26 março 2011

Urge a revolta...

Neste tempo presente em que o país espera um novo governo, sem certeza sobre a sorte de um futuro risonho, devemos sem demoras questionar o sistema de governo, isto é, da sua viabilidade económica, e se tem sentido manter as solidariedades entre famílias políticas e de sangue. O cancro do nosso actual modelo de gestão assenta nesta troca de favores que nada diz de justiça, de social ou económico, a não ser na sobrevivência da linhagem, seja esta de sangue ou política. A mentira do bem comum, da justiça social, da mobilidade social, é tudo uma farsa, digna de uma qualquer peça de teatro que se representa no real. A habilidade na oratória substituiu o mérito da função. A pouca vergonha substituiu o decoro. Os salários dos gestores públicos, contrastam com as migalhas dadas, como se de esmolas se tratassem, aos mais pequenos na escala hierárquica.
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Não agir hoje contra esta pouca vergonha, equivale a dizer que continuem a trama, continuem a representar. Não agir, significa não querer saber, desinteresse, cobardia, vergonha, também comodidade, bem-estar solidário, se se tiver uma relação próxima do poder. Não agir em prol de um futuro melhor, pode também significar que se está bem, mesmo que esse bem não seja nada, nem acrescente nada ao nada que já se tem...
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Sejam de uma vez por todas homens...mas fora de casa...onde possam ser ouvidos...

1 comentário:

menvp disse...

"Governo e oposição estão/são completamente manietados pelos lóbis" - César das Neves


Não é só andar a pagar as dívidas que os governos fazem/deixam...
A «democracia directa» não é solução... mas votar em políticos não é passar um 'cheque em branco'!!!!!!
Quem paga - vulgo CONTRIBUINTE - deve possuir o Direito à Transparência e o Direito ao Veto das despesas não consideradas prioritárias...

PELO DIREITO AO VETO DE QUEM PAGA (vulgo contribuinte) blog: Fim da Cidadania Infantil.
{um ex: a nacionalização do negócio 'madoffiano' BPN nunca se realizaria: seria vetada pelo contribuinte!}