18 janeiro 2011

Homens...

O deus Tot já andava para ler este livro, provavelmente á mais de cinco anos. Quis o destino, coisa esquisita, que o esteja a ler como historiador. O deus tinha de vir como historiador, uma vez que um dos seus atributos divinos é o de arquivista, até aqui, parece que o destino se funde.
Mas voltemos ao livro, os relatos de acontecimentos reais, tidos nas descobertas, recorda-nos um período áureo da nossa história colectiva.
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É um erro considerarmos a História como um passado que morreu, que já não interessa e que deve ser arquivado. A História á a mais viva das raízes da nossa existência, é a memória colectiva do que os nossos antepassados fizeram para nos oferecer a nossa maneira de ser e estar.
A História escrita por um povo é uma aglomeração de factos consumados, criados por milhões de vontades individuais que, conscientes disso ou não, agiram em conformidade.*
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Falar deste livro num período conturbado da nossa história não tem nada de inocente. Porque ele, o livro, narra acontecimentos reais dignos de louvor, capazes de fazer corar um qualquer Espartano que ainda estivesse vivo. Os Portugueses citados, mereciam nunca ser esquecidos, uma vez que as suas coordenadas acções mudaram o curso da História em nosso favor. Os Portugueses de então eram os antípodas dos portugueses de agora, e numa escala gradativa degenerativa, dos portugueses que ocupam cargos governativos actuais.
Mais de 800 anos de História colectiva para chegarmos a este triste estado, a este sem sentido colectivo programado que entorpece os músculos, o coração e a alma dos Portugueses.
Sempre que olhamos para terra, para o interior, e descuramos o mar, morremos como povo, como nação nobre e valente. Para finalizar, senão ninguém lê, este livro deveria ser de leitura obrigatória, de modo a permitir de novo o pulsar do sangue nobre Português...
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*DAEHNHARDT, Rainer, Homens, espadas e Tomates, Zéfiro, Sintra, 2010, p. 24

2 comentários:

Flávio Gonçalves disse...

Nesta altura seria também urgente até uma reedição do "Identidade Portuguesa, Porque a Defendo" do mesmo autor.

Tot disse...

Então Flávio, mãos à obra...
Cumprimentos