06 abril 2011

FMI

As agências de rating trabalham com dois propósitos entrelaçados; um teórico ou imaterial e o outro material. Pensamos que as agências são parte interessada na notação atribuída aos estados soberanos, não só porque ajudam a formar opiniões, como também dirigem habilidosamente os mercados na direcção pretendida.
Sobre o propósito teórico já falei em artigos anteriores, repetindo que este diz respeito à teoria neoliberal que defende a livre iniciativa sem controlo estatal. Já o propósito material deriva do primeiro, isto é, do teórico e apenas existe para alimentar um mercado bolsista sedento de oportunidades de negócio. As notações, ou se preferirmos, as notas atribuídas aos estados soberanos servem de aviso a possíveis investidores, de modo a analisar o risco que estes podem correr ao adquirir determinada dívida pública.
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Dito isto, devemos acrescentar que deste modo, os estados passam a estar "reféns" das notas atribuídas pelas agências de rating.
Todavia, devemos também nós acrescentar a nossa teoria, que não é mais do que: pelo recurso à lei, pôr termo às agências de rating, bem como responsabilizar com recurso a auditorias exaustivas, os políticos pela situação caótica das contas públicas...

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