26 outubro 2007

Análise de fim de semana

Após o tão proclamado e afamado tratado de Lisboa, que parece ninguém querer analisar ou compreender. Convém não esquecer o que pretendemos, enquanto povo, com uma língua distinta, e pouco mais, «à excepção de uma apurada linhagem de sangue vinda do tempo do primeiro rei», e que agora, mais evidente, se vai diluindo na miscigenação liberal dos costumes, crenças, e sangue. É tempo de fazer uma escolha acertada, quer dizer, quando falamos e respiramos Europa, o que queremos de real da Europa, se nela estamos desde os primórdios da nação? Não podemos, sob pena da saudade de perder a pátria, ficar na indiferença colectiva, constante, e quase definitiva imposta pela pseudo elite governativa, casta eleita pelas seitas também pseudo secretas que inventaram história para se justificarem de forma Tradicional, e mostrarem aos demais como muito antigas que são...meia dúzia de séculos e pouco mais!
Uma pergunta desde já se revela pertinente: Como portugueses, para onde queremos ir? Se é que queremos ir a algum lado... Será que queremos deixar de ser portugueses? Será que queremos que os eurocratas mandem definitivamente nos portugueses, sob a troca indelével da entrega da soberania nacional? O entretenimento, o dinheiro de Bruxelas, e o vício, parecem estar a transformar os portugueses em dóceis seres domesticados que latem de alegria quando alguém lhes dá um biscoito. Um rápido olhar pelos blogues, fico logo com a impressão que ser do clube A ou do clube B, é bem mais importante e anima muito mais, do que qualquer nacionalismo sincero e verdadeiro. O que interessa, é discutir o resultado do jogo, do entretenimento. Quando, na verdade, o que deveria interessar, era o problema real do país, da vivência do povo enquanto raiz comum de uma mesma pátria. Até lá, discute-se o acessório, pelo meio, uma ou duas palavras sérias sobre os assuntos da pátria, e logo a seguir, o entretenimento - é isto. E isto somos nós, portugueses, susceptíveis à miscibilidade, enquanto nos deixamos enredar em pequenas disputas e quimeras próprias de gente "impreparada" para os desígnios da nação.

1 comentário:

PintoRibeiro disse...

Lapidar, lapidar...
Bom domingo, boa semana, abraço.