23 março 2010

PEC

O Programa de Estabilidade e Crescimento é a maioria que o governo necessitava para governar à sua maneira. Na primeira legislatura, havia a maioria absoluta, na segunda há o PEC. Quer isto dizer, que em democracia, existe sempre um modo de actuar habilidoso que é legitimado pela lei. O resto, é apenas discurso servido para entretenimento das massas...

2 comentários:

Carlos Portugal disse...

Caro Tot:

O PEC é exactamente o contrário do que é apregoado, ou então é um eufemismo maldoso a declarar abertamente que a «estabilidade» e o «crescimento» apenas se tencionam aplicar à oligarquia bárbara que tomou de assalto o poder.

Com efeito, uma economia só se pode desenvolver e crescer com a prosperidade dos cidadãos, principalmente da classe média, motor de todas as economias com esse nome. E isto porquê? Porque, com o desaparecimento das verdadeiras elites, tradicionalmente representadas pela nobreza e por elementos eruditos do clero, é na classe média que se encontra a maior parte das pessoas com alguma cultura, os intelectuais, os bons profissionais, etc. É também a classe média - por ser (até agora) numerosa - que mais compra («consome», segundo o linguajar bárbaro dos incultos de agora), que mais produz, que mais inova, vitalizando assim a economia.

Ora, ao sobrecarregarem a dita classe média de impostos, coimas e outras extorsões, provocando-lhe problemas de emprego, de habitação e de família, com vista a acabar com ela, dá-se uma degradação da população, bipolarizada entre dois extremos, ao gosto horrendo da América Latina: a oligarquia arrogante, inculta, bárbara e escandalosamente rica com o roubo do suor da defunta classe média, e uma imensa massa informe de escravos, um «lumpenproletariat» bem ao sabor das tiranias socio-comunistas, que se escraviza literalmente por uma malga de arroz.

Só que uma «economia» assim não é sustentável; não cresce, decresce; e nunca, mas nunca é estável.

Afinal, o dito PEC (rima com o PREC de péssima memória) apenas visa encetar o último assalto contra a classe média e a economia do País, para deixar uma e outra completamente depauperadas, e a Nação exangue.

O que me aflige é como as pessoas ainda pensantes deste pobre País ainda não viram o que é evidente, e se perdem com conjecturas economicistas que fariam um Hjalmar Schacht rir às gargalhadas, para não chorar perante tal monumento de estupidez (e cupidez) humana.

Precisamos - urgentemente - de Homens de Bem com mão forte para por cobro aos desmandos deste bando de criminosos que saqueia Portugal.

Cumprimentos.

Tot disse...

Pois é caro Carlos Portugal,
neste momento, os designados Homens de Bem devem andar num outro mundo que não este.

Na rua, se se der ao trabalho de inflamar o povo, a única coisa que ele diz, é: sempre foi assim; não podemos fazer nada; se não forem estes são outros.

Quer isto dizer, que à partida, o dito povo, onde se pode encontrar gente de bem, já não acredita nela própria, como se a sua vida não representasse nada na esfera do poder...

Cumprimentos amigos