01 maio 2011

1 de Maio de 1886

O dia 1 de Maio, nos tempos modernos de necessidade imperiosa de emprego, deve ser celebrado não como o dia do trabalhador, descontando a ressalva histórica do dia, mas como o dia daqueles que ainda têm trabalho.
Contudo, no dia do trabalhador tradicional, devemos sem medos questionar a trama democrática, isto é, quantos dirigentes das duas inter-sindicais, e dirigentes dos muitos, mesmo muito sindicatos permanecem no mesmo posto, desde a fundação dos respectivos. Interessante análise esta, se pensarmos, que as inter-sindicais e os sindicatos, são veículos de transmissão de informação, e controlo coercivo de ideias que estejam para lá do politicamente correcto. Mas voltemos à fundação dos ditos, para reafirmar que todos eles sentiram uma necessidade quase divina de se auto-promoverem, e de se auto-protegerem durante a vigência das suas funções. Todavia, esta necessidade básica de salvaguarda de interesses vai mais longe, porque mantém as mesmas solidariedades existentes entre famílias políticas e famílias de sangue. O que realmente importa no tempo histórico presente é preservação das funções decisórias do Estado, o resto, são funções menores, que qualquer um pode desempenhar.
Neste sentido, convém manter e preservar a todo custo, o modelo vigente, bem como as solidariedades familiares, que asseguram a continuidade do regime e a continuidade das mesmas famílias nas funções decisórias do Estado.
Dito isto, devemos considerar que o movimentos sindical deriva deste modelo coercivo, imposto a todos, e destinado a manter os ganhos dos mesmos...

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