29 dezembro 2008

O mantra da mentira

Estaremos nós, totalidade do povo, melhores, ou continuaremos, como a tola discussão sobre o salário mínimo, adiados como ex-nação, para sempre esquecidos, e remetidos para umas linhas da História mundial. A passagem do ano, é com certeza um tempo artificial de renovação, onde o Homem deposita expectativas, na vã esperança de um novo ano melhor do que o anterior. Contudo, há aqui um factor de risco, isto é, o factor governo, dito com mais propriedade, desgoverno. O que deveria ser um pilar, o que deveria suster o edifício (o governo), é-o num sentido inverso, qual anacronismo histórico, aquele que está fora do seu tempo, e o governo do tempo presente, não só está fora do seu tempo, como não percebe nada do Homem, e pior ainda, faz ruir o edifício, faz perigar gerações inteiras, sem qualquer sentido histórico, social, e, ou económico. Este governo, e os que onde vir, tratarão de enterrar o que resta da nacionalidade, do que ainda era nosso, como aqueles termos «intraduzíveis» que só nós sabemos pronunciar. Utilizando uma comparação, a mentira está para o governo, como a droga está para o drogados!

26 dezembro 2008

Celebração da família...

A família tem sido um dos pilares mais seguros que sustêm a ordem dentro do que convencionamos ser a sociedade. Sem ela, parte do edifício desmorona-se, descaracteriza-se, perde o sentido de centro, deixa de representar a continuidade, a transmissão certa de valores intemporais, que só fazem sentido, se houver uma família, um lar, um refúgio...
Tenham os meus amigos mortais um bom ano, na companhia daqueles que mais gostam!

18 dezembro 2008

Livros

"Estúpido é pois aquele que afirma ter medo da morte não porque sofrerá ao morrer mas por sofrer com a ideia de que ela há-de chegar. É verdadeiramente em vão que se sofre por esperar qualquer coisa que não nos causa qualquer perturbação! Assim, o mais temível dos males, a morte, nada tem a ver connosco: quando somos a morte não é, e quando a morte é somos nós que já não existimos! Ela não tem qualquer relação nem com os vivos nem com os mortos, pois para uns ainda não é, e os outros já não são. E, no entanto, a multidão foge da morte como se ela fosse quer a maior das infelicidades quer o ponto final nas coisas da vida."
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Epicuro, pp.28/29

16 dezembro 2008

Fim da era industrial...

No ano que vem, a era industrial irá entrar em declínio, mais precisamente, a industria automóvel. Ao longo destes anos, apostou-se, erradamente, em crescimento constante assente, não no poder de compra dos cidadãos, mas no despertar emotivo que um novo carro provoca, isto é, a inovação tida como catalisadora de desejos, só que, como se costuma dizer, a emoção é passageira, e a resposta está aí, quebra acentuada na compra de carro novo, com os consequentes despedimentos, desemprego, baixa do poder de compra, aumento dos encargos sociais suportados pelo estado, enfim, um sem número de problemas que os estados não conseguem resolver, não só porque não conseguem, como ainda também não perceberam, que este tempo histórico, é um tempo de mudança, mudança inexorável, substituição de uma era por outra...

14 dezembro 2008

Bilderberg...

Obectivos Bilderberg, enumerados no livro, pp.61/62/63
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  • Uma Identidade Internacional
  • Controlo Centralizado do Povo
  • Sociedade Crescimento Zero
  • Estado de Desequilíbrio Perpétuo
  • Controlo Centralizado de Toda a Educação
  • Controlo Centralizado de Todas as Políticas Externas e Internas
  • Poder para a ONU
  • Bloco de Comércio Ocidental
  • Expansão da NATO
  • Um Sistema Jurídico
  • Um Estado Providência Socialista
Se nos detivermos por alguns momentos, num ou outro princípio, depressa compreenderemos que não andam longe da realidade, muito menos, da realidade portuguesa imposta nestes últimos anos, entenda-se: União Europeia. Esta pseudo crise, esta crise muito bem criada, vem de certo modo, dar aos Estados os meios que de outro modo a Ideologia proibia (Filosofia positivista...)
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Se não acreditam, vejam as medidas enumeradas pelo primeiro ministro, medidas só possíveis, porque tinham sido anteriormente discutidas em reunião da União Europeia, enfim, para onde caminhamos?
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A mentira, para se justificar, necessita de novas mentiras, enquanto que a Verdade se basta a si mesma.

10 dezembro 2008

Crise...

Já disse por mais de uma vez, que esta crise era uma crise criada, e que pelo caminho, irão ficar muitas bocas por alimentar. Por outro lado, a crise será uma excelente oportunidade de negócio, é assim a lei ou a falsa lei da vida, uns são sacrificados no altar da Democracia, em honra ao Deus dinheiro, novo Senhor omnipresente e omnipotente que tudo abarca e tudo sacrifica. Escreveu um filósofo, que o capitalismo é como um fogo, que só pára quando tudo estiver ardido, consumido, destruído, irremediavelmente perdido.
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Esta crise não é mais, a saber: que o fim da era industrial. O que estamos a assistir, é ao nascimento da era da tecnologia. E esta visão será o futuro. O que não nos dizem, é que a substituição de uma era por outra, irá trazer muito desemprego, normal, devido a aplicação das novas tecnologias no tecido produtivo. Portanto, ou nos adaptamos ou morremos...

06 dezembro 2008

Clube Bilderberg e companhia...

Leitura obrigatória para a época festiva que se aproxima, publicado por Publicações Europa-América, 1ª edição, Novembro de 2008. É aproveitar enquanto há.
A partir daqui, publicarei sempre que julgue necessário, partes do livro, no sentido de pôr a nu tudo o que diga respeito a políticos portugueses.
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Para que conste, e para que não digam que é emotivo, irei utilizar também calão (vulgo palavrões) sempre que os mesmos se justifiquem, como é o caso da notícia que a seguir se transcreve: o preço de barril de petróleo já está na barreira dos 40 dólares. Porque não desce também o preço final do combustível vendido ao cidadão? Porque a mentira sustenta o Estado! Se analisarem sem acusações a Galp, irão ver, que neste mês de Dezembro, muitos dos postos de combustível estão em obras. Porque será? É só analisar, puxar pela cabeça e pensar o porquê, de ser feito agora...O mesmo se passa com as obras levadas a cabo pelas Autarquias (mês de Dezembro), mais uma vez, é só abrir os olhos...Como disse atrás a propósito do calão, está merda já cheira mal, e penso, porque agora fico-me apenas pelo pensar, que este país precisa de um novo rumo, novos Homens capazes de agir, sem estarem escondidos na sombra, a espera que a sorte os leve para a outra vida. Caro amigo, se sentes que este país precisa de um novo rumo, o Deus Tot está disponível a liderar a revolta...Meios não faltam...

03 dezembro 2008

Greves

Os correios estão em greve durante quatro dias, os professores, um, os stcp, algumas horas, e assim anda o país, de greve em greve, como que se a riqueza do país já fosse muita, enfim, provavelmente, greves destinadas a provocar a distracção, para que outros acontecimentos permaneçam ocultos.
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Contudo, existe aqui algo de muito profundo, quer dizer, quem são os dirigentes sindicais afectos a esses sindicatos, a que partido pertencem (condição necessária para se ser convidado, para ser dirigente), partidos do poder e outros saídos do 25 de Abril, mas cuja pátria se mantém distante (ou o que pensam ser a sua pátria, Ideia de nada, logo, simbolizada em nada). Dirigentes cujo partido escolheu, o mesmo partido que também escolheu os chefes para determinados cargos de controle, enfim, o sistema está minado desde cima, porque será? Eu digo-vos, é que assim, o sistema, a democracia, dá aos cidadãos uma aparente normalidade, isto é, ao haver greves, o cidadão pensa que afinal a democracia funciona, e que só em democracia é possível fazerem-se greves, como se elas (as greves) não servissem o fim oculto para o qual foram criadas, dar visibilidade a alguns amigos (quer por mero acaso são os mesmos desde o 25 de Abril, ou após), e aos simpáticos sindicatos que existem para servirem os trabalhadores, ou será antes, dos associados que no dia a dia têm a incómoda tarefa de se desenvencilhar sozinhos...
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Vivam os sindicatos, vivam as inter-sindicais (outros que tais, também os mesmos), vivam os partidos, e viva a democracia. Afinal ela existe, mas o que é ela? O que representa? Para que serve?

01 dezembro 2008

1 de Dezembro de 1640

Aclamação de D. João IV, obra da autoria de Veloso Salgado, museu militar, Lisboa
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Restauração da Independência da Nacionalidade Portuguesa