12 maio 2007

Escravidão

Longe parece ir o tempo em que se vendiam escravos. As trocas comerciais possibilitavam o fluxo de escravos entre as colónias, essencialmente, com o intuito de mão de obra barata. Estava assim criada a condição necessária para o florescimento do capital, entenda-se dinheiro. Recuo a este período da nossa história com o sentido numa analogia dirigida ao tráfico humano (escravos era num outro tempo) praticado na actualidade sob as barbas das autoridades (se é que se pode chamar autoridades). Sendo este país um exemplo de democracia madura (salvo seja), emancipada, moralmente superior, como pode não prever num código por si redigido o crime de venda de menor na praça pública. Sendo esta democracia um exemplo, pois permite a existência de quem não gosta dela (palavras de um doce e lindo ministro), o que fez para legislar no sentido de punir tão macabro acto? Nada! Os senhores do parlamento andam mais ocupados com outros afazeres inerentes ao bom funcionamento do estado, do que proteger os indefesos e os inocentes que ainda não têm meios para se defenderem a si mesmos. Este parece ser o país do deixa andar, do olha para o lado, do a onde fores ter faz o que vires fazer, e o lindo exemplo está aí, aos olhos de todos.
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Ainda acreditais neles, mortais?
Ainda quereis servi-los?
Quão cega é a vossa visão!

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