14 fevereiro 2011

Solidariedade entre a Democracia e a banca...

A solidariedade que existe entre a Democracia e a banca, diz mais à primeira do que à segunda. Isto é, a primeira precisa da segunda para subsistir, enquanto que a segunda dispensa a primeira sempre que o tempo e o espaço em que se mova seja propício a um outro regime, que a satisfaça. Prova deste facto do tempo moderno, encontra-mo-lo na imensa variedade de sistemas de governo que actualmente povoam o globo.
A democracia sem a banca colapsa. Todo o direito implica a necessidade imperiosa e inexorável do suporte monetário. O que significa, que a primeira deve produzir legislação de modo a proteger a segunda. Este facto também o podemos encontrar nas democracias ocidentais, nomeadamente a portuguesa.
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O triste exemplo que elucida e justifica este pequeno texto encontra-mo-lo na dívida pública portuguesa, contraída junto da banca nacional e internacional. Mais uma vez, a primeira, para honrar os compromissos tidos com a justificação da sua existência, onera e hipoteca num tempo ainda por contabilizar, a riqueza parca produzida no país; e que servirá para continuar a dar alento à segunda, que se adapta a qualquer sistema que promova o seu bem-estar...

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