24 setembro 2006

A Nação-Estado

Apologia de assalto ao estado IV

Esboço para um novo Estado

O poder do Estado central deve obrigatoriamente dirigir o poder Local, de cima para baixo, hierarquicamente.

Toda a lei, fruto do poder legislativo, logo do Estado central, deve estabelecer regras de obediência claras, onde de determina que o poder Local está sob comando do Estado central (deixando de estar nas mãos do voto secreto, quer dizer, da arbitrariedade de quem deve obedecer).

As assembleias municipais, e assembleias de junta de freguesia devem ser extintas.

Todas as contas realizadas até então, devem ser alvo de auditorias por parte do tribunal de contas; e tornadas públicas ( como já acontece…).

Todo o sinal de riqueza galopante de autarcas, vereadores, presidentes de junta, empreiteiros envolvidos em obras públicas, familiares, amigos, assessores, e afins, deve ser também obrigatoriamente investigado pela Direcção central de investigação da corrupção e criminalidade económica e financeira da policia judiciária.

O tribunal, onde o processo der entrada, deve no prazo máximo de doze meses, sentenciar os possíveis crimes económicos e de tráfico de influências.

A legislação vigente, que permite a fuga à responsabilidade política, social, económica, e criminal: deve ser substituída por forma a dar melhor e eficazes meios à policia judiciária e ao «renovado» ministério público.

As novas leis devem ser claras, tanto no propósito, como na finalidade. Não deve haver lugar a múltiplas interpretações.

Rogo para que Homens determinados e ainda de pé sobre as ruínas, estejam preparados para a introdução, de uma vez por todas, da Ética na Nação-Estado!

Vamos, oh Homens intrépidos, excomungar os heréticos do Bom, do Belo, e do Justo!

Uma nova pergunta se impõe, nestes tempos do politicamente correcto?

Será a escrita arma suficiente?

20 setembro 2006

Actividades da Legião Vertical

Actividades da Legião Vertical referentes aos últimos quatro meses de 2006


21 de Setembro

Celebração do equinócio de Outono, na sede-escola: cerimónia do chá

23 de Setembro

1ª visita guiada ao Porto Medieval

21 de Outubro

Visita à Catedral de Santiago de Compostela

1 de Dezembro

Visita histórica ao berço da Pátria (Guimarães)

21 de Dezembro

Celebração do solstício de Inverno

Entender o ser da cidade

Com este percurso histórico no Porto Medieval a Legião Vertical inicia o ciclo de actividades culturais com vista a um melhor conhecimento da sua cidade e do seu Património Histórico por parte dos seu habitantes e consequente consciencialização da sua responsabilidade, na defesa e conservação desse Património.

O Ser da Cidade

Na Antiguidade, as cidades eram geradas por elementos de significado sagrado:
O Templo e a Muralha circundante, que marcava o limite da Civitas, espaço onde reinava a Lei e a Ordem.
Este processo gerador, que se manteve por vários séculos constituiu sempre a primeira fase desse ciclo evolutivo. Uma cidade era como um ser vivo que nascia e evoluía a partir de uma célula inicial, de forma orgânica e espontânea. Era uma Obra de Arte Viva, em evolução permanente. Os seus monumentos, as suas ruas, as suas praças, eram a expressão plástica do inconsciente colectivo dos seus habitantes, eram a Alma da Cidade, que a tornava única e singular entre as outras.
Estavam intimamente ligadas à evolução e às manifestações da vida social, cultural e religiosa, porque representavam as forças permanentes e universais que as dinamizavam.

Na Idade Média (época que mais nos interessa agora) a cidade era uma unidade independente, dada a dificuldade de comunicação e transportes, caracterizando-se por uma grande densidade de ocupação, intimidade e escala humana do seu espaço e uma diferenciação de actividades por ruas, (no Porto: Rua dos Caldeireiros, Rua dos Mercadores, etc.) Por isso, todos os atentados que se façam contra o Património Urbano da Cidade, serão uma amputação criminosa do seu ser, isto é, da história e da alma colectiva dos seus habitantes.
É o que tem feito, infelizmente, o urbanismo especulativo moderno, cuja única lógica é a ganância desenfreada do lucro.
Os maus exemplos são incontáveis:
Esventramento do Morro da Cividade, destruição do núcleo urbano da Sé (terreiro D. Afonso Henriques), demolição do Convento de S. Bento, do Palácio de Cristal, do Convento de S. Domingos, do Convento dos Lóios, etc.

Ora, para que os habitantes da cidade a respeitem e a defendam contra estes atentados, é necessário que a amem primeiro. E, para amá-la, é indispensável que a conheçam, pois ninguém pode amar aquilo que não conhece:
Então, como contributo para essa luta, propomos esta série de visitas guiadas, que irão efectuar-se em 4 sessões, em datas a combinar oportunamente.


Objectivos por ordem crescente de importância e amplitude:
1 – dar a conhecer e a amar o Porto aos seus habitantes;
2 – contribuir para a recuperação da Identidade Nacional dos Portugueses, perdida no Séc. XVI, em 4 de Agosto de 1578 nos campos de Alcácer Quibir.
3 – contribuir para restaurar a Antiga Aliança Homem/Natureza.

A Sociedade Industrial quebrou essa Aliança e perdeu o respeito pela Natureza, transformando-a em armazém e fossa.
Ao Português contemporâneo esclarecido (a quem nos dirigimos) compete restaurar essa Aliança e reencontrara a Unidade.



Despertar do sentimento de identidade (Gestação do “Ser da Cidade”)

1 – O 1º sentimento de independência de Portugal (território) foi em 1071 com Nuno Mendes contra o Rei da Galiza.

2 – 1º documento que menciona Portucale como território e não cidade: 938

3 – No Séc.XII apareceram documentos a citar as palavras Porto-cidade e Portugal, reino (sinal rodado de D. Afonso Henriques).

4 – Começa-se a falar Português no Séc. XII

5 – As lutas dos burgueses portuenses contra a Mitra e a Coroa provocaram a formação de um espírito forte de consciência colectiva e de grande unidade, que deram origem ao sentimento bairrista dos tripeiros, individualizando a cidade.

6 – Os bispos de má relação com a coroa, dificultam a estadia dos nobres na cidade, o que também convinha à burguesia e ao povo.

7 – Gerou-se um movimento oposto ao do absolutismo europeu:
Europa – Reis e Burgueses contra Nobreza e Clero
Porto – Burgueses e Clero contra Reis e Nobres

Este movimento singular deu ao bairrismo tripeiro o carácter único que ainda hoje apresenta.

A. Vítor Carvalho
Publicado no boletim nº 15, do Horizonte Vertical

19 setembro 2006

Conceito de Justiça

No clássico A República, de Platão; Sócrates, no primeiro livro, tenta levar os seus interlocutores à definição do que seja a justiça?
Questiona Trasímaco sobre o que entende sobre a mesma, definindo-a este, como a conveniência do mais forte.
Não foi ao acaso que Platão começou a sua obra pela virtude da justiça, nem colocou na boca de um sofista a definição por excelência dos que efectivamente decidem!
Não há que enganar, foi assim no tempo de Platão, e continua a sê-lo no nosso – a conveniência do mais forte, qual teoria biológica de Darwin, prevalece sobre o resto.
A linda, comovente, e divinizada palavra – Democracia – serve para admoestar as crianças, censurar os jovens, e incutir medo nos adultos.
Toda a relação pseudo-social subordina-se a esta ditadura da maioria, que sem pensar, elege incapazes, que pouco a pouco levam à ruína o Estado, entendido como um todo, e não como máquina burocrática que apenas produz deficiências e parasitas.

Urge agir, transformar pela lei do mais forte (e não pelo do astuto) o Estado. Já sabemos que a lei democrática muda ao sabor dos partidos, sindicatos, e corporações; e a estes apenas serve, deixando dia após dia o Estado mais diminuído, subtraído da sua autoridade suprema sobre a cobardia e a falsidade, a ignorância e a maledicência, o mal e a hipocrisia, em suma: o deixa andar, e o, a onde fores ter faz o que vires fazer. Duas máximas que caracterizam e revestem na perfeição o homem dito muito moderno e amigo do próximo.

Termino em tom profético:
Porque esperais?
Que medo vos paralisa a existência?
Que cobardia vos impede de agir?

Sede Homens de uma vez por todas!

13 setembro 2006

Ainda o 11 de Setembro

Um artigo muito pertinente escrito pelo Dragão, sob o título:"Labirintonáutica ou Teorias da Contra-Conspiração".
Lembra o neófilo, que o labirinto em que o Homem dito moderno se encontra, é quase como que um amontoado de mentiras, factos, e "fantasias baseadas em fábulas ou miragens".
O Mito do Minotauro (cabeça de touro e corpo de homem) não vem com certeza por acaso. Quando Teseu entra no labirinto, leva consigo uma espada e um novelo de linha, a espada é para esventrar o Minotauro, e o novelo de linha, para poder com segurança sair do labirinto. Um outro facto oculto do Mito, é que o labirinto físico não existe, o que existe: é um labirinto psicológico - e os Gregos quando o escreveram, sabiam-no muito bem - que Teseu ira tentar perscrutar, desvendar os segredos do intelecto, pois tudo o resto é fruto dele.
O Mito entende-se melhor, se se fizer uma desintoxicação, quer dizer, se deitarmos fora o que temos dentro da cabeça - que muito sabiamente nos foi ensinado nas escolinhas!

10 setembro 2006

11 de Setembro

A Verdade da Mentira

Rebuilding America’s Defences
Strategy, Forces and Resources For a New Century

“Further, the process of transformation, even if it brings revolutionary change, is likely to be a long one, absent some catastrophic and catalyzing event – like a new Pearl Harbor”

O documento supra citado, fora elaborado em Setembro de 2000, pelos amigos do “bem”.
O documentário 11 de Setembro – Conspiração Interna Loose Change; apresenta uma teoria, que colide com os factos oficiais. Nele, põe-se em causa o acto terrorista em si, substituindo-o, e sugerindo, que terá sido orquestrado a partir de dentro, por organizações estatais e privadas.

Tudo isto é típico da contra-informação – destinada a provocar a dúvida, a incerteza, e o medo colectivo. A desconfiança face às instituições ditas secretas continua intacta, pois a isso obriga o «Patriot act», destinado a suprimir liberdades civis, e a promover a guerra contra os novos infiéis a qualquer preço, e por todos os meios tecnológicos existentes e a existir.

O 11 de Setembro, para os militares, para as secretas, e para afins ocultas, tem sido mais do que uma mina de ouro…

Porque será?

05 setembro 2006

O Sanguessuga

Este simpático substantivo feminino remete-nos para o parasita temporário, vá se lá entender porquê?
Menos inocente é a sua invocação; serve para classificar um tipo de gente muito esperta, astuta mesmo, que usa e abusa do sistema, aproveitando para pilhar a “riqueza” colectiva.

Por vezes, quando começo um texto, e revolvo na mente a quantidade de tramas políticas, mentiras democráticas e afins; medeio o peso da caneta, ou de um imaginário sabre, e logo viajo no tempo, com vontade – qual Miyomoto Musashi, de cortar meia dúzia de cabeças. Talvez assim, a mentira começasse a ceder lugar à verdade factual. Mas logo acordo com a caneta na mão, e alguma revolta por ter de continuar a ceder e a alimentar parasitas temporários.

Foi notícia a lei 51/2005, 30 de Agosto art. 31º; aquela mesma, que permite a contínua engorda de alguns!
Como é possível que num país tão pequeno, tão pobre, haja 553 organismos públicos distribuídos por 15 ministérios – como é possível?
Será que algum douto político saberá ou quererá responder a esta pergunta?
O número de mais de 4000 dirigentes (para quê), não é totalmente verdadeiro, haverá por aí com certeza muitos mais. As despesas de representação, infelizmente, não são só para dirigentes; há aqueles que nada produzindo, são detentores de salário, subsídio, carro, cartão, etc., e ainda irão no futuro usufruir de uma reforma milionária, à custa do trabalho alheio.
Tão boas intenções tinham Karl Marx, A. Comte, Montesquieu, e companhia, para acreditarem nuns e noutros.
Mais uma vez, só o sabre resolveria a contenda!

Cito novamente para meu socorro, a alínea d) do artigo 9º da Constituição da República Portuguesa: “Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses…”

Pura letra morta, palavras de sofista, demagogo da treta (para não dizer uma palavra mais feia), parasita do e para o sistema, cancro…, doente do abismo, figura triste e gelada que vê na mentira o seu modo de vida!
É preciso mais? Chegarão as palavras?

“Ficar agradado com um homem ignorante, ter preferência por ele e atribuir-lhe um cargo, ao mesmo tempo que se despreza o homem bom que ali está, é o mesmo que não ter nenhuns homens bons”.
Takuan Soho

02 setembro 2006

O banquete

Em meados do presente mês, irá realizar-se na Mealhada um simpósio-almoço, qual banquete grego, onde os convivas serão convidados a provar o bom leitão da Mealhada, regado com um bom vinho, e terão como sobremesa a discussão de um assunto de suma relevância, não como proporia Platão, ao se discutir sobre Eros, deus do Amor; mas sobre temas que importam aos confrades da “blogosféra”!

Não se trata da seita do leitão, pensarão alguns, mas dos confrades amigos da boa mesa, servida a toque e a sabor de sublimes palavras, que provocam até a admiração dos deuses!

Espera-se digestão fácil e pensamento arguto!