27 outubro 2010

País em guerra VII

Este artigo é destinado aos excelentíssimos, primeiro ministro e ministro das finanças e companhia, S.A.
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Utilizando a analogia da bicicleta; quem aprende a andar nunca mais se esquece. O mesmo se passa com a operacionalidade apreendida ao serviço do Estado. Quer isto dizer, que estamos sempre preparados para qualquer circunstância, pensamos nós, uma vez que fomos treinados para lidar com uma série interminável de acontecimentos...
Todavia, ninguém nos preparou para lidar com o saque perpetrado pelo Estado, aquele que juramos defender, sob juramento, com hino e o braço direito ao alto.
Dito isto, os dias que aí virão serão dias de acção, acção directa, sem medo, pois o deus Tot nunca teve medo, nem das palavras nem dos actos...e já agora, e apenas para aqueles que produzem informação para o Estado, devo acrescentar que devem ter gostado das medidas inscritas no Orçamento de Estado para 2011, uma vez que essas medidas democráticas contemplam cortes nos vossos vencimentos, no subsídio de almoço (nunca se viu tal, piores que o ditador) com um tecto de 4.27€ euros diários, isto é, quando estiverem a produzir informação para os incapacitados, lembram-se que os 4.27€ serão mais do que suficientes para passarem horas fio em serviço de vigilância, e cortes e extinção do abono de família para quem tem descendentes. Este é claramente um governo cor de rosa, mais amigo dos banqueiros do que daquele que sustenta o Estado...
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Por ora chega, mas não pensem que alvo escapa, um deus nunca falha...

25 outubro 2010

Direito de resistência

Artigo 21º
Direito de resistência
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Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.
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Todavia, a constituição é omissa no caso em que a ofensa seja perpetrada pelo próprio Estado. Neste caso, como agir, se o Estado está sob a controlo de políticos e burocratas sem preparação da salvaguarda da coisa pública.
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Eu sei mas não digo, é mais um mistério do deus Tot...

19 outubro 2010

SCUT´s

Este comunicado do Município da Maia, fora publicado no JN de domingo ( 17/10/2010, nº 138 ano 123), e mostra o descontentamento do município em relação ao desnorte do governo. Já não é um cidadão que afirma haver incapacidade governativa, agora, até os municípios reconhecem que algo vai mal no governo da República. Não me vou alongar em discursos, porque já não acredito neste pseudo governo socialista, apenas limito-me a disponibilizar aos demais informação que prova que afinal tenho razão quando digo que estes senhores percebem muito pouco do que estão a fazer, provavelmente, pela influência das novas oportunidades, daquele saber esquisito que qualifica quem não tem qualificações, e assim anda o país, sem norte nem governo...

16 outubro 2010

Orçamento de Estado 2011

Parece que a prática romana de pregar o homem na cruz, está instituída em Portugal. Estamos irremediavelmente pregados à irresponsabilidade do governo socialista, que vai ficar na história da democracia portuguesa como o pior governo...
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É um governo com uns números impressionastes: aumento do desemprego, corte nas ajudas sociais, aumento sucessivo de impostos, corte nos incentivos fiscais, corte nas deduções em sede de IRS, aumento da pobreza, aumento da criminalidade, aumento de falências, aumento dos tachos políticos, descaramento governativo, arrogância nas palavras, incompetência, enfim, estaríamos aqui a enumerara uma quantidade significativa de medidas prejudiciais ao país. No entanto, devemos referir o aumento irresponsável do IVA em produtos essências, aqueles que permitem algum conforto aos cidadãos. Este é um governo sem norte, já o havia afirmado há muito tempo, levando mesmo alguns pseudo amigos a dizer-me que poderia vir a ser preso. O que eu digo a esses medricas, que apenas são machos dentro de casa, pois é mais fácil, é que o país vai ficar pior, aliás bastante pior. O futuro da pátria não passa pelos actuais políticos, é necessário um outro rumo. O ataque aos cidadãos por parte do governo, e sistemático, é irresponsável, é descarado, é infame. Quem deveria ser preso era o governo, por incompetência, por desnorte, por incapacidade, por desrespeito por quem trabalha. O ataque do governo é transversal à sociedade, embora mais incisivo àqueles que menos têm, aos mais desfavorecidos, aos que não têm peso político ou económico. Este é claramente um governo contrário aos interesses dos cidadãos portugueses que residem no território nacional, este é um governo pálido, arrogante, sem sentido, que deveria ser enclausurado numa masmorra sem luz e sem mordomias de qualquer espécie... enfim, e para terminar, este é, tal como disse no princípio, o pior governo da história recente do país, disso não se livra o senhor eng Sócrates...

14 outubro 2010

País em guerra VI

Esta casa é um dos símbolos da democracia, ou se preferirmos, da oratória própria dos sofistas gregos, qual Sócrates, o político.
Aqui esta representado o poder legislativo, de onde saem as leis da República, as leis que o poder judicial tem de arbitrar, por forma a evitar rupturas sociais.
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No entanto, a República pós 25 de Abril está ferida de morte, está moribunda, está entregue a cidadãos com pouca preparação na salvaguarda do bem público, que é de todos, e não daqueles que por uma ou mais legislaturas se servem do poder temporal para outros fins, que não os enumerados na Constituição da República Portuguesa.
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Mas esta introdução leva-nos ao essencial, que é a actual situação financeira do país, provocada pelos actuas governantes, com os votos a favor da outra oposição que de tempos a tempos reparte o poder temporal.
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E o país está a viver um período triste, de apatia, de mentiras políticas, etc., urge caros amigos a acção recta, determinada, consciente, firme, contra quem continua a de lapidar o esforço colectivo. Ficar de braços cruzados é consentir o saque...

10 outubro 2010

10-10-10

O Palácio de Belém, actual residência do Presidente da República Portuguesa. Fora construído pelo fidalgo Manuel de Portugal em 1559.
A fotografia serve para ilustrar os vícios da república. Que vive do trabalho dos outros e na residência que fora de outros. Assim é a república, assim é o sistema político português, que enferma de inveja pela que fora o esplendor do país, incapaz de produzir homens capazes de devolver ao país a glória passada.
Aqueles que pedem sacrifícios ao povo, são aqueles que melhor vivem.
Exemplo: o actual presidente da república acumula três reformas com o vencimento de Presidente da República.
Assim se vive em Portugal, uns vivem com tudo, outros vivem com nada. Uns têm leis à medida, outros têm de viver com leis desadequadas. Assim é a pátria, pátria de mentiras e de artimanha...

09 outubro 2010

País em guerra V

A fotografia da Nebulosa Carina intriga-nos pela sua espectacularidade e ao mesmo tempo, pela sua incompreensibilidade, do quando somos pequenos no Universo (até parecia o estóico e imperador Marco Aurélio a falar). Mas a razão da utilização da Nebulosa prende-se com a nebulosidade que obscurece a certeza e a razão de Estado. O governo perdeu o sentido, deixou de representar Portugal. Os deputados deixaram de representar o povo, e o Presidente da República apenas diz três coisas, dependendo do momento: não faço comentários, o presidente dos portugueses não se deve imiscuir na vida política dos partidos, como se o presidente não tivesse saído de um partido, e quando se lembra, lá vai dizendo que é preciso fazer isto e aquilo, numa retórica igual ao governo e aos parlamentares.
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É infelizmente a isto que estamos entregues...
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Quem quiser um país diferente e com políticos diferentes, terá que fazer pela vida, o que equivale a dizer, terá de lutar...e mais não digo...

07 outubro 2010

País em guerra IV

A imagem não é inocente. Pretende auxiliar a analogia do que a seguir se escreve.
Nestes últimos anos, o governo tem conseguido o impossível, o inimaginável, tem resistido à tentação de manter a ordem natural das coisas. O esforço governativo levou a que o governo construísse de forma exemplar o caos, alicerçado na mais rígida técnica governativa, que consiste em dizer uma coisa hoje e uma outra amanhã. A matéria que faz o caos do Estado nasce desta construção absurda e ao mesmo tempo magnânima. Assente naquela teoria caseira do só eu que sei - afinal não sei - a culpa é dos mercados internacionais - é preciso investir - é preciso um novo PEC - uma nova mentira. Este caos, dentro da aparente ordem do Estado, que se vai fazendo, construindo dia-a-dia, minuto a minuto, mentira a mentira, é um caos em decomposição lenta da ordem do Estado. Bem sei que o governo não precisa de utilizar o C4, o PE4A, ou o TNT, para construir o caos. Mas sei, que com estes altos explosivos, o caos construía-se mais depressa...

05 outubro 2010

5 de Outubro

Nesta data simbólica, celebram-se dois acontecimentos históricos. O dia 5 de Outubro de 1143 é considerada como a data da Independência de Portugal. E o dia 5 de Outubro de 1910 trata da implementação da República. O segundo sem o primeiro não existiria, o que me leva a concluir que o desconhecimento do primeiro e a não celebração da data por parte do Estado, que existe devido aquele acontecimento histórico, configura uma descarada ocultação histórica.
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No entanto, a reflexão do dia não se fundamenta nas datas, na medida em que apenas as podemos celebrar. Mas nos detentores do poder temporal que o Estado possibilita. E é aqui que reside a reflexão, ou se preferirmos, a descrença moderna nos homens que ocupam esse poder temporal.
Todavia, não é ao regime que devemos pedir responsabilidades, mas sim aos políticos, aos partidos, e às suas ramificações, inter-sindicais, sindicatos, associações, etc..
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Neste tempo moderno, a artimanha, a promessa democrática eleitoral, o diz que diz, a difamação, a descrença, e a irresponsabilidade política parecem representar um tipo político que está para além da responsabilidade de Estado.
Dito isto, estará o actual político profissional consciente da sua responsabilidade temporal, ou apenas se limita a obedecer às determinações partidárias de onde saiu?

03 outubro 2010

País em guerra III

As medidas de consolidação orçamental para 2011 são medidas que escondem a incapacidade do governo em conseguir gerir o bem público, que é, a saber: a riqueza entregue ao estado sob a forma de impostos. Mas não é só, são medidas circunstanciais, sem perspectiva de consolidação das contas públicas. Socorro-me de um exemplo; a redução de despesas com prestações sociais, nomeadamente as que dizem respeito ao abono de família. Como cidadão, espanta-me, para não dizer um nome mais feio, que o estado volte a atacar a família nuclear, reduzindo e até mesmo suspendendo o abono de família que deveria servir para garantir a continuação da nação, por intermédio de novos cidadãos. Ao invés, e numa atitude sem sentido, o governo, prefere continuar o TGV, e gastar o que não tem nos injustificados institutos públicos e empresas públicas e municipais. Esta opção de contenção de custos é completamente absurda, e denota que o governo não governa para o cidadão, uma vez que quando é chamado a prestar provas da exigência e transparência, responde com arrogância e displicência, sem todavia responder ao que lhe pergunta o cidadão, que é: para que serve efectivamente o dinheiro dos impostos?
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Para finalizar, e para poupar os leitores a muito texto, outro problema português, direi apenas que os cortes nas prestações sociais já serviram para comprar um Mercedes de luxo no valor de 134 mil euros. Diz o governo, que o Mercedes fora adquirido para substituir o modelo antigo, e que o carro se destina a individualidades estrangeiras que visitem Portugal.
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Este país é claramente um país a brincar, com um governo a brincar connosco... a brincar com o nosso esforço, com o nosso dinheiro, com a nossa paciência...
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Até quando é que o Português vai continuar a tolerar a mentira? Até quando?

02 outubro 2010

País em guerra II

Esta crise criada pelas sucessivas deslocalizações do tecido industrial para os chamados países emergentes, estejam estes na Ásia, na Europa, ou se encontrem na América do sul, é uma forma ou um modo habilidoso de penalizar, e de certa forma subtrair, as condições sociais alcançadas pelos países ocidentais.
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A história encarregar-se-á de escrever sobre este trama. Sobre os fundamentos das deslocalizações. Sobre os milhares de postos de trabalho perdidos. Sobre os milhões de euros nunca realizados devido precisamente a essas mesmas deslocalizações, que muitos pseudo académicos e afins continuam a ver como salutares. A história dirá também que existe uma relação intrínseca entre as deslocalizações, a perda de competitividade, a falta de dinheiro nas famílias da classe média, o declínio das condições sociais, e para agravar este tempo dito moderno, a falência do Estado social, da protecção dos mais desfavorecidos.
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Este diagnóstico começa aqui a dar os primeiros passos. Sejamos ao menos amigos de nós próprios. Isto é, se ficarmos inertes, na acostumada inacção, apenas veremos o tempo correr sem que possamos provar o sabor da vitória. O contrário não só é válido como justifica a acção, seja esta suave ou violenta. O que importa é o resultado, isto é, o fim...