29 outubro 2007

"Estudos custam mais de 190 milhões"

O Governo prevê gastar no próximo ano mais de 190,4 milhões de euros em estudos, pareceres, projectos e consultadorias. Uma verba que representa um aumento de 74 milhões (62 por cento) em relação ao montante despendido este ano : 116 milhões.
-
O porquê dos estudos? Ou dito de uma outra forma mais simpática, para que servem?
Dir-vos-ei, que a resposta é de fácil compreensão. Mas o motivo, está para além do entendimento das massas. Pior ainda, vai para além daquilo que o governo estabeleceu, ao pedir aos portugueses contenção, ao exigir dos seus serviços moderação em matérias, digamo-lo sem medos, mais importantes ao bom funcionamento do país do que qualquer estudo arquitectado com outros fins...O porquê, radica naquela formula democrática liberal, de, por todos os meios, enriquecer à custa do erário público. Como os salários e outras mordomias estão tabelados por decretos leis, e normas afins. É difícil ao novo príncipe elevar o salário, e então como procede, nada mais simples, cria a figura do estudo, estudo para isto, estudo para aquilo, e assim lá vai o dinheiro, tudo claro está, dentro da lei, lei democrática, sempre feita ao sabor do novo príncipe. O que os estudos não estudam, é a quem pertencem as empresas de estudos: Quem as criou? Para que fins? Que relações existem entre o empresário e o político? Se os seus donos, são portadores de cartão, se são, a quanto tempo o são, e pela mão de quem. Quem no futuro, irá beneficiar com a implementação do novo modelo, saído do estudo tido como referência. Quem é prejudicado, e quem beneficia... Como podem constatar os meus caros leitores, mais ministério público, mais sis, e mais qualquer coisa, este tema, daria pano para fazer muitas mangas. Mas como tudo o que incomoda é rapidamente arquivado, fica-nos ao menos o consolo de o ter referido aqui, logo, ficar como legado do que se deve fazer...
-
Existem por aí muitos adormecidos, ou acordados, dependendo da perspectiva. Mas todos muito preocupados com o estado da nação...ao menos isso!

26 outubro 2007

Análise de fim de semana

Após o tão proclamado e afamado tratado de Lisboa, que parece ninguém querer analisar ou compreender. Convém não esquecer o que pretendemos, enquanto povo, com uma língua distinta, e pouco mais, «à excepção de uma apurada linhagem de sangue vinda do tempo do primeiro rei», e que agora, mais evidente, se vai diluindo na miscigenação liberal dos costumes, crenças, e sangue. É tempo de fazer uma escolha acertada, quer dizer, quando falamos e respiramos Europa, o que queremos de real da Europa, se nela estamos desde os primórdios da nação? Não podemos, sob pena da saudade de perder a pátria, ficar na indiferença colectiva, constante, e quase definitiva imposta pela pseudo elite governativa, casta eleita pelas seitas também pseudo secretas que inventaram história para se justificarem de forma Tradicional, e mostrarem aos demais como muito antigas que são...meia dúzia de séculos e pouco mais!
Uma pergunta desde já se revela pertinente: Como portugueses, para onde queremos ir? Se é que queremos ir a algum lado... Será que queremos deixar de ser portugueses? Será que queremos que os eurocratas mandem definitivamente nos portugueses, sob a troca indelével da entrega da soberania nacional? O entretenimento, o dinheiro de Bruxelas, e o vício, parecem estar a transformar os portugueses em dóceis seres domesticados que latem de alegria quando alguém lhes dá um biscoito. Um rápido olhar pelos blogues, fico logo com a impressão que ser do clube A ou do clube B, é bem mais importante e anima muito mais, do que qualquer nacionalismo sincero e verdadeiro. O que interessa, é discutir o resultado do jogo, do entretenimento. Quando, na verdade, o que deveria interessar, era o problema real do país, da vivência do povo enquanto raiz comum de uma mesma pátria. Até lá, discute-se o acessório, pelo meio, uma ou duas palavras sérias sobre os assuntos da pátria, e logo a seguir, o entretenimento - é isto. E isto somos nós, portugueses, susceptíveis à miscibilidade, enquanto nos deixamos enredar em pequenas disputas e quimeras próprias de gente "impreparada" para os desígnios da nação.

24 outubro 2007

Procurador Geral da República dos Tugas

Ao que o Deus Thoth, teve acesso, por ser omnipresente, diz respeito ao novo acordo ortográfico entre aquele que diz alegremente não gostar de blogues (PGR), e o poder judicial, poder desconhecido que se procura justificar nos meios de comunicação social por meio das novas detenções por delito de opinião e outras quimeras, enquanto que o crime de colarinho branco se passeia por aí cada vez mais branco, e a seu belo prazer. Mas voltemos ao acordo, quer dizer, ao renovado na sua importância, verbo transitivo: escutar. A partir de agora, este verbo sobe a categoria primeira dos verbos, será ensinado nas escolas como base fundamental da democracia portuguesa. A primeira letra que a criança deve aprender, já não será mama ou papa, mas sim "escutata" ou "escupapa" ou ainda "escumama", tal é a transformação filológica de um língua, capaz de alterar o pensamento de um povo, apenas numa geração. Ora digam lá, se este acordo, não é válido?
Verbo a saber:
-
Eu escuto
Tu escutas
Ele escuta
Nós escutamos
Vós escutais
Eles escutam
-
O futuro será risonho, porventura, mais digno do que este, sempre em transformação democrática e nela justificando todo o tipo leis arbitrárias e desconformes com aqueles (o povo) a quem ela (a lei), deveria proteger e auxiliar na sua vivência diária...

15 outubro 2007

FCCN

-
"Quem Somos
A Linha Alerta faz parte de um projecto combinado - awareness node e linha de denúncia - denominado Internet Segura e co-financiado até Dezembro de 2008 pela Comissão Europeia ao abrigo do programa
Safer Internet Plus.".
-
Para a FCCN, os conteúdos ilegais que circulam na internet são: pornografia infantil, apologia do racismo e apologia da violência. Ora muito bem, vamos lá dissecar o cadáver, enquanto ainda existe e pode ser observado nos seus mistérios que se revelam ao médico legista depois de morto.
O nome da Fundação não poderia deixar de ser pomposo, como tudo o que é fruto da democracia, sistema quase perfeito (valha-nos Deus) que desceu à terra por graça e obra do Espírito Santo. O primeiro conteúdo, que eu também abnego, repugno, recuso e rejeito, diz respeito à pornografia infantil. Coisa trágica, castradora de toda a vida futura da criança. Que por vezes parece ser quase que a responsável pela situação em que se vê obrigatoriamente envolvida, digo responsável, com alguma mágoa de pai, porque se houvesse realmente alguma preocupação para com as crianças, o processo Casa Pia já estaria quase solucionado. Mas não, espero pelo fim para proferir a minha sentença! O segundo conteúdo, apologia do racismo, já versa um tema caro aos povos, e digamo-lo sem receios, a quase todos os povos, história essa, que poucos querem ler ou admitir que exista! No que concerne ao terceiro conteúdo chamado ilegal, a apologia da violência. Fico com sérias dúvidas e reservas se a FCCN, está consciente do crescente número crimes violentos que se multiplicam no país. Uma última dúvida assalta-se-me sempre que critico alguns mestres curandeiros do sistema democrático, mais conhecidos por fazedores de leis, poder legislativo. Enfim, se eu denunciar um conteúdo ilegal de monta, o que recebo pela mostra de coragem democrática? Antes que respondam, ou me silenciem, cá vai a denúncia. O código de Processo Penal é um excelente código, quase democrata, pois aproxima o bandido, o criminoso, o malandro, o assassino, o violador, o corrupto, daquele são cidadão, que paga os seus impostos para assistir impávido e sereno ao filme diário do, prende, é ouvido, e logo solto, e assim sucessivamente, num tempo contínuo que tem como propósito esmorecer aquele, que embora acordado num mundo de adormecidos, se refugia sobre si, descrente e triste, pois assiste ao definhar de um tipo de Homem que ele sempre sonhou com sendo o Salvador...

11 outubro 2007

Descida à terra

Depois de alguma ausência programada, e destinada a conferir ao Deus o descanso merecido, é hora, não de trabalho físico ainda, mas de voltar a actualizar o blogue.
Assim, e para que este regresso do Deus às lides da escrita não seja mera aparição, trago-vos duas sentenças do historiador Marc Bloch, destinadas essencialmente, ao despertar arguto do ávido de conhecimento; bem como do mestre da retórica, que representa na perfeição, o actual político profissional.
-
"...A ignorância do passado não se limita a prejudicar o conhecimento do presente; compromete, no presente, a própria acção".
-
A incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado"