24 fevereiro 2010

Ser

O título, apesar de poder servir para uma imensidão de vias, fora escolhido apenas a pensar na experiência, concomitantemente, com a análise fria de quem vê já claro o mundo ilusório das campanhas difamatórias levadas a cabo pela incompetência da ignorância.
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É que nos dias que correm, existe um pensamento, pior do que o politicamente correcto, que se alicerça na qualificação arbitrária, subjectiva e ignorante. Dito de um outro modo mais explicito, levo em crer que a opinião vulgar, que dissimula a incompetência com o diz que diz, apenas e só sabe qualificar terceiros, com o recurso sistemático à difamação, como por outro lado, é incapaz de lidar com aqueles seres completamente diferentes, que se vestem no dia a dia com valores éticos inacessíveis ao vulgo, aquele que por falta de uso do "caco" recorre a subterfúgios próprios da máfia para qualificar quem lhe está, por mérito, em cima...

22 fevereiro 2010

D. Manuel I

Leitura ainda no início, por manifesta falta de tempo. Uma colecção de leitura obrigatória. Começo pelo monarca D. Manuel I por um motivo especial. O rei criara a "minha" empresa, corria o ano de 1520.

17 fevereiro 2010

Democracia

E se a verdade fosse instituída por decreto de um dia para o outro?
Para onde iria viver a mentira?

16 fevereiro 2010

Vida

Respirar, significa somente que estamos vivos, no sentido da sobrevivência. Mas como espécie aspiramos a mais. Podemos fazer mais. Podemos ser mais. Se olhamos para cima em busca do Senhor, porque não olhamos para dentro de nós? Será porque acreditamos mais Nele do que em nós. A contemplação da existência Dele depende da nossa...

15 fevereiro 2010

Monarquia e República...

Estava convicto da elaboração de um texto mais académico sobre a temática, mas decidi-me por um menos maçudo, que não afugente os leitores. Assim, direi apenas o necessário para que se tenha uma ideia da mentira...
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Durante a monarquia, os Reis através de decretos, criaram a seu belo prazer títulos. Para que possamos entender, damos um exemplo: o Rei D. José I, criara o título de 1º Conde de Oeiras, e o título de 1º Marquês de Pombal, 15 de Julho de 1759 e 16 de Setembro de 1769 respectivamente. Este duplo título fora concedido a um homem, Sebastião José De Carvalho E Melo. Que veria a ficar conhecido como Marquês de Pombal.
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Na actual República democrática, pelo mesmo expediente, e por intermédio de Despachos ministeriais, o governante concede uma função X a quem lhe está mais próximo ou familiar, de forma arbitrária e sem concurso público ou mérito de quem é nomeado.
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Dito isto, podemos vislumbrar semelhanças na forma como cada sistema político trata o bem público. O bem colectivo, que é fruto do trabalho, e deduzido em impostos, é desta forma grosseira, distribuído pelos que lhe são solidários, ou familiares.
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Tanto num sistema como no outro, o título ou função, transmite-se ou por via hereditária, lateral ou familiar, ou por efeito de solidariedade, isto é, a onde fores ter, faz o que vires fazer, e acrescento, rende-lhe culto... sê bufo, calunia, diz mal, corrompe e deixa-te corromper. Erige assim um estado de fantasia, onde a inocência do homem é sacrificada à máfia da troca te títulos, e de funções...

14 fevereiro 2010

O polvo...

Às zero horas de hoje, artigo sobre as semelhanças entre os Despachos ministeriais da democracia da República e os títulos por decreto dos Reis da Monarquia...

11 fevereiro 2010

Sol

eu - escuto
tu - escutas
ele/ela - escuta
nós - escutamos
vós - escutais
eles/elas - escutam

10 fevereiro 2010

Processo Casa Pia - Análise de Pedro Namora

Decididamente, a vergonha de um país, saiu à rua, mostra-se sem pudor, num processo triste que roça o entretenimento das massas, como se o conceito de justiça não existisse.
Platão, pôs na boca de Trasímaco uma definição de justiça que se adequa na perfeição ao tempo contemporâneo, nomeadamente, ao processo em análise: a justiça é então a conveniência do mais forte. Nem mais nem menos, quem tem dinheiro pode, quem não tem, limita-se a sobreviver...

09 fevereiro 2010

Governo...

A República já deve estar arrependida de ter aderido à Democracia, porque na realidade a democracia não existe. O governo do povo, ou para ser mais correcto, o governo para o povo, é uma das maiores mentiras na história do homem.
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Uma análise desinteressada dos factos, leva-nos a crer que a democracia serve melhor os governantes, e toda a solidariedade à sua volta.
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Nunca um governo pode ser do povo, porque o povo não se sabe governar. Um simples exemplo: o representante do povo, que é o governante, despreza-o, foge dele, é incapaz de confraternizar com ele. No entanto, o governante, depois de ter sido eleito pelo povo - que mais não faz do que uma simples cruz, se isso é poder, eu vou ali e já venho - nomeia a seu belo prazer gente saída do povo sem preparação na arte de governar, gente sem mérito, que não é a melhor na sua especialidade, se a tiver, nem é a melhor profissionalmente na sua área. Dito isto, o pilar que sustém o edifício democrático é feito de lama, assenta em lodo, sem alicerces seguros.
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Animai os bons e afastai os maus - até lá, tudo continuará a evoluir no sentido que eles querem...

07 fevereiro 2010

ETA...

No fim do ano transacto, o governo espanhol, pela boca do ministro do interior, afirmara, convicto, que em Portugal, poderiam haver células da ETA. Na altura, se bem se lembram, o ministro português da administração interna; dissera por sua vez, que seria quase impossível a utilização do território português, por uma célula da ETA. Pois bem. os últimos acontecimentos, que desembocaram, pensa-se de forma ocasional, na descoberta de cerca de 1500 quilos de explosivos, que provavelmente, se destinariam a utilização intensiva em Espanha. Provam, que em Portugal, mais propriamente, na administração interna, sabe-se pouca coisa. Pior ainda, se o fruto desta descoberta fora ocasional, estamos perante uma grave crise de segurança interna, que deve ser imputada, de forma política, e obviamente, com todas as consequências profissionais daí derivadas. Isto é, deve não só o ministro demitir-se, como, averiguar da responsabilidade do SIED e do SIS, na persecução da segurança interna, que é para isso que existem. Isto se a descoberta dos explosivos tiver sido ocasional, porque ainda estamos na esfera das hipóteses, na medida em que o estado português, como sempre nos habituara, deixa tudo para depois, quando tiver tempo...
No entanto, ainda espero que o SIED e o SIS tenham feito o trabalho de casa, o que já não é mau de todo. Contudo, e voltando ao assunto, se houver responsabilidades, isto é, se houver apenas acaso na descoberta, os respectivos directores deverão também ser demitidos, sem apelo nem agrado, uma vez que a segurança interna fora posta em perigo. Mais uma vez, lembro, que as demissões só serão efectivas se a referida descoberta tiver sido ocasional...
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Mas como um mal nunca vem só, depois de ter lido parte da Lei de segurança interna, fico circunspecto, atónito, por pensar que o conselho superior de segurança interna é composto por políticos, pior ainda, pelas funções, o que significa, que é a determinada função que esta adstrita a competência sobre a segurança interna. Dito isto, resta-nos apenas rezar, e supor que o governo vai tratar melhor da segurança interna, do que fizera com as finanças públicas.
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Em questões de segurança, nomeadamente, a composição do conselho superior de segurança interna, deveria, como manda o bom senso, estar nas mãos de técnicos altamente qualificados, profissionais de segurança e defesa. Mas como neste país, à beira mar plantado, o mérito é constantemente suplantado pela cunha, não admira, portanto, que estejamos a analisar o suposto acaso da descoberta de meia dúzia de quilos de explosivos...sem consequências políticas e profissionais...para os demais intervenientes e responsáveis pela segurança interna...

02 fevereiro 2010

Défice 9.3

O ministro das finanças afirma que não estava à espera que o valor do défice fosse tão elevado. O governador do banco de Portugal também fora apanhado de surpresa, coisa esquisita. O primeiro ministro, na sua habitual forma de estar, lá diz que afinal já sabia que ia ser assim. Neste estado de confusão geral entre quem decide, ficam as interrogações. Se o ministro não sabe o défice das contas do ministério que gere, então, para que serve? Se o governador do banco de Portugal também não sabe onde anda o dinheiro do país, que sentido existe na função que ocupa?
Se o primeiro ministro já sabia de tudo, e deixou o país viver no engano, então deve pôr o lugar à disposição?
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Este país é um país a brincar, tipo país das maravilhas, onde cada acontecimento surge como uma surpresa.
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Disse em tempos, que tomaria o poder com gosto. Bastariam cerca de três anos, e as contas públicas entravam na ordem. E com as contas, entrariam outros meninos...E mais não digo, porque espero para ver, mas sempre atento...muito atento...