06 dezembro 2009

Democracia e Justiça...

Neste momento temos o défice acima dos 8%. O desemprego já passa a fasquia dos 10%, pelo menos aquele que é tido para análise. A desigualdade social cresce no sentido directo da crise, não uma crise de produtos essenciais, mas de uma crise provocada pela ganância imobiliária e bancária. O governo socorre a banca mas esquece-se do socorro aos mais desfavorecidos, dos que ficam sem trabalho, dos que lhes fora prometido uma vida melhor, um futuro risonho.
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Mas o socorro à banca, não tem apenas o sentido que lhe atribui o actual ministro da economia, que é, a saber: o de evitar o colapso do sistema financeiro. O medo é mais profundo, e desta vez, assustou os poderosos, na medida em que viram no futuro não só o colapso do sistema monetário, como a falência da democracia, isto é, se o sistema financeiro entrar em ruptura, todo o sistema democrático deixa de ter sentido, e este último ponto, será facilmente percebido pelo povo que rapidamente agirá contra aqueles que durante estes anos todos têm tido na mentira um aliado.
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Até aqui, o poder judicial tem sido um aliado das democracias, como o fora com as ditaduras, o que quer dizer que o poder judicial adapta-se ao poder vigente do mesmo modo que a religião católica o fez ao longo da sua história. Uma evidência encontra-se na repressão que é tida quando um cidadão ou um conjunto de cidadãos é perseguido pelo poder judicial, em honra das leis produzidas pelo poder temporal e político vigente. Assim, o poder judicial, converte-se num colete de forças que reprime qualquer tentativa de se introduzir no sistema democrático, outras ideias que não sejam as consideradas democráticas. Todo o sistema esta assim dirigido para aquele fim, que tem como suporte o financeiro. Um sem o outro não existe, dito de forma erudita, a filosofia da democracia, não é a apregoada, uma vez que os seus pilares de sustentação estão assentes no lodo.
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Continua...

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