30 novembro 2010

Hermes Trimegisto

Para onde vos dirigis, homens embriagados? Bebestes a doutrina da ignorância sem a terdes purificado e já estais quase a vomitá-la por não conseguirdes aguentá-la em vós? Detende-vos e recuperai a sobriedade. Contemplai o alto com os olhos do coração; se não todos, ao menos aqueles que sejam capazes. O mal da ignorância inunda a terra e acaba por corromper a alma aprisionada no corpo, impedindo-a de atracar no porto da salvação. p.50
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O meu consorte grego sabia do que falava. Agora, a ignorância, apesar da técnica, perdura, cimenta-se, fomenta-se, serve para manter o domínio de uns sobre os outros. Todavia, a ignorância não se serve sozinha nem alimenta sozinha os povos, é-lhe adicionado o medo, que como complemento aprisiona ainda mais quem quer erguer a cabeça, quem já provou o saber, ou quem já tem conhecimento da trama da democracia dita moderna...

26 novembro 2010

Português "ainda" é macho

O título deste artigo é enganador, não porque o deus Tot queira propositadamente enganar os seus leitores, mas porque o título só por si vende o artigo, que neste caso obriga a ler, numa Internet comprometida com o excesso e a alienação...
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Mas voltando ao essencial: o Português "ainda" é macho, é claramente ofensivo, na medida em provoca, coloca o homem num pedestal elevado. Mas vai mais além, quer ir mais além, quer mostrar que afinal o homem Português não é assim tão macho (como o fora no tempo das descobertas), agora, ele, o homem Português, resigna-se, esconde-se, transfigura-se, amua, fica descrente, fica com medo, medo de si, da sociedade e do mundo, e essa sua revolta transforma-a numa agressividade caseira, onde o medo é substituído pelo peito inchado, pelo ar altivo, pelo eu é que mando, mas que não manda, porque se mandasse agiria de outra forma...
O ratinho da sociedade deu lugar ao leão caseiro, isto é, o medricas de fora transfigura-se num terrível guerreiro para dentro, onde o sexo oposto, o feminino, mais sofre. E é aqui que quereria chegar, uma vez que só este ano, o macho Português, conseguiu a triste proeza de assassinar 39 mulheres, e outras quase idênticas (entendam-se números) tentativas de homicídio. Este é claramente o Português dos tempos modernos, refugiado no lar, onde é leão. A analogia pode muito bem ser transmutada para uma outra esfera da sociedade, que aqui não importa referir, por ser mais exemplo para a fogueira, no entanto, não fico bem comigo mesmo se não referir um outro exemplo, aquele que radica na velha expressão que impede o agir sobre a sociedade, e que repetidas vezes é dito: tenho família. Não posso fazer nada. Não me metas nisso. COBARDES, COMO COBARDES SÃO TODOS AQUELES QUE ASSASSINAM MULHERES, não exceptuando os que sabendo, se resignam ao não agir, incluindo autoridades...

24 novembro 2010

Greve Geral, 24 de Novembro

É preciso reflectir...
É preciso parar para pensar, se vale a pena lutar por este país triste, governado por cidadãos incapazes de administrar com responsabilidade as contas públicas...
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A greve geral encaminha os cidadãos para lutas das inter-sindicais e afins, mas não resolve o problema do país. Que é um problema de responsabilidade, honestidade e competência...
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E vivam as novas oportunidades, e não digo mais nada...

23 novembro 2010

Sindicato dos Magistrados do Ministério Público

O deus Tot andou a informar-se sobre a greve geral do dia de amanhã, 24 de Novembro, e descobriu um comunicado interessante, que não vou reproduzir por óbvia consideração aos magistrados do meu lindo país, que corre a passos bem largos em direcção ao abismo financeiro, mas que deixo dois link's, um para a página do sindicato dos magistrados do ministério público, e outro, para o texto específico, mas em pdf.
Dito isto: SMMP
e: http://www.smmp.pt/wp-content/smmp_mocao_final_06112010.pdf
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Leiam por favor em voz alta, a moção aprovada, e tirarão por vossa bela cabeça a conclusão que quiserdes tirar. E depois estará tudo dito. Só o governo é que ainda não percebera a gravidade da coisa, e mais não, que me vou retirar para as alturas por breves instantes...

22 novembro 2010

Segurança Social

No âmbito das medidas adoptadas pelo Programa de Estabilidade e Crescimento, o Decreto-Lei nº 116/2010, de 22 de Outubro, estabeleceu a cessação da atribuição do abono de família correspondente ao 4º e 5º escalões de rendimentos.
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É com este parágrafo que ficamos a saber que deixamos de poder usufruir de abono de família. No entanto, o parágrafo omite, e muito bem, a incapacidade de o governo governar Portugal. Omite, e muito bem, um sem número de assessores que devem gastar mais ao país do que o abono de família. Todavia, o futuro do país pertence às novas gerações, enquanto que a figura do assessorado serve apenas para onerar as contas públicas.
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Em suma, sucessivos governos mentem sobre as contas públicas, a segurança social retira um bem necessário às crianças e jovens, e os comentadores pagos a peso de ouro, com acumulação de vencimentos e pensões imorais, concordam com estas medidas inscritas no PEC de modo a formar a opinião pública qual fazedores de opinião de trazer por casa...

20 novembro 2010

OTAN

Fotografia para simbolizar o momento histórico da cimeira da NATO em Lisboa.

19 novembro 2010

OTAN



A cimeira de Lisboa vai com certeza ficar na história da OTAN; como ficou o tratado de Lisboa, da União Europeia. Só é pena, e lamenta-se para o facto do governo da República Portuguesa não conseguir gerir os dinheiros públicos do mesmo modo como gere acontecimentos de relevo para a história mundial...
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Mas é a vida, e não se pode ter tudo...

16 novembro 2010

OTAN

Não me vou alongar muito sobre a OTAN, ou se preferirem, a NATO: digo apenas que o dinheiro que vai ser gasto na cimeira já daria para alimentar muita criança pobre deste país, crianças às quais fora subtraído total ou em parte o abono de família (embora este tema mereça atenção num outro artigo).
Digo apenas, como ex operacional, e deus das alturas, que um pequeno exercício levado a cabo por um número não muito grande de homens, deixava a cimeira à beira de um ataque de nervos. Mas isso seria coisa de deus, e deus não está para estas coisas de cimeiras, e muito menos para chatear chefes de estado estrangeiros...
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Portem-se todos muito bem, que a cimeira vai com certeza fintar a crise...

15 novembro 2010

Democracia portuguesa...

Pedir ao governo do senhor eng José Sócrates que continue a governar Portugal, auxiliado pelo ministro das finanças, e companhia, incluindo, claro está, o grupo parlamentar do PS: é como pedir a um drogado que deixe de se drogar, quando continua em contacto com o vício...

12 novembro 2010

CTT

Não vou aqui falar da polémica sobre os despachos da nomeação dos dois novos funcionários dos CTT, não porque não queira, mas porque o dever profissional me obriga a respeitar com probidade e urbanidade a empresa centenária, que todos os dias serve os portugueses com abnegação e orgulho.
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Todavia, o que se tem dito sobre o caso, lembra tão só, uma prática democrática levada a cabo e até à exaustão pelo poder político desde o 25 de Abril, logo, penso eu, nenhum dos partidos com assento parlamentar deve estranhar, na medida em que a prática é sobejamente conhecida.
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Dito isto, serve o retrato de D. Manuel I, rei da 2ª dinastia, para lembrar que fora este magnânimo monarca quem criara os correios, corria o ano de 1520, precisamente, um ano antes da sua morte. É óbvio, que não passa pela cabeça de nenhum dos portugueses atentos, que quem fez os despachos, desconheça esta história; o que significa, que no interior desta histórica empresa, também existem muitos perfis com competências para administradores, incluindo-se neles, pois claro, o deus Tot!

09 novembro 2010

Doutrina democrática

Faz algum sentido que nos preocupemos com a Pátria?
Faz algum sentido que nos preocupemos com o futuro do povo Português?
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A doutrina não explica a apatia, não explica a indiferença, não explica o sem sentido, não explica o derrotismo, o andar cabisbaixo, as lamurias, os desatinos, as conversas tidas a medo, os desabafos.
A doutrina pode até explicar sob a égide da tecnicidade o desacerto crónico das contas públicas, mas não explica o ar triste do povo, a resignação ora fingida ora sentida.
A doutrina não explica as mentiras, as promessas, o ódio tido ao povo, não explica nem pretende substituir o divino.
A doutrina parece morta, tal é a humilhação que inflige ao povo.
A doutrina envergonha, dissimula, transforma, aniquila.
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Devemos perguntar para que serve a doutrina?
Se ela escraviza, se ela tiraniza, se ela cria novos pobres, novos ricos, assimetrias.
Para que serve a doutrina, se não se lhe vislumbra uma chama, um chamamento, um sentido colectivo.
É enfim uma doutrina derrotada por quem a deveria defender, amorfa, vazia, distante, inconsequente, cada dia mais afastada do povo, aquele a quem ela deveria dar voz, representar, dar sentido, justificar-se...
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A onde está o sentido do não sentido, se o sentido parece não ter sentido nenhum...

07 novembro 2010

Face Oculta

A Face Oculta deve ser encarada como Face desoculta, na medida em que os investigadores provam os factos dos seus relatórios, para depois algo correr mal até à conclusão do processo.
Pior ainda, enquanto eles estão a produzir prova à custa de muito sacrifício pessoal e profissional, os prevaricadores riem-se, sabendo de ante mão que nada lhes acontecerá.
A ser verdade a notícia publicada no Correio da Manhã sobre o prémio de rico, pago com os impostos dos portugueses, só confirma a minha tese. O Estado para esta gente é como um banco mas melhor, porque não precisam de repor o que lhes foi dado.
Todavia, a ser verdade a notícia, só existe uma saída, a saber: confiscar coercivamente o dinheiro recebido indevidamente. Despedir com justa causa a administração. E proibir os administradores demitidos de exercerem no futuro cargos públicos.
Depois, tirar as devidas conclusões do papel do governo, uma vez que parece não se prenunciar sobre estas matérias relevantes para o bom nome do Estado...
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Dito isto, está confirmada a teoria que afirma: que enquanto nós escrevemos sobre, enquanto as autoridades investigam sobre; os democratas criam formas legais de enriquecimento lícito...

05 novembro 2010

Poder...

O deus Tot já mandou vir para protecção do Estado...caso seja necessário...

02 novembro 2010

Orçamento de Estado 2011 II

O estado não tem fatalmente que realizar negócios ruinosos com os privados quando contrata Parcerias Público-Privadas (PPP), nem de aceitar sistematicamente derrapagens de custos e de prazos em obras públicas, nem de manter empresas públicas cronicamente deficitárias e sobre-endividadas.
p.13
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O livro acima citado, e que penso não ser necessário fazer a nota bibliográfica, na medida em que a capa está digitalizada; diz-nos a verdade sobre os números apresentados. Sempre que achar pertinente, farei uma citação do livro que esteja condizente com a situação actual do país.
O governo da República Portuguesa, ainda não conseguira explicar com recurso a números reais, entenda-se, contas bem feitas, como atingira o défice público do ano de 2009 o valor de 9,4% do PIB...