29 dezembro 2009

FÓRMULA

Animai os bons e afastai os maus
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Parece simples mas não é, na medida em que no dia-a-dia assistimos ao contrário, sem que por vezes possamos fazer algo, por sermos poucos, e por vestirmos a pele do bom.
Entendamos que ser bom é não claudicar face as adversidades, não esmorecer, não virar as costas, não se deixar abater pelo desanimo de se sentir sozinho no meio da batalha, entre dois exércitos.
De um lado, vemos um exército determinado a executar qualquer manobra e estratégica no sentido de nos anular, não fisicamente, pois seria politica e democraticamente desaconselhável, mas social, profissional e individualmente, por todos os meios legais e ilegais postos ao seu serviço.
Do outro lado, vemos um exército de diminuídos, de tristes, de resignados, cujos pseudo guerreiros já desfaleceram por antecipação, por desgaste psicológico, e por apatia incompreensível.
No meio estamos nós, não cobertos de moral ou de boas palavras ou ainda de retórica, mas de luta diária. Continuar de pé significa continuar a lutar, continuar de pé significa querer viver sob a fórmula gravada quer no coração, quer na mente. Por forma a que a dualidade do corpo não se confunda e se revitalize continuamente em prol da vida e da dignificação do valor intrínseco da verdade...

21 dezembro 2009

Solstício

O solstício de inverno marca o início de uma nova estação, a de inverno. Neste solstício existem evocações de cerimónias para todos os gostos, no entanto, prefiro saber que neste dia, os dias começam lentamente a ficar maiores, logo, havendo mais luz há mais calor, as outras cerimónias ficam para quem as vive e as sente como sendo suas...

20 dezembro 2009

À deriva...

Quando gastam, gastam o que não é deles, mas sim daqueles que efectivamente produzem, e que com o seu labor diário sustentam o estado e todos os dependentes, sejam ricos ou pobres, pois todos eles pedem, uns de uma maneira, uns de outra, e assim lá vai o dito estado que para dar a estes dois grupos de dependentes, tira a quem mais precisa...

14 dezembro 2009

Alterações climáticas

Parece haver por aí uma corrente de pensamento defendida por alguns cientistas, que afirma que a libertação de CO2 para atmosfera não interfere com a mudança que ocorre nas variações climáticas.
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Esta é para meditar e se possível, para investigar.

11 dezembro 2009

verdade escondida

O título não é inocente, muito menos pretende ser um ponto de partida de uma ideia solta, no entanto, serve para embelezar-se a si mesmo e finalizar este texto.
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Nestes tempos conturbados da nação lusa, onde graça a mentira e onde os verdadeiros factos são escondidos, e ocultados, no sentido de se obter com essa estratégia reconhecimento imediato e ascensão vertical dentro da chamada mobilidade social. É fácil reconhecer onde está a ou as mentiras, e qual o ou os mentirosos que vivem desta forma de estar na vida.
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Parafraseando Michelet, o historiador da ressurreição do passado. Compete-nos também a nós, que vivemos segundo o ditame da verdade, ressuscitar as verdades que se encontram ocultadas por de trás das mentiras habilmente produzidas por quem deseja santificar a ilusão.
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Enumerar algumas é fácil, o difícil é saber toda a razão da mentira, no entanto, a verdade sustenta-se a ela mesma, enquanto que a mentira necessita de sucessivas e intermináveis mentiras para se poder justificar como mascara da verdade.
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Exemplos: BPN, RTP, Carris, Metros, TGV, TAP - tudo empresas onde buracos financeiros crescem na razão directa do tempo linear. Não adianta falar mais sobre o assunto, produzir barulho que apenas ofusca a mente. O que interessa, é o que se deve desde já fazer, o que podemos nós já fazer...eu sei-o muito bem, mas temo estar sozinho num mundo de mortais adormecidos e anestesiados com as sucessivas mentiras que os mentirosos ardilosamente produzem para nosso benefício e bem estar...

06 dezembro 2009

Democracia e Justiça...

Neste momento temos o défice acima dos 8%. O desemprego já passa a fasquia dos 10%, pelo menos aquele que é tido para análise. A desigualdade social cresce no sentido directo da crise, não uma crise de produtos essenciais, mas de uma crise provocada pela ganância imobiliária e bancária. O governo socorre a banca mas esquece-se do socorro aos mais desfavorecidos, dos que ficam sem trabalho, dos que lhes fora prometido uma vida melhor, um futuro risonho.
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Mas o socorro à banca, não tem apenas o sentido que lhe atribui o actual ministro da economia, que é, a saber: o de evitar o colapso do sistema financeiro. O medo é mais profundo, e desta vez, assustou os poderosos, na medida em que viram no futuro não só o colapso do sistema monetário, como a falência da democracia, isto é, se o sistema financeiro entrar em ruptura, todo o sistema democrático deixa de ter sentido, e este último ponto, será facilmente percebido pelo povo que rapidamente agirá contra aqueles que durante estes anos todos têm tido na mentira um aliado.
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Até aqui, o poder judicial tem sido um aliado das democracias, como o fora com as ditaduras, o que quer dizer que o poder judicial adapta-se ao poder vigente do mesmo modo que a religião católica o fez ao longo da sua história. Uma evidência encontra-se na repressão que é tida quando um cidadão ou um conjunto de cidadãos é perseguido pelo poder judicial, em honra das leis produzidas pelo poder temporal e político vigente. Assim, o poder judicial, converte-se num colete de forças que reprime qualquer tentativa de se introduzir no sistema democrático, outras ideias que não sejam as consideradas democráticas. Todo o sistema esta assim dirigido para aquele fim, que tem como suporte o financeiro. Um sem o outro não existe, dito de forma erudita, a filosofia da democracia, não é a apregoada, uma vez que os seus pilares de sustentação estão assentes no lodo.
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Continua...

02 dezembro 2009

Infecundação da inteligência

"À infecundação do individuo pelo espirito da raça corresponde o desfallecimento do poder creativo, a inercia da intelligencia, a esterilidade do estudo, a degeneração da phantasia, o abandalhamento do gosto, a atrophia do proprio caracter, e, em ultimo resultado da decadencia geral, a desnacionalisação pelintra de todo um povo."
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Ramalho Ortigão, já em 1896, alertava os poucos sãos espíritos académicos, da possível dissolução do que hoje entendemos por cultura. Foi mais longe, apelou há urgência de uma reforma sã da arte, entendida no seu todo. Como sempre, não foi ouvido. Aqui cito as suas palavras em português coevo.
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ORTIGÃO, Ramalho, O Culto Da Arte em Portugal, António Maria Pereira, Livreiro-Editor, Lisboa, 1896