28 agosto 2007

ETA

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Segundo as palavras do generalíssimo, e da nossa própria interpretação do prenunciado: aqui não há nenhuma célula da ETA, como se qualquer célula terrorista tivesse anunciado em cartaz a sua morada, mas pode haver, alguns elementos da ETA que utilizem o país para preparar os seus atentados. Não sei se o general, estava atento as suas próprias palavras, ou se confunde células terroristas com empresas perfeitamente identificadas. Enfim, SIRP, SIED, SIS, SEF, PJ e afins, e ninguém consegue determinar se as alegações proferidas pelo governo Espanhol são verdadeiras. Existe realmente, e isto é para as secretas, para ver se aprendem qualquer coisa, uma grande diferença entre a recolha de informação, análise, e operacionalidade. E ao que parece, qualquer terrorista que goste de sol pode muito bem vir passear à república dos tugas, que as secretas, pensam tratar-se de empresários em nome individual...

27 agosto 2007

Tristes noites

"Conhecido empresário «da noite» e actual proprietário da «Chic», situada na zona industrial do Porto, foi baleado na cabeça, esta madrugada, à porta do espaço nocturno. Aurélio Palha foi assistido no local, mas não resistiu aos ferimentos. Testemunha presenciou tudo e viu autor dos disparos pôr-se em fuga numa viatura".
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A cada dia que passa, as noites são um perigo crescente para quem gosta de se divertir para além do pôr do sol. Este perigo acompanha o discurso oficial da PSP, que diz ter tudo muito bem controlado. O futuro nos dirá se esta estratégia política policial de escamotear os verdadeiros números da criminalidade é a mais acertada. Estarei cá para ver, e escrever sobre a perda crescente de controlo face ao crime...

24 agosto 2007

Escravos da habitação V

Mais uma vez, e nunca é demais referi-lo, a Reserva Federal Norte-Americana e o Banco Central Europeu injectaram respectivamente, 17,25; e 40,00, mil milhões de euros para satisfazer o apetite voraz dos accionistas, bem como dos especuladores gatunos. Volto a relembrar que este dinheiro, é fruto do PIB de casa país, e não de meia dúzia de abutres, que vivem à custa do esforço alheio. Graças a este dinheiro vindo do céu, o BCE pode continuar a sua senda contínua de subida das taxas de juro. Existe ainda quem acredite nestes senhores, economistas ao serviço do liberalismo económico? Ou já acordaram de um sono profundo, no qual se libertam das dívidas suicidando-se, ou quanto muito, entregam as suas casas de ânimo leve, como se o esforço despendido até aí fosse todo ele inglório. Acordai, oh homens! Não vedes que o roubo é descarado!
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Nota de reflexão: o preço final do empréstimo bancário não são os meros 4 vírgula qualquer coisa impostos pelo BCE, mas sim os 4 e..., da TAEG, mais (+) a soma dessa taxa por todos os anos em dívida. O que significa, que a taxa efectiva ronda os 100%! Leram bem, os precisam de óculos.
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Algumas almas, e algumas delas, até boas, vêm o sentido da vida reduzido à mera condição de eternos devedores, só porque, acreditaram neste sistema, e tiveram a triste sorte de ter como políticos, gente que serve e se serve da forca alheia!...

21 agosto 2007

Corrupção

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Dizia eu, num dos últimos artigos publicados aqui na Democracia, que a máxima do Liberalismo económico, maximização do lucro, deveria passar a designar-se por: rouba o mais que puderes! E ao que parece, assim tem sido na República do deixa andar, do diz que diz, dos delatores profissionais, e dos miseráveis que ostentam vida fausta à custa do suor dos outros. Não sei se deva rir, cantar-lhes hinos, ou se deva lançar por esta terra terror como nunca se viu. É hora de dizer basta. É hora de tomar as rédeas do poder. Está finalmente na hora, de uma vez por todas, de liquidar quem se apropria dos bens comuns, quer dizer, dos bens do Estado! Um dia destes, o Deus Thoth vai descer há terra, e quando o fizer, alguns mortais, irão lamentarem-se de terem nascido!

16 agosto 2007

SIED

Deve-se colocar uma simples pergunta ao Sied, secreta, para as coisas externas. Diz o Sied, num dos pontos da sua missão, que deve salvaguardar os interesses nacionais. O que se pergunta há secreta é muito simples: se um governo governar contra os interesses nacionais, o que faz a secreta? Visto existir para assegurar esses mesmos interesses. Interessante não é. Os políticos criam coisas que eles próprios não sabem como devem funcionar...

11 agosto 2007

Escravos da habitação IV

Já vai no quarto artigo, a análise à problemática do crédito à habitação, consequentemente, ao sistema que permite o roubo descarado e legalmente institucionalizado democraticamente, que é: o liberalismo económico.
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A instabilidade que está a ser sentida no mercado financeiro mundial advém do facto, de o sector imobiliário dos EUA, estar a entrar em colapso. É óbvio, que os analistas financeiros, olham para esta instabilidade com olhos meramente liberais, quer dizer, dizem aquilo que convém, e que lhe mandam dizer, quais idiotas úteis, sempre prontos a dizer asneiras em honra do deus dinheiro. Mas o que se passa, já o Deus Thoth tinha advertido, ouviram, o que se passa, vai para além do económico; apoia-se no político e esquece o social, daí, esta crise, que se irá repetir muito mais vezes até o sistema, conforme o conhecemos, entrar em colapso. E ainda só não entrou, porque a Reserva Federal Norte-Americana e o Banco Central Europeu, já injectaram no mercado financeiro mais de 200 mil milhões de euros, o que vicia o jogo por eles criado, e pior ainda, protela o desastre final, bem como o sacrifício quase inglório que as famílias atingidas tem de continuar a fazer, sempre em defesa do deus dinheiro, essa figura omnipresente que enforca uns e dilacera os outros.
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O sistema financeiro, nomeadamente, o que diz respeito ao crédito hipotecário, assenta em muitas mentiras descaradas que o Deus Thoth já fez o favor de desmascarar, mas que agora volta a relembrar, pelos menos duas dessas mentiras do chamado liberalismo económico devem ser objecto de análise cuidada. O primeiro: é o preço multi «inflacionado» da habitação nova e usada. Primeiro erro, e primeiro indicador de risco, que levou o sector imobiliário dos EUA a entrar em instabilidade nos mercados financeiros; aqueles que ganham dinheiro com o esforço de outros (mas isso também ade acabar - sentença de Deus). O segundo, concerne à taxa de juro praticada pelos bancos, mas sabiamente fixada pelos bancos centrais (nada é ao acaso); também nos EUA, o incumprimento ou, se preferirmos, o não pagar a hipoteca bancária, levou a que a banca ficasse com casas em sua posse, que depois, de feitas todas as contas, não valiam aquilo que os clientes tinham dado por elas. Coisa linda, esta do liberalismo económico, enquanto está tudo bem, vale, quando vem o primeiro sinal de aviso e alarme, já não vale, não sei se entenderam o sentido da expressão, mas quer dizer mais ou menos isto, sois burros que nem portas!
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A maximização do lucro, expressão típica do liberalismo económico, deve ser traduzida há luz dos novos acontecimentos e do contínuo lucro da banca por: rouba o mais que puderes! E continua a roubar enquanto os bancos centrais suportarem, com o dinheiro dos outros, o mercado financeiro.
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Uma última, por agora, observação aos dois factos analisados, o preço muito elevado das habitações novas e usadas, e as taxas de juro. Se as casas não valem o que se pede por elas. Porque continuam os bancos a avaliá-las por um preço não real? Simples, porque o cliente o pode pagar, e o mercado ainda pode absorver. Se as casas estão avaliadas acima do que valem, então o empréstimo/hipoteca bancária, incidirá sobre o valor, não real da habitação, mas do que os empresários da construção, com o beneplácito da banca e políticos (não nos devemos nunca esquecer destes), determinam. Depois desta análise fria ainda continuam a acreditar no sistema financeiro, nos políticos e nos «mérdia», que têm andado quase calados a este respeito, e quando abrem a boca, é para porem os tais idiotas úteis a falar. Ainda acreditam neles, ou irão, de uma vez por todas, tomar consciência, que todos juntos (pelo menos, os mais capazes), somos suficientes para mudar o rumo dos acontecimentos.
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Nestas alturas, cito sempre um mortal.
Somos escravos daquilo que nos faz medo. Antístenes

08 agosto 2007

AVISO

A Legião Vertical, concedeu uma entrevista muito interessante ao Novopress.info
Adverte-se veemente o cidadão distraído, que leia a entrevista a horas ditas tardias, não vão as secretas fazer uma lista de quem leu a entrevista, bem como o tempo que perdeu ao lê-la, não esquecendo, claro está, do tempo que perdeu ao tentar perceber o que é a Legião Vertical!

06 agosto 2007

Sociedade

Era para não me prenunciar sobre os 25 anos de cadeia atribuídos ao já muito famoso cabo da GNR, mas não posso deixar passar muito tempo, sem ao menos deixar algumas notas, que vão para além do cabo, e estão há muito tempo enraizadas na mente deste triste povo, que passa a vida a lamuriar-se em privado. Como é sabido, o cabo, era um coleccionador de louvores, ao que se sabe, era homem sempre muito disponível em servir a guarda e os respectivos chefes com lealdade absoluta. O que não se sabe, deduzo eu, é que tipo de lealdade era está? Que serviços prestava ele aos chefes? Quanta graxa por dia era precisa para agradar às hierarquias, porque isto de ser bom, tem que se lhe diga, pois é melhor cair em graça do que ser engraçado. As relações laborais entre hierarquias, são relações de circunstância, quer dizer, só são válidas se um servir o outro, caso contrário, deixa de ser útil a relação. É assim em qualquer lado, talvez por isso, neste rectângulo de terra queimada e roubada, seja mais importante ao chefe a graxa dada pelo subordinado do que o trabalho que este desempenhe. Advirão daí os famosos louvores? Quem sabe! Como gostaria eu de mandar investigar quem lhe deu os louvores. Éramos capazes de ter algumas surpresas.
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Uma outra nota, é a passividade com que se aborda este caso, e o aparente silêncio da guarda face ao sucedido. Porque será? É capaz de ter muitas razões para estar calada!
Para este cabo, a única sentença que seria admissível: era a prática levada a cabo pelas verdadeiras secretas, dois tiros no meio dos olhos com uma 22. Nem mais nem menos, justiça aplicada sem apelo nem agrado, nem remorços.
Ter por ele, cabo da GNR, o mesmo despreço que ele teve pelas vítimas, três raparigas da terra.