22 abril 2011

Revolta social...

A revolta social tem a sua justificação na austeridade imposta pelo governo, e na austeridade a impor pelo FMI e pelo FEEF. A responsabilidade tem graus, isto é, tem níveis gradativos, sendo que cada um é responsável quer pela situação presente, quer pela indiferença, ou ainda pela maledicência habilmente praticada ao longo deste últimos anos de democracia da opinião.
Neste sentido, o teórico fundamenta-se no prático, na medida em que dele deriva.
A fundamentação teórica da revolta social encontra-se na mentira de um futuro melhor, de um falso bem-estar social derivado de um sistema político alegadamente superior, designado: Democracia. Fundamenta-se na farsa, no diz que diz, na aparente soberania popular. Fundamenta-se também no facto de todas as funções decisórias do Estado estarem condicionadas, quer dizer, estarem ao serviço da solidariedade das famílias políticas e das famílias de sangue.
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Quem ainda não percebera as solidariedades, jamais conseguirá entender a trama da mobilidade social...

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