30 abril 2007

Superioridade democrática

Dizia à dias, um bem falante ministro, que a democracia é dotada de superioridade moral democrática, pois permite a existência daqueles que não concordam com ela. Muito bem dito, dirão alguns democratas de trazer por casa, cujo único modo de vida reside na difamação e a mentira, seja a caseira ou a histórica, não importa, desde que sirva para alcançarem os fins determinados. Este site: Abril...Prisões Mil, vem em boa hora equilibrar os argumentos do politicamente correcto, o que significa, que, daqui em diante, quando os democratas moralistas superlativos se socorrerem do argumento já demasiadamente usado, de que antes do 25 de Abril era o fim do mundo, nós dizemos-lhes simplesmente que o pós 25 de Abril fora muito pior, não fosse a democracia moralmente superior. Uma pergunta se impõe: serão os historiadores democratas serviçais do capital? Ou terão tirado o curso em domingos sucessivos? Enfim, deles não rezará a história, visto serem menores enquanto ocultam propositadamente factos históricos relevantes para determinar a veracidade factual.

27 abril 2007

Citação

O poder do povo só é poder,
quando está nas mãos dos líderes democratas.

26 abril 2007

25 de Abril

Depois de deixar propositadamente assentar a poeira, resolvi, já sem emoção própria das datas festivas, escrever sobre parte dos discursos dos grupos parlamentares. Quem ouviu com atenção, os senhores doutores muito bem formados, a ditar sentenças sobre o poder e a forma de o administrar, deve com certeza pensar que a revolução fora ontem, pois os senhores, deixaram transparecer a ideia muito democrata que o poder do povo só é do povo quando está nas mãos deles, perceberam, senão, vejam as imagens, e tirem as vossas próprias conclusões.

22 abril 2007

Constituição da República Portuguesa

Artigo 24º (Direito à vida)
1 - A vida humana é inviolável.
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E no entanto, haverá para quem o deseje, abortos a rodo até as dez semanas e...
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Artigo 41º (Liberdade de consciência, de religião e de culto)
1 - A liberdade de consciência, de religião e de culto é inviolável.
2 - Ninguém pode ser perseguido, privado de direitos ou isento de obrigações ou deveres cívicos por causa das suas convicções ou prática religiosa.
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E no entanto, existe o cárcere para os espíritos verdadeiramente livres.
E no entanto, persegue-se quem se quer.
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Artigo 45º (Direito de reunião e de manifestação)
1 - Os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização.
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E no entanto, toda a autorização é exigida, carimbada, e posteriormente controlada pelas autoridades competentes.
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Artigo 46º (Liberdade de associação)
4 - Não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista.
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E no entanto, permite-se descaradamente a ideologia comunista.
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Artigo 64º (Saúde)
1 - Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.
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E no entanto, cada vez mais, o interior vê a sua saúde afastar-se inexoravelmente de si mesmo.
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Artigo 65º (Habitação e urbanismo)
1 - Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar.
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E no entanto, se a quiser, terá que a adquirir, e por ela perder a sua liberdade...
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Princípios gerais
Artigo 80º (Princípios fundamentais)
A - Subordinação do poder económico ao poder político democrático;
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E no entanto, as empresas, poder económico, fogem a sete pés para leste, ou para a China, tudo fruto da tão estimada globalização.
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Tribunal Constitucional
Artigo 222º (Composição e estatuto dos juízes)
1 - O Tribunal Constitucional é composto por treze juízes, sendo dez designados pela Assembleia da República e três cooptados por estes.
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E no entanto, está quase tudo dito, se a assembleia da república é elegida pelo povo, sempre muito esclarecido, a escolha que irá fazer dos dez juízes será consequentemente, um fruto da democracia, e da democracia, da ditadura da opinião nada de bom pode vir, a não ser o mito do eterno deixar andar, assente num outro mito, eu sou melhor do que os outros que me precederam, logo, e sem olhar a cores partidárias que há 33 anos dividem o poder entre si, mantêm o povo refém da sua própria escolha, sempre muito democrática!

18 abril 2007

Maat

Maat, Deusa da justiça, representa a verdade, a rectidão, o equilíbrio. Toda a ordem provém Dela. O faraó, o Vizir, o escriba, o sacerdote, o artesão, o funcionário, o militar, o camponês, devem viver de acordo com Maat, quer dizer, de acordo com a verdade imutável, aquela que não muda pelo sufrágio, ou pelo simples decreto-lei, ou norma, proveniente de homens cujo carácter parece andar muito longe deste conceito simples e real: que é o ser justo. E este ser justo, assenta numa atitude franca e de fidelidade em relação ao Estado, garante de toda a ordem entre homens, e mesmo face há natureza. Tudo, o que não obedecer a esta norma de vivência, a esta consciência de ser para servir com dignidade, não diz respeito a Maat, é desordem, caos, injustiça, e exemplifica na perfeição o homem moderno que diz parecer em vez de ser, preocupa-se mais com o que diz, que com o que faz. O exemplo, parece ter perdido a validade, o exemplo, deixou de ser uma virtude pública, para passar a ser um fóssil transaccionado a elevado preço.
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Maat, representa tudo aquilo que alguns nunca serão, mais, com Maat respira-se a verdade, a justiça, o equilíbrio; enquanto que, na presença de uns ditos doutos, transpira-se a desordem, a mentira, o caos, o desequilíbrio, tudo aquilo que os homens que ainda têm valor mais abominam, ou seja, a soma de mentira, mais hipocrisia, mais difamação dão o resultado simpático de: ignorância.
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Uma Luz sempre acesa é visível mesmo na mais completa escuridão!

14 abril 2007

Revolta contra o mundo moderno

Os novos gestores e economistas, formados nas melhores escolas do planeta, porque ainda é impossível tirar um curso de como enganar em três tempos fora da terra, senão mandariam vir um de Marte, da Lua, ou de outro lado qualquer; estava eu a dizer, os novos gestores quando querem subtrair as regalias sociais aos trabalhadores, inventam termos tais como défice, globalização, perda de competividade, regalias obscenas, e outros termos muito em voga no mundo académico. Esta introdução não foi fortuita, tem como base de revolta o salário obsceno que o luso Ronaldo irá auferir, cerca de 25 mil euros dia, não sei se os meus leitores acham muita piada, o que eu sei, é que o salário do Ronaldo varia na razão directa de alienados do futebol, qual vício que entorpece o andar saudável de quem vê este mundo hipócrita, como coisa triste e assente no nada. A propagada crise económica serve essencialmente para escravizar uns, e exaltar outros, enquanto uns, entertainers profissionais, sejam eles jornalistas, políticos, entre outros, engordam com a mentira de que tudo está muito mau, de que a economia internacional está ainda pior, como se a desgraça dos segundos, os que nada têm, se resolvesse pelo simples facto de a por a nu nos noticiários. "A revolta contra o mundo moderno" Evoliana, transcende o seu criador, alimenta a alma contra a apatia, contra o deixar andar, o olhar para o lado. Trata-se de uma revolta assente numa visão do mundo tal como ele se nos apresenta, assim, despido de qualquer preconceito, de qualquer sentido colectivo, como se o planeta fosse de meia dúzia de rapazes, que pela astúcia governam e desgovernam o mundo.
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Porque esperais?
Que medo vos entorpece a acção?
Fostes feitos homens?
Que genes tendes?
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O nosso tempo é este, mudá-lo, diz-nos respeito.
Como diria o mestre Estóico: De adiamento em adiamento, a vida vai-se passando.
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A união faz a força - nunca vos esqueçais!

09 abril 2007

Notas

O Diabo, publicou no seu número 1579, um artigo esclarecedor sobre o cônsul Aristides de Sousa Mendes. Para se fazer maior justiça, havia que escrever uma biografia sobre quem fora realmente A. S. Mendes.

Os dois tribunais do comércio de Lisboa e de Vila Nova de Gaia, continuam a braços com milhares de processos, que aguardam pacientemente por mais oficiais de justiça e juízes…Assim vai um ramo específico da justiça em Portugal. Supostamente, um pilar fundamental da democracia participativa (até dá vontade de rir).

Uma outra notícia do semanário Diabo, remete-nos para o drama nacional das “deslocalizações” de multinacionais e empresas nacionais. Para quem via a evolução na globalização, tem aí a prova dos nove, a prova que faltava, de que a pátria do dinheiro é precisamente não ter pátria nenhuma.

Constituição da república Portuguesa

Artigo 9º
(Tarefas Fundamentais do Estado)
a) Garantir a independência nacional e criar as condições políticas, económicas, sociais e culturais que a promovam.

Se não temos quase nada nosso, a não ser políticas avulsas que transitam ao sabor de cada novo governo. Como poderemos considerar-nos soberanos, senhores e independentes face a outros?

O mestre Estóico dizia:”De adiamento em adiamento, a vida vai-se passando”.

Se não dispores do teu tempo, se não o agarrares com as duas mãos, em cada instante, com o mesmo vigor de um jovem, outros o farão por ti, subtraindo-te de qualquer tentativa de acção justa em prol do colectivo.
Não agir, é deixar espaço para que outros o façam!
Adiar é perder o momento presente!
Se gostas da tua pátria, acorda, grita, exercita-te, e combate sem medo de caíres. Deixa a Ideia germinar, enquanto aguentas o embate da vida. Age sem medo, sem temor, e deixa sair de dentro de ti o guerreio que anseia por ver a luz do dia.

Acorda hoje, pois amanhã poderá ser tarde de mais!

05 abril 2007

Desertificação

Quase trinta e três anos de democracia, de liberdade de sufrágio, quer para eleição dos deputados, digníssimos defensores das liberdades e garantias do povo, que por vezes, as únicas coisas que têm em cima da mesa para comer, são vícios, entretenimento, e pão; quer para eleição dos representantes locais, aqueles mais próximos, os quais deveriam, dada a proximidade, velar pelo que está ali ao lado, aquele mesmo que o elegera, e que espera dele (governante local) uma resposta mais eficaz para os seus problemas. Contudo, dizia eu, nestes quase trinta e três anos de poder popular (ou o que quer que isso seja), o desenvolvimento das regiões ficou por fazer, quer em investimento público e privado, quer em acessibilidades, o que torna o fluxo de bens, serviços e pessoas, ainda muito penoso, o que constrange uma maior troca comercial. Ao invés, nestes doces anos de democratas e democracias, apenas se fez meia dúzia de vias, e a pagar, casas e mais casas, como se o país exportasse casas.
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Agora, o défice esta aí, não o défice que tanto se fala, mas o verdadeiro défice, o de gente, o de filhos, o da renovação das gerações. Daí que se feche maternidades, hospitais, SAP's, escolas, esquadras de polícia ou postos da GNR, tribunais; todos antecedidos por encerramentos em massa de empresas que fugiram para leste, ou para a china. Nada é ao acaso, muito pior ainda está para acontecer, enquanto acreditarmos no regime fantoche: que é a democracia, com os seus idiotas úteis, que servem despudoradamente a usura nacional e internacional.
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Razão tem o excelentíssimo procurador-geral de república para não gostar de blogues, como se os blogues gostassem dele. O que ele não diz, é que os blogues, neste momento, são o único meio fidedigno de aspirações exemplares, onde cidadãos insatisfeitos com os sucessivos desgovernos democraticamente eleitos pelo povo, procuram um novo rumo, uma nova via governativa, uma nova forma de fazer política, de servir, de estar ao dispor de. E isso provoca-lhes arrepios, mal estar, medo, desconhecimento face ao futuro, porque, caros leitores, nada é eterno, nada dura para sempre, e estes rapazes podem a qualquer altura cair...e lá se vai os tachos, a vida cómoda, a vida fácil, vivida com o suor dos outros, com o trabalho dos outros, o dinheiro dos outros.
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Tudo na vida tem um fim, e o destes senhores poderá estar perto!

01 abril 2007

Ser ou não ser licenciado

Eis a questão fundamental da existência do estado, ou das funções inerentes ao bom funcionamento do mesmo. Daí que o “povo” que aspira as mais altas funções, não olhe a meios para conseguir o canudo que o levará até ao poder. Nem que para isso tenha de omitir algum trajecto menos claro. O fim parece justificar qualquer meio. Nada na ascensão parece colidir com as virtudes de um homem de bem, pois o caminho da “glória” governativa, não só é paralelo a essas virtudes, como, se afasta delas enquanto ascende, enquanto progride, enquanto vive de omissões e outras falhas mais graves da personalidade daquele que toma a função, e lhe subtrai o poder, pois nada mais parece importar…

A revolução de Abril parece ter sido, para alguns, a multiplicação de canudos. Nem mesmo Cristo teria feito melhor. Multiplicaram-se tanto, que já ninguém sabe quem é o detentor de quê? Enfim, volvidos dois mil anos, assistimos a um novo tipo de milagre: o da multiplicação de canudos. Uma nova religião se impõe, a religião do saber, digamos com propriedade douta, a do pseudo saber.
Aleluia irmãos,Deus assiste estupefacto a isto tudo, Ele que fora O Criador.
Aleluia!