13 abril 2010

Democracia à portuguesa...

Existe um aparente bem estar social, e digo aparente, porque por vezes fico na dúvida se a aparência é de facto real, ou se é apenas fruto da imaginação da escrita. E aparente porque? Ora aqui está, aparente, porque a paz social, o bem social parece imperar, parece satisfazer a saciedade geral, como se a fatia de bolo a servir por cada um fosse apenas uma migalha, e por vezes migalha nenhuma. É deste aparente que falo, que escrevo, que medito. Se o povo se encontra mal, desempregado, desamparado, enganado; porque razão sofre dentro de portas, porque razão mostra o sorriso a disfarçar o incómodo da pobreza, desse aparente bem estar social...A onde está o instinto de sobrevivência que caracteriza o animal. Bem sei, que somos seres dotados de razão. Mas que razão é esta que doma pela pobreza a espécie?

Sem comentários: