12 setembro 2007

Legião Vertical

5 comentários:

PintoRibeiro disse...

Precisamente...
Bom dia e um abraço.

Carlos Portugal disse...

Caro Thoth:

Resta dizer que, aquando do atentado de 20 de Julho de 1944, o conde Claus von Stauffenberg tinha posto Himmler ao corrente do que iria fazer, na condição deste tentar acordar com os aliados ocidentais uma paz separada. Os americanos recusaram, contrariamente aos ingleses. A excepção no campo americano foi o general Patton, que já estava a ver o perigo que se avizinhava, e que era grande admirador de Rommel. As reservas de Patton valeram-lhe o «acidente» em Heidelberg, em 1947, do qual viria a morrer, com «ajudas».

Himmler, perito em jogos esquivos, não denunciou (honradamente, diga-se) o plano de Stauffenberg, provavelmente até ver a onde é que aquilo iria dar. Quem veio a torpedear a Operação Valquíria do Conde Stauffenberg foi Goebbels, e depois Bormann, responsável pela condenação do marechal Rommel, que estaria indigitado pelos conspiradores para o cargo de chanceler do Reich.

Enfim, uma quantidade de oportunidades perdidas que, se fossem aproveitadas, teriam eventualmente dado origem a um mundo melhor, e com menos sofrimento.

A este propósito, vale a pena rever o filme «Uma Ponte Longe Demais», sobre a «Operação Market Garden», onde, descontando os inevitáveis erros de adereços (tanques M60 a fazerem de Koenig Tigers, por exemplo), há vários diálogos bem esclarecedores dos sombrios movimentos de bastidores do lado aliado, que não queria - no fundo - um fim honroso para a guerra, e que prenunciava a ignóbil «Nova Ordem Mundial».

Ressalta também, pela positiva, o tratamento que o realizador deu às unidades de elite das SS, com oficiais a seguirem galhardamente o código de honra que deveria ser apanágio de todos os combatentes e governantes. Mas que parece cada vez mais esquecido nos tristes dias que atravessamos.

Abraço.

PintoRibeiro disse...

Bfsemana e um abraço.

Thoth disse...

Caro PintoRibeiro, como lhe estou a responder no domingo, devo-lhe desejar um bom regresso de fim de semana, e obviamente, um começo de uma boa semana. Assim o esperemos.

***

Caro Carlos Portugal,
não restam dúvidas que a história poderia ter sido diferente.

Quando nos dizem que não podemos re-escrever a história, bem como imprimir mudanças no presente, porque tudo está, ou fora decidido por outros, é pura mentira, diz respeito há propaganda democrática que espera dos outros, meros concidadãos, apatia, e desinteresse pessoal e colectivo face a si e aos demais.

Enfim, quando cada um tem uma verdade diferente do mesmo facto, estamos no domínio da falsificação histórica, e consequentemente, social e política...

Por ora chega, tenha o meu amigo um bom começo de semana.

Cumprimentos

Carlos Portugal disse...

Caro Thoth:

É precisamente o que o meu Amigo escreve. Agradeço-lhe as suas amáveis palavras e também lhe desejo um excelente início de semana.

Abraço.