18 setembro 2007

Justiça e não só...

O conceito de justiça que impera na república dos tugas, é o conceito de Trasímaco (personagem da república de Platão), quer dizer, é aquele que convém ao mais forte, entenda-se por forte aquele que graças a artimanhas, promiscuidades, e demais jogos de poder, se move em uníssono em defesa daquilo que ganhou, ou desviou, ou subornou, ou outro qualquer adjectivo que qualifique tão rica gente. Este forte, disfarçado, digamo-lo sem rodeios, é afinal um fraco, que vive sempre com medo de tudo, e de todos. Mas, como diria Nietzsche, os fracos derrotam os fortes pela astúcia, e assim o têm feito de facto ao longo dos tempos. Contudo, uma alegria me enche o peito, contas feitas por alto, estatisticamente, é claro, chego à conclusão que os fortes, entendidos aqui por fracos, em 90 por cento, tomam pastilhas para que a cabeça não ceda ao desaire, aos tremores característicos de gente mais idosa. O que significa, que afinal, não são assim tão fortes, e dissimulam a sua triste condição de fracos com químicos; ora vejam só, tão fortes que eles são!
Enfim, uns dias sem pastilhas, e os fortes transformar-se-iam num abrir e fechar de olhos, em zumbis, gente sem destino, que erra pelo mundo fora à procura do nada!

4 comentários:

Santos R. Queiroz disse...

Soubesse o Mundo quem são os fortes, e logo a Humanidade seria perfeita. Mas ditam as regras os fracos, que temos por fortes, porque os fortes que são fortes, esses, basta-lhes serem fortes e heróicos nas suas vidas. No fraco, nada há mais vincado que o desejo de domínio. E são, por isso, mais astutos. No entanto, quando o reinado das aparências terminar, justa hora se verão os fortes sendo fortes como sempre e os fracos sendo fracos como mais não poderiam.

Até lá, tudo é inverso, confuso e difuso, porque isso causa a astúcia dos fracos.

Cumprimentos ao Thoth, que ao menos na blogosfera sei que é forte.

Thoth disse...

Caro Santos Queiroz,
tal como diz, esse reinado dos fracos há-de acabar;
e o deus Thoth ira dar uma grande ajuda, e que grande...

Cumprimentos

Carlos Portugal disse...

Deus o ouça, Caro Thoth!

Porque já estamos fartos de jogos de sombras, como os da caverna de Platão, onde os titereiros, disformes e grotescos, sobrevivem graças a «fazedores de imagem», quedando-se sempre pela mais ridícula superficialidade, para esconderem a podridão que lhes vai na alma e no corpo.

Aliás, não é o demónio o mestre das ilusões e dos enganos? Sabemos então quem é o mentor destes energúmenos que nos desgovernam e nos sugam como vampiros.

Caro Thoth, Bem Haja pela sua Força!

Cumprimentos

PintoRibeiro disse...

Sem tempo, sem tempo, abraço.