07 fevereiro 2010

ETA...

No fim do ano transacto, o governo espanhol, pela boca do ministro do interior, afirmara, convicto, que em Portugal, poderiam haver células da ETA. Na altura, se bem se lembram, o ministro português da administração interna; dissera por sua vez, que seria quase impossível a utilização do território português, por uma célula da ETA. Pois bem. os últimos acontecimentos, que desembocaram, pensa-se de forma ocasional, na descoberta de cerca de 1500 quilos de explosivos, que provavelmente, se destinariam a utilização intensiva em Espanha. Provam, que em Portugal, mais propriamente, na administração interna, sabe-se pouca coisa. Pior ainda, se o fruto desta descoberta fora ocasional, estamos perante uma grave crise de segurança interna, que deve ser imputada, de forma política, e obviamente, com todas as consequências profissionais daí derivadas. Isto é, deve não só o ministro demitir-se, como, averiguar da responsabilidade do SIED e do SIS, na persecução da segurança interna, que é para isso que existem. Isto se a descoberta dos explosivos tiver sido ocasional, porque ainda estamos na esfera das hipóteses, na medida em que o estado português, como sempre nos habituara, deixa tudo para depois, quando tiver tempo...
No entanto, ainda espero que o SIED e o SIS tenham feito o trabalho de casa, o que já não é mau de todo. Contudo, e voltando ao assunto, se houver responsabilidades, isto é, se houver apenas acaso na descoberta, os respectivos directores deverão também ser demitidos, sem apelo nem agrado, uma vez que a segurança interna fora posta em perigo. Mais uma vez, lembro, que as demissões só serão efectivas se a referida descoberta tiver sido ocasional...
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Mas como um mal nunca vem só, depois de ter lido parte da Lei de segurança interna, fico circunspecto, atónito, por pensar que o conselho superior de segurança interna é composto por políticos, pior ainda, pelas funções, o que significa, que é a determinada função que esta adstrita a competência sobre a segurança interna. Dito isto, resta-nos apenas rezar, e supor que o governo vai tratar melhor da segurança interna, do que fizera com as finanças públicas.
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Em questões de segurança, nomeadamente, a composição do conselho superior de segurança interna, deveria, como manda o bom senso, estar nas mãos de técnicos altamente qualificados, profissionais de segurança e defesa. Mas como neste país, à beira mar plantado, o mérito é constantemente suplantado pela cunha, não admira, portanto, que estejamos a analisar o suposto acaso da descoberta de meia dúzia de quilos de explosivos...sem consequências políticas e profissionais...para os demais intervenientes e responsáveis pela segurança interna...

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