26 dezembro 2007

Proibição de fumar

Parece que a proibição de fumar, em determinados locais, finalmente está aí...

3 comentários:

Carlos Portugal disse...

Caro Thoth:

A propósito destes fundamentalismos totalitários com que os actuais desgovernantes nos querem esmagar, na sequência das directivas bilderberguianas, venho - se me permite - comentar a notícia aparecida hoje no Portugal Diário, citando o semanário Sol e a revista Tabu. O link é:

http://www.portugaldiario.iol.pt/
noticia.php?id=897714&div_id=291

e o cabeçalho cita o presidente da nociva ASAE, que deitou cá para fora esta pérola: «Para se cumprirem hoje os regulamentos comunitários como estão na lei, 50 por cento dos restaurantes e cafés não estão aptos» e portanto «terão de fechar».

Numa época de gravíssima crise sócio-económica provocada neste País pelos desgovernantes a soldo de interesses estrangeiros, tal afirmação mereceria, no mínimo, um processo-crime. Se o problema são as normas comunitárias imbecis, deitem-se as referidas normas para o lixo e salve-se o tecido social de Portugal. Portugal é, não só o território e a língua, mas também o seu Povo e Cultura. Não são «normas comunitárias» nem «pactos de estabilidade» ou «interesses difusos». Se estes estão a prejudicar o País, acabe-se com eles e não o contrário.

Mas, analisando o caso (gravíssimo, pelas intenções reveladas) com alguma serenidade, verificamos indícios do seguinte: passada a primeira euforia com o aparecimento e a generalização das cadeias de fast-food em Portugal (McDonalds, KFC, Pizza Hut, etc.), estas «francises» começaram a perder clientes, pois o que é mau satura depressa, e as revelações acerca da origem trangénica e/ou artificial de alguns dos produtos utilizados, e os problemas gastro-intestinais provocados pela mixórdia (esterilizada, ao gosto da ASAE e dos seus mentores, mas repleta de químicos nocivos) afastaram muitos clientes.

De modo semelhante, as grandes cadeias norte-americanas de cafés, como a Starbucks (que serve tudo em copos de plástico, como a fast-food), começam a enfrentar uma grave crise nos States.

Assim, a ASAE serve de instrumento para eliminação dos principais concorrentes destas cadeias «plastificadas»: exactamente os pequenos restaurantes e cafés, que o descarado director da polícia política ASAE afirma que não suportarão os custos da conformação com as normas e que «portanto, terão de fechar». Normas essas que parecem feitas à medida das empresas de fast-food.

Deste modo, os cafés que servem refeições rápidas e económicas ficarão impedidos de o fazer. Como nenhum apreciador de café admite beber o dito num execrável copo de plástico, ou comer um pastel de nata ou uma bola de berlim feita em série e embalada em fábrica (possivelmente com sabor também execrável, como é hábito nesses produtos), os cafés também fecharão portas. Fica assim espaço livre para entrada da Starbucks. Quem conhece esta cadeia e é apreciador de CAFÉ, vir-lhe-à de imediato um vómito à boca. Parece uma mistela sintética e aguada, contaminada pelo sabor do copo de plástico com tampa (tipo dos da Coca-Cola no McDonalds). Os bolos assemelham-se aos piores produtos da Dan Cake.

Na Europa, tal falta de qualidade impediria o lançamento comercial bem sucedido destas porcarias se não fossem estas imposições legais, tendentes a desbravar terreno e «libertar» mercado. O que também prova que os líderes da CE são os mesmos de além-Atlântico...

Tudo isto é demonstrável, meu Caro, e é bem inquietante.

Quanto ao tabaco e à nova «lei seca» (ou «sem-fumo»), estarão outras coisas bem complicadas, que nada têm a ver com a saúde pública. Bastará dizer que o problema não é - nem nunca foi - a nicotina. Com efeito, esta, ao ser queimada no cigarro, oxida-se, transformando-se em ácido nicotínico ou nicotinamida, nome complexo para a muito benéfica vitamina B3...

O problema para a saúde está na mortalha dos cigarros, e nos químicos que as tabaqueiras adicionam quer ao papel, quer ao tabaco (a que chamam o «molho»).

Se não usassem esses químicos (para provocarem habituação, para que o tabaco se consuma mais depressa, etc.), e as mortalhas fossem de tabaco, como nas cigarrilhas, o fumo seria praticamente inócuo, e benéfico em muitos casos (diminuição de candidíases e bactérias intestinais, diminuição de cancros do cólon e - espante-se - dos pulmões, etc.), devido aos efeitos anti-sépticos, anti-helmíticos, fungicidas e anti-cancerígenos da nicotina.

Então para quê esta sanha anti-tabágica acéfala, se as tabaqueiras lucram com a venda do produto adulterado?

Já referi que os motivos são complexos, mas os principais têm a ver com outro dos efeitos da nicotina: um efeito calmante e ao mesmo tempo anti-depressivo, favorecendo o pensamento analítico e evitando o desnorteamento. Assim, a nicotina contraria fortemente as doses maciças de subliminares com que nos bombardeiam quotidianamente, e os campos electromagnéticos (fortemente depressores e desnorteadores) provocados por cabos de alta tensão e por certas antenas, que de telemóveis não têm nada. Ou seja, a nicotina contraria a lavagem ao cérebro que nos querem continuar a fazer. Daí a campanha feroz.

Mas há outros motivos que explicitarei noutra altura.

Aproveito, meu Caro, para lhe desejar as Boas Festas, e um excelente 2008, dentro dos condicionalismos possíveis, é claro (mas para os Deuses tudo é possível!).

Um grande abraço.

Carlos Portugal disse...

Queria escrever «franchises» e não «francises», como é óbvio. Desculpe.

Abraço

Thoth disse...

Caro Carlos Portugal, sinto-me surpreendido pelo artigo, nomeadamente no que diz respeito aos motivos, entenda-se, da UE; em relação ao que escreve, quer dizer, os motivos complexos que enumera no seu comentário.

Escreva o meu caro um artigo sobre a primeira parte, e um outro sobre a segunda do seu comentário, e terei muito gosto em publicá-los.

Espero lê-lo em breve,
uma boa entrada no ano novo, e aproveite a dádiva da vida, porque esta é única!!!

Cumprimentos divinos