09 fevereiro 2011

Notas democráticas...

Trasímaco, em República de Platão, já afirmava: que a justiça era a conveniência do mais forte. Repetimos a afirmação, acrescentado que existem duas justiças, uma destinada ao poder do dinheiro, e a outra, para o sem meios de defesa efectiva do seu direito dito democrático, o que não deixa de ser estranho, se pensarmos que a democracia deveria proteger os fracos. Mas voltemos à justiça, e à sua relação com o poder, isto é, se aquele que é acusado for poderoso, tiver muito dinheiro, e amigos influentes, tem a seus pés os meios de comunicação social, a trama democrática do espectáculo de massas. Se o acusado for poderoso, pode dar-se ao luxo de insultar tudo e todos, rebaixar os magistrados e juízes, e quem lhe der na real gana. Pelo contrário, se o acusado for pobre, está literalmente tramado, pois tem em cima de si, não só a justiça, que para ele é justa, mas também o poder de quem o acusa, seja este o poder do Estado ou o de um qualquer poderoso de trazer por casa... Enfim, por hoje fico-me por aqui, deixando para a próxima, a argumentação sobre a relação estreita e solidária que existe entre a Democracia e a banca...

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