30 maio 2007

Greve Geral

Como diria o filósofo JAL, a greve afecta sempre os necessitados. Os que dependem de outros para sobreviverem. Digo mais, a greve serve interesses ocultos, indissociáveis da oligarquia vigente. O que o estado não explica ao cidadão, provavelmente, por não o saber explicar, ou no pior dos casos, por ter sido ele mesmo a criar as situações inexplicáveis, a razão pela qual o sindicalista profissional, o que nunca vai ao seu local de trabalho, consegue chegar ao topo de carreira na sua categoria. Como pode o estado explicar o tratamento privilegiado de alguns sindicalistas? Será por eles saberem alguns segredos das hierarquias? Ou por conhecerem os meandros da trama? Não esquecendo claro está, os almoços e jantares em comunhão, pois não devemos perder de vista que uns e outros são detentores de cartões, que possibilitam a subida ao poleiro. A hipocrisia partidária-sindicalista-democrata é uma merda, assente no tratamento privilegiado de malandros, de amigos do chefe, de difamadores, de gente que não produz, e à qual, quase se cantam hinos. Para se conhecer a realidade da empresa pública, não chega falar dela, muito menos, acercar-se dela, é preciso nela trabalhar. Mas quando digo trabalhar, é efectivamente trabalhar e não fazer que se trabalha, enganado o trabalho e quem gosta de ser enganado. A máxima deste blogue: Animai os bons e afastai os maus, era suficiente para limpar os indesejáveis da administração pública. Mas não passa de uma máxima aplicada localmente. O exemplo do governante escolhido pelo dinheiro, e eleito (por cruz) pelo povo é um triste exemplo; uma vez eleito, o governante não escolhe o melhor, mas aquele que diz amém, que se verga aos ditames do livre arbítrio do chefe, eleito democraticamente. Quer dizer, no topo, começa todo o mal da sociedade. No topo, o exemplo cede lugar à concordância do politicamente correcto. No topo, o mal sucede o bem. No topo, a verdade oculta-se na intriga partidária-sindicalista-democrata. No topo, o sentido perde todo o sentido!...

26 maio 2007

Analogia de terrorista

Não é por acaso que aqui aparece o Estandarte Nacional, símbolo de bravura, coragem, sentido do dever, espírito de sacrifício, e abnegação face ao colectivo, representado pela pátria, pela qual se entrega o militar, numa dádiva suprema.
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O laço branco que liga as duas hastes de loureiro, contém a inscrição camoneana: Esta é a Ditosa Pátria Minha Amada.
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Ao apresentar aqui o Estandarte Nacional, quis comparar a magnitude do que fomos enquanto povo, senhores de um Império; e o que somos agora, sem rosto, vendidos ao dinheiro do vizinho, às leis que vêm de fora. "Somos" reféns fáceis da mentira política, de políticos medíocres, que até na analogia, subtraem os recursos materiais e humanos, e dinamitam pontes. Palavras sem sentido, proferidas por gente impreparada que o povo "sabiamente" pôs no poder! São estes que nos governam, que nos tem governado, não admira que, o abismo seja a finalidade!

23 maio 2007

Democracia

Uma máxima impõe-se, por entre o lamaçal infame das relações interpessoais muito em voga no regime vigente, e essa máxima está inscrita sob o título deste blogue: Animai os bons e afastai os maus. Confúcio não teria dito melhor. O oráculo de Delfos, também ficaria muito bem servido com esta máxima. Qualquer que seja o tempo ou o espaço, ela veste o homem recto, auxilia-o na defesa da honra, na defesa da fidelidade, na luta árdua do espírito de sacrifício. O Ideal de Bom contrasta com o pomposo ideal libertário saído das lojas Maçónicas e abraçado pela burguesia da moda que veste a capa de cada tempo e lugar, não tivesse ela "começado" no seio da Monarquia Constitucional, onde o voto era censitário, para vestir agora a moda das democracias modernas que afinal não são democracias, mas sim, digamo-lo sem medo do conceito e das lojas, partidocracias, ou dito com maior propriedade intelectual, poder dos partidos, porque no fim de contas, é disso que se trata actualmente, do poder de determinado partido, aquele que o povo, pelo sufrágio universal pôs no poder!

21 maio 2007

Legião Vertical

"...O ecletismo para além de ser um posicionamento filosófico é uma verdadeira solução prática para quem quer iniciar um projecto de formação filosófico-politico. Portanto, à partida muitas portas estão abertas. O estudo de filosofias e religiões comparadas, sendo estas "escolhidas" dentro dos padrões tradicionalistas: -Pitagorismo, platonismo, estoicismo, neo-platonismo, budismo, confucionismo, taoismo...; religiões e civilizações- Egipto, Índia, Grécia, Roma, China, Japão... A "evolução" das raças, matéria a ser abordada com cuidado redobrado, etc. A parte prática, acompanhada dos estudos (individuais e colectivos) atrás mencionados, é feita através da Origokratu (Escola Marcial-Filosófica) e Núcleo de Arte e Tradição (NAT)...."
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Para ler-se com muita atenção, na página da Legião Vertical.

17 maio 2007

Impostos

Cada Português tem de trabalhar 136 dias, só para pagar impostos. Dito com mais verdade factual, cada Português que trabalha, alimenta o Estado, os políticos, os corruptos, os vadios, os bêbados, os drogados, e afins. São efectivamente aqueles que trabalham que sustentam tantos malandros, daí que haja muita gente a cantar hinos à democracia, pois vive literalmente à custa dela, quer dizer, à custa dos que trabalham!
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Depois de se pagar tantos impostos, é legítimo, por parte de quem trabalha, perguntar ao governante, o que faz com tanto dinheiro; já sabemos que antes de ingressarem na política, muitos só tinham a roupa do corpo...agora são detentores de bons bens imobiliários, recheadas contas bancárias, e outros tantos títulos de privilégio próprios dos extintos nobres.
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Poder-se-á pensar que esta critica anda perto da lamuria, longe disso, mesmo muito longe, esta critica assenta na mais dura prova de fidelidade; socorrendo-me dos mestres estóicos: a felicidade consegue-se se vivermos de acordo com a natureza. Contudo, a máxima estóica subtraiu, sem se dar conta da evolução, que a natureza de agora é fruto do desgoverno do homem dito moderno, logo, sem mais rodeios, uma coisa é viver de acordo com a natureza, outra, é viver de acordo com a natureza do homem que põe e dispõe. Nem mais nem menos.

14 maio 2007

Blogues

Existem artigos, textos assentes em juízos fundamentados, que dizem mais do seu autor do que mil palavras escritas por outros, ou dizeres sem sentido, que apenas visam difamar ou mal dizer. Um desses textos, em que o autor se revela sem artimanhas, tem o título de Mobbing, escrito no Combustões, e merece obviamente que dele se fale.
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Um outro texto de leitura atenta e obrigatória, foi escrito no Prometheus, e tem como título, O Grande Irmão.
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O pensamento revelado, vindo do melhor de cada um, é como que uma catarse, purifica muito mais do que água benta, porque entranha-se, permanece no interior daquele que na altura da leitura estava sintonizado no mesmo nível de quem escrevera.

12 maio 2007

Escravidão

Longe parece ir o tempo em que se vendiam escravos. As trocas comerciais possibilitavam o fluxo de escravos entre as colónias, essencialmente, com o intuito de mão de obra barata. Estava assim criada a condição necessária para o florescimento do capital, entenda-se dinheiro. Recuo a este período da nossa história com o sentido numa analogia dirigida ao tráfico humano (escravos era num outro tempo) praticado na actualidade sob as barbas das autoridades (se é que se pode chamar autoridades). Sendo este país um exemplo de democracia madura (salvo seja), emancipada, moralmente superior, como pode não prever num código por si redigido o crime de venda de menor na praça pública. Sendo esta democracia um exemplo, pois permite a existência de quem não gosta dela (palavras de um doce e lindo ministro), o que fez para legislar no sentido de punir tão macabro acto? Nada! Os senhores do parlamento andam mais ocupados com outros afazeres inerentes ao bom funcionamento do estado, do que proteger os indefesos e os inocentes que ainda não têm meios para se defenderem a si mesmos. Este parece ser o país do deixa andar, do olha para o lado, do a onde fores ter faz o que vires fazer, e o lindo exemplo está aí, aos olhos de todos.
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Ainda acreditais neles, mortais?
Ainda quereis servi-los?
Quão cega é a vossa visão!

07 maio 2007

Falência do Contrato Social

"Então, por muito inteligente e sagaz que possa ser um samurai, a doença da cobiça revela-se fácil de contrair, e se precisar de tomar medidas com o objectivo de reunir dinheiro para a casa do seu senhor e para cobrir outros gastos, caso tenha o controlo das finanças, o resultado é tornar-se gastador e subtrair o dinheiro do seu senhor, construindo casas, coleccionando curiosidades e mantendo uma aparência elegante. Este samurai é considerado um vassalo ladrão."
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Daidoji Yuzan, O Código do Samurai, Coisas de Ler Edições, 2003, p. 85/86
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A falência do Contrato Social, tem origem, precisamente, na cobiça do governante moderno, aquele a quem é dado o poder de governar em nome do cidadão, mas que usa esse mesmo poder, não para subtrair os malefícios das desigualdades existentes no estado, mas para melhorar as suas condições materiais e dos seus, esquecendo-se do contrato explícito que mantém com o governado. A arrogância e a desinformação características do contrato moderno, são com certeza o vírus que destroi a confiança do governado no governante. Este último parece não ter memória; porque afirmar e enaltecer as virtudes da Democracia é concordar com os pressupostos que supostamente deveriam estar na base dessa confiança, o que normalmente não acontece.
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Ser governado hoje, governante amanhã, e governado depois, cria relações de interesses ocultos que os politólogos e afins jamais entenderão!...

03 maio 2007

As armas do inimigo

...O combate pragmático que se avizinha é precisamente contra quem tem andado a "construir" um pântano na tentativa de fazer dele um jardim, onde, muito embora, possam surgir flores de boa aparência elas não tem raízes profundas nem fixas, e o cheiro do local é pestilento, pejado de insectos portadores de graves enfermidades. Este tipo de beleza não provém portanto da Matriz. As forças que querem transformar o planeta numa fossa gigante têm rostos e ideologias que as sustentam. Têm nomes e marcas, têm batalhões de mercenários e o pior de tudo – trazem milhentas almas agrilhoadas a uma ilusão de modernidade e progresso. A isto chamam eles globalização, a última grande palavra-chave (tal abre-te sésamo) que irá salvar o homem sempre carecido de uma grande ajuda…!...
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Leitura obrigatória no blogue da Legião Vertical