06 agosto 2007

Sociedade

Era para não me prenunciar sobre os 25 anos de cadeia atribuídos ao já muito famoso cabo da GNR, mas não posso deixar passar muito tempo, sem ao menos deixar algumas notas, que vão para além do cabo, e estão há muito tempo enraizadas na mente deste triste povo, que passa a vida a lamuriar-se em privado. Como é sabido, o cabo, era um coleccionador de louvores, ao que se sabe, era homem sempre muito disponível em servir a guarda e os respectivos chefes com lealdade absoluta. O que não se sabe, deduzo eu, é que tipo de lealdade era está? Que serviços prestava ele aos chefes? Quanta graxa por dia era precisa para agradar às hierarquias, porque isto de ser bom, tem que se lhe diga, pois é melhor cair em graça do que ser engraçado. As relações laborais entre hierarquias, são relações de circunstância, quer dizer, só são válidas se um servir o outro, caso contrário, deixa de ser útil a relação. É assim em qualquer lado, talvez por isso, neste rectângulo de terra queimada e roubada, seja mais importante ao chefe a graxa dada pelo subordinado do que o trabalho que este desempenhe. Advirão daí os famosos louvores? Quem sabe! Como gostaria eu de mandar investigar quem lhe deu os louvores. Éramos capazes de ter algumas surpresas.
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Uma outra nota, é a passividade com que se aborda este caso, e o aparente silêncio da guarda face ao sucedido. Porque será? É capaz de ter muitas razões para estar calada!
Para este cabo, a única sentença que seria admissível: era a prática levada a cabo pelas verdadeiras secretas, dois tiros no meio dos olhos com uma 22. Nem mais nem menos, justiça aplicada sem apelo nem agrado, nem remorços.
Ter por ele, cabo da GNR, o mesmo despreço que ele teve pelas vítimas, três raparigas da terra.

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