30 março 2009

Crise

O mantra da crise parece imparável. Como se tudo reduzi-se à crise, ou se a crise fosse tudo. O que é preciso: é trabalho, é inovação, deixar de lado as lamurias, o desalento, o olhar para o chão, como se o amanhã não chegasse. O que é preciso: é olhar para a frente, enfrentar a crise, olhar os inimigos olhos nos olhos. Não ter medo da vida nem dos diz que diz, aqueles que são o verdadeiro entrave para o desenvolvimento. Portanto, alegra-te, sê tu mesmo, e manda à mer... os falsos e mentirosos que por aí vegetam.

23 março 2009

Pergunta...

Para onde caminhamos como país? Se é que caminhamos para algum lado, ou se o governo, estado, tem alguma finalidade na sua estratégia de executivo, no que diz respeito ao sentido, rumo que o país deve tomar. Espero para ver. Espero que o espectáculo passe, se é que irá passar, visto o povo gostar mais de privar com a mentira do político do que a verdade do privado...

10 março 2009

Taxas de desemprego

Mais uma vez, o povo assiste impávido e sereno à publicação dos números de desemprego, por região. Temo que a mentira comece a ser um sinal distintivo do aparelho de estado. Apresentam-se taxas de desemprego, completamente surreais, como se o povo fosse burro (ou o será). O português, é quase obrigado, se quiser um melhor nível de vida, a migrar e a emigrar. Deixando para trás a região natal desertificada, sem sentido, nem futuro. E que nos dizem os números, as taxas, meras percentagens sem significado algum, que nem dão para indignar. Mas se assim fosse, que necessidade haveria por parte do estado em fechar nessas mesmas regiões, serviços até agora indispensáveis as populações autóctones (serviços criados no tempo da ditadora). E agora estamos em democracia, que rica democracia...

09 março 2009

Portáteis

Os computadores portáteis tiveram, na nossa economia, um aumento de vendas em 85%, só em 2008, ano da tão proclamada crise.
Claro que é tudo uma questão de prioridades, ou então de falsidades, isto é, ou os portáteis são muito necessários para o bem comum e não só, ou a crise não é para todos. Quer dizer, apesar do galopante desemprego, apesar da mentira da crise, a verdade é que cada vez mais, alguns ganham cada vez mais, traduzido em miúdos, é que, com a introdução de objectivos, veio de certa forma engrossar o salário de alguns, logo, sempre dos mesmos, aqueles que já ganhavam melhor, e que conseguem comparar um qualquer portátil a pronto, ao contrário da maioria que os comprou, ou ainda os está a comprar...

04 março 2009

Clio

Clio - musa da história
-
Para os mais distraídos , aqueles que almejam apesar da sua distracção, serem os futuros senhores, aqui deixo duas citações:

Saber quem é o Estado é saber em proveito de quem esse Estado trabalha.

O facto de o grupo que se confunde com o Estado confundir o interesse geral com os seus interesses de grupo, é simultaneamente inevitável e anódino.
-
CHAUNU, Pierre, A Civilização da Europa Clássica, Editorial Estampa, Lisboa, 1993, vol. I, pp. 49-50