15 fevereiro 2010

Monarquia e República...

Estava convicto da elaboração de um texto mais académico sobre a temática, mas decidi-me por um menos maçudo, que não afugente os leitores. Assim, direi apenas o necessário para que se tenha uma ideia da mentira...
-
Durante a monarquia, os Reis através de decretos, criaram a seu belo prazer títulos. Para que possamos entender, damos um exemplo: o Rei D. José I, criara o título de 1º Conde de Oeiras, e o título de 1º Marquês de Pombal, 15 de Julho de 1759 e 16 de Setembro de 1769 respectivamente. Este duplo título fora concedido a um homem, Sebastião José De Carvalho E Melo. Que veria a ficar conhecido como Marquês de Pombal.
-
Na actual República democrática, pelo mesmo expediente, e por intermédio de Despachos ministeriais, o governante concede uma função X a quem lhe está mais próximo ou familiar, de forma arbitrária e sem concurso público ou mérito de quem é nomeado.
-
Dito isto, podemos vislumbrar semelhanças na forma como cada sistema político trata o bem público. O bem colectivo, que é fruto do trabalho, e deduzido em impostos, é desta forma grosseira, distribuído pelos que lhe são solidários, ou familiares.
-
Tanto num sistema como no outro, o título ou função, transmite-se ou por via hereditária, lateral ou familiar, ou por efeito de solidariedade, isto é, a onde fores ter, faz o que vires fazer, e acrescento, rende-lhe culto... sê bufo, calunia, diz mal, corrompe e deixa-te corromper. Erige assim um estado de fantasia, onde a inocência do homem é sacrificada à máfia da troca te títulos, e de funções...

Sem comentários: