30 setembro 2010

País em guerra I

A alternância democrática provoca a corrida aos despojos, isto é, sempre que um partido chega ao poder, divide entre si as funções existentes no estado, e quando estas não o satisfaz, cria novas funções.
Tem sido assim a vida democrática do país, cujo sentido ou rumo reside na intenção dos partidos em dominarem os meandros do estado.
Dito isto, é aos partidos que se deve sacar responsabilidades, principalmente àqueles partidos que se têm servido da riqueza pública, enquanto detentores de poder como governantes.
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Mas a mentira democrática parece ter mais sentido do que a verdade. Passo a explicar. Ainda hoje, do debate na debilitada nação, o primeiro ministro, que já se devia ter demitido há muito tempo, afirmou muito convicto: que neste ano em exercício não houveram aumentos nem progressões na função pública. A verdade é contrária, e eu não minto, e não estou a dizer com isto que o senhor primeiro ministro mente, estou apenas a afirmar que a verdade de uns não parece ser a verdade dos outros.
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Em artigos anteriores afirmei que a situação do país iria ficar caótica, e o começo está aí...vai ficar muito pior, muito mesmo...o doce que deram à PSP, foi a prever o caos que aí vem, e da necessidade em controlar as manifestações...
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Volto a reafirmar o que já por diversas vezes disse: estarei sempre disposto a tomar as rédeas do país, seja pelo método democrático, seja pela força...
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Os comentários passam a estar de novo disponíveis.

27 setembro 2010

OCDE

A organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico recomenda o congelamento de salários dos funcionários públicos até 2013, recomenda também o aumento do IVA e do IMI.
Dito isto, estas recomendações da OCDE são claramente ofensivas para quem tem suportado o país com o seu labor diário.
O que não diz o relatório, é que o acto governativo deveria ser entregue a cidadãos desvinculados dos partidos, da solidariedade institucional empresarial que tem consumido toda a riqueza produzida no país por aqueles que efectivamente trabalham.
O relatório também não fala da incapacidade governativa dos actuas governantes. Nem nas opções legislativas levadas a cabo pelo governo, e que claramente oneraram em muito as finanças públicas.
Todavia, os mesmos que provocaram esta situação desastrosa das contas públicas são aqueles que todos os dias falam à nação como se de anjos se tratassem...
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O povo ainda vai acordar da pior maneira possível...

24 setembro 2010

Polícia de Segurança Pública

A manifestação dos agentes da PSP só mostra que nem mesmo a polícia acredita no governo. No entanto, passo a teorizar sobre o que penso estar por detrás desta manifestação. Isto é, sendo legítima, vem claramente em má altura, supostamente pela debilidade das finanças públicas. Mas a altura também serve ao governo, que deste modo adoça a boca dos agentes numa altura crítica do país, quer económica quer social, porque a política, essa, já anda em crise há muito tempo. Ao adoçar a boca dos agentes com promoções, progressões, horas extra ordinárias não pagas, etc, está de certo modo a preparar o futuro. Aquele futuro em que a polícia irá ser chamada a controlar as manifestações anti-governo. Deste modo bem habilidoso, o governo esta a preparar o estado para acudir às desgraças que aí vêm.
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Dito isto, digo agora sem rodeios, vai haver aumento de impostos, corte nos salários, manifestações, promoções de amigos, e toda a trama actual vivida ao sabor do desgoverno do país...Digo-o mais uma vez, estarei sempre pronto a tomar o poder, basta que me sigam sem medo. Está demonstrado que a democracia está a provocar regressão no país, dúvida, desânimo, apatia, desconforto. Apenas pela força se consegue mudar o país. A aspirina administrada de forma contínua apenas cria habituação ao corpo...
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Neste preciso momento, ser-se patriota, concorda com derrube do governo... Tudo o resto é fantasia democrática...

15 setembro 2010

Serviço Nacional de Saúde

O Serviço Nacional de Saúde foi criado durante o II Governo Constitucional liderado pelo socialista Mário Soares. Todavia, é ao nome de António Arnaut, então ministro dos Assuntos Sociais, que fica associado o nascimento do SNS, pela Lei nº 56/79 de 15 de Setembro. Faz hoje precisamente 31 anos que partido socialista tornou público e universal um bem inestimável, que ao longo destes 31 anos tem socorridos milhões de portugueses...
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Parabéns ao Serviço Nacional de Saúde.

12 setembro 2010

Desiguais no nascimento, todos somos iguais na morte. p.460
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Socorro-me desta citação, extraída da intemporal obra de Lúcio Aneu Séneca, para desmontar o conceito de igualdade democrático que no dia-a-dia nos querem impingir. Isto é, como a igualdade é impossível de alcançar, por vários motivos, quer naturais quer artificiais, o homem que pensou o democrático, julgou ter descoberto a fórmula divina de igualdade, e então na sua sapiente sabedoria, lá disse: que éramos iguais, mas apenas perante a lei. Mas se existe realmente igualdade, que sentido haverá em acrescentar a lei. A lei serve apenas para dar apoio à igualdade, que é contrária à natureza. Dito isto, a lei associada à igualdade deixa de ter sentido, porque ela em si não existe, é só um produto dos homens que pensaram a igualdade, o que significa, que se erraram a propósito da igualdade, também o fizeram em relação à lei, que espelha não um bem absoluto mas um bem contingente...

08 setembro 2010

Justiça à portuguesa

Propositadamente, coloquei no artigo anterior a capa da República de Platão. Tal facto, serve para sustentar a evidência das relações de poder e justiça que existem em democracia. Platão, na sua obra, coloca na boca de Trasímaco a seguinte expressão: a justiça é a conveniência do mais forte. Ao utilizar este argumento de justiça, Platão tão só quis fazer ver que a justiça é aquilo que determinados homens querem num determinado tempo e espaço. O que significa, que o conceito de justiça, que deveria estar acima, no mundo das Ideias, como conceito são, esta afinal ao nível dos homens, sejam estes bons ou maus. Acresce ainda, que o conceito de justiça pode ter raízes nos homens menos bons, que num determinado tempo e espaço, detenham os meios que permitem o poder, o que obsta para que o conceito de justiça seja de facto um conceito tendo em conta a justiça de todos...
Neste sentido, a expressão acima aludida concorda com o conceito de justiça contemporâneo, que reformulo: a justiça é a conveniência do que tem mais poder. O contrário é uma utopia.

04 setembro 2010

Platão

Obra obrigatória na biblioteca pessoal de qualquer homem culto. Leitura também obrigatória, de pelo menos uma vez. E de consulta atenta e demorada sempre que a necessidade do recuso à fonte for um imperativo académico ou cultural...