28 fevereiro 2008

Governação, ou a falta dela...

Dizem alguns comentadores pagos pelas empresas que professam o politicamente correcto, que o primeiro ministro governa sem medo, como se governar de forma autoritária fosse sinónimo de boa "governança", ou como se o quero posso e mando, servisse para justificar uma política sã, livre do erro, e da mentira. Mas não, ela apenas infere medo aos demais, apenas tenta pôr uns contra os outros. Do que digo, veja-se o ataque generalizado a todas as profissões, com a excepção da profissão de político. Enquanto cada sector, cada sindicato, associação, ordem, lutar pelos direitos dos seus associados; eles por seu lado, vão rindo, pois vão alterando de forma inequívoca e inexorável o pretendido, pois despoletam medo, e esse medo apodera-se de cada um, e esse cada um, luta por si. Nada mais simples, enquanto cada um estiver a lutar por si, a tentar com que nenhuma regalia se esvai-a, o colectivo perde, e o colectivo somos nós, que estamos divididos a lutar por coisas menores ao todo, mas maiores ao particular. Enquanto lutarmos assim, eles ganham! Que importa o partido a, b, ou c; ou a associação a, b, ou c; a assim por diante, se continuamos divididos, afastados uns dos outros. Que importa, se eles continuam a fazer o que lhes vai na gana. Juntos, meus caros amigos, seremos indestrutíveis, pois haverá sempre alguém a socorrer-nos. Divididos, como até aqui, seremos prezas fáceis, aliás muito fáceis. Agora meditem, e depois digam qualquer coisa...

26 fevereiro 2008

Crianças

Uma em cada cinco crianças passa dificuldade, ou nos pior dos casos passa fome. Este é o país, onde o drogado, o bêbado, o violador, o pedófilo, o corrupto, e o mentiroso, tem mais direitos do que uma criança. Neste triste país, um qualquer destes atrás mencionado, recebe mais da segurança social, do que recebe um pai para ajudar a educar o seu filho, futuro cidadão. O drogado tem direito a droga, a quites, a metadona, a assistente social, a psicólogo, a subsídios, e quanto mais doenças tiver, mais recebe. O mesmo se passa com o bêbado, o corrupto, o violador e pedófilo. E a criança, que tem, meia dúzia de vacinas obrigatórias choradas pelo estado, meia dúzia de mal amanhadas creches, e um sem número de políticos comedores do seu pão. Neste país, até o criminoso tem mais direitos do que uma criança, tem direito a uma defesa condigna, a uma justiça feita à sua medida, a do crime, e o que tem a criança pobre, nada! Tem fome, os dentes podres, não tem médico, não tem dinheiro para poder corrigir a vista, doença muito comum nas crianças, não tem uma verdadeira educação, não cresce com a dignidade devida, não brinca como uma criança, e no entanto, os vadios ainda se gabam de sugar o estado, quer dizer, aqueles que trabalham para o bem comum. Porque os políticos reles não dão o que é deles, mas sim o que é dos outros. Ajudam a de lapidar o estado, ajudam a alimentar os tratantes acima retratados em desfavor da criança. É esta a educação para a cidadania, é este o estado social, é esta a segurança social. Se tudo isto é assim, então meus amigos, estamos mal, estamos a cimentar as desigualdades sociais desde o berço, estamos a criar alicerces assentes no nada, na descrença face a um futuro melhor. Se é isto que queremos, crianças tristes, curvadas pela fome, pela vergonha, pelo desprezo do estado, então mais uma vez estamos no bom caminho, onde a farsa e a loucura dos sucessivos governos ditos liberais democratas, alimentam o vício, o traste, o vilão, o sanguessuga, e toda uma escumalha que a cada novo dia parece multiplicar-se, tamanha é a loucura do vício...
Que as crianças, futuros homens de amanhã, nos perdoem pelo que lhes fizermos hoje!?

25 fevereiro 2008

Ex. DGV

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Ainda ontem escrevi sobre a incompetência dos gestores públicos, e hoje o Jornal Público, publica uma notícia sobre a possível prescrição de multas armazenadas nas ex. instalações da extinta DGV, quer dizer, aquela entidade que o governo de Sócrates, o grande pensador, transformou em duas, e que mesmo assim, as duas novas entidades, demonstram incapacidade de organizarem entre si os respectivos serviços. Serão as entidades incapazes? Ou incapazes, serão os gestores respectivos? Havia tanto para dizer sobre este assunto, e demais assuntos que povoam o colectivo, que por vezes nem me apetece dizer nada, por haver tanta asneira na governação do povo, que se torna quase impossível enumerar os erros, as tramas, as mentiras, as falsas promessas, os sorrisos impostos pelo politicamente correcto, enfim, não é ser pessimista, longe disso, é constatar que este país precisa de ver uma verdadeira revolta, envolta em sangue. O engano colectivo é a cada novo dia que passa mais evidente. O desenrasque governativo é sinónimo de clareza de ideias, de que se está atento, que se governa bem; quando na verdade, é tudo pura ilusão, erro, logro, burla agravada pelo consentimento que o povo dá...que o povo permite...e por hoje já chega!

24 fevereiro 2008

Finanças

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Há uns dias atrás, o excelentíssimo ministro das Finanças, afirmou na sua forma habitual e guerreira, à maneira da Assembleia, onde se lava muita roupa suja, que os directores das empresas públicas ganham muito bem, porque dizia o homem, justificavam com o seu labor diário o que auferiam ao fim do mês. Se assim fosse, esses mesmos directores, que passeiam pelas finanças ao sabor de quem passa pela pasta das finanças, não deixariam prescrever tantos crimes fiscais contra o Estado, logo, contra todos nós, aqueles que pagam até ao último cêntimo. Tanto os deixam prescrever, como ficam impunes, quer dizer, deveriam ser despedidos por justa causa, com uma mão à frente e outra a trás, por inaptidão face ao cargo que ocupam. Assim deveria de ser, mas não é, e como não é, lá permanecem, e por lá passeiam, e por lá fazem riqueza...pessoal...

23 fevereiro 2008

Alma Pátria

Se houvesse título para um blogue cujo tema fosse a atenção, esse seria com certeza, o blogue do meu amigo Vitor Ramalho. Digo-o aqui, porque o Vitor tem sido incansável na denúncia atenta sobre a sua comunidade regional, bem como, sobre a sociedade em geral. Escrevo estas amáveis palavras porque sinto que tinham de ser escritas, talvez por partilhar (mesmo à distância), as mesmas preocupações para com a Mãe Pátria. Move-nos a diferença, a audácia, a recusa do fácil, a frontalidade que a honestidade obriga a ter...enfim, escrevo este texto em agradecimento pelo activismo desinteressado do Vitor, não esquecendo, que o blogue Alma Pátria é o primeiro que leio, e sempre com a devida atenção.

21 fevereiro 2008

Holocausto

Em solene dedicação ao meu caro amigo Buiça, que ontem tive a oportunidade de rever.
Um dos rituais de celebração do culto a Javé, e/ou das festividades religiosas, ligadas originariamente à vida agrícola e pastoril, era precisamente o sacrifício em holocausto, em que a vítima era toda queimada, aqui a vítima, dependendo do poder económico do oferente, podia ser um touro, uma cabra ou uma ovelha, rolas ou pombos...e mais não digo, coisa de Deus!

18 fevereiro 2008

Acção

A imagem que aqui publico não é inocente, como também não o é o propósito de a ter aqui.
Pelo facto de não se concordar com a forma de alguma acção, não significa, que discorde que a acção deva ser levada a cabo, mas com outra ou outras formas. O que quer dizer, que concordo com uma acção directa cada vez mais próxima das vítimas do sistema, pois essas, possibilitam aferir do grau de empatia. Estar atento, estar próximo, publicitar os defeitos do sistema de forma constante e ininterrupta, é uma das formas mais aproximadas de se poder chegar onde se quer...

16 fevereiro 2008

Futebol e revolução

Pensamento do dia, acabadinho de sair das alturas. A revolução nacional e patriótica só se dará quando a primeira liga, ou outras divisões menores forem canceladas, aí o povo, virá para a rua exigir o regresso do futebol, e o resto são meros acessórios do sentido da vida, materializado na bola. Viva a bola e a alienação colectiva! Com estas palavras já vou perder fiés, pois nem uma prostituta gosta de ser apelidada de prostituta.

12 fevereiro 2008

Estátuas...

Cada época gerou os seus fantasmas,
cada fantasma foi um deus absoluto:
ordenava a morte, ou a alegria e o vinho,
e os homens matavam, ou bebiam e amavam,
com a mesma convicção:
a certeza absoluta do dever.
Depois vinham outros deuses,
que emitiam novas ordens, às quais
os homens sempre, cegamente, obedeciam.
Aos mais cegos, erguiam-lhes estátuas.

Jorge Guimarães, O Tempo Das Estátuas, Lisboa, Guimarães Editores, 1992, p.62

Este soberbo e iluminado poema, é revelador do que a ideologia da moda provoca em cada tempo histórico. O homem, desde o início, embriaga-se de poder, justifica os seus actos num deus por ele criado, ou num deus criado pelos seus antepassados. Tudo parece ter um único sentido, e tem-no de facto, assenta na manutenção do poder. Tudo o resto, é acessório, efémero, irreal, ilógico…subterrâneo, decadente…

11 fevereiro 2008

ASAE

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Ora muito bem, o homem que não tinha medo de ninguém, que queria fechar cafés, restaurantes e afins, vem agora solicitar que não divulguem o que usufrui enquanto titular de um cargo político. Por vezes, a coragem começa a bacilar, e aí, que deus me acuda, neste caso, que o tribunal constitucional me acuda. Pede também para que não divulguem onde mora, como se fosse difícil descobrir onde mora, uma pequena vigilância de apenas um só dia, sortia logo efeito. Enfim, tem medo de que, já que o povo é sereno e apático...Quando acordais povo? Gostais de serdes comidos? - Pelos vistos, parece que sim!!!

10 fevereiro 2008

Fiéis

Como estive neste curto período de tempo a atender aos meus devotos fiéis, porque isto de ser-se Deus não é fácil, não tive tempo para vos dedicar umas palavras. A partir de agora, tentarei agradar a uns e a outros, aos daí de baixo, e aos daqui de cima...

01 fevereiro 2008

Regicídio

Um Deus deve observar a verdade histórica, aquela que permanece nos factos ocorridos. A par disso, poder-se-á analisar as palavras de alguns republicanos, que afirmam que a morte do Rei se devera ao descalabro da monarquia. Servindo-me da parábola histórica, podemos concluir que na actualidade, a morte de um governante pode ser um acto digno, pois serve os interesses do povo! E tem claramente fundamento no descalabro da democrcacia moderna! Viva o Deus thoth!!!