30 junho 2007

Poder e Justiça

Lembrava-nos ou admoestava-nos Trasímaco, personagem que Platão introduz na República, para dar corpo a um tipo de sofista muito semelhante aos actuais políticos profissionais, e cujo conceito de justiça se alicerça no melhor que o liberalismo económico tem para oferecer: O que está no interesse do mais forte. Assim dizia Trasímaco, assim, desgraçadamente, dizem os actuais governantes da nação. Claro que não o dizem por estas palavras, nem precisam; as suas palavras subtis, coadjuvadas por uma prática que não mente, falam por eles, sendo inevitavelmente o prenúncio da única justiça que interessa ao poder, seja o económico, ou o aquele que o legitima pela lei: o político! Falar de outras justiças, ou de um conceito de justiça adequado ao cidadão no seu todo, é o mesmo que comparar a riqueza de um pobre com a riqueza de um rico, entenda-se material. Nada é mais falso, assim, a justiça só existe na cabeça do bom cidadão, aquele que cumpre ou representa o seu papel enquanto vivo, nada mais. Platão, ao inventar a figura de trasímaco, deixou-nos um legado de sabedoria, isto é, deixou-nos a possibilidade de pensarmos por nós, de analisarmos as tramas do poder, de não nos iludirmos com palavras bonitas, nem com sorrisos do momento. Qualquer justiça do homem do poder, é por conseguinte, uma justiça deficiente, inacabada, logo, toda a armadura criada para justificar o poder é coisa de crianças para entreter que gosta de ser entretido!

23 junho 2007

Imposto Automóvel

O IA, já rendeu ao Estado, nos últimos 12 anos, a módica quantia de 12 mil milhões de euros, mais precisamente: 12.941 milhões, neste número, já está incluída a receita dos 5 meses do presente ano. Não sei se leram com olhos de ler - eu disse, 12 mil milhões. Se já se paga tanto em imposto automóvel, que dá obviamente para tanta coisa, para quê pagar as portagens? Quer dizer, pagamos para ter, e pagamos para andar (já incluído no combustível), e pagamos de novo para andar, as portagens. Não há nada como ter um Estado amigo dos seus cidadãos. Imaginemos o que nos faria se fossemos considerados inimigos.

19 junho 2007

Corrupção

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Parece que a Justiça está finalmente a acordar, ainda em pontas de pés, com medo do político, pois esse pode quase tudo, e lá se vai a tão auspiciosa carreira. É assim, com medo de ofender os grandes, descura-se a defesa dos pequenos, quer dizer, renega-se a defesa ao próprio conceito de Justiça. Ser justo é agir de acordo com a Justiça, a que está acima, simbolizada pela balança (se os meus amigos mortais se portarem bem, e prenderem mais alguns, garanto-vos que explicarei um dia de onde vem o símbolo da balança...) Até lá, continuem a servir com abnegação a Justiça dos Justos.

17 junho 2007

Função pública

I – Reforma da Administração Pública
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Proposta de Lei que estabelece os regimes de vinculação, de carreiras e de remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas (tirado do portal do governo)
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Durante 33 anos de democracia liberal, de alternância democrática governativa, ora por socialistas, ora por sociais-democratas; conseguiram-se criar mais de 400 carreiras e categorias, que agora, muito éticamente, quer-se pôr cobro, como se o que ficou para trás, as regalias, traduzidas em aposentações, tornassem uns mais espertos do que outros, quer dizer; uns já têm aquilo que outros nunca irão ter.
Pelo menos, duas perguntas impõem-se ao governo;
1- Como é que sindicalistas e malandros e amigos, conseguiram atingir, durante este período, o topo de carreira na sua categoria?
Haverá resposta convincente.
2- Como é que as mesmas hierarquias, vulgo chefias directas, vão agora promover por mérito o funcionário, quando até aqui, faziam o que queriam fazer, promovendo os acima citados na primeira pergunta?
Há aqui qualquer coisa de ilógico, com se a moral empresarial, andasse ao sabor dos estalido do dedo do governante que se apodera momentaneamente do poder, para dele dispor a seu belo prazer e deleite.
Esta é a pura democracia de trazer por casa, ou dito de um outro modo, esta é a oligarquia «partidocrática» que se alimenta da ingenuidade dos seus concidadãos.

10 junho 2007

Ambiente

Hipocrisia ambiental em 10 de Junho

Costuma-se dizer, que uma imagem vale por mil palavras. E a que aqui vos trago é disso exemplo. Falar de sustentabilidade do meio ambiente, que possibilita a nossa existência, sem ofender o aumento qualitativo e quantitativo da posse dos bens materiais, é pura retórica de ambientalistas de trazer por casa, e de políticos do dinheiro, que apenas desejam iludir as massas com frases feitas sobre ambiente. A exploração até limites inaceitáveis de matérias primas, continua impune, continua até nada mais haver para explorar, pois o bem dito liberalismo, até na destruição é liberal. Utilizando uma imagem de Evola, a economia é como um fogo, só irá parar quando não houver mais nada para consumir. O ambiente assim é tratado, explora-se até à exaustão, até à saturação da natureza como meio de equilíbrio perfeito de forças. Quando não houver mais retorno, mais possibilidade de agir sobre esse mesmo equilíbrio, é que os estados liberais, irão acordar para o drama da revolta da natureza contra o seu maior destruidor: o homem. Até lá, resta-nos anuir e esperar por melhores dias!?

01 junho 2007

Dia mundial da criança

O dia mundial da criança deveria ser um dia de meditação governativa. Os senhores doutores deputados, ministros, secretários de estado, assessores, e gente sem ocupação em cargos de direcção do estado, deveriam passar o dia com as crianças, independentemente da sua categoria social. As crianças de hoje, serão o futuro do amanhã. Todo o investimento nelas é um investimento com retorno garantido. O que fizermos por elas, será pouco. Elas são a nossa alegria diária, a nossa fonte de juventude eterna, porque é através delas que perpetuamo-nos. Encontrarmo-nos com elas é reencontrarmo-nos connosco. Todo o amor oferecido à criança é um amor oferecido à humanidade! O retorno desse amor dado sem interesse reflecte-se no olhar doce, no carinho, e no sorriso com que a criança se acerca de nós.