09 maio 2010

Justiça para pedófilos...

Hoje vem em destaque no Correio da Manhã online uma noticia sobre um jovem de 18 anos que abusou sexualmente da prima de apenas 4 anos. Segundo o Correio da Manhã, o jovem com agora 20 anos, está em liberdade, e como medida de coacção, apenas se apresenta na GNR três vezes por semana.
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Não sei o que a justiça representa, se é que representa coisa alguma. Vamos aos factos. A menina de 4 anos fora abusada pelo primo que tinha 18 anos. Segundo a notícia, a menina, devido às lesões da violação, perdera o controla das fezes. O trauma nunca mais sairá da cabeça da menina, que viu a sua inocência ser assim violentada, não só pelo primo de 18 anos, como pelo tribunal, e também pelo Estado, que protege, vá-se lá saber porquê, mais os violadores do que os menores vítimas de violação.
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Dito isto, não se percebe a pseudo separação de poderes, se os tribunais apenas e só, julgam os casos à luz da Lei imposta pelos outros dois poderes. Falar de separação de poderes sem cair no ridículo da terminologia utilizada já foi vinha que deu uvas. Está mais do que visto, que uns se encobrem aos outros, num empurra para lá que a culpa não é minha.
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No entanto, quem defende a menina, quem a protege, quem a auxilia no sua dor, quem repara os danos, quem lhe pedirá desculpas...
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Neste país, citando Sócrates, o político: a civilização avança com mudanças ao nível social, entenda-se, com casamento entre pessoas do mesmo sexo. No entanto, a barbárie da civilização proclamada é a realidade do dia-a-dia. Do desleixo, da pouca vergonha, do deixa andar, de políticas conducentes a provocar fracturas na sociedade civil.
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Um vez no poder, jamais um pedófilo será protegido. Terá um castigo adequado à circunstância, nem que para isso se tenha de recuperar os princípios do Código de Hamurabi.

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