que caracteriza muito bem o pensamento moderno: “O pensamento único é cada vez mais único e cada vez menos um pensamento”.
Se assim não fosse, teríamos uma cidadania mais aberta, plural, crítica, capaz de formular ideias suas; ao invés, temos meras opiniões; novas gerações de licenciados no desemprego (quando a administração pública e privada pulula de incompetentes e iletrados), massa crítica que se esvaí na solidão e na esmola de um subsídio.

Neste pensamento muito único, qual ideologia mercantilista, onde tudo parece ter um preço, as relações sociais movem-se ao sabor de micro-conflitos, de discórdias engendradas que apenas desgastam e nada de construtivo erguem.

Neste pensamento politicamente correcto entra o défice acima dos 5%: desgoverno administrativo; entra o aumento dos produtos essenciais de consumo, por estarem cotados em bolsa; entra o envio de militares para lado nenhum, e cujo propósito é o de gastar o dinheiro do erário público, entre outras coisas…; entram as “salas de chuto”; as máquinas de troca de seringas nas prisões; entra o aumento da criminalidade; os lucros desmesurados da banca que legalmente subjuga famílias inteiras ao novo deus-dinheiro, e os sacrifica em altar sumptuoso; entra a falência do social; a nova lei das precedências do estado português; em suma: neste pensamento sublime e autoritário, entram o erro, a mentira, o engano, a falsidade, e toda uma farsa colectiva que continua a ser representada em palco pelos sempre e eternos bobos da corte!

“A democracia não tem a pretensão de ter, como governantes, super-homens; os governantes de uma democracia são medíocres; tomam-se, um pouco ao acaso, na massa.”

“A democracia, aos melhores, desgosta-os; aos mais inteligentes, persegue-os; aos mais honestos, calunia-os; aos mais cuidadosos da coisa pública, afasta-os.”

Gaston Jèze

Coincidência ou não, nesta peça, o encenador coloca ardilosamente em palco, sempre que o estado parece dar provas de estar a desfalecer, a figura do futebol, nova trama alienadora, que leva ao delírio colectivo a assistência.

Toda a peça, toda a simbologia da peça, fica assim reduzida ao meramente futebolístico, ficando no fim. No triste fim: E tudo o futebol levou!

P.S. Como a polícia judiciária não tem dinheiro suficiente para fazer face às despeças operacionais e administrativas, resolveu sabiamente adquirir um poderoso software, comprado – presume-se à Mossad; com o doce intuito de começar a controlar toda e qualquer troca de ficheiros, conversas, e tudo o que é passível de se fazer on-line. Acuso-me desde já, sou heterossexual, logo, gosto de mulheres! Ainda não é crime…Pois não?

O nome da peça, onde impera o pensamento único, deveria chamar-se: palhaçada colectiva! Ou dito com maior propriedade intelectual: macacada colectiva!

25 agosto 2006

Hino de Portugal

Qualquer dia, até o heroísmo patente no hino de todos nós será apagado! Tudo em nome do politicamente correcto. Expressão alheia ao que vem do alto, do sublime, do tradicional, do bom, do belo, e do justo!

Deixem o hino invadir os vossos sentidos, e respirem Portugal!

21 agosto 2006

Hipocrisia histórica

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Falência do Estado Orgânico

Só se fará verdadeira história, se se ouvir o que conta a história dos vencidos, doutro modo, escolhe-se, apaga-se, informa-se à medida do que se quer. Falseando toda e qualquer tentativa sã, de escrever sobre os factos históricos merecedores de veracidade.

Todo o estado que age assim em relação ao passado, ocultando preciosa informação, não está a fazer mais do que fugir em direcção ao abismo. Levando consigo a memória colectiva de gerações inteiras que viveram sob a égide da humildade e da verdade! (Qual humano que vive de aparências, ao esconder dos olhos dos outros os vícios que o domina e tiraniza!

A seguir, transcreve-se sob paráfrase e citação, partes da obra acima exposta, para que não restem dúvidas face ao aqui escrito…

Em 1931, o partido clandestino fornece pistolas para armar os piquetes de uma tentativa de greve;

Em 29 de Fevereiro de 1931, são atribuídas aos “defensores da liberdade”, designados por brigadas de choque, mais de 200 bombas;

Em 4 de Setembro de 1932, um polícia é baleado mortalmente no ventre pela juventude…;

Em 1933 morre um polícia, 4 dias depois de ter sido alvejado;

“Em 18 de Janeiro de 1934, os agitadores tentaram provocar uma greve geral revolucionária, com prática de actos de sabotagem e rebentamento de bombas. Provocaram o descarrilamento de um comboio entre Lisboa e Vila Franca de Xira e o corte do cabo submarino Lisboa-Londres; fizeram explodir a Central Eléctrica dos Serviços Municipalizados de Coimbra, com a colocação ali de duas bombas de dinamite, de rastilho, de nove quilos cada uma; também explodiram bombas em vários pontos do País, nomeadamente no Algarve, na região corticeira de Silves”;

Morte de guarda nocturno com 4 tiros a 19 de Março de 1938;

O ministro da justiça pós 74, com dois anos de prisão no registo criminal, manda apagar e destruir quaisqueres provas factuais do que acontecera antes 74; manda também sabiamente, soltar todos os detidos, com criminosos à mistura, e com acusações provadas em tribunal.

Assim anda tristemente a história contada pelos maltrapilhos de alguns vencedores, que reescreveram a história da outrora Pátria, pois disso não tenhamos dúvidas, e contam histórias da carochinha para entreter as crianças, enquanto esperam que o tempo decorrido pós invenção, se escoe em indiferença, em desinformação, esperando que a memória colectiva assimile a nova história e lhes cante hinos, ou lhes encha os bolsos de ricas reformas auferidas à custa do trabalho alheio!

Resta invocar a grande memória do poeta Camões:

Que eu canto o peito ilustre Lusitano

13 agosto 2006

Homens da Tradição

Agir ou não agir

Apologia de assalto ao estado III

Dizem os arautos do saber estabelecido, que o simples reagir a determinado acontecimento presente, é já em si um agir sobre. Como se a simples reacção produzisse Homens conscientes do presente, conhecedores do passado, e acima de tudo, decididos e determinados quanto ao futuro; quando na verdade, apenas produz figuras geladas que reagem por simpatia a interesses financeiros, fazendo-nos crer que é de agir objectivo que se trata.

Para além da simples reacção, existem ainda os indiferentes , que nem sequer reagem fisicamente, ficando-se pelo emotivo.

Também existem os que não sendo indiferentes, desconhecem as tramas históricas, não se situando em lado nenhum, apenas existindo como se não possuíssem qualquer consciência do tempo em que vivem, e da sua condição excepcional de terem nascido Humanos.

O agir, não se limita ou reduz há comodidade da escrita, requer outros sacrifícios maiores, resgata do Homem o melhor de si, transfigura-o por dentro e por fora, sacrifica-o ao sublime, imprime-lhe mudanças inexoráveis, e cobre-o de ímpar exemplo – é disso que se trata: agir para o todo e pelo todo. Sem deixar nada de fora!
Os únicos capazes de verem para lá do tempo, e das modas passageiras, são os Homens que a perpetuam a Tradição viva. Respiram e transpiram Tradição, conhecem os valores intemporais, pilares seguros que continuam a edificar Homens intrépidos, valorosos, honrosos, fieis a princípios, que sob uma autoridade superior agem sem desculpas e medos. Amam a verdade e conhecem eclecticamente o pensamento Tradicional. Não se refugiam apenas na cultura tradicional, complementam-na, isso sim, com um rigoroso treino físico que ajuda a digerir, tanto os clássicos ocidentais, como orientais, e respectiva simbologia das suas díspares civilizações!

Um Homem assim, não é do tempo presente, não se veste de reagir. Pertence à esfera do eterno como modelo vivo da criação!
Está de pé no meio das ruínas!
Carrega em si o peso da Tradição viva, da continuação do Homem-exemplo, verticalizado, que não cede a modas.
Contudo, se o Homem da tradição não agir, permanecerá incógnito, qual mistério por desvendar!
Portanto, urge agir, tomar as rédeas, usurpar o poder temporal político das modas passageiras, não vá o pouco tempo terreno do Homem extinguir-se e voltar a pó, ficando mais uma vez por decifrar o mistério da politiquice, e da vida!

Para finalizar, por agora, esta pequena apologia, resta dizer, que as forças armadas e demais polícias, obedecem a quem está no poder!
Não importa quem!
Aqui está um outro mistério por decifrar!?

Cumprimentos do Thoth, outrora divindade Egípcia

08 agosto 2006

Ponte Salazar

Antes de ser ponte 25 de Abril, era ponte Salazar!
Viva a história!
Quem mente, quem fala verdade?
Quem ri da "macacada" colectiva?

05 agosto 2006

Zen


Quando se lê uma obra, e se está imediatamente em comunhão com o que lá vem escrito, quase que pensamos que até então, perderamos o mais importante: o encontro connosco! Contudo, o dogmatismo característico ocidental vem logo em nosso socorro, não vá o espírito pregar alguma partida, e levar o corpo com ele, em peregrinação.

Ao lermos o Verdadeiro Zen, do monge Taisen Deshimaru, esquecemo-nos logo, do que foram as palavras proferidas pelo professor Suzuki, ou pelos estudiosos do Zen, como H. Lassalle; K. Durckheim, ou Herrigel.

Enchermos a vasilha de conceitos sobre o Zen, apenas aguça o intelecto, e atenta a memória. Nada mais! Segundo Deshimaru, é preciso sentar-se (za) em Zen (meditação); quer dizer, é preciso ser-se discípulo de um mestre. Servi-lo. Estudar o budismo, o Zen, e sentar-se. Sentar-se, apenas isso, sem apegos nem desejos nem ambições...

Assim se forja e permanece eterno o Zen pela prática do Zazen!
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