03 outubro 2010

País em guerra III

As medidas de consolidação orçamental para 2011 são medidas que escondem a incapacidade do governo em conseguir gerir o bem público, que é, a saber: a riqueza entregue ao estado sob a forma de impostos. Mas não é só, são medidas circunstanciais, sem perspectiva de consolidação das contas públicas. Socorro-me de um exemplo; a redução de despesas com prestações sociais, nomeadamente as que dizem respeito ao abono de família. Como cidadão, espanta-me, para não dizer um nome mais feio, que o estado volte a atacar a família nuclear, reduzindo e até mesmo suspendendo o abono de família que deveria servir para garantir a continuação da nação, por intermédio de novos cidadãos. Ao invés, e numa atitude sem sentido, o governo, prefere continuar o TGV, e gastar o que não tem nos injustificados institutos públicos e empresas públicas e municipais. Esta opção de contenção de custos é completamente absurda, e denota que o governo não governa para o cidadão, uma vez que quando é chamado a prestar provas da exigência e transparência, responde com arrogância e displicência, sem todavia responder ao que lhe pergunta o cidadão, que é: para que serve efectivamente o dinheiro dos impostos?
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Para finalizar, e para poupar os leitores a muito texto, outro problema português, direi apenas que os cortes nas prestações sociais já serviram para comprar um Mercedes de luxo no valor de 134 mil euros. Diz o governo, que o Mercedes fora adquirido para substituir o modelo antigo, e que o carro se destina a individualidades estrangeiras que visitem Portugal.
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Este país é claramente um país a brincar, com um governo a brincar connosco... a brincar com o nosso esforço, com o nosso dinheiro, com a nossa paciência...
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Até quando é que o Português vai continuar a tolerar a mentira? Até quando?

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