13 maio 2010

Democracia política...

Mais uma vez o governo de Portugal está para a mentira como os trabalhadores estão para pagar a crise. Por mais de uma vez, o excelentíssimo primeiro ministro afirmara que não haveria aumento de impostos. Efectivamente, o contrário desta afirmação está aí. A subida do IRS, IRC, e o IVA, vai penalizar todo o cidadão, já não se limita a quem trabalha. Quem vai adquirir bens de primeira necessidade, também vê aí um aumento, que não se justifica, por serem eles mesmos bens de primeira necessidade. Todos sabemos que o primeiro ministro e companhia não necessitam, no entanto, os chamados bens de primeira necessidade são mesmo bens de primeira necessidade, doutra forma, algumas famílias passariam fome.
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Caros mortais, por que esperam para demitir o governo? Porque esperam para depurar o sistema Democrático?
A Democracia tal como está hoje, tem tendência a perecer. Basta auditar as contas públicas, isto é, basta analisar os gastos diários com o sistema democrático, que crescem todos os dias e a cada legislatura, para concluir que a cada novo ano, o problema tenderá a ser insolúvel, se se mantiver o actual sistema tripartido de poder, que não é mais do que um engano democrático liberal...

3 comentários:

Carlos Portugal disse...

Caro Tot:

Aumentar impostos e reduzir salários é a maneira mais rápida e hipócrita de arruinar definitivamente a economia de um País que, como o Nosso, está a passar sérias dificuldades por obra da corja que o anda a sugar há décadas.

Passo a explicar: Ao se aumentarem os impostos, directos (IRS, IRC) e indirectos (IVA, IA, IC, IMI, etc.), reduz-se efectivamente o poder de compra das populações - que são verdadeiramente a razão de ser e o sustento da Pátria. Ao ser-lhes reduzido o poder de compra, as pessoas «consomem» menos, muito menos, no estado em que estamos, e, por isso, a receita total dos impostos indirectos, que dependem das transacções comerciais, do consumo, e que são a grande fatia da receita fiscal do estado, cai a pique, em vez de aumentar.

Ou seja, diminuem as receitas cobradas, ao mesmo tempo que saqueiam a população - ou seja, o País, levando-o para a bancarrota certa. Ou são completamente estúpidos ou estão a obedecer a ordens externas, quais peões execráveis e corruptos.

Penso que seja esta última hipótese a verdadeira, infelizmente. Pelo menos em grande parte, pois a estupidez desta gente anda geralmente a par da sua cupidez. Por isso, os «powers that be» estrangeiros escolhem para «nossos» desgovernantes os sujeitos mais desprovidos de escrúpulos possível, de preferência cadastrados, a quem limpam os cadastros e oferecem «habilitações» de encher o olho. Para que obedeçam, or else...

Deixam-lhes via aberta para as suas trafulhices e roubos, desde que estes vão ao encontro do pretendido, que é empobrecer e destruir o tecido humano, social e económico do País, a par do seu tecido histórico e das suas memórias, que são arrasadas para plantar em seu lugar aberrações «modernaças» de novo-rico...

Bom, mas tirar Portugal deste abismo seria relativamente fácil, começando pelo preconizado pelo meu Caro Tot. No plano económico, em vez de se aumentarem imbecilmente os impostos, bastaria acabarem com a extorsionária «retenção na fonte»; ou seja, no final, o estado cobraria o mesmo, em sede de IRS, etc., mas os 20% não extorquidos à cabeça no salário dos cidadãos aliviaria de imediato as Famílias, correspondendo a um aumento (embora a prazo) de 20% nos salários, com repercussões instantâneas na economia (com o aumento do consumo, aumentariam em flecha as receitas dos impostos indirectos, para além de impulsionar a economia). Depois, para dirigir e controlar o consumo e prevenir inflação, a par da reestruturação da produção nacional... Bom mas isso daria uma pequena palestra, e não o irei maçar agora com ela... apenas lhe direi que seria agradável para todos, menos para os canalhas que têm por missão roubar e destruir o nosso Portugal, canalhas esses que urge demitir do poder e julgar a sério, pois é a Hora.

Grande abraço.

Tot disse...

Caro Carlos,
no que diz respeito ao último parágrafo, está provado que funciona?
Existem estudos sobre o tema?

No seu segundo parágrafo, define os impostos como um economista, no entanto, para o cidadão, todos os impostos são directos, pois incidem sobre o bem que ele deseja possuir, seja este um bem de primeira necessidade ou bem supérfluo (o conceito varia muito, consoante as necessidades de cada um).

Eu temo que o desastre financeiro do país não vá ficar por aqui, até lá continuarei a educar-me para o for preciso.

Um grande abraço

Carlos Portugal disse...

Caro Tot:

No que respeita ao último parágrafo, é claro que a medida preconizada, a ser aplicada isoladamente, não funcionaria, pois a curto prazo provocaria uma inflação pouco controlável, por haver mais dinheiro em circulação. Teria de se aplicada concomitantemente com outras medidas, incluindo a escalonização do IVA consoante os produtos (os nacionais de primeira necessidade estariam isentos, os artigos de luxo de importação levariam taxa máxima, etc.), a extinção de assessorias, direcções-gerais e cargos supérfluos e, principalmente, a organização da produção agrícola e industrial segundo moldes já testados (e odiados pelos economicistas modernos, de esquerda ou centro), virada primeiramente para as necessidades internas do País, e só depois para a exportação.

Sobre este último tópico, muito haveria a dizer, mas o meu Caro Tot poderá consultar as medidas do filósofo e economista alemão Hjalmar Schacht, que tirou a Alemanha da bancarrota, em 1933, para a tornar numa potência mundial apenas três anos depois, e que mandou «à fava» o «New Deal» do presidente Roosevelt (à frente dele), explicando porquê. Mais tarde, depois da guerra, Konrad Adenauer chamou-o para efectuar o segundo milagre económico alemão, segundo consta...

Grande abraço.