29 setembro 2008

Leitura

Livro de leitura obrigatória, não só para historiadores, como para amantes da história de Portugal. Também se destina aos que professam o credo anti-académico, como se a ignorância de um dado concreto servisse para justificar o alheamento...

25 setembro 2008

Pensamento

A ideia infantil do politicamente correcto, provoca mais dano do que aquele que supostamente pretende evitar.

24 setembro 2008

Tribunais e polícias...

Um dos problemas da falta de polícias, mantém-se oculto, e ninguém fala nele. Isto é, para além da normal falta de agentes operacionais (visto alguns fazerem trabalho de secretaria, como se para isso tivessem sido treinados), os tribunais requisitam muitos agentes cujo único propósito é o de notificar ou citar o cidadão. Os ctt já o fazem há muito tempo, e a um preço muito mais reduzido, não só no que diz respeito ao custo inerente ao usufruto do serviço do agente, como o tempo que este despende num serviço provadamente realizável por outrem. Os sindicatos ou associações, deveriam falar sobre os números, sobre determinadas esquadras que ficam meio despidas de agentes em serviços que vão para além do desejável, que é: a prevenção e defesa da ordem pública. Daí, a polícia se designar: polícia de segurança pública. Enfim, ocultar parte da verdade para defesa pessoal, partidária ou outra, é intervir com a verdade, logo, é pactuar com a mentira.

21 setembro 2008

A verdade da Mentira

O sentido figurativo de roubo, como já vos havia dito: é preço excessivo. Pior ainda, é ocultar, para além do preço excessivo, o verdadeiro valor a ser pago por um bem, neste caso, refiro-me especificamente, a uma casa. E porquê a uma casa, e não a um outro bem necessário? Porque num outro bem existe uma maior clareza, não só em relação ao preço de venda, como no valor que o cliente tem de despender para poder pagar esse mesmo bem, se recorrer ao crédito. Digo isto, porque no crédito hipotecário, a clareza não é sinónimo de honestidade; e digo-o sem medo, pois se o fosse, teria de estar no contrato hipotecário que o preço do bem a adquirir, a casa, irá no melhor dos cenários, duplicar, com o inevitável recurso ao crédito. Logo, a mentira dos 5, 6, 7% é por demais evidente, pois essa taxa que os bancos dizem oferecer, diz respeito apenas a um ano de contrato, e não à totalidade da hipoteca. A verdadeira taxa, ronda os 100%, no mínimo do hipoteca; em alguns casos vai até aos 200%, para já não falar em outros valores.
Contudo, em algum contrato hipotecário, aparece lá que o preço do bem irá duplicar? Em algum lado do contrato, aparece que a taxa x irá prevalecer? E em algum lado, aparece que a taxa apregoada é afinal a soma ou a multiplicação dessa mesma taxa pelo número de anos que o cliente terá de pagar pelo bem? Não! Bem me parecia.
A transparência da banca é tão fenomenal, que ofusca a verdade dos factos, levando milhões de seres a acreditar que estão a pagar um preço justo pelo bem que acabaram de adquirir.
-
O Deus Thoth, terá outras novidades daqui para a frente, pois atacar o coração do capital, é pior do que ser um terrorista de meia tigela que põe um cinto de explosivos à cinta.
-
Porque não nos dizem a verdade sobre quantas instituições já faliram, quantas já foram compradas por outras, quantas já foram nacionalizadas, quanto dinheiro do cidadão, aquele que produz, já foi desbaratado para pagar os erros, mentiras, e omissões dos gestores de topo. Os que verdadeiramente roubam!

17 setembro 2008

Democracia

A quem serve a Democracia?
Ao povo?
Aos grupos económicos com ramificações no poder político?
Às organizações ditas secretas?
-
Quem consegue vislumbrar o fio condutor desta trama, transfigurada em "tragédia" social, e falência ideológica?...

16 setembro 2008

Liberalismo económico

A Ideia que sustentava que o liberalismo económico se auto regulava parece estar a devorar-se a si mesma!
Porque será?

14 setembro 2008

Pensamento

Porque se persegue obstinadamente a Verdade, se o convívio com a mentira parece ser merecedor de maior crédito?

09 setembro 2008

Nacionalização

Os EUA, preparam-se para nacionalizar as duas maiores empresas hipotecárias.
Estranho, se pensarmos que é daquele lado que se fomenta desenfreadamente a livre circulação de capitais. Havendo mesmo uma doce teoria, onde, o iluminado, deixa para o mercado a sua auto regulação. Está-se mesmo a ver. O mercado está tão regulado, perdido, a beira do abismo, que o governo federal dos estados unidos se sente na necessidade de intervir, não só para evitar males maiores, bem como, para manter os preços actuais de ganhos, quer nas bolsas, quer nas vendas de imóveis. E como diz o actor aqui do norte, Óscar Branco: ide dar banho ao cão e lavai-vos na mesma água. Que é para evitar dizer uma coisa muito feia.
-
Já tinha dito, e insisto, pois parece haver gente muito esquecida, ou no pior dos casos, gente que já não sabe como usar a cabeça, depois de tanto tempo sem a usar. O verdadeiro roubo das taxas de juro (e esta é também para os polícias, e rapazes das secretas, que me estejam a ler, que também pagam casas, a não ser que morem em bairros sociais, para melhor entender as massas), o verdadeiro roubo, dizia eu, não reside na taxa em si, ou no spred, mas em dois factores, que juntos, limitam o pensar e o agir de quem está preso à hipoteca da casa (se se matar alguém, amanhã está-se cá fora, se se comprar uma casa, é um casamento de uma vida). Esses factores é que são os tentáculos do roubo. Primeiro factor, indexação da taxa de juro à Euribor; segundo factor, normalmente escamoteado no meio de tantos papeis e assinaturas: a multiplicação ou adição da taxa de juro sobre o número de anos da hipoteca. Se o primeiro factor é já de si uma fraude económica (pois se eu comprar um outro bem de preço superior, este não está indexado a lado nenhum, a não ser a uma taxa previamente fixada, e sem flutuações de mercado). O segundo factor, está ligado inexoravelmente ao primeira pela taxa, pela flutuação de mercado (imposta), e pelo número de anos da hipoteca.
Tanto é verdade o que digo, que no fim de um contrato hipotecário, logo, de uma vida, o valor pago pela hipoteca (empréstimo bancário, podia chamar-lhe outro nome): é de mais de 100%, e não de 5, 6 ou 7 pontos percentuais que nos acenam no início da hipoteca. Este sim, é o verdadeiro roubo, roubo que até eruditos caiem, deco, e afins!!!
E mais não digo, e agora ide fazer contas...

06 setembro 2008

A mentira

No final de Junho último havia 151 mil portugueses a receberem salários inferiores a 310 euros mensais, segundo o inquérito ao emprego do segundo trimestre do Instituto Nacional de Estatística (INE).
-
Este é o país da mentira. É o país da linha da frente. Que caminha, espero que não, para o abismo. Para que 151 mil portugueses (não são meia dúzia) recebam apenas (pouca vergonha) 310 euros por mês. Outros beneficiam desta substancial diferença ao auferirem salários chorudos, sendo eles: políticos e afins, assessores de políticos e afins, e cargos públicos e afins. É obscena a diferença entre uns e outros. Não ter vergonha, é pedir aos portugueses sacrifícios, quando eles (políticos, afins, e outros) gozam a vida à grande e à francesa, com o dinheiro dos impostos daqueles que efectivamente trabalharam, produziram, para que o país possa finalmente progredir. No entanto, enquanto uns trabalham, outros gastam, dizendo-se representantes do povo. Tudo pura treta, pois se o fossem, teriam obrigatoriamente de dar justificações a esse mesmo povo (soberano em mentira) sobre o que fazem, e sobre o que gastam; assim o obriga as boas práticas administrativas e de gestão...

03 setembro 2008

Conceito de roubo

Diz-nos um qualquer dicionário que o substantivo masculino roubo: é um acto ou efeito de roubar; contudo, também nos diz no sentido figurativo, que roubo é: preço excessivo.
Ora, era aqui que eu queria chegar, não por roubar, mas por ser (como a grande maioria dos portugueses o é) vítima de roubo (no seu sentido figurativo, claro está).
Se descobri que sou vítima de roubo, só falta conhecer quem cometeu o roubo, bem como o móbil do crime, isto é, que razão ou razões estarão por detrás do acto.
Se quem assalta uma gasolineira, comete um crime, roubando. Do mesmo modo, quem vende acima do que deve vender (e mostro-vos já os números), está a praticar um preço excessivo, logo, está a roubar (tudo figurativo) o que configura um crime figurativo, porque rouba de forma doce, sem alarido, sem dor, sem arma, e muito menos, sem a pressão dos média, que não notícia o crime figurativo (estão a ver o ridículo da coisa).
-
Estávamos nós em 11 de Julho de 2008, portanto, ainda este ano, e o preço do barril atingiu um preço recorde: 147,27 por barril de crude (não diz respeito ao valor de produção, mas sim especulativo). Agora o preço de barril de crude está em 107,26, valor da bolsa de Nova York, e 107,30 em Londres.
Nesse mês de Julho, as gasolineiras, e "muito bem", adequaram o preço de venda de combustível ao preço de compra de barril (valor especulativo).
Agora, e sem o normal alarido dos média, o preço de barril continua a descer, tendo mesmo descido: 39,01 cêntimos por barril de crude. Ao invés, no país dos tugas, a Galp, sobe hoje 1 cêntimo em litro de combustível. Isto há luz do sentido figurativo de qualquer dicionário: é obviamente um roubo, roubo este, de preço excessivo, o que poderá no pior dos caos, configurar um crime de preço excessivo figurativo.
No entanto, enquanto brinco com as palavras, pois apetecia-me brincar de forma mais violenta, alguns, fruto deste novo crime de preço excessivo figurativo, continuam a amealhar fortuna à custa de quem trabalha, e mais não digo, senão ainda desço à terra...

01 setembro 2008

Vistas de Paris a partir da torre Eiffel I



(clicar nas imagens)
-
Contrasta com a pequenez do país dos tugas. Aqui em Portugal quase tudo é pequeno, a política, os políticos, a sociedade, a mentalidade. Mas numa coisa somos bons, na inveja, na maldade, no diz que diz, na difamação, e na pequenez de pensamento, que não é mais do que uma extensão da educação feita na pátria...Por isso é que não saímos da cepa torta.