21 dezembro 2010

Gastar o que é dos outros...

O Estado não pode continuar a gastar o que não tem e a acumular dívidas. O défice orçamental e a dívida pública têm de ser reduzidos drasticamente e no curto espaço de dois ou três anos. A dívida das empresas estatais e locais e os encargos com as PPP não podem crescer mais. Voltar a aumentar impostos ou a emagrecer salários reais da classe média será afastá-la ainda mais do nível médio dos povos europeus. Cortar benefícios sociais de forma generalizada significará agravar as desigualdades sociais. Continuar a pedir mais e mais dinheiro emprestado sairá cada vez mais caro e um dia destes não haverá quem nos queira emprestar um cêntimo...
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MORENO, Carlos, Como o estado gasto o nosso dinheiro, Caderno, Lisboa, 2010, p. 163

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