06 julho 2010

Pensamento

Depois de ter lido numa só noite, Os Velhos, de D. João da Câmara; e O Gebo e a Sombra, de Raul Brandão, fiquei com a impressão que a mudança característica do tempo linear não parece ter ancorado neste país que navega sem destino nem propósito existencial. Fui mais longe e audaz como Garrett, tentei sintetizar numa frase o que está dito em O Gebo e a Sombra, e o que não está, como se o que não está fosse facilmente detectável pelo auditório, por se tratar de uma peça de teatro, de um drama onde a dor e o sofrimento parecem ser os pilares da peça.
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Neste sentido, para além da síntese, logrei, e aí fui mais longe do que Marx, numa só frase, definir o sentido da existência de quem tem dinheiro e de quem não tem, de quem manda e de quem obedece.
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Para a posteridade, aqui fica a frase, com o respectivo direito de autor: A utilidade do pobre reside na necessidade do rico.

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