30 dezembro 2010

Jornais...

Sempre que o nome do senhor primeiro ministro aparece associado à justiça, lá vem entretenimento público. Todavia, depois de tanto alarido, as escutas deveria ser tornadas públicas, não para aferirmos do carácter do senhor primeiro ministro, mas para sabermos o que dizem nas nossas costas, e ainda por cima, em funções elegíveis, e suportadas com o dinheiro dos impostos pagos pelos Portugueses...

27 dezembro 2010

Jornais...

Estejam atentos. Os políticos multados pelo próprio Estado, irão pagar as multas com o dinheiro do Estado, que em última instância, vai buscar aos impostos dos Portugueses. Este doce governo, com Assembleia incluída, não param de nos surpreender, quando já pensávamos que tínhamos visto tudo; lá aparece mais uma asneira...

As dívidas dos clubes parecem ser diferentes das dívidas das empresas, provavelmente porque ajudam na alienação colectiva. Porque se alguns clubes fechassem portas, era mais o alarido que se fazia do que se costuma fazer quando se perde o trabalho...

26 dezembro 2010

Boas festas

Aos meus leitores e afins e companhia, dedico umas boas festas. Devo-vos dizer caros mortais, que o deus Tot teve um Natal digno de um deus. Devo dizer-vos também que a atitude positiva em relação à vida ajuda, e que a partir da próxima semana irei apresentar algumas ideias novas sobre a supremacia do indivíduo enquanto ser pensante sobre as organizações, e até mesmo sobre os Estados... Estejam atentos, pois será este o lema do próximo ano - ano da Atenção...
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Feliz Natal e um Bom Ano Novo

21 dezembro 2010

Gastar o que é dos outros...

O Estado não pode continuar a gastar o que não tem e a acumular dívidas. O défice orçamental e a dívida pública têm de ser reduzidos drasticamente e no curto espaço de dois ou três anos. A dívida das empresas estatais e locais e os encargos com as PPP não podem crescer mais. Voltar a aumentar impostos ou a emagrecer salários reais da classe média será afastá-la ainda mais do nível médio dos povos europeus. Cortar benefícios sociais de forma generalizada significará agravar as desigualdades sociais. Continuar a pedir mais e mais dinheiro emprestado sairá cada vez mais caro e um dia destes não haverá quem nos queira emprestar um cêntimo...
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MORENO, Carlos, Como o estado gasto o nosso dinheiro, Caderno, Lisboa, 2010, p. 163

16 dezembro 2010

Informação...


...Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antigua canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.
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CAMÕES, Luís, Os Lusíadas, Livraria Figueirinhas, Braga, 1993, p. 60 (canto primeiro)
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É preciso renovar a força, a coragem, e a determinação, qualidades essenciais, para podermos de uma vez por todas transmutar com audácia a sociedade em que vivemos...

15 dezembro 2010

Ficheiros secretos IV

http://wikileaks.ch/cable/2008/10/08LISBON2629.html
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Disse anteriormente que a diplomacia, ao longo da história dos estados tem servido para manter e acrescentar poder. Acrescento também que a diplomacia usa qualquer meio para atingir o fim pretendido. Foi assim no passado, é-o no presente, e continuará a sê-lo no futuro. Todavia, o juízo emitido pelos diplomatas Americanos sobre os acontecimentos contemporâneos, leva-nos a concluir que tínhamos razão, isto é, sempre dissemos que alguns políticos caseiros têm o mau hábito de mentir com os dentes todos; e o que nos dizem os documentos, é que a nossa suposição era contudo verdadeira.
Neste sentido, a disponibilização online de informação sensível por parte da Wikileaks não só fornece pistas interessantes para a história da diplomacia Americana, entenda-se, a que é produzida a partir do exterior, como permite ver parte da verdade, aquela verdade meio dita que circula nos corredores da diplomacia internacional, e que até agora, era completamente desconhecida do cidadão.
Esta é com certeza a grande virtude da Wikileaks...

14 dezembro 2010

Tot

Tot, deus da sabedoria, da criação dos hieróglifos, da magia...arquivista dos deuses, medidor do tempo, omnipresente. Estes atributos divinos colocam Tot como um dos mais importantes deuses do panteão egípcio. Tot vê tudo, arquiva tudo, mede tudo, está atento a tudo, nada se lhe escapa...

12 dezembro 2010

Ficheiros secretos III

http://wikileaks.ch/cable/2009/11/09MAPUTO1291.html
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Voltamos à gestão de informação sensível, ou dito de um outro modo, à protecção da informação dita secreta. Todavia, há que definir o que é ou deve ser secreto, e o que descobrimos ao ler alguns relatórios, já "todos" o sabíamos, isto é, diz-se amiúde isto e aquilo, afirma-se sem provas algo que se viu ou ouviu, mas não se passa daí. Os relatórios parecem comprovar, sem contudo fornecerem provas do facto ou dos factos. Mas voltando ao secreto, depressa percebemos que a definição de documento secreto nem deveria figurar, uma vez que o conteúdo não justifica essa categoria. Mais ainda, na administração pública americana, cerca de um milhão e meio de funcionários tinham acesso aos documentos antes da sua publicação pelo Wikileaks. Neste sentido, deixa de ter sentido falar de documentos secretos...
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A utilidade do pobre reside na necessidade do rico.

10 dezembro 2010

Ficheiros secretos II

http://wikileaks.ch/cable/2009/07/09MAPUTO713.html
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Os relatórios elaborados com esmero merecem leitura atenta. Todavia, a verdade contida parece não estar a ser tida em conta pelo poder instituído, e entende-se porque...mais não digo...
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A utilidade do pobre reside na necessidade do rico.

05 dezembro 2010

Ficheiros secretos

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A gestão da informação sensível deixou de estar apenas nas mãos dos serviços de informação. Que até à data protegiam o Estado, entenda-se, aqueles que num dado tempo e lugar, ocupam o poder. Agora, o cidadão esclarecido, preocupado, procura por si entender a trama e a mentira da diplomacia, máscara usada ao longo da história dos Estados para manter e acrescentar poder.
Agora é mais difícil a um governante edificar uma mentira, uma vez que esta pode a qualquer altura ser desconstruída por aqueles que consideram que a razão de Estado deve ser clara, e não se deve confundir com a razão pessoal de quem, num determinado momento assume uma função de relevo na hierarquia do Estado.
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Dito isto, devemos considerar de extrema importância a informação disponibilizada, na medida em que ela já figura na história da diplomacia internacional...
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Abram de uma vez por todas os olhos...

01 dezembro 2010

1 de Dezembro de 1640

Não vou aqui falar do que fora ou representa o primeiro de Dezembro de 1640, até porque, uma grande parte da população adulta não sabe o significado do feriado de hoje.
Dito isto, resta apenas, com saudosismo puro, recordar o dia, não fosse o deus Tot, um aprendiz terreno de historiador...

30 novembro 2010

Hermes Trimegisto

Para onde vos dirigis, homens embriagados? Bebestes a doutrina da ignorância sem a terdes purificado e já estais quase a vomitá-la por não conseguirdes aguentá-la em vós? Detende-vos e recuperai a sobriedade. Contemplai o alto com os olhos do coração; se não todos, ao menos aqueles que sejam capazes. O mal da ignorância inunda a terra e acaba por corromper a alma aprisionada no corpo, impedindo-a de atracar no porto da salvação. p.50
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O meu consorte grego sabia do que falava. Agora, a ignorância, apesar da técnica, perdura, cimenta-se, fomenta-se, serve para manter o domínio de uns sobre os outros. Todavia, a ignorância não se serve sozinha nem alimenta sozinha os povos, é-lhe adicionado o medo, que como complemento aprisiona ainda mais quem quer erguer a cabeça, quem já provou o saber, ou quem já tem conhecimento da trama da democracia dita moderna...

26 novembro 2010

Português "ainda" é macho

O título deste artigo é enganador, não porque o deus Tot queira propositadamente enganar os seus leitores, mas porque o título só por si vende o artigo, que neste caso obriga a ler, numa Internet comprometida com o excesso e a alienação...
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Mas voltando ao essencial: o Português "ainda" é macho, é claramente ofensivo, na medida em provoca, coloca o homem num pedestal elevado. Mas vai mais além, quer ir mais além, quer mostrar que afinal o homem Português não é assim tão macho (como o fora no tempo das descobertas), agora, ele, o homem Português, resigna-se, esconde-se, transfigura-se, amua, fica descrente, fica com medo, medo de si, da sociedade e do mundo, e essa sua revolta transforma-a numa agressividade caseira, onde o medo é substituído pelo peito inchado, pelo ar altivo, pelo eu é que mando, mas que não manda, porque se mandasse agiria de outra forma...
O ratinho da sociedade deu lugar ao leão caseiro, isto é, o medricas de fora transfigura-se num terrível guerreiro para dentro, onde o sexo oposto, o feminino, mais sofre. E é aqui que quereria chegar, uma vez que só este ano, o macho Português, conseguiu a triste proeza de assassinar 39 mulheres, e outras quase idênticas (entendam-se números) tentativas de homicídio. Este é claramente o Português dos tempos modernos, refugiado no lar, onde é leão. A analogia pode muito bem ser transmutada para uma outra esfera da sociedade, que aqui não importa referir, por ser mais exemplo para a fogueira, no entanto, não fico bem comigo mesmo se não referir um outro exemplo, aquele que radica na velha expressão que impede o agir sobre a sociedade, e que repetidas vezes é dito: tenho família. Não posso fazer nada. Não me metas nisso. COBARDES, COMO COBARDES SÃO TODOS AQUELES QUE ASSASSINAM MULHERES, não exceptuando os que sabendo, se resignam ao não agir, incluindo autoridades...

24 novembro 2010

Greve Geral, 24 de Novembro

É preciso reflectir...
É preciso parar para pensar, se vale a pena lutar por este país triste, governado por cidadãos incapazes de administrar com responsabilidade as contas públicas...
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A greve geral encaminha os cidadãos para lutas das inter-sindicais e afins, mas não resolve o problema do país. Que é um problema de responsabilidade, honestidade e competência...
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E vivam as novas oportunidades, e não digo mais nada...

23 novembro 2010

Sindicato dos Magistrados do Ministério Público

O deus Tot andou a informar-se sobre a greve geral do dia de amanhã, 24 de Novembro, e descobriu um comunicado interessante, que não vou reproduzir por óbvia consideração aos magistrados do meu lindo país, que corre a passos bem largos em direcção ao abismo financeiro, mas que deixo dois link's, um para a página do sindicato dos magistrados do ministério público, e outro, para o texto específico, mas em pdf.
Dito isto: SMMP
e: http://www.smmp.pt/wp-content/smmp_mocao_final_06112010.pdf
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Leiam por favor em voz alta, a moção aprovada, e tirarão por vossa bela cabeça a conclusão que quiserdes tirar. E depois estará tudo dito. Só o governo é que ainda não percebera a gravidade da coisa, e mais não, que me vou retirar para as alturas por breves instantes...

22 novembro 2010

Segurança Social

No âmbito das medidas adoptadas pelo Programa de Estabilidade e Crescimento, o Decreto-Lei nº 116/2010, de 22 de Outubro, estabeleceu a cessação da atribuição do abono de família correspondente ao 4º e 5º escalões de rendimentos.
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É com este parágrafo que ficamos a saber que deixamos de poder usufruir de abono de família. No entanto, o parágrafo omite, e muito bem, a incapacidade de o governo governar Portugal. Omite, e muito bem, um sem número de assessores que devem gastar mais ao país do que o abono de família. Todavia, o futuro do país pertence às novas gerações, enquanto que a figura do assessorado serve apenas para onerar as contas públicas.
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Em suma, sucessivos governos mentem sobre as contas públicas, a segurança social retira um bem necessário às crianças e jovens, e os comentadores pagos a peso de ouro, com acumulação de vencimentos e pensões imorais, concordam com estas medidas inscritas no PEC de modo a formar a opinião pública qual fazedores de opinião de trazer por casa...

20 novembro 2010

OTAN

Fotografia para simbolizar o momento histórico da cimeira da NATO em Lisboa.

19 novembro 2010

OTAN



A cimeira de Lisboa vai com certeza ficar na história da OTAN; como ficou o tratado de Lisboa, da União Europeia. Só é pena, e lamenta-se para o facto do governo da República Portuguesa não conseguir gerir os dinheiros públicos do mesmo modo como gere acontecimentos de relevo para a história mundial...
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Mas é a vida, e não se pode ter tudo...

16 novembro 2010

OTAN

Não me vou alongar muito sobre a OTAN, ou se preferirem, a NATO: digo apenas que o dinheiro que vai ser gasto na cimeira já daria para alimentar muita criança pobre deste país, crianças às quais fora subtraído total ou em parte o abono de família (embora este tema mereça atenção num outro artigo).
Digo apenas, como ex operacional, e deus das alturas, que um pequeno exercício levado a cabo por um número não muito grande de homens, deixava a cimeira à beira de um ataque de nervos. Mas isso seria coisa de deus, e deus não está para estas coisas de cimeiras, e muito menos para chatear chefes de estado estrangeiros...
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Portem-se todos muito bem, que a cimeira vai com certeza fintar a crise...

15 novembro 2010

Democracia portuguesa...

Pedir ao governo do senhor eng José Sócrates que continue a governar Portugal, auxiliado pelo ministro das finanças, e companhia, incluindo, claro está, o grupo parlamentar do PS: é como pedir a um drogado que deixe de se drogar, quando continua em contacto com o vício...

12 novembro 2010

CTT

Não vou aqui falar da polémica sobre os despachos da nomeação dos dois novos funcionários dos CTT, não porque não queira, mas porque o dever profissional me obriga a respeitar com probidade e urbanidade a empresa centenária, que todos os dias serve os portugueses com abnegação e orgulho.
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Todavia, o que se tem dito sobre o caso, lembra tão só, uma prática democrática levada a cabo e até à exaustão pelo poder político desde o 25 de Abril, logo, penso eu, nenhum dos partidos com assento parlamentar deve estranhar, na medida em que a prática é sobejamente conhecida.
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Dito isto, serve o retrato de D. Manuel I, rei da 2ª dinastia, para lembrar que fora este magnânimo monarca quem criara os correios, corria o ano de 1520, precisamente, um ano antes da sua morte. É óbvio, que não passa pela cabeça de nenhum dos portugueses atentos, que quem fez os despachos, desconheça esta história; o que significa, que no interior desta histórica empresa, também existem muitos perfis com competências para administradores, incluindo-se neles, pois claro, o deus Tot!

09 novembro 2010

Doutrina democrática

Faz algum sentido que nos preocupemos com a Pátria?
Faz algum sentido que nos preocupemos com o futuro do povo Português?
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A doutrina não explica a apatia, não explica a indiferença, não explica o sem sentido, não explica o derrotismo, o andar cabisbaixo, as lamurias, os desatinos, as conversas tidas a medo, os desabafos.
A doutrina pode até explicar sob a égide da tecnicidade o desacerto crónico das contas públicas, mas não explica o ar triste do povo, a resignação ora fingida ora sentida.
A doutrina não explica as mentiras, as promessas, o ódio tido ao povo, não explica nem pretende substituir o divino.
A doutrina parece morta, tal é a humilhação que inflige ao povo.
A doutrina envergonha, dissimula, transforma, aniquila.
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Devemos perguntar para que serve a doutrina?
Se ela escraviza, se ela tiraniza, se ela cria novos pobres, novos ricos, assimetrias.
Para que serve a doutrina, se não se lhe vislumbra uma chama, um chamamento, um sentido colectivo.
É enfim uma doutrina derrotada por quem a deveria defender, amorfa, vazia, distante, inconsequente, cada dia mais afastada do povo, aquele a quem ela deveria dar voz, representar, dar sentido, justificar-se...
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A onde está o sentido do não sentido, se o sentido parece não ter sentido nenhum...

07 novembro 2010

Face Oculta

A Face Oculta deve ser encarada como Face desoculta, na medida em que os investigadores provam os factos dos seus relatórios, para depois algo correr mal até à conclusão do processo.
Pior ainda, enquanto eles estão a produzir prova à custa de muito sacrifício pessoal e profissional, os prevaricadores riem-se, sabendo de ante mão que nada lhes acontecerá.
A ser verdade a notícia publicada no Correio da Manhã sobre o prémio de rico, pago com os impostos dos portugueses, só confirma a minha tese. O Estado para esta gente é como um banco mas melhor, porque não precisam de repor o que lhes foi dado.
Todavia, a ser verdade a notícia, só existe uma saída, a saber: confiscar coercivamente o dinheiro recebido indevidamente. Despedir com justa causa a administração. E proibir os administradores demitidos de exercerem no futuro cargos públicos.
Depois, tirar as devidas conclusões do papel do governo, uma vez que parece não se prenunciar sobre estas matérias relevantes para o bom nome do Estado...
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Dito isto, está confirmada a teoria que afirma: que enquanto nós escrevemos sobre, enquanto as autoridades investigam sobre; os democratas criam formas legais de enriquecimento lícito...

05 novembro 2010

Poder...

O deus Tot já mandou vir para protecção do Estado...caso seja necessário...

02 novembro 2010

Orçamento de Estado 2011 II

O estado não tem fatalmente que realizar negócios ruinosos com os privados quando contrata Parcerias Público-Privadas (PPP), nem de aceitar sistematicamente derrapagens de custos e de prazos em obras públicas, nem de manter empresas públicas cronicamente deficitárias e sobre-endividadas.
p.13
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O livro acima citado, e que penso não ser necessário fazer a nota bibliográfica, na medida em que a capa está digitalizada; diz-nos a verdade sobre os números apresentados. Sempre que achar pertinente, farei uma citação do livro que esteja condizente com a situação actual do país.
O governo da República Portuguesa, ainda não conseguira explicar com recurso a números reais, entenda-se, contas bem feitas, como atingira o défice público do ano de 2009 o valor de 9,4% do PIB...

27 outubro 2010

País em guerra VII

Este artigo é destinado aos excelentíssimos, primeiro ministro e ministro das finanças e companhia, S.A.
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Utilizando a analogia da bicicleta; quem aprende a andar nunca mais se esquece. O mesmo se passa com a operacionalidade apreendida ao serviço do Estado. Quer isto dizer, que estamos sempre preparados para qualquer circunstância, pensamos nós, uma vez que fomos treinados para lidar com uma série interminável de acontecimentos...
Todavia, ninguém nos preparou para lidar com o saque perpetrado pelo Estado, aquele que juramos defender, sob juramento, com hino e o braço direito ao alto.
Dito isto, os dias que aí virão serão dias de acção, acção directa, sem medo, pois o deus Tot nunca teve medo, nem das palavras nem dos actos...e já agora, e apenas para aqueles que produzem informação para o Estado, devo acrescentar que devem ter gostado das medidas inscritas no Orçamento de Estado para 2011, uma vez que essas medidas democráticas contemplam cortes nos vossos vencimentos, no subsídio de almoço (nunca se viu tal, piores que o ditador) com um tecto de 4.27€ euros diários, isto é, quando estiverem a produzir informação para os incapacitados, lembram-se que os 4.27€ serão mais do que suficientes para passarem horas fio em serviço de vigilância, e cortes e extinção do abono de família para quem tem descendentes. Este é claramente um governo cor de rosa, mais amigo dos banqueiros do que daquele que sustenta o Estado...
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Por ora chega, mas não pensem que alvo escapa, um deus nunca falha...

25 outubro 2010

Direito de resistência

Artigo 21º
Direito de resistência
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Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.
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Todavia, a constituição é omissa no caso em que a ofensa seja perpetrada pelo próprio Estado. Neste caso, como agir, se o Estado está sob a controlo de políticos e burocratas sem preparação da salvaguarda da coisa pública.
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Eu sei mas não digo, é mais um mistério do deus Tot...

19 outubro 2010

SCUT´s

Este comunicado do Município da Maia, fora publicado no JN de domingo ( 17/10/2010, nº 138 ano 123), e mostra o descontentamento do município em relação ao desnorte do governo. Já não é um cidadão que afirma haver incapacidade governativa, agora, até os municípios reconhecem que algo vai mal no governo da República. Não me vou alongar em discursos, porque já não acredito neste pseudo governo socialista, apenas limito-me a disponibilizar aos demais informação que prova que afinal tenho razão quando digo que estes senhores percebem muito pouco do que estão a fazer, provavelmente, pela influência das novas oportunidades, daquele saber esquisito que qualifica quem não tem qualificações, e assim anda o país, sem norte nem governo...

16 outubro 2010

Orçamento de Estado 2011

Parece que a prática romana de pregar o homem na cruz, está instituída em Portugal. Estamos irremediavelmente pregados à irresponsabilidade do governo socialista, que vai ficar na história da democracia portuguesa como o pior governo...
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É um governo com uns números impressionastes: aumento do desemprego, corte nas ajudas sociais, aumento sucessivo de impostos, corte nos incentivos fiscais, corte nas deduções em sede de IRS, aumento da pobreza, aumento da criminalidade, aumento de falências, aumento dos tachos políticos, descaramento governativo, arrogância nas palavras, incompetência, enfim, estaríamos aqui a enumerara uma quantidade significativa de medidas prejudiciais ao país. No entanto, devemos referir o aumento irresponsável do IVA em produtos essências, aqueles que permitem algum conforto aos cidadãos. Este é um governo sem norte, já o havia afirmado há muito tempo, levando mesmo alguns pseudo amigos a dizer-me que poderia vir a ser preso. O que eu digo a esses medricas, que apenas são machos dentro de casa, pois é mais fácil, é que o país vai ficar pior, aliás bastante pior. O futuro da pátria não passa pelos actuais políticos, é necessário um outro rumo. O ataque aos cidadãos por parte do governo, e sistemático, é irresponsável, é descarado, é infame. Quem deveria ser preso era o governo, por incompetência, por desnorte, por incapacidade, por desrespeito por quem trabalha. O ataque do governo é transversal à sociedade, embora mais incisivo àqueles que menos têm, aos mais desfavorecidos, aos que não têm peso político ou económico. Este é claramente um governo contrário aos interesses dos cidadãos portugueses que residem no território nacional, este é um governo pálido, arrogante, sem sentido, que deveria ser enclausurado numa masmorra sem luz e sem mordomias de qualquer espécie... enfim, e para terminar, este é, tal como disse no princípio, o pior governo da história recente do país, disso não se livra o senhor eng Sócrates...

14 outubro 2010

País em guerra VI

Esta casa é um dos símbolos da democracia, ou se preferirmos, da oratória própria dos sofistas gregos, qual Sócrates, o político.
Aqui esta representado o poder legislativo, de onde saem as leis da República, as leis que o poder judicial tem de arbitrar, por forma a evitar rupturas sociais.
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No entanto, a República pós 25 de Abril está ferida de morte, está moribunda, está entregue a cidadãos com pouca preparação na salvaguarda do bem público, que é de todos, e não daqueles que por uma ou mais legislaturas se servem do poder temporal para outros fins, que não os enumerados na Constituição da República Portuguesa.
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Mas esta introdução leva-nos ao essencial, que é a actual situação financeira do país, provocada pelos actuas governantes, com os votos a favor da outra oposição que de tempos a tempos reparte o poder temporal.
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E o país está a viver um período triste, de apatia, de mentiras políticas, etc., urge caros amigos a acção recta, determinada, consciente, firme, contra quem continua a de lapidar o esforço colectivo. Ficar de braços cruzados é consentir o saque...

10 outubro 2010

10-10-10

O Palácio de Belém, actual residência do Presidente da República Portuguesa. Fora construído pelo fidalgo Manuel de Portugal em 1559.
A fotografia serve para ilustrar os vícios da república. Que vive do trabalho dos outros e na residência que fora de outros. Assim é a república, assim é o sistema político português, que enferma de inveja pela que fora o esplendor do país, incapaz de produzir homens capazes de devolver ao país a glória passada.
Aqueles que pedem sacrifícios ao povo, são aqueles que melhor vivem.
Exemplo: o actual presidente da república acumula três reformas com o vencimento de Presidente da República.
Assim se vive em Portugal, uns vivem com tudo, outros vivem com nada. Uns têm leis à medida, outros têm de viver com leis desadequadas. Assim é a pátria, pátria de mentiras e de artimanha...

09 outubro 2010

País em guerra V

A fotografia da Nebulosa Carina intriga-nos pela sua espectacularidade e ao mesmo tempo, pela sua incompreensibilidade, do quando somos pequenos no Universo (até parecia o estóico e imperador Marco Aurélio a falar). Mas a razão da utilização da Nebulosa prende-se com a nebulosidade que obscurece a certeza e a razão de Estado. O governo perdeu o sentido, deixou de representar Portugal. Os deputados deixaram de representar o povo, e o Presidente da República apenas diz três coisas, dependendo do momento: não faço comentários, o presidente dos portugueses não se deve imiscuir na vida política dos partidos, como se o presidente não tivesse saído de um partido, e quando se lembra, lá vai dizendo que é preciso fazer isto e aquilo, numa retórica igual ao governo e aos parlamentares.
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É infelizmente a isto que estamos entregues...
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Quem quiser um país diferente e com políticos diferentes, terá que fazer pela vida, o que equivale a dizer, terá de lutar...e mais não digo...

07 outubro 2010

País em guerra IV

A imagem não é inocente. Pretende auxiliar a analogia do que a seguir se escreve.
Nestes últimos anos, o governo tem conseguido o impossível, o inimaginável, tem resistido à tentação de manter a ordem natural das coisas. O esforço governativo levou a que o governo construísse de forma exemplar o caos, alicerçado na mais rígida técnica governativa, que consiste em dizer uma coisa hoje e uma outra amanhã. A matéria que faz o caos do Estado nasce desta construção absurda e ao mesmo tempo magnânima. Assente naquela teoria caseira do só eu que sei - afinal não sei - a culpa é dos mercados internacionais - é preciso investir - é preciso um novo PEC - uma nova mentira. Este caos, dentro da aparente ordem do Estado, que se vai fazendo, construindo dia-a-dia, minuto a minuto, mentira a mentira, é um caos em decomposição lenta da ordem do Estado. Bem sei que o governo não precisa de utilizar o C4, o PE4A, ou o TNT, para construir o caos. Mas sei, que com estes altos explosivos, o caos construía-se mais depressa...

05 outubro 2010

5 de Outubro

Nesta data simbólica, celebram-se dois acontecimentos históricos. O dia 5 de Outubro de 1143 é considerada como a data da Independência de Portugal. E o dia 5 de Outubro de 1910 trata da implementação da República. O segundo sem o primeiro não existiria, o que me leva a concluir que o desconhecimento do primeiro e a não celebração da data por parte do Estado, que existe devido aquele acontecimento histórico, configura uma descarada ocultação histórica.
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No entanto, a reflexão do dia não se fundamenta nas datas, na medida em que apenas as podemos celebrar. Mas nos detentores do poder temporal que o Estado possibilita. E é aqui que reside a reflexão, ou se preferirmos, a descrença moderna nos homens que ocupam esse poder temporal.
Todavia, não é ao regime que devemos pedir responsabilidades, mas sim aos políticos, aos partidos, e às suas ramificações, inter-sindicais, sindicatos, associações, etc..
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Neste tempo moderno, a artimanha, a promessa democrática eleitoral, o diz que diz, a difamação, a descrença, e a irresponsabilidade política parecem representar um tipo político que está para além da responsabilidade de Estado.
Dito isto, estará o actual político profissional consciente da sua responsabilidade temporal, ou apenas se limita a obedecer às determinações partidárias de onde saiu?

03 outubro 2010

País em guerra III

As medidas de consolidação orçamental para 2011 são medidas que escondem a incapacidade do governo em conseguir gerir o bem público, que é, a saber: a riqueza entregue ao estado sob a forma de impostos. Mas não é só, são medidas circunstanciais, sem perspectiva de consolidação das contas públicas. Socorro-me de um exemplo; a redução de despesas com prestações sociais, nomeadamente as que dizem respeito ao abono de família. Como cidadão, espanta-me, para não dizer um nome mais feio, que o estado volte a atacar a família nuclear, reduzindo e até mesmo suspendendo o abono de família que deveria servir para garantir a continuação da nação, por intermédio de novos cidadãos. Ao invés, e numa atitude sem sentido, o governo, prefere continuar o TGV, e gastar o que não tem nos injustificados institutos públicos e empresas públicas e municipais. Esta opção de contenção de custos é completamente absurda, e denota que o governo não governa para o cidadão, uma vez que quando é chamado a prestar provas da exigência e transparência, responde com arrogância e displicência, sem todavia responder ao que lhe pergunta o cidadão, que é: para que serve efectivamente o dinheiro dos impostos?
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Para finalizar, e para poupar os leitores a muito texto, outro problema português, direi apenas que os cortes nas prestações sociais já serviram para comprar um Mercedes de luxo no valor de 134 mil euros. Diz o governo, que o Mercedes fora adquirido para substituir o modelo antigo, e que o carro se destina a individualidades estrangeiras que visitem Portugal.
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Este país é claramente um país a brincar, com um governo a brincar connosco... a brincar com o nosso esforço, com o nosso dinheiro, com a nossa paciência...
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Até quando é que o Português vai continuar a tolerar a mentira? Até quando?

02 outubro 2010

País em guerra II

Esta crise criada pelas sucessivas deslocalizações do tecido industrial para os chamados países emergentes, estejam estes na Ásia, na Europa, ou se encontrem na América do sul, é uma forma ou um modo habilidoso de penalizar, e de certa forma subtrair, as condições sociais alcançadas pelos países ocidentais.
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A história encarregar-se-á de escrever sobre este trama. Sobre os fundamentos das deslocalizações. Sobre os milhares de postos de trabalho perdidos. Sobre os milhões de euros nunca realizados devido precisamente a essas mesmas deslocalizações, que muitos pseudo académicos e afins continuam a ver como salutares. A história dirá também que existe uma relação intrínseca entre as deslocalizações, a perda de competitividade, a falta de dinheiro nas famílias da classe média, o declínio das condições sociais, e para agravar este tempo dito moderno, a falência do Estado social, da protecção dos mais desfavorecidos.
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Este diagnóstico começa aqui a dar os primeiros passos. Sejamos ao menos amigos de nós próprios. Isto é, se ficarmos inertes, na acostumada inacção, apenas veremos o tempo correr sem que possamos provar o sabor da vitória. O contrário não só é válido como justifica a acção, seja esta suave ou violenta. O que importa é o resultado, isto é, o fim...

30 setembro 2010

País em guerra I

A alternância democrática provoca a corrida aos despojos, isto é, sempre que um partido chega ao poder, divide entre si as funções existentes no estado, e quando estas não o satisfaz, cria novas funções.
Tem sido assim a vida democrática do país, cujo sentido ou rumo reside na intenção dos partidos em dominarem os meandros do estado.
Dito isto, é aos partidos que se deve sacar responsabilidades, principalmente àqueles partidos que se têm servido da riqueza pública, enquanto detentores de poder como governantes.
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Mas a mentira democrática parece ter mais sentido do que a verdade. Passo a explicar. Ainda hoje, do debate na debilitada nação, o primeiro ministro, que já se devia ter demitido há muito tempo, afirmou muito convicto: que neste ano em exercício não houveram aumentos nem progressões na função pública. A verdade é contrária, e eu não minto, e não estou a dizer com isto que o senhor primeiro ministro mente, estou apenas a afirmar que a verdade de uns não parece ser a verdade dos outros.
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Em artigos anteriores afirmei que a situação do país iria ficar caótica, e o começo está aí...vai ficar muito pior, muito mesmo...o doce que deram à PSP, foi a prever o caos que aí vem, e da necessidade em controlar as manifestações...
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Volto a reafirmar o que já por diversas vezes disse: estarei sempre disposto a tomar as rédeas do país, seja pelo método democrático, seja pela força...
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Os comentários passam a estar de novo disponíveis.

27 setembro 2010

OCDE

A organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico recomenda o congelamento de salários dos funcionários públicos até 2013, recomenda também o aumento do IVA e do IMI.
Dito isto, estas recomendações da OCDE são claramente ofensivas para quem tem suportado o país com o seu labor diário.
O que não diz o relatório, é que o acto governativo deveria ser entregue a cidadãos desvinculados dos partidos, da solidariedade institucional empresarial que tem consumido toda a riqueza produzida no país por aqueles que efectivamente trabalham.
O relatório também não fala da incapacidade governativa dos actuas governantes. Nem nas opções legislativas levadas a cabo pelo governo, e que claramente oneraram em muito as finanças públicas.
Todavia, os mesmos que provocaram esta situação desastrosa das contas públicas são aqueles que todos os dias falam à nação como se de anjos se tratassem...
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O povo ainda vai acordar da pior maneira possível...

24 setembro 2010

Polícia de Segurança Pública

A manifestação dos agentes da PSP só mostra que nem mesmo a polícia acredita no governo. No entanto, passo a teorizar sobre o que penso estar por detrás desta manifestação. Isto é, sendo legítima, vem claramente em má altura, supostamente pela debilidade das finanças públicas. Mas a altura também serve ao governo, que deste modo adoça a boca dos agentes numa altura crítica do país, quer económica quer social, porque a política, essa, já anda em crise há muito tempo. Ao adoçar a boca dos agentes com promoções, progressões, horas extra ordinárias não pagas, etc, está de certo modo a preparar o futuro. Aquele futuro em que a polícia irá ser chamada a controlar as manifestações anti-governo. Deste modo bem habilidoso, o governo esta a preparar o estado para acudir às desgraças que aí vêm.
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Dito isto, digo agora sem rodeios, vai haver aumento de impostos, corte nos salários, manifestações, promoções de amigos, e toda a trama actual vivida ao sabor do desgoverno do país...Digo-o mais uma vez, estarei sempre pronto a tomar o poder, basta que me sigam sem medo. Está demonstrado que a democracia está a provocar regressão no país, dúvida, desânimo, apatia, desconforto. Apenas pela força se consegue mudar o país. A aspirina administrada de forma contínua apenas cria habituação ao corpo...
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Neste preciso momento, ser-se patriota, concorda com derrube do governo... Tudo o resto é fantasia democrática...

15 setembro 2010

Serviço Nacional de Saúde

O Serviço Nacional de Saúde foi criado durante o II Governo Constitucional liderado pelo socialista Mário Soares. Todavia, é ao nome de António Arnaut, então ministro dos Assuntos Sociais, que fica associado o nascimento do SNS, pela Lei nº 56/79 de 15 de Setembro. Faz hoje precisamente 31 anos que partido socialista tornou público e universal um bem inestimável, que ao longo destes 31 anos tem socorridos milhões de portugueses...
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Parabéns ao Serviço Nacional de Saúde.

12 setembro 2010

Desiguais no nascimento, todos somos iguais na morte. p.460
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Socorro-me desta citação, extraída da intemporal obra de Lúcio Aneu Séneca, para desmontar o conceito de igualdade democrático que no dia-a-dia nos querem impingir. Isto é, como a igualdade é impossível de alcançar, por vários motivos, quer naturais quer artificiais, o homem que pensou o democrático, julgou ter descoberto a fórmula divina de igualdade, e então na sua sapiente sabedoria, lá disse: que éramos iguais, mas apenas perante a lei. Mas se existe realmente igualdade, que sentido haverá em acrescentar a lei. A lei serve apenas para dar apoio à igualdade, que é contrária à natureza. Dito isto, a lei associada à igualdade deixa de ter sentido, porque ela em si não existe, é só um produto dos homens que pensaram a igualdade, o que significa, que se erraram a propósito da igualdade, também o fizeram em relação à lei, que espelha não um bem absoluto mas um bem contingente...

08 setembro 2010

Justiça à portuguesa

Propositadamente, coloquei no artigo anterior a capa da República de Platão. Tal facto, serve para sustentar a evidência das relações de poder e justiça que existem em democracia. Platão, na sua obra, coloca na boca de Trasímaco a seguinte expressão: a justiça é a conveniência do mais forte. Ao utilizar este argumento de justiça, Platão tão só quis fazer ver que a justiça é aquilo que determinados homens querem num determinado tempo e espaço. O que significa, que o conceito de justiça, que deveria estar acima, no mundo das Ideias, como conceito são, esta afinal ao nível dos homens, sejam estes bons ou maus. Acresce ainda, que o conceito de justiça pode ter raízes nos homens menos bons, que num determinado tempo e espaço, detenham os meios que permitem o poder, o que obsta para que o conceito de justiça seja de facto um conceito tendo em conta a justiça de todos...
Neste sentido, a expressão acima aludida concorda com o conceito de justiça contemporâneo, que reformulo: a justiça é a conveniência do que tem mais poder. O contrário é uma utopia.

04 setembro 2010

Platão

Obra obrigatória na biblioteca pessoal de qualquer homem culto. Leitura também obrigatória, de pelo menos uma vez. E de consulta atenta e demorada sempre que a necessidade do recuso à fonte for um imperativo académico ou cultural...

31 agosto 2010

Água, serviço público...

Elaborei um estudo anual sobre os consumos domésticos de água. Neste sentido, desenvolvi um estudo onde estivessem detalhadas as percentagens referentes a cada valor inscrito nas facturas emitidas pelo serviço, vulgo SMAS. E a conclusão que tirei foi deveras interessante, na medida em que o consumo da água, bem essencial, pesa pouco na factura. É estranho, se pensarmos que a factura da água deveria ser apenas e só sobre o consumo deste bem. No entanto, depois de feitas as contas, e conseguidas as percentagens, percebi que afinal a água não deve ser assim um bem tão essencial, e porquê. Porque o valor a pagar anualmente pelo consumo da água representa apenas 27% da facturação total. As outras percentagens distribuem-se do seguinte modo: 23% para a componente fixa, presume-se que seja o contador, que está fixo à tubagem...; 17% para a tarifa de utilização e disponibilidade do saneamento; 10% para a tarifa de resíduos sólidos fixo; mais 20% para a tarifa de resíduos sólidos variável, ou o que isso possa representar; mais duas taxas sem expressão, e por fim, como não poderia faltar, o respectivo imposto mascarado de IVA a 5%, que representa na facturação 3%.
Foram omitidos propositadamente os valores em euros, uma vez que deduzida a percentagem, esta serve imediatamente para aferir da validade do estudo que teve como base valores reais fornecidos pelo serviço.
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Não se entende, se é que existe entendimento possível, como pode a factura da água ser uma outra coisa que não seja a de mostrar apenas as contagens do respectivo contador da água, e consequente valor a ser pago pelo consumidor. Não se percebe, mas eu percebo, e o meu entendimento ou o que posso pensar sobre para onde vai o valor que corresponde às demais percentagens, fica apenas comigo, na minha cabeça...
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Até lá amigos, meditem sobre o que se paga, e para quem se paga...

25 agosto 2010

Democracia

Sempre que ouço falar de democracia, lembro-me de uma citação de JAL que afirmava: que a democracia era o império da opinião sobre o juízo.
Não só estou de acordo como vou mais longe na observação, quer dizer, se a opinião do vulgo prevalece sobre a do erudito, entenda-se académico, tão só significa que qualquer governo que seja eleito democraticamente por maioria dos votos dos cidadãos recenseados pode muito bem não ser o mais capaz, mas apenas aquele em quem os cidadãos (a maioria) depositaram mais confiança... por vezes cega... para os governar por uma legislatura.
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A análise da teoria democrática deve ser constante. Pois torna evidente as lacunas no modo de agir de quem governa...


18 agosto 2010

História de Portugal

Existem livros em história que são como as ressonâncias magnéticas, quando lidos, relidos e entendidos, permitem por a nu a doença de que padecia determinada sociedade. Por este motivo é que os historiadores são incómodos...

16 agosto 2010

País em chamas VI

Continuarei a escrever sobre o país em chamas, enquanto perdurar o combate aos fogos. O que já ardeu, dá para aferir do "grande" controlo dos fogos florestais. Está mais do que demonstrado, pelo menos no que diz respeito ao que está a suceder, que a prevenção, a existir, terá sido feita num outro ano que não este. O mesmo se pode concluir do combate propriamente dito, isto é, se não fossem algumas populações a defender os seus bens, o saldo trágico teria sido muito pior, o que significa que os meios são claramente insuficientes, dadas as circunstâncias geográficas e número de incidências. No entanto, a ANPC, deveria ter um plano de actuação para cada circunstância, isto é, deveria ter estudos sobre o que fazer se o número de ignições for superior aquele que supostamente está definido com sendo o razoável para os meios existentes. Pelo decorrer das últimas semanas, deduz-se que esse estudo não existe, o que significa uma vez mais que não há nenhum modo de actuação para um "ocasional" excesso de ignições.
Dito isto, ao menos a demissão de um ministro, de um secretário de estado, ou então a exoneração de um operacional, já serviria para contrabalançar a falta de meios...e afogar a inexistente prevenção...

15 agosto 2010

País em chamas V

Impõe-se uma pergunta: Para quantos carros de combate aos incêndios dava o valor do submarino recentemente adquirido pelo estado português?


12 agosto 2010

País em chamas IV

Finalmente, aparecem o presidente da República, e o primeiro ministro, provavelmente ainda a tempo de darem uma ajuda no combate às chamas.
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A democracia portuguesa tem este vício peculiar, que radica num princípio muito simples, e que se multiplica, dependendo de onde sopram os ventos, isto é, se tudo estiver a correr muito bem, todos aparecem risonhos, cheios de vida, de moral e coisas do mesmo género; no entanto, se algo corre mal, tipo a actual situação dos fogos, que em alguns casos, perdeu-se o controlo por falta de meios, então utiliza-se aquela habilidade característica da democracia que é: não fazer muita onda, não aparecer, não dizer nada, como que a querer esquecer o país real. Mas como o tempo teima em continuar quente e os fogos em lavrar sem descanso, lá tiveram que aparecer, meio a medo, a apalpar terreno, agora que as sondagens estão favoráveis, provavelmente devido ao bronzeado do sol, que dá uma outra cor aos semblantes, tornando-os menos carregados, mais fotogénicos e dados a sorrisos que só a época estival permite.
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Ter ou não ter, eis a questão?
Qual a utilidade de algumas funções?...

10 agosto 2010

País em chamas III

Antes de sabermos que o aumento de impostos (que nunca haveria, mentirosos) iria servir para pagar a nacionalização do BPN, de obras públicas adjudicadas por um valor nunca cumprido, e para pagar a incompetência; já sabíamos pela prática que o trabalho de quem trabalha era canalizado para pagar aos malandros, aos vadios, aos bêbados, aos insurrectos, aos criminosos, aos assassinos, aos pedófilos, e ao sistema que sufoca quem produz em favor de quem nada faz. O que descobrimos agora, e que provavelmente não sabíamos: é que somos os culpados dos fogos que consomem o país. A responsabilidade da calamidade fora deduzida ao português, sem mais nem menos, como se os portugueses fossem responsáveis pela incapacidade do Estado em gerir-se e em gerir os outros, entenda-se, os portugueses. A utilização do plural para responsabilizar a comunidade, pertence a quem a produziu, isto é, ao operacional do SNPC que deveria imediatamente por o seu lugar à disposição.
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Dito isto, devemos considerar fazer algumas analogias com a frase proferida, o que significa que: se somos os responsáveis pelo que se está a passar no país no que concerne aos fogos, também nos podem sacar responsabilidades em relação ao crime, às violações, aos assassinatos, e por aí fora, sem temer qualquer tipologia de crime, nascida por analogia.
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Todavia, esta responsabilização colectiva esconde a incapacidade face ao que está a ocorrer, o que significa, que qualquer dia, ninguém é responsável, bastando para isso invocar o plural, a responsabilidade dos outros e não a sua, aquela que lhes fora confiada mas que, por inaptidão ou não, não a souberam usar devidamente...

09 agosto 2010

País em chamas II

Poderia muito bem começar este pequeno artigo com uma fotografia que classificasse o "grande" controlo da ANPC no combate aos incêndios, mas não o vou fazer, apenas e só peço que os meus leitores leiam A Nota de Esclarecimento emitida em 29 de Julho pela ANPC a esclarecer o que não tem esclarecimento...para depois poderem tirar as devidas conclusões.
No entanto, cito um comandante de bombeiros que afirmava em directo para as televisões que já não descansava à mais de 48 horas, o que contradiz a referida nota de esclarecimento. Vou mais longe, e peço uma auditoria exaustiva, que não me importo de a fazer, sobre o número de horas seguidas que cada bombeiro efectivo passa a combater os fogos. O mesmo se aplica à alimentação, isto é, se estes homens são devidamente alimentados como diz o comunicado, que tipo de alimentos, com que regularidade, etc... teríamos muito que escrever sobre o esforço quase inglório destes homens da paz, que em algumas circunstâncias são alimentados pelas populações, que se disponibilizam para o fazer, e que por estas são ajudados no seu combate às chamas, na medida em que os meios humanos e materiais não são os suficientes para um combate eficaz aos fogos.
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No entender do povo, que deseja manter os seus bens materiais intactos, o fogo não se combate com notas de esclarecimento, mas sim com suor, suor daqueles que honradamente combatem as chamas...

05 agosto 2010

País em chamas...

Em primeiro lugar, e antes da crítica, deve-se elogiar o esforço hercúleo dos bombeiros que estão a combater os fogos.
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Ainda à pouco tempo, o governo elogiava o seu esforço na preparação e disponibilidade dos meios, quer os afectos aos bombeiros, à GNR, ou à protecção civil. Todavia, bastaram uns dias de calor mais intenso, para determinar-se a insuficiência de meios, quer materiais, quer humanos. Importa saber-se, para além da falta de meios, se existe insuficiência na gestão, isto é, se foram acautelados os meios, atendendo ao tipo de vegetação, à dimensão da área, e à sua localização. Deduz-se pelo número de fogos e área ardida, e consequente número de horas seguidas de combate aos incêndios por parte de cada bombeiro, que a adequação da operacionalidade dos meios tem sido claramente insuficiente.
Dito isto, alguns pseudo operacionais deveriam ser exonerados...e mais não digo.

28 julho 2010

Verdade...

"A verdade acaba sempre por vir ao de cima".
Sócrates, o político
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Se cada verdade viesse sempre ao de cima, à medida que vai sendo descoberta, o Estado teria que considerar fazer mais prisões, ou então mandar produzir milhares de pulseiras electrónicas...o que obviamente onerava as contas públicas, já de si insuficientes...

27 julho 2010

A parábola do político camaleão

Quando se estuda a biologia do camaleão, ficamos com a impressão nítida que o animal evoluiu na natureza de modo a preservar-se. A selecção natural agiu neste animal com eficiência. A adaptação ao meio vai ao ponto da mudança de cor que se traduz por uma camuflagem, que o protege dos predadores, como permite, por outro lado, que ele também seja um predador sem ser notado.
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Num olhar rápido pelas características deste animal perfeitamente adaptado; vemos aqui algumas semelhanças com um outro tipo, o animal racional (Aristóteles) emotivo que é o político.
Tanto um como o outro, utilizam a língua para caçar as presas. Se o primeiro, identificado com o camaleão, caça a presa devido à sua língua comprida, o segundo, o político, caça as suas presas (pois utiliza a razão emocional para convencer os demais que tem a solução para a vida deles, quando ainda não encontrou a solução para a sua) devido à constante utilização de vocábulos que parecem ter muito sentido, mas que na prática resultam em pouco. À semelhança do camaleão, o político também muda, não de cor, mas de promessas; o que hoje tem muito significado e por vezes é mesmo razão de Estado, amanhã não tem significado nenhum nem representa nada que valha pena continuar a nomear. Uma outra característica do político reside no facto de se adaptar com muita e hábil facilidade às adversidades do momento. Todavia, tal como o camaleão, que não é dotado de razão, partilha com ele uma capacidade quase inata para a agressividade, que no caso do político, se mascara de politicamente correcto...

23 julho 2010

Pensamento

A busca ou a investigação da verdade em Portugal, é como a água de um rio. Se a água de um rio desagua no mar, encontrando aí todo o tipo de água e detritos, o caso da verdade não anda muito longe, isto é, enquanto se persegue a verdade, esta parece correr em direcção a todo tipo de mentiras...

22 julho 2010

História

Marc Bloch 1886-Junho de 1944
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Jamais se poderá concordar com os silêncios em História, muito menos com aqueles que liquidam historiadores apenas e só pela sua ascendência.
Marc Bloch fora preso, torturado, e fuzilado pelo amigos do Nacional-socialismo, em Junho de 1944...
Será que o fuzil tinha mais valor do que o mestre pensador da escola dos "Annales"? Fica a interrogação sobre a ignorância de determinado acontecimento...

18 julho 2010

Doutrina democrática

A doutrina democrática enferma de um erro crasso, quase insolúvel, dentro do actual pensamento. Pensamento esse que defende que um governado pode ser amanhã governante, e depois de novo governado, sem que entre os dois e o tempos que mediou a passagem governado/governante/governado não haja solidariedade institucional e de grupo social, tendente à manutenção do poder a qualquer preço. Não vemos intenção por parte do governante, em gerir com eficácia os problemas reais do país, o que detectamos é que governante não deseja mais voltar a ser parte dos governados, o que nos leva a concluir que a ascensão social do governante suplanta e anula o mero desejo e promessa do governado em governar para o todo.
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Dito isto, ou actual modelo de governação muda, ou então estará a acumular problemas reais que as futuras gerações terão de resolver à custa de mais sacrifícios, perfeitamente evitáveis no presente...

15 julho 2010

Pensamento

No momento em que escrevo estas linhas, está o parlamento a debater o estado da Nação. E eu a pensar que todos os dias se debatia o estado da Nação, fim para o qual fora criado o parlamento. A não ser que seja mais uma ilusão democrática sobre a utilidade de tão sublime casa.
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Como é que se pode debater o estado da Nação, se a verdade dos números não é apresentada? Ocultar esta verdade não é governar, é desenrascar. Tudo o que se dizer para além disto, redunda numa impossibilidade governativa.
Dois exemplos concorrem para formar esta inverdade. Primeiro, o orçamento da Assembleia da República para o ano de 2010 é de: 191405356,61 milhões de euros. Segundo, o valor dos custos conhecidos para a ligação Lisboa Madrid em TGV é de 421770000,00 milhões de euros.
Dados estes dois exemplos, podemos perguntar se para discutir o estado da Nação é preciso gastar tanto dinheiro? E se o valor do custo do TGV, mais o valor anual gasto na sua conservação, que ninguém ainda parece conhecer, justificam que se faça o TGV?
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A verdade dos números, isto é, o valor real das receitas fiscais mais as previsões, devem ser conhecidas, devem ser disponibilizadas a todos os portugueses. As despeças do Estado devem figurar por rubricas bem definidas, e claras, por forma a conhecermos a verdade da despesa do Estado. O contrário é anti-democrático...

11 julho 2010

Pensamento

Um dos problemas apontados à democracia, reside na falta de mérito dos representantes do povo, designação que deveria ser substituída na constituição, por nela (povo) caber tudo. Mas falemos do mérito ou da falta dele, e do que essa falta origina de perverso na democracia representativa. Todos sabemos como se elege um governante, previamente escolhido pelo partido, no qual o dito povo não tem voz nem é chamado a pronunciar-se. Mesmo ao nível partidário, dá-se o caso de o partido apresentar um candidato dito natural que alguém com poder de decisão já decidira na sombra a sua eleição. Mas voltemos ao mérito, uma vez eleito o representante do povo, este tem o poder discricionário de escolher os homens da sua confiança (interessante, isto é, se analisássemos as relações de solidariedade facilmente concluiríamos que antes de ser considerado o representante do povo, esse afamado representante, não tinha ninguém da sua confiança para exercer qualquer cargo político, o que significa, que após a eleição, o partido encarrega-se de colocar os da confiança, não do representante, mas do partido).
Mas não é tudo, uma vez escolhidos os amigos para os cargos de ministros, vem a necessidade da escolha dos secretários de estado. Depois os assessores, os motoristas, as secretárias... Mas as peças ainda não estão todas colocadas. Faltam as empresas públicas e de capitais públicos e afins. Os PCA, os directores de primeira linha e segunda. Estes também têm poder para escolher quem querem consigo, qual homens de confiança, e assim, de cima a baixo, toda a hierarquia está habilmente orquestrada apenas para os da confiança do partido. Pior ainda, os recursos humanos dessas empresas são meras peças decorativas no jogo do poder, uma vez que são reféns das decisões daqueles chamados representantes do povo que mudam de lugar ao sabor de uma eleição democrática.
Esta forma pouco ortodoxa de hierarquia, de viciação do mérito, cria obviamente desigualdades no acesso aos cargos públicos de decisão e de maior relevo, uma vez que o partido do poder reparte pelos seus os despojos da eleição. Neste sentido, não existe livre iniciativa, acesso transparente ao poder, e igualdade de oportunidades. São tudo conceitos bonitos, mas afastados da realidade da democracia representativa contemporânea...
Em suma: a falta de mérito na hierarquia deve-se à democracia, que ainda não evoluiu o suficiente para se libertar das amarras da falta de mérito dos amigos da confiança. E que assim, provoca danos irreparáveis na sociedade dita democrática!

06 julho 2010

Pensamento

Depois de ter lido numa só noite, Os Velhos, de D. João da Câmara; e O Gebo e a Sombra, de Raul Brandão, fiquei com a impressão que a mudança característica do tempo linear não parece ter ancorado neste país que navega sem destino nem propósito existencial. Fui mais longe e audaz como Garrett, tentei sintetizar numa frase o que está dito em O Gebo e a Sombra, e o que não está, como se o que não está fosse facilmente detectável pelo auditório, por se tratar de uma peça de teatro, de um drama onde a dor e o sofrimento parecem ser os pilares da peça.
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Neste sentido, para além da síntese, logrei, e aí fui mais longe do que Marx, numa só frase, definir o sentido da existência de quem tem dinheiro e de quem não tem, de quem manda e de quem obedece.
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Para a posteridade, aqui fica a frase, com o respectivo direito de autor: A utilidade do pobre reside na necessidade do rico.

01 julho 2010

Impostos

Aumento do IVA, até para os bens de primeira necessidade, e diminuição do salário, pela força do aumento da taxa de IRS. E não vamos ficar por aqui...E depois digam que não avisei...

28 junho 2010

Doutrina democrática

Depois de analisadas as relações de solidariedade entre partidos e seus servidores, deduz-se que o tempo histórico presente, é um tempo de ressurgimento de um tipo de poder que pensávamos já ter desaparecido, a saber, o feudalismo. Agora vivemos um novo tipo, assente nos vícios do passado, e a que chamamos: "neofeudalismo", que com todas as consequências nefastas do primeiro, e do poder tecnológico que o segundo permite, controla o pensamento pelo politicamente correcto. Se o primeiro já era totalitário, dentro dos limites do seu tempo, o segundo, é-o quase dum totalitarismo omnipresente...

24 junho 2010

Doutrina democrática

Na actual doutrina democrática do estado ou da nação, ainda não se definiu sobre a autonomia do estado face ao governo eleito democraticamente por sufrágio universal. Fica a dúvida sobre quem manda em quem, isto é, não tem sentido, que um governo provisório, decida mais do que o estado que o viu nascer. Pode até acontecer que esse governo esteja a governar contra o estado, sem que o estado tenha energia e as ferramentas necessárias para se defender. Pior ainda, pode o governo por desvario temporal e histórico fazer perigar a existência da autonomia nacional, seja esta política, económica ou militar.
Dito isto, que sentido haverá em dizer-se ou falar-se em estado de direito, se um governo provisório muda esse direito conforme a disposição da manhã. Como se pode facilmente deduzir, a primeira interrogação leva-nos quase a interrogações infindáveis, e todas elas põem em causa o actual sistema de doutrina, que parece não ter muito sentido. Uma vez que assenta no sufrágio universal como primado de escolha dos representantes do povo, que afinal representam, não o povo, mas os partidos pelos quais concorreram...

17 junho 2010

Democracia

Para onde caminhamos como portugueses? Como Nação? Uma vez que podemos no futuro vir a ser um outro povo.
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Desde o princípio do ano até ao dia de hoje já foram contabilizados 48443 óbitos contra 46993 nascimentos, o que significa que o saldo é negativo, menos 1450 portugueses desde o início do ano...

14 junho 2010

Doutrina democrática

Esta crise europeia, que poucos até ao momento conseguiram definir, é em primeiro lugar uma crise de valores, valores Democráticos, que ninguém parece saber quais são, uma vez que o dinheiro da livre iniciativa determina o jogo democrático.
Neste sentido, a actual crise financeira, em que o especulador aposta na banca rota de uma estado, independentemente de quem lá vive, é também ela uma crise profunda de valores, valores que a democracia não sabe onde encontrar...

13 junho 2010

Doutrina democrática

A Democracia representa a ditadura da maioria silenciosa, que apenas detém o poder do voto no momento em que faz a cruz.

07 junho 2010

Democracia a brincar...

O título faz justiça à débil democracia que se enamora de aparências em vez de resolver os problemas reais do país, que prefere não ver.
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A fome para milhares de crianças é uma evidência escamoteada pelo governo, governo esse que faz alarde do salto civilizacional que é o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Provavelmente, pensa o governo: se não houver filhos não há crianças e se não houver crianças, não existirá fome no futuro. Presumo que seja esse o motivo do tão falado salto civilizacional.
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A família levou a machadada final. Com esta lei, já não há mais retrocesso. Venha o diabo e escolha...

02 junho 2010

Doutrina democrática

A democracia é o império da opinião sobre o juízo, o que significa que existem muitos a opinar, incluindo governantes, o poucos com juízo.
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A democracia, quer queiramos quer não, sofre de um mal endémico, provocado pelo governo democraticamente eleito. E esse problema reside no absolutismo ou autismo da razão de Estado sobre a razão individual. Isto é, a primeira é sempre superior há segunda, mesmo que não exista razão nenhuma para essa superioridade. Pode até acontecer que essa dita pseudo superioridade seja prejudicial há própria saúde do Estado, e continue a ser superior, apenas e só porque é razão de Estado. No entanto, um outro problema se levanta, na medida que a razão de Estado invocada poder afinal não ser razão de Estado nenhuma. Quer isto então dizer, que existe uma capa, um subterfúgio, uma mentira democraticamente elaborada que forja a verdade, verdade essa que demonstra que a razão não é de Estado, mas sim de governo, governo democraticamente eleito mas também governo a prazo, passageiro, com mandato para um número de anos específico. Tratando-se de um governo mandatado para governar o Estado em nome dos cidadãos, não se pode falar em razão de Estado. Dito isto, podemos considerar que a razão do governo equivale à razão individual, e se assim é, como ficara demonstrado, deixa de ter sentido que essa razão seja tida como superior...

30 maio 2010

Adagio For Strings

A música é talvez aquela arte capaz de nos elevar acima do meramente humano. Opera transformações momentâneas na sensibilidade da alma - aquele fogo interior que nos anima, que queima, que nos eleva para além do físico, eis a definição de alma que carregamos sem todavia a sentirmos, por recusarmos convenientemente estar acima dos outros...

28 maio 2010

Doutrina democrática


Na parábola do piloto, se o povo pudesse decidir pelo voto secreto e universal, democrático e livre o piloto, a esta hora, já nem havia avião, nem povo (passageiros) para contar como foi que aconteceu...

Doutrina democrática

Quando entramos num avião, não interrogamos o piloto sobre a sua competência para voar. Porque sabemos de ante mão que o piloto tem brevê, o que lhe confere capacidade técnica para desempenhar a sua função profissional com um mínimo de horas de voo exigíveis por lei. No entanto, confiamos o governo do nosso país, do Estado, nas mãos de políticos assalariados, sem formação na arte de governar. Incapacitados para administrar o bem público com zelo e diligência. Se procedemos com responsabilidade com os primeiros, porque supomos que são pilotos. Porque razão negligenciamos em relação aos segundos, uma vez que estes apenas necessitam de ser eleitos por sufrágio universal, não precisando de mais nenhum requisito indispensável para poder gerir com responsabilidade o bem comum...

25 maio 2010

Democracia

Agora descobrimos que afinal o governo não pode ser demitido durante os próximos tempos. Dizem os entendidos na matéria, que é para evitar que os especuladores especulem mais. Até na crise, este desgoverno parece ter sorte. Pena que o povo ainda não tenha percebido que tudo não passa de um embuste. Que existem lá fora e cá dentro especuladores a enriquecerem com a crise; e cá dentro, gente sem preparação no governo da República (que a esta hora já deve estar arrependida de ter vindo para Portugal).
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O caos, o deixar andar só prova a ineficácia da actual doutrina capitalista. Quando esta falha, a doutrina democrática sucumbe face ao caos teórico doutrinário, que parece muito bonito por fora, mas por dentro, apenas a solidariedade da pouca vergonha...

22 maio 2010

Demoracia à portuguesa...

Neste momento particular da economia portuguesa, ser-se patriota vai para além do pagamento extra de impostos para equilibrar as contas publicas. Ser-se patriota requer responsabilidade, e essa responsabilidade confere ao português que trabalha e paga impostos, uma tomada de consciência patriótica destinada a subtrair o poder ao actual governo português, que não cessa de causar danos à República Portuguesa.
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Neste sentido, é urgente demitir o governo, alterar a Democracia, e reformular a administração pública.
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Cada dia que passe sem que nada se faça, só piora a situação económica, social e política do país. O contrário, isto é, o deixar andar não resolve nada. Esta provado que o actual governo é incapaz de governar o país.
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Uma prova inequívoca desta trapalhada tremenda encontra-se na apresentação em despacho das novas tabelas de retenção na fonte de IRS 2010.
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" O presente despacho produz efeitos no dia seguinte ao da sua publicação".
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O referido despacho fora publicado a 20 de Maio de 2010, logo, a entrada em vigor do despacho seria o dia 21 de Maio de 2010. No entanto, e depois de estar publicado em diário da república, o primeiro ministro veio dizer, de forma verbal, que aquele despacho só seria aplicado a 1 de Junho de 2010. Sinceramente, existe muito pouco para provar ou contra argumentar, uma vez que as evidências dos factos demonstra que governo mente, que o governo não sabe produzir despachos, que o governo lida mal com o dinheiro dos outros (aqueles que trabalham), e acima de tudo, que o governo se perde com facilidade nos meandros da lógica e da dialéctica.
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Por tudo isto, não se percebe por que razão ainda permanece no poder o governo...

19 maio 2010

Democracia política...

Faliu o Estado, faliu a actual conjuntura económica, e faliu o sistema doutrinário político que o suporta, a saber, a Democracia...
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Faliu o Estado, porque o Estado não tem dinheiro, vive dos empréstimos estrangeiros e dos impostos caseiros...

18 maio 2010

Democracia

Para onde caminhamos como nação? Se os actuais governantes contradizem-se a cada nova semana. Governar deveria ser uma arte, não um permanente desenrasque. Ter coragem não é sinónimo de tirar aos mais desfavorecidos, e isso até é fácil e nem necessitamos de ter um governo. Ter coragem é levar a cabo medidas de controlo orçamental, proibir a subida constante de incompetentes na hierarquia das empresas públicas. Por cada incompetente que se nomeie, este por sua vez nomeia mais incompetentes. Estes incompetentes de cartão partidário são colocados em sítios chave, de modo a obstar a competência.
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Auditem os concursos e terão uma grande surpresa, mas que grande surpresa...

17 maio 2010

Democracia

O governo da República está a prestar um mau serviço ao Estado Português. Pedir a quem trabalha para pagar o descontrolo orçamental mal gerido pelo governo, é no mínimo uma ultraje para quem produz e com o seu suor alimenta o Estado Português.
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Afirmei-o o volto a reafirmar: a demissão do governo pelo bem ou pela força é uma mais valia para o Estado Português...

15 maio 2010

Democracia política...

O primeiro ministro pede aos portugueses um "esforço patriótico". No entanto, o primeiro ministro enganara-se na formulação do pedido, o excelentíssimo não pretendia dirigir-se a todos os portugueses, mas apenas aqueles que pelo seu trabalho abnegado, sincero, contribuem para a riqueza do país.
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Contudo, pedir aos portugueses que trabalham, que sejam mais patriotas no seu contributo é no mínimo deselegante, na medida em que estes já suportam o fardo de sustentarem o Estado.
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Dito isto, antes do senhor primeiro ministro formular a tal questão, deveria antes pedir desculpa a quem trabalha, e por o seu lugar à disposição daqueles que fazem com que o país seja Estado.
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Neste sentido, só tem sentido uma alteração doutrinária daquilo que pensamos ser a Democracia. Pois só assim tem sentido a justificação do esforço de quem trabalha no sustento da nação...

14 maio 2010

Democracia política...

Começo algumas das minhas reflexões com o Escudo da Pátria em cima. Faço-o porque sou patriota. Mas quando afirmo que sou patriota, digo-o convicto da verdade da sentença. Não preciso da mentira diária, do subterfúgio demagogo dos actuais sofistas governativos.
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Diz o ditado que aquele que não sente não é filho de boa gente. Por outro lado, o ministro das finanças (que nunca sabe como andam as finanças) afirma que não haverá violência. Por mim, seria um dos primeiros a ter violência à porta. E porquê? Porque quem trabalha, quem paga impostos, tem de alimentar malandros, assassinos, drogados, violadores, criminosos, pedófilos, corruptos, políticos, empresários que se esquecem de pagar os impostos, e agora, a crise. Pagamos tudo, como se fossemos os responsáveis pela incapacidade governativa do governo. Dito isto, resta apelar ao bom senso dos que ainda acreditam que o país pode ser diferente, para de uma vez por todas, demitirmos o governo. Acabarmos com a falsa separação de poderes. Acabarmos com os gastos sumptuosos dos titulares da cargos políticos, cargos públicos, administradores, directores, chefes e pseudo chefes. Quem não acatar esta forma de ver, de estar, que emigre, pois quem cá ficar, ficará com um país melhor, livre desta pseudo elite que vomita ignorância sempre que abre a boca...