30 dezembro 2007

Fim de ano...

Para finalizar este ano, venho relembrar, não desgraças, muito menos, estou para aqui com lamurias ou simples frases desconexas de sentido objectivo e dramático; contudo, assalta-se-me uma dúvida quase existencial, quase histórica, mas com carácter pessimista para quem a vive, ou pior ainda, está na lista dessa possível vivência. A dúvida diz respeito ao encerramento de sap's, e urgências hospitalares, que foram criadas, pressupõe-se, com a finalidade de socorrer a saúde das populações por elas (sap's e urgências) servidas. A dúvida é legitima, perpassa o simples económico, e vai ao encontro do social, da justificação última de um Estado social, que afinal, a cada novo dia, afunda-se na tirania do económico-político. A Democracia, entendida como pilar da liberdade, da justiça, também social, pois sem esta não existe a outra, e das garantias dos cidadãos em ralação a boa "governabilidade" do Estado, parece, à luz destas medidas, a antítese de si mesma, quer dizer, proclama uma coisa, e no dia a dia faz uma outra bem diferente, contrária mesmo aos seus princípios, às necessidades das populações, que afinal, são o sustentáculo dessa mesma democracia, mas que, infelizmente, só servem para fazer uma cruz na hora de eleger um mentiroso!
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Aos meus amigos e caros leitores, desejo uma excelente entrada no Novo Ano!!!

28 dezembro 2007

Forca

Imaginem, quantos belos pescoços de políticos pós 25 de Abril, ficariam ali tão bem. Apertadinhos, de laço ao pescoço, preto ou a cores, que fica maravilhosamente bem num fato armani, num daqueles tecidos que saltam logo à vista. Enfim, por cada enforcamento, uma nova flor deve nascer na triste democracia. É um favor praticado em benefício da pátria. Um bem colectivo que deve insuflar alegria e dinamismo a todos os verdadeiros Portugueses...

26 dezembro 2007

21 dezembro 2007

Solstício de Inverno

Hoje celebra-se o solstício de inverno. Data simbólica propícia à cerimónia, ao recolhimento, ao relembrar os caídos. Lembrar os heróis, que souberam personificar o Ideal: é ritualizar a vida, a passagem, a evolução natural dos seres diferenciados. - Quem não der o primeiro passo hoje, arrisca-se a ver o futuro a passar diante dos olhos! Se nós somos o presente - porque abdicamos da nossa responsabilidade face à transformação desse mesmo presente!? Porque permanecemos à espera que outros dêem o primeiro passo, se o domínio do nosso corpo a nós pertence...Aproveita a introspecção que a data simbólica obriga, e transforma a apatia em acção, em discernimento activo, transformador. Sê tu mesmo, sem artimanhas ou máscaras passageiras. Agarra o presente com as tuas mãos. Enche o peito de ar, e fita o inimigo bem de frente, sem medo nem temor. A história pode ser escrita por ti - o suor ou o sangue que escorrer pela pena é o menos importante, o que fica: é quem nós fomos, e o que fizemos! O resto, é matéria para o Criador fazer outros corpos que virão substituir-nos! Entrega-te e sente-te vivo! Caminha...

20 dezembro 2007

Legião Vertical

O princípio na Tradição, ou a vivência do Ideal, podem estar onde menos se espera! O mestre só aparece quando o discípulo estiver preparado. Utilizando uma parábola terrena: só se consegue ouvir uma emissora se se sintonizar determinada frequência. Nem mais nem menos. Perscrutar incessantemente o conhecimento da verdade, ou uma aproximação à verdade, deve ser o fim em si mesmo que o neófito deve experimentar...

18 dezembro 2007

Tratado de Lisboa

O tratante de Lisboa foi assinado por pouco mais de duas dúzias de tratantes democratas. A partir desta data muito histórica, e no que diz respeito a Portugal, o desemprego vai baixar, os salários irão subir em flecha, os políticos deixarão de dizer mentiras, nem oferecer falsas promessas ao povo triste e pobre, a criminalidade irá baixar, os empresários começarão a trabalhar, a saúde melhorará a olhos vistos, as pensões de miséria deixarão de existir, as crianças não mais passarão fome, a droga irá acabar, enfim, tudo de mal que assola o sistema perfeito democrata parece que irá ter fim! E depois, que será de nós, satisfeitos, ricos, e com muita saúde!? Que iremos fazer, se já teremos tudo o que desejamos...
Não há nada como ter uma democracia, onde se pode mentir e roubar à vontade, sem prejuízo do vizinho, nem medo da justiça, por esta se encontrar refém do sistema...e mais não digo, porque ainda tenho muitas histórias para ler, coisas de Deus.

17 dezembro 2007

Justiça para totós...

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Bem podia ser o título de um ensaio sobre a justiça, mas é infelizmente sobre um processo que remonta aos anos de 1988/89. Não sei o que é a justiça, nem muito menos que conceito a sustém, se é que existe algo que a possa definir. Retenho isso sim, um conceito saído da República de Platão, e que assenta que nem uma luva no pretenso conceito moderno de justiça para todos, ou dito de um outro modo mais simpático, para totós!!! Esse conceito de que vos falo, definia-o Trasímaco da seguinte forma: deve convir ao mais forte. No caso das democracias modernas e muito igualitárias (também para totós), só aos astutos governantes e respectivos amigos e compadres e outros, é que convém esta linda justiça; aos outros, ao povo, convém acreditar no dia de amanhã, como se amanhã, a justiça o fosse servir justamente!...

15 dezembro 2007

Portugal medíocre

Asno feliz por viver em Portugal
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Afirma-se por aí, que o tribunal muito constitucional, ou inconstitucional, se prepara para extinguir partidos com menos de 5000 militantes inscritos nos cadernos partidários.
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Quer isto dizer, que, se eu conseguir juntar 4999 homens bons, do melhor que há no país, e quiser formar um partido político à margem dos actuais enganadores, não posso, porque falta-me um homem bom para perfazer os 5000.
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Então, o fundamento da democracia, está na quantidade, e não na qualidade, o que significa, que asnos, é o que há mais por aí!!! E eu não quero fazer um partido à base de asnos, mas sim assente em homens bons.

13 dezembro 2007

Comentário...de Carlos Portugal

A necessidade de travar o actual e catastrófico estado de coisas é, como se usa dizer, «para ontem». Na verdade, a corrupção é apenas uma das facetas intrísecas do «novo sistema» que estes ignóbeis querem impôr, sendo o nosso Portugal - uma vez mais - o «balão de ensaio» a que o tal eurocrata criminoso se referiu. Vem isto a propósito de dois dos seus postais, o presente, e o anterior, de umas «medidas» bombásticas e extremamente graves anunciadas ontem pelo governo (temos de deixar de usar a palavra «executivo», pois faz parte da nomenclatura programadora de mentalidades) e ainda de um filme muito recente e aparentemente louco e superficial, que é o terceiro «episódio» dos «Piratas das Caraíbas». Bom, passo a explicar: os «powers that be» actuais, o polvo que tenta dominar o planeta e que dá por diversos nomes, mas que se resume ao poder mercantilista e plutocrático das grandes dinastias bancárias e dos grandes conglomerados globais, está a preparar o ensaio da fase final de implementação do seu regime, um misto de estalinismo com capitalismo selvagem (comparável à «Companhia Inglesa das Índias Orientais» do aludido filme). Portugal é, como disse, mais uma vez o balão de ensaio. A ideia é privatizar tudo, passando o Estado a ter meramente a função de zelar pelos interesses económicos dos grandes accionistas das empresas globais que se apropiam das «terras, cousas e gentes» do País. Começaram pela Saúde, com os «hospitais S.A.», e o fecho de urgências e maternidades, substituindo-as por clínicas privadas, com os tristíssimos resultados que os «media» apenas deixam transparecer. Repare-se que não sou contra o sector privado, mas a ausência de concorrência em relação a este (e não nos iludamos com «concorrências» entre empresas privadas, pois nesta maldita globalização estas estão todas cartelizadas) vai fazer com que os «hospitais s.a.» ditem as leis, estabeleçam os preços - sempre no maior interesse do lucro - e cheguem a não tratar doentes por estes não terem um «seguro de saúde». A este propósito, as pessoas ainda não se aperceberam que, uma vez «esgotado» o «plafond» do dito seguro (o que é rápido, no caso de doença), os prémios são imediatamente aumentados para valores de usura descarada, nunca compensando o valor pago. Depois, querem «privatizar» as estradas de Portugal - não o organismo, mas as ESTRADAS - entregando-as como prenda a uma qualquer empresa da cambada. Esta irá então impôr portagens em todas elas, começando pelos itenerários principais, implementando assim um neo-feudalismo (sem as coisas boas que o Feudalismo também tinha, e que se omitem, começando pelo princípio da Honra). Ou seja, para nos deslocarmos no nosso País, pelas estradas construídas pelos nossos avós (as AE já são pagas a peso de ouro), vamos ter de pagar aos verdugos que nos escravizam. Por fim, vem a «notícia» de que querem acabar com as duzentas e tantas comarcas judiciais do País para formarem apenas 23 «super-tribunais». Antes de mais, a «ideia» não é nova, já foi tentada com a história (felizmente abortada) da «cidade judiciária», há alguns anos atrás. Foi também testada com o desastre de substituir centenas de esquadras de polícia pelas ditas «super-esquadras», tendo como resultado imediato um aumento brutal da criminalidade e da insegurança nas zonas onde as esquadras foram extintas. E agora, vêem com os «super-tribunais», já se falando nas «super-escolas». Qual a razão deste exercício de aparente magna imbecilidade? Explico: A finalidade é tão-somente a de PRIVATIZAR totalmente a Justiça, as polícias e o Ensino, entregando-as aos ditos conglomerados macro-económicos para que eles também deles tirem lucro (ou seja, de todos nós). Nesses «super-tribunais», o juiz-presidente é substituído por um GESTOR (!!!) empresarial, possivelmente nomeado pela banca, que fará também o papel de comissário político. Os juízes serão assim controlados como qualquer empregado de uma empresa e «castigados» ou despedidos se as suas decisões forem contra os interesses da «empresa judiciária» ou de algum dos novos tubarões. E a que Tribunal de Trabalho se irão eles queixar, se todos são controlados pelo empregador? E os milhares de desgraçados despedidos sem justa causa de empresas privadas (serão todas) a quem se irão queixar? Isto significa, simplesmente, o fim do Estado de Direito, vigente na Europa pelo menos desde o Império Romano. Nas escolas, circulam exactamente os mesmos rumores. Assim, os filhos dos «sponsors» acabarão sempre por ter boas notas e carreiras asseguradas, e os outros, professores incluídos...Sabendo da «qualidade» dos nossos «gestores» e políticos, é um pesadelo mais horrendo do que qualquer ficção totalitária. Ou produzes e consomes, dando lucro ao sistema, ou seja, à oligarquia dominante, ou és descartado...Termino este longo comentário (o Caro Thoth desculpe-me) com a tal referência ao aparentemente louco filme. Há dois momentos a reter: logo a sequência de abertura, com o enforcamento dos civis acusados (por um tribunal da Companhia das Índias, não do governo de Sua Magestade) de colaborarem com os piratas. É uma jóia de simbolismos vários:- Repare-se de que quem governa e administra «justiça» não é o governo, mas sim a Companhia privada (o que aconteceu realmente no Séc. XVIII);- Repare-se na enumeração dos direitos e liberdades suspensos ou eliminados. A terminologia não é a da época, mas sim uma paródia amarga, quase ponto por ponto, ao «Patriotic Act» do presidente Bush. Pouco mais tarde, o poder do Estado tradicional é eliminado pela Companhia na figura do Governador, que é assassinado quando já «tem valor» para aquela, ou seja, já «não dá lucro», tornando-se um entrave;- Repare-se também na bandeira da Companhia: uma «invenção» curiosa para o filme, com as cores da bandeira da União Europeia (a verdadeira bandeira da Companhia Inglesa das Índias Orientais era vermelha e branca, com um padrão muito semelhante à actual bandeira grega, que é em azul e branco);- Repare-se igualmente na moeda que o miúdo condenado faz girar entre os dedos: um dobrão espanhol filipino (e não uma «peça de oito», como dizem no filme), simbolizando o poder do dinheiro, que é retirado a quem - como o miúdo - não pertence à Companhia. - Por fim, o miúdo é enforcado e a moeda voa, cai, aparecendo então o título/legenda: «No Fim do Mundo». Fabuloso. O segundo momento é a frase do director regional da Companhia, quando o navio-almirante Endeavor está a ser despedaçado a tiro de canhão pelos piratas. Com uma expressão vazia, resultante da perplexidade de quem vê os planos não seguirem pelo rumo traçado, apenas consegue murmurar «It's only good business»...E é contra este «good business» de alguns - corruptos e gananciosos até à medula - que temos de lutar - hoje, agora - para que os tempos mais próximos não sejam «O Fim do Mundo» para a esmagadora maioria dos Seres Humanos. Quanto à «democracia», já era, se é que alguma vez foi (nem na Grécia).
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O deus dinheiro parece estar a ganhar a guerra em todas as frentes!?
Que fazemos nós?
Porque esperamos?
A onde está o futuro, e a quem pertence?

05 dezembro 2007

Boletim Evoliano


Leitura obrigatória, para quem já não acredita na democracia, muito menos, nos democratas caseiros, que servem outros interesses, que não os nossos.