30 março 2010

Farmville...

Escrevo este artigo convicto de que alguma inimizade conseguirei ganhar. As redes sociais têm desempenhado um papel relevante na sociedade de informação, ao permitir o utilizador estar em qualquer lado, e falar para qualquer lado com quem quiser. Até aqui tudo muito bem. Contudo, algumas redes sociais foram mais longe, inovaram mais, conseguiram pelo entretenimento subtrair tempo aqueles que diziam não ter tempo nenhum para nada. O que é fantástico, porque afinal, parece haver muito tempo para gastar, basta analisar o tempo médio diário que se perde, não a comunicar, a estudar, a investigar, mas a brincar a quimeras habilmente construídas e que aparentemente parecem ter muita relevância. E para responder a possíveis ataques dos mortais, é preferível ver um corpo belo tal como Deus o pôs no mundo do que passar horas a fio a cultivar legumes virtuais. Enfim, na sociedade de informação, o entretenimento massivo está para ficar...Compete-nos a nós, consumidores de informação, fazer o crivo...

2 comentários:

Carlos Portugal disse...

Completamente de acordo, Caro Tot! Então, esta «farmville» demonstra, não só a quantidade de tempo ainda disponível para certas pessoas como, principalmente, o imenso vazio - maioritariamente cultural - das massas que se embrenham em tais entretenimentos.

Se já estamos tão assoberbados pelas mil e uma questiúnculas da nossa vida diária, porquê ainda gastarmos o pouco que nos resta de energia e tempo a resolver as questiúnculas fictícias de um mundo virtual?

Escapismo, poderão alguns argumentar. Mas há formas bem mais relaxantes e construtivas de escapismo...

Abraço amigo.

Tot disse...

Caro Carlos Portugal,
como havia dito, as redes sociais, souberam tirar partido das novas tecnologias de informação, bem como do facto de os cidadãos se sentirem perdidos no meio de um mundo cheio de tudo!
Nem que esse tudo apenas esteja ao alcance dos olhos.

Um grande abraço do Deus