07 outubro 2010

País em guerra IV

A imagem não é inocente. Pretende auxiliar a analogia do que a seguir se escreve.
Nestes últimos anos, o governo tem conseguido o impossível, o inimaginável, tem resistido à tentação de manter a ordem natural das coisas. O esforço governativo levou a que o governo construísse de forma exemplar o caos, alicerçado na mais rígida técnica governativa, que consiste em dizer uma coisa hoje e uma outra amanhã. A matéria que faz o caos do Estado nasce desta construção absurda e ao mesmo tempo magnânima. Assente naquela teoria caseira do só eu que sei - afinal não sei - a culpa é dos mercados internacionais - é preciso investir - é preciso um novo PEC - uma nova mentira. Este caos, dentro da aparente ordem do Estado, que se vai fazendo, construindo dia-a-dia, minuto a minuto, mentira a mentira, é um caos em decomposição lenta da ordem do Estado. Bem sei que o governo não precisa de utilizar o C4, o PE4A, ou o TNT, para construir o caos. Mas sei, que com estes altos explosivos, o caos construía-se mais depressa...

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