27 março 2007

Salazar

Finalmente, o povo, ou o que resta, aqueles que votaram e os que não votaram, mas que no seu dia a dia sentem-se cada vez mais desiludidos com o sistema fantoche que é a democracia, decidiu dar rosto ao seu descontentamento, invocando pelo voto, aquilo mesmo que Salazar tería proibido.
O que se pede, aos historiadores no desemprego, porque factos não faltam, o marasmo é que parece ser muito, porque isto de investigação histórica dá muito "trabalho", o que se pede, dizia eu, é provar o contrário das más linguas, aquelas porcas, que no dia a dia praticam a infâmia na razão directa da sua própria malandrice, finalmente, o que se pede, senão o leitor ainda foge: é que se faça história sobre a construção de infra-estruturas edificadas no tempo do Estado Novo. Pergunta legítima - porquê as infra-estruturas? Muito fácil de responder. Para alguns democratas no poder (um dos três), no Estado Novo não se fez nada, só havia isto e aquilo e tudo era muito mau...blá, blá, blá e por aí fora. Assim, se se fizer História, se se contar a verdade sobre o bom e o mau, talvez aí, o povo "ressurja", acorde para a vida, uma vez desinfectado da mentira histórica sabiamente erigida por democratas afins!...

22 março 2007

Política

No dia a dia, somos bombardeados com notícias sabiamente construídas, e eficazmente dirigidas ao emocional, que cimentam uma reacção instintiva contra o que vem de cima, entenda-se Estado.
Nada disso é feito ao acaso, os governos que se sucedem ao sabor do sufrágio universal, já entenderam que a pequena notícia, a pequena trama, a pequena mentira, entretém muito mais do que um acontecimento catalizador de impulso patriota.
As pequenas coisas, dadas a conhecer, criam reacção, desgaste constante em quem assiste ao triste espectáculo democrata, e esse desgaste constante, essa emoção sempre latente, não só desgasta o físico, pela libertação de químicos, como, muito pior ainda, cria a sensação de impotência face aos acontecimentos. Assim, o homem vê-se na impossibilidade de acorrer a tamanha solicitude.
O homem, não se apercebe que os vendedores de promessas e milagres, o sugam energicamente.
Ao canalizarmos a energia para pequenos acontecimentos que se sucedem quase à velocidade do som, não reparamos no quanto ficamos excitados, embriagados pelo calor do embate do acontecimento no nosso ego, provocando, como já se disse, um desgaste físico constante, associado a uma diminuição da capacidade reflectiva, própria do mental. Sem esta capacidade reflectiva, crítica, consciente, o homem torna-se incapaz de pensar por si, de compreender o acontecimento. O homem sente-se isolado, desprotegido, ancorado no porto da infâmia e da mentira. Incapaz de tomar a iniciativa, ele deixa-se levar para qualquer lado, ao sabor da opinião de outros, “consciente” de que está a proceder correctamente. Pois assim, fora ensinado nas mais modernas escolas igualitárias do regime fantoche!

Escrevo estas linhas, consciente, que o dia a dia repetir-se-á com a mesma cadência. Ao ritmo dos vícios e do entretenimento massivamente implementado!
Querer operar mudanças neste contexto político, é quase um suicídio para a Ideia de hierarquia, de valores incorruptíveis.

Se o abismo colectivo parece ser cada vez mais uma evidência indesmentível pelos factos, só nos resta duas alternativas: ou travar a acelerada destruição da natureza, consequentemente de todos nós, ou impulsionar ainda mais a rapidez do suicídio!...

17 março 2007

Metafísica da Guerra

Atingimos o fim deste rápido estudo, consagrado à guerra como valor espiritual, referindo-nos a uma última tradição do ciclo heróico indo-europeu, aquela do Bhagavad-Guitá, talvez o mais célebre texto, da antiga sabedoria hindu, essencialmente escrito pela casta guerreira...
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Mas não é tudo. A consciência da irrealidade metafísica daquilo que perdemos, ou fazemos perder, como vida caduca e corpo mortal (consciência que tem seu equivalente numa das tradições que nós já examinamos antes, onde a existência humana é definida como “ jogo e frivolidade”), se associa à ideia que o espírito, no seu absoluto, em sua transcendência diante tudo aquilo que é limitado e incapaz de ultrapassar este limite, não pode aparecer senão como uma força destruidora. Por isso se coloca o problema de ver em quais termos, dentro do ser, instrumento necessário de destruição e de morte, pode o guerreiro evocar o espírito, justamente sob esse aspecto, ao ponto de com ele se identificar. O Bhagavad-Guitá assim o diz exactamente. Não somente o Deus declara: “Eu sou a virtude dos fortes quando ela é isenta de paixão e de desejo; (…) eu sou o esplendor do fogo; (…) eu sou a vida em todos os seres e o ardor da mortificação dos ascetas; (…) eu sou a inteligência dos sábios, a majestade dos poderosos” (op.VII,11,9,10)...
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Mas também, devemos recordar que, quando dizemos que o ponto onde a vocação guerreira atinja realmente um valor metafísico, reflectindo a plenitude universal, dentro de uma raça, só pode tender a uma manifestação e a uma finalidade igualmente universais, o que significa: só se pode predestinar esta raça a um império. Pois somente o império, tal uma ordem superior onde reine a paz triumphalis, reflexo terrestre da soberania do “supra-mundo”, pode ser comparável às forças, que dentro do domínio do espírito, manifestam as mesmas características de pureza, de força, de transcendência em relação a tudo que é pathos, paixão e limites humanos, e que se reflectem nas grandes e livres energias da natureza.
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A Legião Vertical oferece-vos o quinto e último capítulo da Metafísica da Guerra, do Mestre da Tradição, Julius Evola.

Depois da leitura desta obra fundamental, para se entender a pequena e a grande guerra, bem como, da leitura do Poema do Senhor, o Bhagavad-Guitá, ou da leitura da República do Mestre Platão, os dados estão definitivamente lançados.

Os diz que diz, os senhores do blá, blá e etc., devem tirar uma lição do presente, bem como, do passado, para determinarem se querem continuar a marcar passo, em lamuria constante, a difamar, ou simplesmente, deixar andar…

Pelo facto de se mencionar um facto, não significa que esse facto se modifique só porque se falou nele. Pois é o que normalmente se faz por aí, prenuncia-se, na vã esperança de que determinado acontecimento mude só porque existe esse desejo de mudança.

O que é preciso, é tomar as rédeas da mudança! Avançar intrépidos, conscientes da necessidade de um novo poder. Poder esse, claro está, assente na hierarquia de valores, incrustados em homens diferentes, cuja Honra e Fidelidade se situam no plano das Ideias, e cuja captação e consequente vivência dessas mesmas Ideias, dão vida a homens exemplo, homens prontos ao sacrifício pelo que está em cima! Pelo indestrutível!

Ficar calado, ficar quieto, ver e não agir, são requisitos para uma vida cómoda, fácil, e sempre dependente da evolução da técnica, e do humor dos homens num determinado tempo e lugar. E nada mais…

08 março 2007

Função pública

Reforma de vínculos, carreiras e remunerações da Administração Pública

Reforma dos regimes de vinculação, de carreiras e de remunerações na Administração Pública
Princípios Orientadores
I. Princípios gerais
O novo sistema de vinculação, carreiras e remunerações deve subordinar-se aos seguintes princípios gerais:
1- Subordinação ao interesse público e a princípios de igualdade de acesso ao exercício de funções públicas e de imparcialidade e transparência da gestão dos recursos humanos da Administração Pública.
II. Princípios relativos ao sistema de vinculação
Em matéria de vínculos, devem seguir-se os seguintes princípios:
22- As nomeações e contratações de carácter definitivo serão objecto de publicitação em Diário da República. As demais contratações e nomeações serão objecto de publicitação adequada, designadamente através de afixação em locais próprios dos serviços públicos.
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Há aqui qualquer coisa de maléfico, se o ponto um, nos diz que a igualdade de acesso é imparcial e transparente, ou o que isso possa ser, o ponto vinte e dois já introduz, vejam só a desfaçatez do governante, a nomeação definitiva, penso que não é preciso dizer mais nada. Agora, é que vai ser…
Um país sem estratégia, é um país sem sentido.
Toda a massa crítica, afunda-se no lodo do politicamente correcto, e do oportunismo fácil, assente num efémero bem estar, que decorre da troca da liberdade pela obrigatoriedade mensal do pagamento de um tributo ao deus dinheiro.
A ausência de valores heróicos, transforma o homem numa presa fácil, face ao pseudo governante assalariado ditador menor, que insufla medo, a partir do qual governa como quer, e para quem quer.
As nomeações da carácter definitivo, vão ser cada vez mais, o que significa, que o erário público, ficará cada novo dia mais pobre, justamente pelo saque democrático…
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Serão estes os ditos valores democráticos?
Serão estes os ideais?
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Ficar de braços cruzados é permitir o saque!
Ficar quieto é consentir a pilhagem!
Oh homens, onde estais?
Perdestes toda a virilidade nos vícios?
Que dirá a História do vosso silêncio?
Que dirão os vindouros da vossa apatia?
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Extirpai o medo, que vos entorpece a acção!
Sede guerreiros!
É isso que vos desejo…

04 março 2007

Legião Vertical

JULIUS EVOLA - Metafísica da Guerra
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Capítulo IV
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Não se deve achar estranho, que depois de se examinar um conjunto de tradições ocidentais, relativas à guerra santa, quer dizer, à guerra com valor espiritual, nós nos propomos agora examinar este conceito como foi formulado pela tradição islâmica. Com efeito, nosso objectivo, como já o sublinhamos muitas vezes, é de pôr em relevo o valor objectivo de um princípio, pela demonstração da sua universalidade, da sua conformidade ao quod ubique, quo ab omnibus e quod semper. Somente assim, podemos ter a sensação que certos valores têm uma conotação absolutamente diferente do que podem pensar uns e outros, mas também, na sua essência, eles são superiores às formas particulares que assumiram para se manifestar nas duas tradições históricas. Quanto mais reconhecermos a correspondência interna das formas, e seu princípio único, mais aprofundaremos a própria tradição, até a intuir integralmente e a compreender partindo de seu ponto original e metafísico.
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A justificação física é em si uma evidência, prenuncia-se a cada esquina. Agora, temos a justificação metafísica, a que nos dá garantias de que vamos no sentido correcto.
Com isto, interpelo-vos;
Porque esperais?
Estais cansados?
O doce vício é mais forte?
Sede Homens!
Escrevei a história pelos vossos próprios punhos!
Não deixeis que falsificadores a reescrevam por vós!
A única certeza que temos é esta:
Estamos aqui, e podemos mudar!
Estamos aqui, e podemos decidir!
Abstém-te do vício e do cansaço, emerge capaz de enfrentares os medos impostos…
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Sê exemplo, e figura para todo o sempre como Pai!