07 janeiro 2008

Meras estátuas

Um livro de poemas muito interessante, que o Deus Thoth, já lera há muito tempo, mas que agora resolveu publicar aqui um pequeno poema, por ser propícia a época em que revela ao mundo. Um mundo, dirão uns, pleno de oportunidades de negócio, dirão outros, um mundo assente nas desigualdades bem implementadas e sabiamente cultivadas no reino da terra!
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Cada época gerou os seus fantasmas,
cada fantasma foi um deus absoluto:
ordenava a morte, ou a alegria e o vinho,
e os homens matavam, ou bebiam e amavam,
com a mesma convicção:
a certeza absoluta do dever.
Depois vinham outros deuses,
que emitiam novas ordens, às quais
os homens sempre, cegamente, obedeciam.
Aos mais cegos, erguiam-lhes estátuas.
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Se depois da atenta leitura deste belo poema de Jorge Guimarães, nenhum mortal atingir o satori, ou iluminação, deduzo que a sensibilidade poética esteja a morrer! Um simples sorriso no final da leitura, denuncia (palavra de Deus) a compreensão quase total da trama colectiva a que os mortais estão sujeitos!
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Se quereis a imortalidade, buscai-a no esforço, no suor e no sangue!!!

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