02 fevereiro 2011

Patriotas

Tenho estado remetido ao silêncio, não porque não haja nada para dizer, mas sim porque já nem consigo falar do que já se fala, das sucessivas asneiras, das mentiras, das invejas, das perseguições, dos pseudo-controladores, enfim, tenho estado calado para não acrescentar mais lenha à fogueira da trama colectiva, do diz que diz, do deixa andar, dos tachos, da mesquinhez, etc. Das pseudo-organizações com meia dúzia de sócios, dos doentes dos ismos, dos rótulos, dos pseudo-líderes, dos pseudo-chefes, dos pseudo-detectives e afins, dos pseudo-defensores do Estado, e coisas do género. Dito de um outro modo, já começo a ficar farto do português, não do genuíno, do que se preocupa, do atento, do que conhece o seu passado e esplendor; mas sim daquele que urde mentiras, que brinca às organizações a aos líderes, que difama, que tem o mau como exemplo, a intriga como modelo a seguir; este português de trazer por casa, não me interessa, não me seduz, nem merece tão pouco algum esforço da minha parte em contribuir para a seu bem estar. Este triste português está neste momento frente ao televisor a ver a bola, a alienar-se de si, a deixar a trama continuar, este sim, é o modelo de português preconizado pelos fazedores de opinião. É o português que convém aos que decidem, dócil, facilmente manipulável, distraído, confortável na sua miséria e pequenez. Ausente dos problemas e incapaz de produzir um raciocínio crítico, construtivo. Em suma, este português contemporâneo é meigo, medroso, anda cabisbaixo, reclama dentro de portas e deixa-se controlar pela emoção dos prazeres do nada...

4 comentários:

Anónimo disse...

Animai os bons e afastai os maus.

Tot disse...

Caro anónimo, esse é o verdadeiro lema, citação do mestre Confúcio.

Cumprimentos

AMCD disse...

A sua indignação também é a minha. A criação de uma massa de cidadãos acrítica em relação às decisões que alguns tomam quando ao seu destino é, a meu ver, o maior sintoma do falhanço da educação no Ocidente.

É de registar que hoje todos os portugueses já não nascem livres, coisa nenhuma. Nascem contribuintes!

Antes de terem religião, partido político ou até, clube de futebol, têm um número de contribuinte. O que significa isto?

Não era por acaso que Agostinho da Silva o recusava (o cartão de contribuinte). Agora, paralelamente ao nome, aos bebés é dado um número.

É isto o socialismo?

Tot disse...

Caro AMCD, fico agradado, com o seu comentário. Todavia, fico deslumbrado com os livros que leu, o que significa, que eu tinha razão quando escrevi o texto que comentou, isto é, existe um grupo de cidadãos que se preocupa, que lê, e depois lá vem o resto que preenche os números...

Cumprimentos e ainda hoje farei o link para o seu blogue