30 junho 2008

Censura democrática-judicial

Eu gosto muito da democracia, porque me dizem que no regime ditatorial de Salazar, havia a censura, coisa que eu abomino, por não se enquadrar no espírito livre do liberalismo económico, ou o que isso possa ser. Contudo, na democracia, coisa muito linda, existem tribunais, todos muito livres, democratas, que obedecem cegamente às leis fabricadas pelos políticos. E esses tribunais dão sentenças também dentro do verdadeiro espírito democrata, quer dizer, se é meu amigo está tudo bem, se diz o que eu digo, também está tudo muito bem, se é meu inimigo ou se discorda do que eu digo ou faço, já não gosto da democracia, e como não gosto da democracia, socorro-me dos ditos tribunais, aqueles cujos processos estão preços no tempo, e mais não digo porque este país está a ficar cada vez mais triste...

29 junho 2008

Pátria

"É preciso que a população e o território, entidades que diríamos materiais, sejam informados por crenças e valores e percorridos por vivências colectivas criadoras de identidade. Crenças, valores e vivências de que resulte uma consciência comum de posse e pertença, de solidariedade num destino, enfim, de especifidade cultural. Um modo de percepcionar e de percepcionar-se - que ao mesmo tempo há-de ser memória, vontade, sentimento e projecto. Mas tudo situado no solo. Para que o país seja nação e a nação se faça pátria."
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SOUSA, Armindo de, História De Portugal, A Monarquia Feudal, dir. de José Mattoso, volume IV, Rio de Mouro, Círculo de Leitores, 2007, p. 59
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Enfim, o contrário do actual, o contrário do destino comum do povo português. Que caminha na direcção do nada, ou então, da direcção imposta pela União Europeia. O povo, ainda há-de amargar esta escolha. Que primeiramente se sentirá mais rápido nas relações laborais, e ai será já um pouco tarde para erguer a voz, muito menos para greves, também estas, orquestradas pelos sindicados, para que o povo pense que eles realmente existem para o servir.
Quem vos avisa amigo é!

20 junho 2008

"NOVO CARRO ELÉCTRICO PORTUGUÊS"

Está aqui a independência face ao petróleo, mas os governo dito democrata e defensor dos pobres e estropiados, continua a olhar para o lado, a fingir que não vê, ou no pior dos casos, a ocultar a verdade!
Viva o Sócrates e o Scolari, grandes homens, prometem muito...

16 junho 2008

Democracia a brincar...

Quando elegemos o Engº Sócrates, esperávamos que a reencarnação do filósofo grego (salvo seja, e que Deus tenha pena de nós) nos governasse. No entanto, diz o mesmo, que a carreira política depende (mais importante) do bom rumo do tratado de Lisboa, ou o que isso possa significar para os portugueses. Também sei, coisas de Deus, que os burocratas, com o novo tratado, terão benefícios vitalícios, bem como, e isto ainda não o disseram a ninguém, terão imunidade também vitalícia, logo, o Engº Sócrates sabe bem o que diz, quando afirma a importância do tratado para a carreira dele, disse bem, dele, não dos portugueses, tudo muito lógico, e só não vê quem é cego! Digo também que a importância deriva do facto, de um lugar estar sempre disponível para o Engº Sócrates na nova União (tão certo como dois e dois serem quatro, ciência exacta que não conseguimos ver nem "apalpar").
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Como se isto não bastasse, a ERSE, essa entidade muito Democrática, está a pensar em entregar à EDP, outra entidade também muito Democrática (que falta que nos faz o Salazar, que não era nenhum gatuno, se é que me entendem) a possibilidade de esta poder cobrar aos honestos, aquilo que aos caloteiros não conseguiram cobrar. Mas isto tem também um sentido oculto, a saber: as dívidas (não só à EDP) estão a ficar incontroláveis (mas isto Também ninguém diz), logo há que arranjar forma de se ressarcirem. Utilizando uma parábola, de muito mau gosto, porque um dia pode acontecer, quando as dívidas às Finanças, a Segurança Social, aos bancos, aos outros serviços públicos (agora entregues aos privados) essenciais, para que o homem possa viver condignamente, forem também "incobráveis", que acontecerá? É fácil de ver, e só não vê quem é cego ou anda a comer do tacho democrata.
Já agora, a onde estão as vozes democratas de defesa dos consumidores, nomeadamente da DECO, e demais associações, e partidos? A onde? ainda não ouvi nenhum, e sabem porquê, porque fazem parte do sistema, quer dizer, existem para que o cidadão não tenha voz acima deles, e eles possam discutir com o governo, não o que nos interessa, mas o que lhes mais interessa, poder e dinheiro vitalícios, para eles e para os seus. Se estiver errado, treinadores de bancada, digam alguma coisa...

13 junho 2008

Paralisação...

Quem irá pagar os custos, traduzidos em perdas, que o país terá de suportar pela inoperância do governo de Sócrates e companhia, SA. Quem?
Haverá despedimentos no governo?
Quem vive farto e a rir-se do povo? Quem é?

11 junho 2008

Estado do estado...

Primeira nota: (19/05/1898 - 11/06/1974). Datas que marcam o princípio e o fim da vida do mestre Julius Evola.
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Portugal 2; Sócrates 0.
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O estado de direito, ou o que isso possa representar, é coisa que não existe! Se não acreditam, vejam numa televisão perto de vós :).
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Especuladores, esses, continuam impunes na sua senda milionária, prova de que a Democracia, sistema mais que perfeito, é um braço político do capital. Se o ministério público tiver dúvidas, terei muito gosto em desfazê-las, de preferência, durante o meu horário normal de trabalho, para que assim possa responder como funcionário (ver código civil). Mais ainda, para que fique escrito, e possa ser mais tarde utilizado contra o Deus Thoth: a guerra social que se advinha (premonição de Deus) só acalmará quando se eliminar fisicamente os verdadeiros especuladores bolsistas, aqueles que transformam o barato em caro, ficando com a diferença!
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Para quem governam os governos das ditas Democracias, saídas do Liberalismo político, e cozinhadas nos fornos das lojas do aven...e mais não digo, que se está a fazer tarde, e o Deus tem de ir em socorro de outros fiéis!...
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E este é o triste estado que temos. Ainda se pode despedir o governo por inaptidão...

09 junho 2008

Anteceder o 10 de Junho

Estamos a meros minutos da comemoração do 10 de Junho, e encontramo-nos perante uma encruzilhada, a de sabermos se celebramos a data, ou se enterramos o moribundo, a saber: o Estado português.
Em trinta e poucos anos de Democracia, de Ideal de Igualdade, de Liberdade, e Fraternidade. O que temos nosso, o que temos para oferecer às novas gerações, para além do vício, e do entretenimento. Políticos que mentem, políticos que se escondem nas leis por eles criadas, políticos sem sentido colectivo, políticos que confundem a governação com a máscara da arrogância, políticos que apenas servem interesses financeiros, políticos medíocres, parasitas, falsos. É isto. Isto é o país. São estes os governantes, aqueles que supostamente elegemos na vã esperança de que algum dia falem a verdade, de que algum dia sejam homens dignos dos cargos que ocupam.
Se dois bêbados se unirem e fundarem um governo, certamente, será um governo de bêbados. A parábola poderá ser usada para o conceito que cada um tiver mais a mão.
Poderia terminar dizendo: viva Portugal! Mas isso, seria incluir toda a escumalha que não merece ser incluída em lado nenhum. Prefiro dizer: vivam aqueles que ainda se mantém de pé entre as ruínas, intrépidos, verticais, e livres das amarras emocionais do politicamente correcto.
Continuem assim!!!

08 junho 2008

Atenção

O simples acto de estar atento, transporta em si a constante luta entre a atenção e a desatenção. Quer dizer, se para se viver em desatenção não é preciso nada fazer, o mesmo já não se pode dizer da atenção, pois convoca-nos sempre para o simples mas trabalhoso acto de estar atento, vertical, consciente do momento presente, sempre desperto, activo, observador, centrado em si, senhor de si. Assim vive o homem atento...
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A definição de guardião diz-nos tudo. Vai para além das palavras. Desce do Ideal para se alojar naquele que por actos confirma o Ideal, e esse é sábio, pois vive o que diz.
Poderia continuar a definir, mas não, quem desejar viver sob, terá que o desejar, terá que ir para além do típico viver, ou sobreviver...

01 junho 2008

Selecção

Num país, em que o desemprego aumenta, que a inflação aumenta, que as desigualdades aumentam, que a fome aumenta, que o preço dos combustíveis aumentam, que o preço dos bens essenciais aumentam, que as mentiram dos governantes aumentam, só faltava aumentar o número de minutos diários dedicados ao futebol, entenda-se selecção nacional. Como é possível que o canal 1, a SIC, e a TVI, estejam em directo a filmar o autocarro da selecção, quando o país está a definhar, a caminhar para lado nenhum!
Aqueles que desejam agir, utilizando métodos mais agressivos, aqui tem um alvo eficaz, os meios de comunicação social, que já não informam, mas que propositadamente, desinformam. Porque será?
Digo-vos, que ao Deus Thoth, este país já começa a irritar, e a revolução Divina já algum tempo está em curso; contudo, para além da emoção característica desta época, quererá o povo mudar? Quererá o povo uma vida diferente? Estará o povo disponível para mastigar uma nova revolução, quando é adoçado com subsídios para nada fazer? É este o povo que queremos ter por irmão? Estaremos nós mal? Ou este povo é que é realmente triste? Perguntas difíceis, perguntas que se impõe ao "sábio" que deseja ver o povo melhor. Como se o povo desejasse ser melhor ( porque isso dá trabalho)...
Caros amigos terrenos, neste país, caíram os deuses, e no seu lugar, deu-se a transfiguração da espiritualidade Divina, em espiritualidade futebolística, ritualizada por todos os meios ao dispor do interesse oculto (porque ele existe). Deixou-se de acreditar em Deus, para se acreditar no futebol. Aos primeiros apenas resta a expressão: a fé é que nos salva. Aos segundos: se não tivermos o futebol, que temos nós!
Assim vai este país, este povo triste, que abomina o esforço, a dedicação, o ser diferente, o ser radical, ter ideais, defender uma Ideia! Portanto, caros amigos deste tempo presente, será que vale a pena defender este povo? Será que o povo quer ser defendido? Como Deus, começo a duvidar como um mortal, se o povo merece ter um Estado melhor, ou, se o Estado que neste momento existe não será aquele que melhor define o povo. Melhor, seria (como nos tempos actuais) fazer um estudo para se poder aferir se o povo deseja realmente a mudança. E dependendo do resultado, ser ou não violento, eis a verdadeira questão?